Resenha Filme: X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido


A verdade é que X-Men virou uma colcha de retalhos no cinema porque a idiota da Fox não soube ver que tinha uma equipe na mão, portanto não bastava escolher um ou dois personagens para contar mais sobre e abandonar outros sem explicação alguma. Porra, o que aconteceu com o interessantíssimo Noturno no X-Men 2? A cena mais legal do filme é dele, ele tem um passado misterioso e intrigante, e do nada no terceiro filme esqueceram completamente dele sem explicação alguma?! Isso sem contar os filmes solo do carcaju Wolverine que em pouco complementaram a trama, sendo o ponto mais falho no "Imortal" que Xavier e Magneto aparecem. Mas como se o primeiro está tecnicamente morto? Afinal ele conseguiu transferir sua mente para outro corpo realmente como pareceu na cena pós-créditos de "O Confronto Final"? Ninguém explicou. 

Apenas o primeiro e o segundo foram realmente uma sequência, a partir daí, "O Confronto Final" foi uma tentativa frustrada de unir todo mundo e matar outros sem explicar quase nada, e "Primeira Classe" surgiu com a premissa de contar a origem da equipe, mas que não soube exatamente se era um reboot ou uma prequência e se perdeu no limbo entre o mediano e o bom. Só que acho que o grande mérito deste filme é a revelação de James McAvoy e Micheal Fassbender, que além carregarem o filme nas costas encarnando muito bem os espíritos conflituosos de Xavier e Magneto, grças a um roteiro que focou muito mais no conflito de ideias no que na tradicional luta do bem e do mal, conseguiram transmitir muito mais carisma que os atores tradicionais Patrick Stewart e Ian McKellen. 

Ironicamente foi aí que na formação de passado e futuro que X-Men ganhou um brilho maior."Dias de Um Futuro Esquecido" surgiu dessa união entre os dois elencos dando a oportunidade perfeita para Bryan Singer adaptar a história homônima dos mutantes nos quadrinhos. 

Num futuro pós-apocalíptico os mutantes estão quase extintos após serem caçados e mortos pelos robôs Sentinelas construídos por Bolivar Trask (Peter Dinklage) com a objetivo inicial da proteção do homo sapiens em detrimento do homo superior, contudo, Trask foi morto pela Mística (Jennifer Lawrence) e por esse acontecimento o governo americano deu sinal verde para a construção e ação dos Sentinelas na busca pelos mutantes, e com o tempo a dimensão se tornou global, pois aqueles que carregavam o gene mutante e poderiam gerar filhos mutantes também foram erradicados da Terra. Aí já viu a confusão.

Enfim, não é preciso acompanhar muito X-Men para saber que a profecia de Magneto era que os mutantes seriam caçados e extintos por uma máquina senciente, pois então, isso se tornou realidade. Então num cenário em que poucos mutantes que conhecemos ainda sobrevivem, como Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Wolverine (Hugh Jackman), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pride (Ellen Page) e Homem de Gelo (Shawn Ashmore) a premissa simples surge: voltar no tempo e impedir que toda essa bosta acontecesse.

O objetivo é voltar a 1973 e impedir Mística de assassinar Bolívar Trask e não dar início ao projeto Sentinela. Originalmente nos quadrinhos a encarregada é Kitty que se conecta com a sua versão do passado, mas aqui o escolhido é Wolverine (claro) que é transportado mentalmente por Kitty a sua consciência de 1973 e tem a missão de encontrar a versão jovem de Xavier e de Magneto para impedir que eles vivam num lixo de Terra.

A trama gira entre os dois, no resgate de Magneto que está preso no pentágono após ser acusado de supostamente ter assassinado o presidente Kennedy e entre a versão jovem de Fera (Nicholas Holt) e da Mística: uma frustração enorme de Xavier que desde da aproximação dela com Magneto, nunca mais foi a mesma e é fácil deduzir porquê. 

Mas o destaque absoluto vai pro personagem que ajuda no resgate de Magneto e que é encarregado de ser um dos alívios cômicos da trama: Mercúrio (Evan Peters). Se o mutante irmão da Wanda mereceu ser morto pela chatice e lentidão em "Vingadores: Era de Ultron", aqui ele rouba a cena nas poucas em que ele aparece como sendo um rebelde adolescente que adora desafios. 

Podemos não gostar da sua aparência, mas achei que ela casou bem com a proposta descolada do personagem e sua velocidade foi caracterizada num estilo muito 'quadrinesco', dando um charme e tanto para o personagem. Mas a cena que será lembrada durante muito tempo é da cozinha do Pentágono após o resgate de Magneto. 

Filmada num super-slow em 3600 quadros por segundo, dando a impressão clara da principal característica do personagem de se mover muito rápido e tudo ser muito lento ao seu redor; ao melhor estilo buzina paralisadora do Chapolin com tecnologia, ele protagonizou uma das cenas mais bem construídas e legais de todos os filmes baseados nas HQs até agora. Juro que já vi a cena umas cinco vezes e não enjôo.

Abaixo você vê um vídeo mostrando como a cena foi feita:
No que cabe a atuação do resto do elenco, mais uma vez os carismáticos Micheal Fassbender nos entrega um Magneto ressentido e ameaçador e James McAvoy um Xavier cheio de conflitos; já Wolverine e Jackman, não sabemos mais quem é um e que é outro. Confusa e conflituosa, Mística tem um papel central na trama e pela primeira vez se sobressai sobre os outros mutantes. Seu suposto protagonismo é algo que com certeza será melhor explicado (espero) em "X-Men: Apocalypse".

A qualidade do filme está em ser direto sem muita frescura no que eles devem fazer ou não, tanto no passado como no futuro. E com um senso de urgência que nos faz dar bastante atenção ao filme que aliou bem tudo aquilo que "O Confronto Final" quis fazer de certa forma e não conseguiu, que foi unir dezenas de personagens dando a justa importância que cada um devia ter. Inclusive em seu final que num flash explicou a falta de adamantium no Wolverine.

"Dias de Um Futuro Esquecido" com sua trama atemporal, se sai melhor com o pensamento descolado dos filmes passados da franquia e como um filme que se aproveitou muito bem de atores conhecidos do público, unidos em uma trama bem interessante unindo política, ignorância, medo e preconceito social num roteiro que não desequilibra a ação. E Singer foi muito esperto nesse ponto. Ele não consertou nada na linha temporal dos mutantes, mas olhou para frente, observou bem as qualidades que Brett Ratner trouxe em "Primeira Classe" e fez um filme realmente bom que recuperou a força dos mutantes em atrair a minha devida atenção, dando a liberdade a ele mesmo e a Fox em continuar a história como bem entender.

O tributo d'Os Simpsons para o cinema

O tributo d'Os Simpsons para o cinema
Muitas vezes uma cena é capaz de imortalizar um filme e é algo bem comum que outras propriedades, seja pela zueira ou pela vontade de homenagear, que tal cena seja reproduzida de novo abrilhantando o filme e causando aquele 'êxtase' dos cada vez mais famosos easter eggs. As animações são as rainhas em abrir licenças poéticas para num tipo de inception encaixar uma cena dentro da cena, a Pixar é muito boa nisso como você pode ver em outra postagem aqui no Descafeinado.

E falando em animações, Os Simpsons é um marco na televisão e influência de 10 entre 11 pessoas hoje em dia. Você até pode questionar de que o seriado não tem mais a mesma graça de antes e nem a qualidade do roteiro alcança o nível de outros anos, mas além da verdade de que Os Simpsons estão a 27 anos no ar e que o Homer está cada vez mais burro, é inquestionável de que ela foi mais do que capaz de se adaptar aos novos tempos, sendo sempre capaz de balançar a cultura pop carregando o non-sense e as sacadas inteligentes da mesma forma que a 20 anos atrás. Prova são as couch gags que se tornaram imortais e muitas delas são simplesmente hilárias.

Entre referências simples de se perceber como a d'O Iluminado e outras não tão óbvias assim como a de Cães de Aluguel, essa edição é bastante didática para explicar o quanto essa família muito unida e também muito ouriçada é importante para todos nós.


O que passa pelos meus fones #124 - Joe Bonamassa

Para mim é indiscutível que Joe Bonamassa é um dos guitarristas mais talentosos da nossa geração. Tendo o blues e o rock inglês como suas principais influências, o guitarrista transborda feeling nas seis cordas sempre aliado a sua voz doce e poderosa numa roupagem sempre moderna e deliciosa de se escutar.

Porra, B.B. King o elogiou quando esse tinha apenas oito anos! O cara não é fraco não!

"Blues of Desperation" é seu décimo álbum e será lançado no dia 25 de março. Como falta exatamente um mês para o lançamento, até lá, pegue seu carro e coloque pra tocar a deliciosa "Drive" para relaxar.

O que passa pelos meus fones #123 - Massive Attack

Você deve conhecer a novela Verdades Secretas né? Então já ouviu uma música da dupla Massive Attack sem conhecer, manja "you're my angeeel"?

Bom, num exercício de ouvir a dupla antes de dormir, acabei conhecendo mais a fundo o trabalho da dupla que despertou minha curiosidade pela sensual "Angel", que tocava na abertura daquela novela lá e dava nome a protagonista igualmente sensual. E fiquei sabendo que após alguns anos sem inéditas, o Massive Attack retornou com o EP "Ritual Spirits" com a previsão de lançamento ainda para esse mês.

Mas o que me faz falar sobre eles aqui é o clipe estrelado por Rosamund Pike, a manipuladora e sociopata Amy do best-seller escrito por Gillian Flynn e do filme dirigido magistralmente por David Fincher, "Garota Exemplar".

A atriz que ficou extremamente marcada pela sua brilhante atuação encarnando Amy, controladora da a mente de seu marido Nick (Ben Affleck), acabou por se tornar uma escolha perfeita para protagonizar o clipe da música "Voodoo In My Blood", onde numa estação de metrô vazia ela encontra um orbe capaz de controlar mentes.

Pois é, a vingança é um prato que se come frio Ben Affleck haha. =D

Youtuber monta um super-trailer de Batman vs Superman e em ordem cronológica!

Ver trailers hoje em dia passou a ser um exercício muito pessoal e de sentimento: ou você se rende ao impossível e segura a ansiedade ao máximo para ser surpreendido na poltrona do cinema, ou você age como a maioria e assiste tudo quanto é vídeo, trailer e vê foto de bastidor pra poder criticar hoje, amanhã e depois de amanhã... Somos uma raça feita para criticar e a internet ampliou nossa vontade de ser babaca, e é justamente para essas pessoas que a divulgação é feita propositalmente para as Warners da vida mexerem com os coraçõe$ da galera da internet. Tipo: "podem falem mal, mas falem de mim".

Então a solução mais simples é usar o velho método milenar de 'selecionar o que se quer ver', é assim que faço ao escolher somente os trailers pra matar a minha ansiedade pra saltar da cadeira ou pra criticar a divulgação esdrúxula do mesmo (ei Exterminador do Futuro). Só que a verdade é que pouco a pouco as produtoras como a Warner e a Marvel estão aprendendo como fazer um bom trailer, e inegavelmente a divulgação dos embates heroicos estão muito bem feitas sem entregar a rapadura das cenas de maior impacto, algo que vimos em filmes anteriores (sim "Vingadores: A Era de Ultron", falo de você).

Portanto, foda-se se você tem aversão aos trailers e tá metendo o pau dizendo que o filme tá uma bosta. Estou ansioso pra caralho pra ver o que Zack Snyder fez. E mesmo achando que Warner estragou a surpresa mór ao divulgar que o vilão seria o Apocalipse e que a Mulher-Maravilha chegaria no jogo pra salvar os cuecas daquela forma - o que é uma opinião bem pessoal, acho que a divulgação feita por enquanto está indo muito bem na missão de causar ansiedade para o embate dos dois maiores heróis da Terra. Lembrando que o Aquaman nem sinal de vida ainda deu!

Sobre essa discussão, um usuário do Você Tubo que não sei quem é, pacientemente montou um supercut usando os spots de 30 segundos, os comerciais de TV e os trailers dando a ideia dele sobre a ordem cronológica da história (e que faz bastante sentido). Bom, alerto que tem potenciais spoilers aqui, mas recentemente foi divulgado que o filme terá 151 minutos esse supercut tem apenas 9, então tem muita coisa boa pra a gente ver quando a hora chegar, né?

Chega de mimimi carai!


Ben Affleck como Bruce Wayne / Batman
Henry Cavill como Clark Kent / Superman
Gal Gadot como Diana / Mulher-Maravilha
Ray Fisher como Ciborgue
Jason Momoa como Aquaman
Jesse Eisenberg como Lex Luthor 
Jeremy Irons como Alfred. 

Resenha CD: Megadeth - Dystopia


A verdade é que quem é o dono da bola do Megadeth é Dave Mustaine e se ele não quiser jogar mais com você, é bom tirar seu timinho de campo. Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria) deixaram a banda em 2014 e para os lugares deles foram recrutados o baterista Chris Adler (Lamb of God) e o nosso compatriota Kiko Loureiro.

E já que estamos falando de verdades, a real é que o Megadeth sempre foi uma banda de altos e baixos. Cara, não me entenda mal pois não falo propriamente de qualidade; mas de uma banda em que se num álbum como "Rust In Peace" colocava o pé no acelerador, em "Countdown For Extinction" tirava o pé do mesmo se aventurando mais na linha do hard em vez do característico thrash. Após os anos 2000 meio que aconteceu o mesmo no caso do primoroso "Endgame", e "Thirteen" e principalmente o insosso "Super Collider" representaram o pé no freio que "Countdown" e "Youthanasia" representaram, me entende? Essa variável na velocidade sem nunca desgrudar demais das suas raízes, notabilizaram o Megadeth (ou a Dave Mustaine Band) como um dos casos raros de bandas que com mudanças de direcionamento não motivaram os narizes torcidos da maioria dos fãs (exceto "Risk", aí é demais) - e bom, fã que é fã, curte a música (vai falar que "Load" do Metallica é ruim?!).

Contudo, parece que Dave Mustaine precisa de mentes ativas ao seu lado pra desenvolver sua criatividade, tipo como se ele ele precisasse daquele aluno mais CDF sentado ao seu lado pra ele começar a fazer a lição também. Apesar do nível altíssimo que entregaram em "Endgame", nunca senti que Broderick e Drover eram justamente esses caras que "cutucassem" Mustaine como deveriam, tirando o Megadeth da sua zona de conforto e é essa a impressão que "Super Collider" evidenciou.

Sendo assim, pareceu junto que os dois seguissem seus caminhos em busca de uma vida mais tranquila ao fugir do insuportável Mustaine. E após aquele breve sentimento de preocupação que toma conta quando um membro sai de uma banda querida, ao ouvir "Dystopia" uma vez após a outra, sinto que Adler e Kiko trouxeram toda o sangue nos olhos que faltava a Mustaine e consequentemente ao Megadeth sendo escolhas acertadíssimas.

Ligado diretamente a "Rust In Peace" mas sem perder a modernidade empregada em "Endgame", em "Dystopia" podemos notar claramente essa mescla em faixas como a de abertura "The Threat Is Real" e na "Bullet The Brain", e tal mérito se deve claro a entrada de Kiko Loureiro que além de dedilhados no violão empregados em diversas músicas (como na "Poisonous Shadows" que foge do ponto comum que conhecemos o Megadeth), simplesmente despeja riffs e solos inspiradíssimos e empolgados, como na própria "Poisonous Shadows", na "Post American World", no single-título "Dystopia" e na instrumental "Conquer or Die".

E falando da outra estreia. Dizem que a bateria é a alma de uma banda de rock e que é a bateria que dita o ritmo que a guitarra deve estar. Se Kiko trouxe a Mustaine novas perspectivas, o que dizer então de Chris Adler? Quem escutou Lamb Of God sabe da capacidade do cara e no fundo até você pode ter se decepcionado um pouco por ele não ter esmurrado mais a bateria, mas a verdade é que o cara enfiou o pé na "Lying In State" e deu toda a velocidade e agressividade que Shawn Drover não proporcionava, casando perfeitamente com a proposta empregada em "Dystopia", Ouça a "Fatal Illusion" e volte aqui para concordar comigo, ok?!

Bom, se a bola é dele, também não resta dúvida que Mustaine sabe escolher os músicos que tocam com ele a dedo. As escolhas que ele fez em "Dystopia" só elevaram o nível da banda, levando o Megadeth a um patamar bem mais agressivo e com tesão do que nos álbuns anteriores, mais firme na bateria e mais insano nas guitarras. E não é nenhum exagero dizer que "Dystopia" é um dos melhores álbuns de 2016, se não da década.

Não é preciso ir muito longe no mundo da internet pra saber que teve gente que torceu o nariz quando Kiko Loureiro foi anunciado como guitarrista do Megadeth, mas em "Dystopia" ele provou que é um guitarrista fodasticamente talentoso e extremamente boa gente, afinal, é só abrir um site de notícias de heavy metal para ver que Kiko conquistou a simpatia e a admiração do durão Dave Mustaine, o que não é para qualquer um.

Que agora essa parceria (e a paciência) entre Kiko e Mustaine dure bastante, pois tem muito a proporcionar aos nossos privilegiados ouvidos que receberão Dave Mustaine e cia em agosto aqui em São Paulo.

Resta dúvida que depois dessa pedrada eu vou?! =)

Tracklist:

1. "The Threat Is Real" 4:22
2. "Dystopia" 5:00
3 ."Fatal Illusion" 4:16
4. "Death from Within" 4:48
5. "Bullet to the Brain" 4:29
6. "Post American World" Mustaine, Kiko Loureiro 4:25
7. "Poisonous Shadows" Mustaine, Loureiro 6:02
8. "Conquer or Die!" (Instrumental) Mustaine, Loureiro 3:33
9. "Lying in State" 3:34
10. "The Emperor" 3:54
11. "Foreign Policy" (Fear cover) 2:28


Tirinhas da Semana #266

Os sons e closes de Whiplash

Os sons e closes de Whiplash
"Whiplash: Em Busca da Perfeição", carregado pelas atuações espetaculares de Miles Teller e J.K. Simmons, é um filme visceral, é um filme cru, é um filme para sentir. Costumo dizer que não há sensações descritíveis para a música, apenas podemos sentir a sua pulsação; e que apesar das nossas preferências musicais, é justíssimo o julgamento ao dizer que há apenas dois tipos de música: a boa e a ruim. E cara, "Whiplash" é sobre isso, é sobre música boa! É sobre a nossa paixão traduzida pela ambição dos dois personagens em ser e fazer o melhor. A paixão dos dois personagens é a música, e ela é indescritível para eles assim como é para nós.

Possivelmente inspirado pelo jeito de Tarantino que usa e abusa dos closes e da sonoplastia em seus filmes, Damien Chazelle usou dos mesmos artifícios para nos hipnotizar e demonstrar que a música é a razão desse filme existir.

Clique no play, aumente o volume e use fones de ouvidos ok? =)


O tributo da Pixar ao cinema

O tributo da Pixar ao cinema
Não é segredo pra mais ninguém, desde sempre a Pixar esconde diversos easter-eggs em suas animações só pra nós fãs debruçarmos na internet atrás dessas referências, tipo o carro da Pizza Planet saca? Mas é comum também a Pixar em cada um dos seus filmes fazer sutis homenagens a pelo menos uma cena icônica de clássicos absolutos do cinema. Já virou das mais divertidas brincadeiras tentar achar tudo isso e já causa um puta êxtase reconhecer que tal filme faz parte de outro de alguma forma.

Bom, assistindo aos filmes normalmente (e sendo um mortal) é impossível captar tudo que a Pixar nos oferece, só que felizmente há a internet e pessoas como Jorge Ruiz que por horas pinçaram essas rápidas cenas e colocaram lado a lado pra a gente de novo soltar um "puta que pariu, como a Pixar é foda!".

A homenagem de "Toy Story "2 a "Um Corpo Que Cai" de Alfred Hitchcock é simplesmente magistral. E essa foi a única referência que percebi na época. =D

Star Wars com Mario Kart, tem como dar errado?

Como contei nessa resenha de uma galáxia já distante, o meu primeiro contato com Star Wars foi com Jar Jar Binks e o episódio "A Ameaça Fantasma" no cinema; e apesar de odiar hoje o filme achando piamente que ele é uma "viagem" (no péssimo sentido da palavra) na obra George Lucas, o guardo com bastante carinho no meu coração já que por ele toda minha paixão começou (ount). Bom, nada como a nostalgia né? Na época felizmente era criança e não tinha noção nenhuma do dinheiro, pois hoje em dia o que iria fazer era fazer pipi na foto do senhor Lucão ao final da sessão por ter inventado um cara tão chato que nem o Jar Jar desperdiçando meu rico dinheiro, mas enfim...

A outra boa lembrança que tenho dessa época foi o game inspirado na corrida de pod-racers que Anakin participava no filme, chamado "Star Wars Racer". Lembro de jogar freneticamente esse game e era realmente divertido pra caralho, talvez a melhor parte daquela época de Star Wars e sempre imaginei essa ideia indo em frente juntamente com os Battlefronts da vida. Mas infelizmente foi aquela versão e só, assim como a maioria dos jogos do 64 - o que transformaram sua biblioteca em algo cult. Sinceramente eu nunca fui muito chegado a games de corrida, mas "Star Wars Racer" juntamente com "Super Mario Kart" foram as melhores partes da minha infância e isso é o que torna os jogos tão especiais.

Pois bem.

Eis que o pessoal do canal Dark Pixel realizou os sonhos molhados de diversos nerds e juntou os pod-racers de Star Wars com a canalhice do Mario Kart, com direito a pista na Estrela da Morte, bananas e Luigi. Tem como dar errado?!

Tá aí Nintendo, você que é tão criativa mas adora ideias requentadas usando seus personagens ultra-mega-carismáticos, faça mais um jogo do Mario com alguma coisa. Faça seus fãs felizes e coloque isso aí na prateleira amanhã peloamordedeus!!!

Tekken transportado para a vida real

A série Tekken foi um dos jogos de luta tridimensionais definitivos dos vídeo-games, não só pelos seus personagens carismáticos e de estilos de luta variados (quem se lembra do boneco de madeira Mukojin e do dinossaurinho Gon?), mas principalmente pela facilidade dos seus controles que aproximavam tanto jogadores veteranos dos jogos de luta até aquela sua namorada que ganhava de você apertando os botões desenfreadamente.

Tinha jogo melhor pra tirar um "contra" com seu amigo naquela época? Lembro como se fosse hoje de passar a infância jogando horas e horas da sua terceira (e definitiva) versão para o finado Playstation 1 para abrir todos seus personagens, ao mesmo tempo em que me esquecia do sono.

O lutador chinês Lei Wulong é mestre em kung-fu e na minha opinião seus golpes eram plasticamente os mais belos do jogo, e esse vídeo do dublê Eric Jacobus deveras fiel ao movelist do personagem demonstra exatamente isso.

Ah a nostalgia!



Tenha cuidado com o que o Facebook te deixa ver

Hoje o mundo precisa de dinamismo. Na verdade somos a "geração do ontem". Precisamos de praticidade, de agilidade, de fluidez; e os serviços da internet sabendo disso cada vez se esforçam cada vez mais em proporcionar esse conforto aos seus usuários cada vez mais exigentes, como eu e você. Mas nem é preciso muita atenção pra perceber. Quantas vezes já visitamos um site de compras e após voltarmos ao nosso site predileto de noticias, os anúncios do site em que estávamos estão lindos em formato de banner na frente de nossos olhos nos chamando de volta para comprar. E você já prestou atenção em como nosso serviço de previsão do tempo, sempre muito prático, nos dá a nossa localização? Todos sabem aonde estamos a todo o momento.

E o Facebook então? Lá é aonde passamos cada vez mais tempo da nossa vida e o esforço do Mike Zuckerberg é justamente te prender cada vez mais lá oferecendo absolutamente tudo o que você precisa. Mas já se atentou ao seu feed de noticias? De tempos em tempos o Facebook libera algoritmos para selecionar postagens mais de acordo com os seus gostos pessoais, como ver mais gatos que cachorros ou mais azul do que vermelho saca? Assim como o Google já faz a muito tempo e mesmo os anúncios da internet fazem ao trazer ofertas de acordo com o nosso gosto.

Inegavelmente a praticidade que tais serviços nos trazem é reconfortante e indispensável, mas a que custo? E esse custo é de caírmos diariamente nos "filtros-bolha", que com a premissa de tornar a navegação mais confortável, abre mão do senso crítico em vermos e lermos o que não queremos ver mas gostaríamos de saber, algo que nos âmbitos da política e da democracia é péssimo e polariza cada vez mais as opiniões em massa. E essa é a ideia que Eli Parisier tenta nos argumentar através dessa palestra no TED.

Assista!

Reimaginando Star Wars

Não se fala de outra coisa desde dezembro e dificilmente deixará de se falar até sei lá... 2100.

Star Wars voltou pra cultura pop e voltou com tudo. Agora pra onde se olhe e pra onde se vire, por mais que você não suporte, a cabeça um velho ou novo fã está lá ostentando seu amor pelo tio Darth, e é provável que em qualquer loja que você entre (principalmente de presentes) você irá encontrar produtos relacionados a saga. E que bom que isso está acontecendo. Nem acredito que estou vivendo essa época gloriosa!

Bom, então aproveitando o hype todo, o site Computer Graphics convidou fãs do mundo inteiro para um concurso onde artistas deveriam criar suas artes reimaginando o universo de Star Wars. E o resultado ficou totalmente excelente!

Confira abaixo:













Via Critical Hits