As semelhanças entre os episódios IV e VII de Star Wars

As semelhanças entre os episódios IV e VII de Star Wars
Eu pessoalmente adorei o filme, mas tais semelhanças e outros tipos de falhas me incomodaram um pouco dado a expectativa que o filme naturalmente criaria nos fãs de Star Wars como eu, mas em contrapartida, eu achei que também foi um caminho acertado da direção. O filme apostou no fan-service e apostou na nostalgia sabendo que era um jogo ganho, e foi redondinho nisso. Star Wars VII foi uma passagem de bastão competente entre a geração antiga e a nova, entregando aquele básico bem caprichado pra "despertar a Força", ganhando terreno e banca pra se arriscar mais nos episódios VIII, IX e em spin-offs como o Rogue One, que vai se passar entre os episódios III e IV e que é importantíssimo pra franquia, afinal, Darth Vader está na área de novo!

Agora falando de finanças, claramente JJ. Abrams como fã iria apostar na nostalgia, e mais claro que a luz do sol é que a Disney, que não é boba nem nada, reforçaria a ideia pra dar aquele passo de $egurança. Não estou criticando o filme, pelo contrário, mas é como se o zagueiro desse o chutão pra lateral quando a bola estivesse na sua área. 

Naturalmente ao invés de arriscar uma franquia tão valio$a que vinha de antecedentes não tão bons assim como nos episódios I, II e III em que George Lucas era o dono da bagaça e pisou o pé no freio resolvendo apostar muito mais na fantasia, a Disney resgatou o que TODO MUNDO gostava na trilogia original que era a novelona que Star Wars na realidade sempre foi. Saca o "Luke, eu sou seu pai?". Então. Arrepia.

É só analisar friamente (não tão frio quanto as noites de SP) para perceber isso. Duvida jovem?
  • há um droíde que leva uma informação valiosa e que está em um planeta desértico e desolado; 
  • há um antagonista mascarado, vestido de preto, possuidor da Força, que chega pouco depois que a informação é entregue ao droíde; 
  • há um herói que está sendo torturado para recuperar a informação; 
  • há um habitante solitário no deserto com a Força e que sonha com algo mais; 
  • há um antigo guerreiro que explica a Força à próxima geração; 
  • há um mal supremo que coordena toda as sombras;
  • mais uma vez tivemos uma Estrela da Morte destruída pelo maldito buraquinho (será que os malditos engenheiros espaciais não aprendem?)...
E para não falarem que não há um diferencial, pela primeira vez tivemos um Stormtrooper que se rebelou. =)

Veja Capitão América: Guerra Civil transformado em anime

Bom, infelizmente não estamos ainda nessa realidade, mas essa é uma ideia bastante aplicável.

Alô Marvel!

Se a DC está adentrando o mercado chinês fazendo um Superman tipicamente... chinês...


Não seria nada mais justo se a Marvel fizesse o mesmo ao transportar o melhor filme de todos os tempos (calma, exagerei) na linguagem animada do mundo da Nintendo, quem teve as ideias das artes foi o artista japonês Bin1 Production e olha que ele não deixou todo mundo com olhos grandes e coloridos, mas transformou todo mundo em muié. Oh coisa boa! =D


PS: Lembrando que a Marvel já fez uma parceria com o estúdio Madhouse entre 2010 e 2011 que transformou em anime o time dos X-Men, assim como Wolverine, Blade e Homem de Ferro. Então a ideia não é inédita.

Post via Geekness

O que passa pelos meus fones #133 - Red Hot Chilli Peppers

Sabe aquela banda que andava meio esquecida e que as maiores notícias eram o tamanho do Anthony Kiedis e a participação histórica de Brad Wilk tocando bateria no último álbum do Black Sabbath?

Claro que os fãs vão dizer: "mas, que absurdo que esse bosta tá dizendo?!", só que a verdade é que sem a MTV as bandas de rock minguam na notoriedade e até mesmo os caras das pimentas vermelhas ajudaram nesse ostracismo momentâneo. A real é que desde "Snow (Hey Oh!)" (saca aquela música do primeiro Rock Band?), os caras não lançam um single que preste (leia-se cantarolante), ainda mais após a saída do guitarrista John Frusciante - que tá mais que na cara que era a cabeça criativa da banda ao lado do Flea.

Estando assim, o RHCP lançou dia 17 "The Getaway" e esse é um dos singles, chamado "We Turn Red".

Tirinhas da Semana #282

Resenha CD: Lacuna Coil - Delirium

A nostalgia é talvez a melhor das sensações, poder revisitar aquele breve momento após superar e presenciar diversos percalços e tropeços, respectivamente, traz um sorriso no rosto que recarrega nossas forças pra enfrentar as mesmas coisas, de novo e de novo.

Tá, não tá parecendo um começo digno de uma resenha musical, mas é mais ou menos isso que se trata essa resenha: nostalgia. E na música, isso é muito forte. Acredite!


O Lacuna Coil é uma das bandas que marcou minha adolescência, especificamente com "Comalies" de 2005. Sabe aquela expressão "ouvir até furar"? É bem isso que acontecia naquela época com esse álbum e vários outros da mesma época, no entanto, o Lacuna Coil percorreu o caminho de diversas outras bandas que atravessaram o atlântico lutando para arrumar seu lugar ao sol no concorrido mercado americano. Mas acho que se me perguntarem, a banda italiana foi "meio que vítima" do movimento que surgiu com o Nightwish explodindo nas paradas e fazendo empresários e gravadoras endoidarem (naturalmente) atrás de alguém que se aproximasse da Tarja Turenen.

Remanescente daquela época, o Lacuna Coil talvez foi a banda que melhor se adaptou ao novo mercado sabendo absorver as influências musicais da época (leia-se Nu-Metal), se afastando um pouco do seu som mais tradicional mas mantendo uma regularidade que faziam seus álbuns apenas "escutáveis", em suma, nada inesquecível. 

Mas eis que chegou 2016 e naquelas famigeradas promessas de volta as raízes, o Lacuna Coil realmente cumpriu essa promessa e conseguiu sair daquele limbo que desde o mediano "Karmacode" de 2006 que a banda não conseguia sair. 

Recheado de bons momentos e por uma Cristina Scabbia mais contida aos refrões, assim dando mais espaço a Andrea Ferro, "Delirium" abandona um pouco a vertente pop que a banda vinha praticando a um temo e tende mais pro lado pesado e moderno do metal, algo que se evidencia pela abertura bombástica com a pesadíssima "House of Shame", que fez muita gente descobrir que Andrea nos guturais não deve nada pra ninguém. E essa é a tendência do álbum.

Com uma primeira parte impecável, prosseguimos com a grudenta faixa-título "Delirium" e voltamos a porrada com Andrea roubando a cena mais uma vez com "Blood, Tears, Dust", respiramos um pouco na belíssima "Downfall" que é digna dos melhores momentos de toda carreira da banda, mas na rápida "Ghost In The Mist" voltei a quebrar meu pescoço.

Em "Delirium" a banda não só adicionou uma agressividade e consistência entre as faixas a muito não vista - não deixando de lado as influências por eles já adquiridas, mas reavendo as influências passadas, conseguiram chamar atenção de quem não dava chance pra banda a muito tempo. Saca sair do "senso comum"? É complicado de explicar, mas se uma resenha sobre um álbum é uma opinião ainda mais pessoal sobre um trabalho de uma banda, dá pra dizer que sim, pra mim "Delirium" é um renascimento. 

Como disse, nostalgia é a melhor das sensações.

Tracklist:

01. “The House of Shame”
02. “Broken Things”
03. “Delirium”
04. “Blood, Tears, Dust”
05. “Downfall”
06. “Take Me Home”
07. “You Love Me ‘Cause I Hate You”
08. “Ghost in the Mist”
09. “My Demons”
10. “Claustrophobia”
11. “Ultima Ratio”

O que passa pelos meus fones #132 - Gojira

O Gojira (infelizmente) é uma das milhares de bandas que apesar de seu longo tempo de estrada, ainda são pouco conhecidas pela galera tradicional aqui no Brasil, e acho que se você os conhece foi atraído pela curiosa nacionalidade francesa deles, como eu fui sinceramente. Oras, num país onde a gente conhece os croissaints, Charles Aznavour e o rap, como é que funciona a porra do metal francês então?! LOL

Não tem nada de vikings e guerreiros, com letras que lidam com diversos questionamentos ambientais e na relação nociva do homem a natureza dê o play abaixo pra conhecer a porrada chamada "Silvera".


Se você curtiu, coloca na agenda do celular (afinal, só sua avó usa papel) que o novo álbum deles chamado "Magma" será lançado no próximo dia 17.

O que passa pelos meus fones #131 - Machine Head

Além de ser um single a música "Is There Anybody There?" tem muito a dizer. De acordo com Robb Flynn a canção foi em parte inspirada na idiotice protagonizada por Phil Anselmo no último Dimebash (que me fez xingar muito no Twitter como você pode ler aqui), com a presença do Machine Head, provocando uma série de repercussões negativas dentro do meio do heavy metal e causando cancelamento dos posteriores shows do Down.

Bom, não foi a primeira vez e nem será a última que Anselmo fez isso, creio eu, e nas palavras de Robb Flynn nem mesmo surpreendeu a ele; mas o fato de isso ter acontecido na sua frente o chocou e o fez não sentir mais conectado a comunidade do metal como antes. "Is There Anybody Out There?" fala um pouco disso.

Mais uma grande música da banda que é atualmente o maior expoente da Bay Area, aquela mesmo que foi o berço do thrash metal com Metallica, Anthrax, Megadeth, Exodus e Slayer, por exemplo. Você vai insistir mesmo que o rock está morrendo?