Links do Mês #2

Ressaca né? Preguiça do caralho nessa terça de Carnaval com cara de domingo, último dia do mês de fevereiro e marco zero do ano de 2017, aqui no Brasil, claro.

Agora é contar as horas pro Natal e ler alguns textos pra distrair até lá...


Este site cria mashups geniais com seus hits favoritos dos anos 2000

É inerente ao ser humano festejar a década que marcou sua vida como melhor década existente, e é tão inerente quanto a gente ficar gritando por aí que "no meu tempo" as música era melhor. Bom, livre de julgamentos se essa época é melhor que a outra, a verdade é que a gente adora aquela mistura de duas músicas, os famosos mashups. 

Quem imaginaria ouvir "In Da Club" do 50 Cent com "Brig Me To Life" do Evanescence e "Real Slim Shady" do Eminem com "Snow (Hey Oh)" Red Hor Chili Peppers que iria ficar bom? São músicas escolhidas a dedo pra dar certo, num trabalho de levantar e bater palmas sentindo saudades da primeira metade dos anos 2000.

Conheça o cara que está tentando virar um vibrador humano

Isso é tão Black Mirror...

Não, isso é tão Orphan Black...

Quem acompanha a série dos clones sabe também que em toda sua ficção científica, não tão ficção assim, há uma ciência chamada de "Neoevolução". Se Neo é de novo e Evolução é de... evolução (seu burro). Tal ciência dos body hackers consiste em um tipo de drible do Neymar do ser humano contra a natureza em que ele usa a tecnologia em si mesmo, assim ditando seus caminhos evolucionistas e virando um grande gadget ambulante.

Quer exemplos? (calma, não é enfiar celular no cu). Que tal injetar uma substância nos olhos pra ver no escuro ou implantar chips sob a pele para abrir portas com um toque. Legal né? Se a tecnologia curou a inutilidade humana além de dar a descarga automaticamente quando sente que o cocô tá boiando lá, as possibilidades são infinitas. Bom, o que citei já existe e modificar DNA nada mais é do que isso, então, com o tempo as tecnologias tendem a cada vez tornar os livros cyberpunks que a gente lê mais próximos da realidade. Prepare-se.

A da desse cara? Ah sim, tentar produzir seu próprio orgasmo com um apertar de botão. É amigos, nem bater punheta queremos mais.


Lordes dos Sith expõe as muitas camadas de Darth Vader

Quem visitou o Descafeinado recentemente viu que resenhei um dos livros do universo expandido oficial da franquia, pois bem, este é mais um.

Darth Vader é o maior exemplo de antagonista multifacetado. Começou bom, cresceu e impulsivo como sempre foi, ficou mal; assim ficou mais mal, mais poderoso, mas morreu bom nos braços de seu filho porque viu que sua vida não valeu tão a pena se rendendo a interesses que não eram tão dele assim. A questão é que o lado negro da força é um termo charmoso pra o que a gente teme: o medo. Esse medo quebrou Anakin Skywalker e Palpatine se aproveitou muito bem disso.

"Lordes do Sith" expõe os detalhes do do relacionamento de Darth Vader com o Imperador Palpatine e um pouco mais sobre o personagem mais asmático e amado de todos os tempos da cultura pop. 

Esse livro eu vou comprar!

Efeito Espectador: porque somos uma sociedade apática

Pra começar te faço uma pergunta básica.

Você ajuda o próximo?

Sim, certo? Tá, você respondeu isso. Mas você se deu conta de que quando você está rodeado de pessoas você na grande maioria das vezes espera sempre "o outro" agir primeiro que você", tomar a iniciativa?! Ficamos congelados, quase sem reação, como se a adrenalina do momento nos dissesse pra esperar o cara ao lado agir primeiro porque "não depende só de nós", tipo ou vai ou racha sabe...

Essa é uma pergunta que nem eu e nem você sabemos responder ao exato, então esse texto traz uma reflexão pertinente do que é ser "o bom samaritano".

O mundo tá foda. 

Esse é um consenso tão absoluto do que se eu perguntar pra você se o carro deve ter volante pra direção, e tá tão foda que tá dificil até em se preocupar com o que você acha que deve se preocupar e com sua própria vida, porque tem gente que cuida dela mais do que você mesmo.

No Facebook ficou rodando o meme dizendo que a pessoa "tá se preocupando com o Trump e mora em Goiás", portanto, o que ele faz ou deixa de fazer nem vai fazer diferença no seu mundo. Bom, ouviu falar em algo chamado globalização? Infelizmente o preço de A e B dependem também lá do cara de laquê no cabelo, se ele tá de boas com o Putin, e se ele vai deixar você viajar pra lá nos próximos quatro anos...

Show do Milhão: conheça o único participante que derrotou Silvio Santos

Talvez o programa mais divertido de perguntas e respostas que povoou a mente de milhares de pessoas sonhando em ganhar o milhão de reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro (muito importante isso), vai retornar com a apresentação da Patrícia Abravanel e com crianças até 12 anos. 

Mas tá, alguém conseguiu esse tal 1 milhão? Sim, uma pessoa de capa e espada conseguiu essa proeza.

E você achando que essas enciclopédias empoeiradas da Barsa aí na sua estante não valem nada né?

Algumas palavras sobre o fim do Black Sabbath

13 de Fevereiro de 2017, o dia que a banda criada no mesmo dia 13, mas de 1970 encerrou suas atividades. Em Birmingham na Inglaterra, mesmo lugar aonde foi fundada e data que o heavy metal viu a luz do dia.

Pode não ser a banda que mudou meu mundo. Não. Conheci Metallica e Iron Maiden primeiro, essa que é a receita de bolo que qualquer um que queira conhecer heavy metal tem que provar. Só que o Black Sabbath simplesmente foi precursor dessa porra toda. 

O tempo passa para todos infelizmente, mas sua extensa obra fica na memória.

Cientistas estão criando abelhas-drones para combater nossa crise de polinização

Ah, isso sim é tããão Black Mirror...

No último e melhor episódio da terceira temporada "Hated In The Nation" temos uma amostra dessas abelhas drones polinizadoras, e naquele futuro distópico, o resultado não é nada bom. Mas como sabemos que o mundo é feito de possibilidades, esta, claro, ajuda muito.

Talvez você não saiba ou não dê muita atenção, mas as fofinhas abelhas estão morrendo pouco-a-pouco, por quê? Não se sabe exatamente. Existem vários fatores e s mudanças climáticas são uma delas além da urbanização acelerada, imagino eu, então não se preocupe, não é o tapão seu e nem seu azar que estão matando a colmeia de abelhas aí perto. O fato é que as abelhas, e outras espécies, são importantes no transporte de pólens das nossas plantas, as fecundando, e sem elas, flores e colheitas inteiras ficam prejudicadas. Um exemplo interessante é o café. Quando cultivado perto de mata, há um aumento de até 15% na produção de grãos,

Então pense bem antes de odiar essas bichinhas fofinhas.

Por que ainda se acredita que reprovar alunos é a solução?

Lá vem eu com esse puta papo de comunista...

O título pode deixar a ideia clara que se é contra a reprovação escolar, mas esse nem é o ponto e nem cabe radicalizações nesse meio, já que no calor da reforma do ensino médio, é importante refletir acerca a alguns fatos. O primeiro e mais forte - e que causa a alta reprovação escolar - é a má formação dos professores e a falta de interesse dos alunos, mas é preponderante também a enraizada cultura meritocrática do nosso país. 

Sabemos por A + B que num país, o melhor nem sempre vence; e nessa cultura que temos, é nocivo apontar somente sobre o desempenho do aluno como expoente de merecimento se ele deve ou não passar de ano. Entendo que, como aluno, meritocracia se opõe a educação, pois essa tem por base de corrigir, e não premiar.


Nesse conto, Carlos, era um homem. Um bom homem. 

Um homem que se esforçou sempre para se encaixar nos padrões da sociedade. Portanto, um bom homem. 

A indicação de Alexandre de Moraes e o governo do retrocesso no Brasil

E falando de um homem, quem é Alexandre de Moraes?

Fomos bombardeados com o nome dele nas últimas semanas, e paneleiros quietos, o governo Temer constrói uma ponte com o STF da Lava-Jato. Simples assim

Resenha Livro: Kenobi (John Jackson Miller)


É consenso que entre o III e o IV filme da franquia de Star Wars há um buraco gigantesco na história. Enquanto na "Vingança dos Sith" temos Anakin Skywalker se rendendo finalmente ao lado negro da força e o desenrolar dramático de Obi-Wan Kenobi por ver seu pupilo se deixar seduzir por Palpatine e o temor da morte que sempre o cercou (sua mãe e agora Padmé), em "Uma Nova Esperança" temos um Luke Skywalker crescido e encontrando um Obi-Wan já envelhecido contando sobre as lembranças de sei pai, o que o motivou a ser um Jedi também. O resto a gente já sabe. =)

Em contrapartida, tais vácuos em vários pontos da história de Star Wars são justamente o que a gente conhece como charme, isto é, o que desperta nossa imaginação ao imaginarmos o que pode ter acontecido com A e com B. Claro que o dinheiro é objetivo e consequência, mas a Disney sabe que comprou uma propriedade valiosa e com uma mitologia absurdamente rica, e tais perguntas que nós fizemos pela nossa curiosidade e imaginação, são justamente as que devem serem respondidas pouco a pouco e esta é a função principal do universo expandido. Star Wars nunca é demais.

Animações, quadrinhos e livros, inúmeros livros. Diria que um dos principais desse universo seja "Kenobi" de John Jackson Miller pois cobre talvez o buraco mais sentido de um dos personagens mais queridos. E quando saí do cinema depois de assistir a "Rogue One" já tinha em mente o que precisava fazer: ler "Kenobi", fechando as principais lacunas entre as duas trilogias.

Não há muito segredo, o livro se trata sobre o que aconteceu a Obi-Wan Kenobi depois dos acontecimentos traumáticos que houveram após "A Vingança dos Sith". Graças a seu pupilo, agora a República se transformou no Império e ele como último Jedi viu-se obrigado a se isolar com uma missão: proteger o filho de Anakin, Luke Skywalker. Portanto, ele viaja para o desértico planeta de Tattoine para dar a criança aos tios de Anakin, os vigiando, ao mesmo tempo em que mantém a esperança de dias melhores. No entanto, todos seus esforços para se esconder se vão completamente quando o "Ben Maluco" (como passou a ser conhecido), se vê envolvido numa luta entre os habitantes de um oásis esquecido no deserto e os Tuskens, ou o "povo da areia".

Com poucos personagens, sendo Ben, Anileen, Orrin e A-Yark como principais, a história se desenrola harmoniosamente pelo deserto de dois sóis de Tattoine (imaginado por George Lucas assim propositalmente) se transformando em um belo faroeste com um fundo de ficção cientifica, afinal, Kenobi é aquele pistoleiro recém-chegado a cidade que esconde um passado misterioso, ao mesmo tempo em que tem consciência da sua responsabilidade do seu poder de fogo.

Trazendo todos os elementos que fazem de Star Wars ser Star Wars: uma história altamente identificável a nós. Star Wars aliás se notabiliza por isso e por isso seu sucesso é tão grande com as pessoas que o assistem. Um exemplo aqui? Enquanto Tatooine é sede desse faroeste, os Tuskens são os índios e o povo do oásis são os selvagens que desconhecem a lei, com medo do desconhecido e seduzidos pelo dinheiro.

"Kenobi" foi o primeiro livro lido da minha remessa comprada recentemente e dentre tantas opções, foi uma compra certeira. Muito bem escrito pelo autor, desde 2005, de diversos contos e livros desse universo expandido, ler "Kenobi" foi delicioso e é tão acessível a qualquer um com suas mais de 500 páginas e seu faroeste. Foi como visualizar mais um spin-off de Star Wars na tela grande, um sonho que talvez um dia vire realidade de acordo com essa notícia aqui.

Ah, como sempre é um prazer a voltar a aquele mundo!


Acorda Disney!

Resenha Série: Vikings (4ª temporada)


No começo da série vimos que Ragnar Lothbrock (Travis Fimmel) era um sonhador, aquele homem que bateu de frente a seu rei na época, e quis não só desbravar o mundo, mas com a mente de um simples fazendeiro que era dar um futuro melhor à sua família e a seu povo.

E talvez o seu desgosto que provocou o seu desejo pela sua morte e em ser dono de seu próprio destino (seu último objetivo), tenha sido causado justamente pelo cansaço do peso de ser a esperança e o espelho de milhares de pessoas, onde ao mesmo tempo ele convivia com as mentiras e as decisões que agora ele quer esquecer de vez. Ele terminou sentindo que era apenas um homem, e que os próprios sonhos falhos não eram responsáveis pelos sonhos de outras pessoas. Ele causou dor não só para ele como para as pessoas que amava. Tudo foi um reflexo inexorável.

Sua sanidade e sua capacidade agora era posta à dúvida, seu remorso o quebrou. Ninguém queria ser rei, mas o rei era ele. Confrontando tudo isso, mesmo na sua morte vimos que ele guarda um último trunfo...

(Se você não assistiu até essa 4ª temporada ou ainda nem começou a ver a série, não leia mais)


Para resumir sua remorso e sua dor, o agora grande e lendário Rei Ragnar em uma das suas incursões a Inglaterra se aproveita do relacionamento próximo com o traiçoeiro Rei Ecbert de Wessex (Linus Roarche) e negocia assentamentos para seu povo numa parte de seu reinado em troca da paz; no entanto Ecbert sabendo que Ragnar está ocupado com sua invasão a Frankia, elimina esses assentamentos num acordo com o Rei Aelle (Ivan Kaye) da Mércia para retomar o poder de Kwenthrith, e Ragnar ao descobrir isso escolher deixar a tragédia em segredo do seu povo para manter sua grandeza,

Enquanto isso ele prepara sua invasão a Frankia, não só para vingar a traição de seu irmão Rollo (Clive Standen) (que seduzido pelo reinado com o poder e a riqueza que ele sempre queria pra si), se aliou ao reinado e Paris acaba triunfando a invasão comandada por Ragnar, o homem que parecia antes invencível.

O peso da derrota fora grande e seu grande amigo Floki (Gustaf Skarsgard) credita isso à proximidade de Ragnar a Athelstan (George Blagden), o beata que ele resgatou como escravo na sua primeira invasão a Nortúmbria ainda na 1ª temporada. Essa proximidade para Floki foi determinante para a derrota, já que os deuses estariam irritados com Ragnar e assim mata Athelstan.

Desiludido com tantas desgraças e inimigos criados, o antes fazendeiro de Kattegat não se sente mais motivado a incursões. Sua fé está abalada e ele não crê mais no seu grande destino em Valhalla. Se na primeira parte da 4ª temporada vimos um Ragnar ainda buscando conquistas, agora ele quer ser dono de seu próprio destino e da sua mortalidade, essa que pra ele seria o último grande feito a ser realizado por ele.

Vikings é a série onde pergunta mór é: para onde vamos agora? 

Da história sabemos, os vikings chegaram até a América do Norte (Canadá) e nessa segunda metade da 4ª temporada já vimos a incursão de Bjorn no mediterrâneo, mas talvez um dos principais desafios de Vikings seja aliar história a ficção ao mesmo tempo. Mas Micheal Hirst sabe disso e não se descuida de seu roteiro que agora teve 20 episódios, e salvo alguns deslizes compreensíveis para um recomeço, manteve a mesma qualidade de antes, o que era um medo meu.

Contrapondo sempre as culturas e as crenças de forma habilidosa - onde podemos claramente ver isso em Athelstan e Ragnar no catolicismo anglicano x paganismo e agora no desiludido Floki com a cultura muçulmana, Vikings se tornou uma das melhores formas de se contar história não querendo só contar história, já que sabemos que essa mistura de crenças foi o começo da derrocada da religião deles.


E o mistério e a sede de vingança continuam...

Enquanto Lagertha (Katherin Winnick) agora é rainha de Kattegat retomando o lugar que sempre sentiu que era dela, Floki agora não vê mais razões em viver após a morte de Ragnar e Helga (Maude Hirst). Com sua morte de seu pai, os seus filhos de Ragnar são os responsáveis por tomar o lugar do protagonismo e seguir em frente com essa história, vingando a morte de seu pai matando Aelle e Ecbert. Bjorn "Ironside" (Alexsander Ludwig) é o líder agora e a um tempo já vem demonstrando esse apreço (aliás é impossível não se lembrar de Ragnar ao ver o jeito de Bjorn, tal pai, tal filho), e Ivar Ragnarsson "Boneless" (James Quinn Markey) com sua raiva reprimida se mostra como aquele que não vê ninguém à sua frente. Opostos que se relacionam intimamente ao duelo entre os irmãos Ragnar e Rollo.

A mudança com a cantada morte de seu principal protagonista foi grande e o choque também, mas Micheal Hirst não deixou cair a bola. Talvez os deixados de lado Ubbe (Luke Shanahan) e Hvitserk (Stephen Rockett) tenham sido um erro por terem sidos tratados dessa forma na 4ª temporada, mas é uma coisa que só poderemos ver nos desdobramento da próxima. 

O que passa pelos meus fones #142 - Depeche Mode

"Where's The Revolution", como o título meio que deixa claro, "é um grito de guerra" questionando os poderes que reprimem nossos direitos de uma sociedade cada vez mais automatizada, ao mesmo tempo em que a letra deixa claro que há uma decepção pela falta de um verdadeiro movimento contra desse abuso.

"The train is coming"

Não é a melhor música deles que já escutei, contudo as letras ácidas e politizadas continuam.

E nesse clima político e preto e branco, com barbas à la Karl Marx que casam muito bem com o clipe, esse é o primeiro single do álbum "Spirit" que será lançado no próximo dia 17 de março,



Tirinhas da Semana #307

Resenha Cinema: O Chamado 3

Chamados porque o telefone toca mais de uma vez?
Para mim é assim: assistir um filme de terror no cinema nunca é o planejado. E não foi quando acabei assistindo "O Chamado 3". Mas assim que isso foi resolvido, a primeira coisa que veio na minha mente foi me perguntar sobre o segundo filme, o que me lembrava dele. A resposta era nada. E essa amnésia de um filme nada reflete muito bem o que são os filmes de terror hoje em dia, um entretenimento caro (cinema não tá barato não) de fórmulas batidas de seres aparecendo do nada da tela e um som alto, aliados a um roteiro fraco e frustrante para quem muitas vezes espera minimamente um algo a mais, e quando digo minimamente, é porque não coloco nenhuma expectativa.

Mas vamos voltar ao o que me lembrava do segundo filme. Além de ele ter sido lançado a muito tempo, precisamente em 2005; pesquisando no Wikipedia pra refrescar nossas memórias, "O Chamado 2" é baseado em cima de um roteiro original em que Aidan (David Dorfman) adoece e sua mãe Rachel (Naomi Watts) descobre posteriormente que ele está possuído pela Samara. Entre idas e vindas, ela descobre sobre a mãe da Samara, Evelyn, e também de que a única forma de salvá-lo era matando-o afogado (pois a Samara era o Cascão e tinha medo de água). No entanto, Rachel se entrega para salvar a vida de seu filho, prendendo a Samara no poço (supostamente para sempre) e se atirando do penhasco logo em seguida, como nas cenas da fita. Bom, apesar de Naomi Watts ter sido elogiada pela sua atuação, o filme recebeu muitas críticas negativas (finja surpresa) e por sorte ela não retorna nessa bomba que é o terceiro filme. 

Em cima da forte mitologia de Samara estabelecida no primeiro filme de 2002, "O Chamado 3" resolveu por ignorar tudo aquilo que não lembramos no segundo filme (tanto que no título original é somente "Rings"), mas sobretudo por ser uma continuação extremamente tardia, afinal se passaram quase 12 anos, portanto, os roteiristas resolveram apelar mais para o primeiro filme e uma mitologia da Samara para uma nova geração.

Quando o primeiro "O Chamado" foi lançado, aquela construção básica em cima de uma maldição de um VHS com um vídeo misterioso que despertava um espírito que surgia na tela da televisão me assustava pra caralho, "O Chamado" era um filme que funcionava, não só por eu ser mais jovem, mas porque a história era realmente legal e concisa. 

O que temos aqui no terceiro Chamado é basicamente a mesma coisa com a diferença das tecnologias empregadas. O professor Gabriel (Johnny Galecki, sim, o Leonard Hofstadter de Big Bang Theory num estilo descolado com a barba por fazer e um brinquinho na orelha que acaba com qualquer credibilidade que o personagem podia ter) compra um vídeo-cassete velho (e que hoje em dia ninguém sabe o que é) e descobre que uma fita velha está dentro com a clássica mensagem "me assista". Claro que ele assistiu e a merda estava feita. 

Aproveitando de seu status de professor, ele pesquisa e descobre que a sua maldição seria passada pra frente se em sete dias outra pessoa assistisse ao vídeo ao lado dele, e assim foi. Com a desculpa de que era um trabalho de escola sobre uma transcendência da vida após a morte, a merda vai passando de "seguidor" em "seguidor" até que chega em Skye (Aimee Teegarden), sua esposa, e depois em Holt (Alex Hoe), namorado de Julia (Matilda Lutz) e que por não conseguir falar com o namorado, descobre sobre a tal "experiência" e para salvar a sua vida e do namorado vai atrás de saber o que realmente Samara quer e porque faz isso. Enfim, mais uma vez é a história de uma coitadinha.

Com soluções simples, como um vídeo dentro de um vídeo (?!?!), e um roteiro que chega a ser risível em vários momentos, inclusive desperdiçando Vincent D'Onofrio (o Wilson Fisk de Demolidor), como o pai de Samara e irreconhecível com a barba, "O Chamado 3" ignorou o segundo e tirou a Samara do poço para uma possível franquia agora sem essa pausa gigantesca. E bem menos assustadora, agora saindo de celulares e tendo fotos de suas vítimas espalhadas no Facebook. Talvez se o filme tivesse apelado para a pesquisa de Leonard, ops, Gabriel, sem apelar mais uma vez para o passado de Samara e sim do porque ela faz o que faz e da onde vem, talvez o filme seria mais interessante. 

Bom, talvez o mais assustador do filme seja o seu vídeo de imagens aleatórias, que agora não depende mais de cópias de VHS para ser proliferado, bastando um CTRL+C e CTRL+V para tal. No final do filme o seu vídeo vai para todos os contatos de email de Holt. Se fosse verdade, isso seria assustador; mais do que ter uma caganeira com Activia.

Sim, a trilha de seus jogos prediletos foram feitos em um teclado

Enquanto rolavam aquelas partidas descontraídas na infância 16 bits, com certeza você já deve ter discutido isso com seu amigo, como eu, num tom bem cômico: "com certeza eles fizeram a trilha de todos os milhares de jogos do Super Nintendo e do Mega Drive num teclado só".

Não deixa de ser verdade, já que o Vinheteiro no YouTube fez justamente isso.

É tanta nostalgia que não cabe em apenas um vídeo, mas sim dois!




E não é que fizeram uma versão metal de Stayin' Alive?

O Tragedy é uma banda de metal natural de Nova York que presta um tributo a ninguém menos que os Bee Gees.

Pera, Bee Gees? Ok, os ingleses que sua mãe adorava e símbolo máximo do filme "Os Embalos de Sábado a Noite" não tem nada a ver com o heavy metal, mas esses americanos que prestam essa homenagem aos irmãos Gibb tem a premissa de ser não só uma banda tributo, mas muito além disso. Ah, agora tô entendendo.

É assim que eles se apresentam. E se baseando nessa premissa eles fizeram uma versão metal do clássico da brilhantina Stayin' Alive, com aquele estilão todo anos 80 e inclusive com diversas referências ao filme. Olha, ficou fodástica!

Confira no play:


Via o ótimo Collectors Room


DROIDS: A série dos robôs mais amigos da galáxia!

No YouTube o canal brasileiro Darth Blender é especializado em fazer mashups fodas sobre a cultura pop, e o dessa vez é sobre a série Friends e os droids mais amigos do universo: o robô astro mecânico R2D2 e o droid de relações interpessoais fluente em mais de seis milhões de línguas C3PO.

Mas para eles não ficarem sós achando que foram criados somente para sofrer, juntam-se a brincadeira os dois novos integrantes: o robozinho esférico BB8 e o droid reprogramado do Império, K-2SO ou Kay-Tuesso.

O que dá de tudo isso? Talvez um dos vídeos mais legais da galáxia!


Vi no Brainstorm9




Resenha Cinema: Manchester à Beira-Mar


É normal a gente contar de alguma situação nossa e levar um "larga de drama" na cara. Por mais que realmente as experiências da vida mostrem que realmente a dor que você julgava sentir não passava de mais um arranhão - e é dessas cicatrizes que somos feitos -, a dor é algo que é somente seu. E por ser tão pessoal, não é culpa sua e nem da outra pessoa em não compreender exatamente o que lhe está acontecendo; de um lado, você não entende a própria dor; de outro, a outra pessoa não entende a gravidade disto em todas as suas dimensões. 

Mas por ser algo tão pessoal e intransferível como uma senha, é a dor causada pelas sombras de nosso passado que não é perdoável até que você sinta isso, isto é, por mais que o mundo inteiro nos perdoe e que o tempo faça isso parecer passado como o é no calendário, é somente o próprio perdão provocado pela própria decisão de parar de se martirizar que te farão seguir verdadeiramente em frente, enterrando mais um capítulo desagradável em nossas vidas. 

"Manchester à Beira-Mar" a primeira vista é o tipo de filme de roteiro simples que automaticamente nos faz pensar em uma redenção, pode passar naturalmente desapercebido. Claro, estamos em janeiro, época de Oscar e que na maioria de seus indicados são filmes feitos para agradar a Academia (como La La Land e suas quatorze indicações), no entanto, o que traz toda essa carga é a montagem do filme através de seus constantes e impactantes flashbacks que transformam o filme no supra-sumo do que é direção, roteiro e arte; um jogo executado por um elenco incrível.

Lee Chandler (Casey Affleck) é um zelador eficiente e antissocial que vive uma rotina desagradável de um conjunto habitacional em Boston, mas que em virtude da morte de seu irmão, Joe (Kyle Chandler) é forçado a retornar à sua cidade natal de Manchester para lidar com a burocracia habitual que envolve a morte de algum parente, e como se não bastasse, assumir a guarda de seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). Contudo, essa guarda envolve também o retorno de Lee a Manchester, lugar de um trauma horrível na vida dele.

Contar do trauma seria tirar um dos encantos do filme, mas "Manchester à Beira-Mar" gira em torno disto, da dor causada pela morte e sobre o quanto podemos nos sentir estar mortos, mesmo vivos, quando o erro cometido é irrevogável para si. 

O sentimento de empatia causado pela atuação sincera de seus atores é uma constante entre seus poucos e bem colocados personagens. Seja na breve cena de cinco minutos em que a ex mulher dele Rudi (Michelle Williams) aparece numa conversa com Lee (e que me pergunto até hoje se aquilo mesmo estava no roteiro, devido a sua carga dramática impecável), seja para com seu sobrinho Patrick. Que num primeiro momento é somente mais um jovem seguindo sua vida normalmente com seus namoricos e trinos de hóquei, mas que depois de ele ter seu estado de choque despertado por um freezer, passamos a compreender como podemos lidar com a mesma dor de formas diferentes. 

Lee procurou se fechar, Patrick buscou a inércia, Rudi seguiu a vida carregando o passado.

Numa aura de silêncio constante em que apenas os olhares, os longos diálogos e a dramaticidade carregada no olhar de Lee (numa atuação simplesmente espetacular de Casey Affleck que lhe rendeu uma indicação justíssima ao Oscar), o filme carrega um aperto imensurável. Mas o incompreensível Lee, mesmo no seu olhar que evita qualquer tipo de contato, nas brigas de bar que se envolve sem nenhum motivo (talvez para confrontar a dor que sente nele mesmo), e nas as mãos nos bolsos no jeito sempre retraído (conformado em ter que ver a vida ter que continuar no alto de sua inteligência que o diz que tem que ser assim); a fuga da dor carrega o filme e ela carrega a nós mesmos, na empatia que Lee nos provoca simplesmente pelo seu talento em ser sincero em seu olhar.

Politicamente, temos uma crise moral entre nós


A morte da primeira-dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula molusco, ganhou e ainda ganha as manchetes por ter sido uma pessoa pública importante e por isso é noticiada. Só que não demora cinco minutos pra encontrarmos um comentário do tipo "ah, dos pobres mortos da periferia ninguém fala né?". Além de esse comentário soar insensível e que se parece a se dispor a "qualificar problemas" tomando pra si como próprios (como o caso da tragédia da Chapecoense), se revela num falso ativismo, já que é só nesses momentos raivosos em que a timeline se inunda com a mesma notícia ou no próprio ódio de ver o Lula na tela que isso surge na cabeça. Ponto. 

Ontem e hoje especialmente, os desdobramentos do acontecido tem ganhado as manchetes, infelizmente, não só dos encontros de políticos adversários ou da própria morte dela, mas da insensibilidade de parte do povo em não perceber que num momento de dor todos somos humanos e ao reconhecer que o abraço de Lula e FHC tenha sido realmente uma lição ao partidarismo e nacionalismo exacerbado que tomou conta das ruas ultimamente, me fazendo ter cada vez mais aversão ao ver que o que deve ser realmente defendido distancia do que é ético - por exemplo, não vejo nada por Temer dar a um dos seus caciques citados 41 vezes na delação da Odebrecht o status de ministro para ter foro privilegiado, como Dilma tentou dar a Lula lá atrás.

Entre médicos que sugeriram desligar os aparelhos da paciente até aqueles que, pasmem, comemoraram a morte de Marisa puramente por divergência política comentando que "o Lula merece o que está acontecendo" e perturbaram o silêncio de outros pacientes vaiando e xingando o golpista Temer, cabe uma ressalva: não vivemos só uma crise representativa, educacional, carcerária ou econômica, mas uma crise moral de grande parte do povo que não sabe mais distinguir a diferença entre vida e morte, e entre opinião e insensibilidade; uma atitude que deveria ser natural e independente sobre o que esse ou aquele tenha feito mas é esquecida em favor do próprio umbigo que elege o menos pior. 

Com as demonstrações de intolerância Trumpianas, como com os refugiados que são julgados como terroristas em sua totalidade, com imigrantes que vêm ao país porque são vagabundos que "tem preguiça de trabalhar na sua terra natal" (como ouvi hoje) ou com a falta de respeito em simplesmente ignorar o que acontece ao redor (sem contar os pretos, pobres e bandidos), talvez esses é que, como Marisa Letícia, morrem cerebralmente, mas ainda vivos.

Links do Mês #1


Número 1, para colecionadores. =D

Mês passado, ano novo, e eu estava me perguntando em como compartilhar com o pessoal que acompanha o Descafeinado os textos interessantes que leio ao longo dos dias sem usar o Facebook pra isso? Bom, porque não então uma seção nova?!

O compartilhamento de conteúdo é essencial em tempos tão interligados e talvez não depender do Facebook para isto seja mais fundamental, já que com seu algoritmo que "escolhe" e/ou decide por você o que é do seu interesse, eu creio que uma seção como essa seja muito importante para difundir o conteúdo que eu quero que chegue até você. Seja pra informar, seja pra recomendar o que você já leu, ou pra matar nossa curiosidade, essa seção é pra abrir sua mente e está aberta a sugestões sempre.

Vamos lá?



O grande sociólogo Zygmunt Bauman nos deixou em janeiro e sua definição de liquidez nas relações modernas é talvez o pensamento que melhor reúne as aflições humanas no mundo atual. Terminarmos ou começarmos? Tudo anda tão dificil...


Belo texto sobre o panorama do mercado de trabalho para você que espera que fevereiro traga empregos que janeiro e todo o resto de 2016 não trouxeram. Um mundo onde exatas e humanas se aproximam num lago interdisciplinar e multi-tarefa parece serem realmente o caminho, principalmente com a IA batendo, chutando e estraçalhando a porta. Os empregos minguarão e precisamos nos virar nos 30.


Olha a cobraaaa, é mentiraaa. Pois é, não sei o que é pior, um Governo que volta atrás por ouvir a voz da população ou aquele que é inflexível em suas decisões - bom, talvez o segundo, por não queremos voltar ao absolutismo. Mas o que quero dizer é que com essas decisões repensadas, para um Governo cair na piada é questão de segundos. O excelentíssimo ministro das cidades Jimmy Neutron Gilberto Kassab anunciou que as franquias de internet banda larga seriam inevitáveis, mas logo depois voltou atrás na sua decisão dando a melhor desculpa dos que não sabem o que dizem: "fui mal interpretado". 

Mas a questão central, além de que passamos por mais essa, é o pensamento atrasado do país em relação a tecnologia. Preocupante no mínimo.

"Da HBO só sai coisa boa"

O canal que é sinônimo de qualidade no que se diz respeito a séries lançou "Westworld" ano passado e simplesmente abriu um leque inimaginável de sensações. Transformando um filme dos anos 80 em algo muito maior, os roteiristas entregaram não só uma realidade distópica, mas uma jornada através do que nos define como ser. Na verdade, o que nós somos?


Um texto mostrando a riqueza que "Heroes" traz em sua letra, não só pelo lirismo em si, mas nas experiências vividas por Bowie na época de plena guerra fria e uma Alemanha dividida.

Essencial para fãs e admiradores do cantor!

"O Processo" de Franz Kafka é um dos melhores e mais complexos livros que já li, e infelizmente atual. Na vida às vezes nem fazemos ideia do que estamos fazendo e porque que estamos ali, mas nessa burocracia sem fim que Josef K. está metido, vemos um Estado negligente com as preocupações de seus cidadãos e somente interessados em aumentar cada vez mais seu poder.

Familiar, não?


Simples, uma bela reflexão sobre o que é o heroísmo, da sua complexidade, e da nossa visão sobre o que entendemos no que é ser um herói.


Somente quatro anos (pelo menos foi mais longo do que o segundo mandato da Dilma). A trajetória do Wii U foi curta; e era mais ou menos com essa idade, por exemplo, que o Playstation 2 começava a atingir a sua maturidade. Será maior adesão dos jogadores ao PC? Será uma demonstração de que os consoles não são mais sustentados somente por bons jogos? A verdade é que a Nintendo e nem ninguém não consegue mais se sustentar por si mesma apesar da sua rica biblioteca e elenco de personagens. Na verdade, o Wii U, uma ideia atabalhoada mas que teve bons jogos, estava fadado ao fim desde o início.


Sabia desse lance de filme de espionagem? Não? Nem eu.



Com os massacres que vimos pelos presídios ouvimos numerosos comentários comemorando a matança pois para a grande massa da população "bandido bom é bandido morto". Certo. Mas analisemos mais a fundo. Se os presídios são para ressocializar pessoas, porque então todos parecem um depósito de pessoas? Rousseau dizia: Ninguém nasce mau, a sociedade o corrompe" e num ambiente que bandidos e traficantes perigosos convivem com aqueles que só esperam julgamento, seja por roubar comida, não ter pagado pensão ou usuário de drogas, a sobrevivência depende de andar como os outros andam. Todos corrompidos.


Uma boa dose de criatividade e uma tonelada de truques e ilusões. Era uma delícia!


Um dos filmes mais espetaculares de todos os tempos, sem mais.


Estamos a um clique de distância de absolutamente tudo. Se a internet é capaz de aproximar pessoas e unir interesses em comum, ela é também capaz de afastar e causar a antipatia ao próximo. Com isso, se a voz do saber aumentou, as dos idiotas também. E ela é sempre mais ouvida.

Nesses tempos em que sempre queremos mais e nos queixamos de ter feito menos no final das contas, que tal só fazer o necessário?