O que passa pelos meus fones #106 - The Winery Dogs

Como fãs do Dream Theater chorei, protestei e xinguei muito no Twitter quando o Mike Portnoy resolveu abandonar o barco que ajudou a moldar durante 25 anos. O que é uma vida. Portanto o natural seria o baterista por alguns anos enfrentar uma certa dificuldade de seguir em frente com a cabeça levantada, qualquer quebra de rotina causa esse desequilíbrio das coisas. Não basta talento, pois quem acompanha o mundo do rock sabe muito bem que há diversos casos de ex-integrantes que, ou se recusam abandonar o barco psicologicamente (caso dos Cavalera), ou lucram com isso (caso do Paul Di'anno), o que é preciso é atitude, e para Mike Portnoy não anda faltando isso.

Músico extremamente prolífico, além de integrar projetos de música progressiva desde a época de Dream Theater, como Transatlantic e o Spock´s Beard, desde a saída da sua banda original e após muitos equivocadamente (sendo babacas mesmo) pensando que o Mike iria virar a casaca e fazer parte do Avenged Sevenfold definitivamente, o músico ajudou a formar o Adrenaline Mob, o Flying Colors e o The Winery Dogs, para citar as mais bem sucedidas.

E falando especificamente da última, o super power-trio formado por ele, o exímio baixista Billy Sheehan (que tocou com nada menos que Steve Vai e faz parte do Mr.Big) e o talentoso Ritchie Kotzen (ex-Poison) nas guitarras e vocais. Bom, como poderia dar errado essa combinação?

"Hot Streak", o novo álbum do The Winery Dogs será lançado em outubro desse ano, e semana passada a banda divulgou a primeiro single do novo trabalho chamado "Oblivion".

Tirinhas da Semana #234

Ninguém mais aguenta Agosto, só as Tirinhas da Semana pra fechar o mês com algum estilo!













Como seriam os pesadelos de Freddy Krueger na mente do Coringa?


Bom, se você mora num buraco e ainda não conhece os dois personagens, vou dar uma breve introdução sobre as suas origens.

O assassino em série de crianças Freddy Krueger foi capturado pelas autoridades, mas libertado pela burocracia do seu julgamento. Algo muito parecido com a justiça brasileira. E tal qual como aqui, como a justiça não aplica a lei adequadamente é a hora do povo fazer a justiça com suas próprias mãos né? Encurralado pelas famílias das vítimas num prédio onde ele mesmo costumava levá-las, o prédio foi queimado com Krueger dentro. Mas se o corpo padeceu, o espírito não, logo, Krueger retornou do inferno com a aparência desfigurada e portando uma luva com lâminas de barbear na mão esquerda para matar suas vítimas. Desde então sua principal diversão é aterrorizar os pobres adolescentes que caem no sono, produzindo tanto medo e tortura quanto possível antes de dar o "fatality" no pessoal. Bom, quem já assistiu aos seus filmes sabe que o negócio é sangrento e a realmente assustador. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou com medo de dormir após ver um de seus filmes...

Já se tratando do sociopata chamado como Coringa os detalhes são escassos. Ele não tem nem um nome, mas a origem mais aceita foi mostrada na HQ clássica de Alan Moore "A Piada Mortal". Ali Coringa é um comediante de stand-up frustrado e sem graça que viu no crime a única oportunidade para poder dar uma vida melhor a sua mulher grávida e seu futuro filho. A ideia é que se passando pelo criminoso Capuz Vermelho, ele leve dois comparsas mequetrefes através de uma fábrica química para assaltar a empresa vizinha, uma fabricante de baralhos. No entanto as coisas começam a dar errado quando, no dia planejado para o assalto, sua esposa morre eletrocutada em um acidente doméstico.

E como dizem: "quando você entra no mundo do crime, nunca mais sai", então, o futuro vilão acaba se atendo ao plano. Na hora da ação os planos do bando são frustrados pelos seguranças da empresa e pelo Batman. E enquanto os dois criminosos são baleados durante a tentativa de fuga, o homem que se passava pelo Capuz Vermelho em desespero se atira em um tonel de produtos químicos e sai de lá com a pele branca, os cabelos verdes, lábios vermelhos e completamente enlouquecido. Uma clara tentativa de humanizar o Coringa e até mesmo nos fazendo entender porque ele se tornou assim e mostrando que daqui pra frente, o homem sem sorte que conhecemos se tornou o Coringa somente por um "dia ruim".

Se você se atentou bem a personalidade dessas duas estrelas vilanescas, uma que aterroriza nossos sonhos e outro que aterroriza os sonhos do morcegão, já percebeu que somente por essa breve relação, psicologicamente os dois são bem parecidos entre si. No caso, o medo é a fonte de seu poder. Um na morte, pelos sonhos, usando mentes alheias para estender sua vida de crimes em vida, e o outro em vida, usando o caos para aterrorizar Gotham City - mesmo que esse nem seja seu objetivo real. Na verdade, ele não tem objetivo nenhum,

Sobre o Coringa mais surpreendente e anarquista que conhecemos, o Coringa de Heather Ledger em The Dark Knight de Christopher Nolan, o ator declarou certa vez que viu o personagem como "um assassino em massa psicopata e com zero de empatia". Como disse, sabemos muito pouco sobre a origem do Coringa, e diversas vezes no filme ele indaga sobre como ele adquiriu as suas cicatrizes na boca, mas como resposta ele dá diferentes alternativas de modo que ninguém saiba de seu passado.

Partindo daí, quem ganharia no jogo de inteligência? Bom, se o hipotético e bizarro encontro de Freddy Krueger e Coringa acontecesse, o caminho mais simples é pensar que por diversas variáveis essa luta provavelmente teria a vitória de Freddy, já que este tem um poder quase que ilimitado sobre os sonhos. Mas acredito também que se o Freddy invadisse a mente do Coringa em seus sonhos, encontraria um mundo extremamente confuso e surpreendente, já que o personagem é um verdadeiro "agente do caos" e o medo nada mais é do que o passado que o Coringa nem tem. Seria interessante ver como ele reagiria para amedrontar e assassinar o anárquico Coringa.

Os dois personagens que usam o medo são também a antítese um do outro, o que equilibra as coisas, pois o fato de o Coringa ter uma mente tão perturbada e imprevisível em que não há nem temor da morte mais horrível, acabaria por confundir Freddy, que provavelmente usaria o Batman como uma tática para amedrontar o palhaço mas que acabaria só por arrancar risos. Então como fazer? Acho que no final das contas, acidentalmente, o Coringa usaria sua própria mente para enfraquecer Freddy e até de alguma forma, num pensamento bem louco, o trazer de volta à vida humana (porque não?!) onde ele é totalmente vulnerável.

E você, o que imagina que daria numa batalha mental entre os dois?

Adaptado do Movie Pilot

Waterphone: o som dos seus pesadelos

Imagino que você assistiu a muitos filmes de terror na sua vida, e imagino também que você não saiba da onde venha o som mais característico desses filmes. Saca aquele som que desce pela sua espinha, dá um cala-frio e te faz esperar que algo saia de trás da estante com uma faca ou algo parecido?!

Bom, se você pensava que esses efeitos saem de algum computador, você está errado. Os barulhinhos que aterrorizaram sua infância é chamado de Waterphone.


Esse instrumento esquisito e que mais parece mais algum tipo de tortura medieval, foi criado nos anos 60 pelo compositor e artista Richard Waters, e foi baseado nos instrumentos das mais diversas culturas que ele conheceu durante o tempo acadêmico. 

Usando um tipo de arco parecido com os que se usa para tocar violino, o Waterphone é um instrumento percussivo inarmônico, quer dizer, que nunca emite um som no mesmo tom e consiste principalmente em uma combinação de peças que proporcionam o som único que ele emite. Mas como funciona? Bom, é bem simples. Primeiramente, o cilindro na parte inferior contém uma pequena quantidade de água que na medida em que o arco se arrasta transversalmente nos tubos, a segunda peça principal, é capaz de criar o som característico do instrumento. Enfim, nada mais é do que um cara que não sabe tocar violino tentar tocar um, vai sair uma merda e o som vai doer em nossos ouvidos. O caso é que aqui o som que dá aflição é proposital.

Bom, agora que você já sabe o que é o Waterphone, confira o pequeno vídeo abaixo com um trecho de um episódio de Arquivo X que mostra o uso fundamental do instrumento horripilante para causar toda a tensão necessária a cena:




A nossa dependência pelas drogas

Chocolate, leite condensado, pavê, pudim, Nutella, cookies, pizza, BigMac, até mesmo o pastel de feira perto da sua casa... A gordice nossa de cada dia passa pelos gostos e cheiros irresistíveis, mas entre tantas outras drogas alternativas, a batata Pringles é talvez a pior delas.

Uma mordida e já era, a partir daí não é mais possível ficar sem comer outra após outra. É como a mistura deliciosa de wafer com chocolate do Bis, é impossível comer um só.

Quando acaba, aí aguenta o choro. =(

Essa animação criada por Jake Lava retrata exatamente isso.




Micheal Myers tocando o terror na noite!

Já era o tempo do Ivo Holanda e do Gibe com suas pegadinhas cretinas e caras-de-pau, hoje em dia a moda é aterrorizar, e morrer de rir vendo o povo tropeçando nas pernas pra sair correndo o mais rápido que puder. Bom, sempre há o povo que dizem que as pegadinhas são armadas, mas sustos não são.

O pessoal do DM Pranks é especialista nessas pegadinhas, aliás, você deve lembrar deles da pegadinha do palhaço assassino que viralizou na internet e já virou clássico. Fato é que o Silvio Santos, sempre antenado nas novidades boas e baratas, bebeu muito dessa fonte ultimamente e anda mitando e matando o povo HUE HUE BR BR do coração.

Bom, dessa vez imagine Michael Myers, o clássico serial killer dos anos 80, saindo das sombras com um machado indo em sua direção no meio da noite... Bom, pode ser um cara fantasiado de urso de pelúcia que saio correndo!


Via o ótimo Proibido Ler

Fatalities do Mortal Kombat virando realidade

Quem nunca desejou dar um fatality naquele seu amigo zueiro, naquele colega de trabalho preguiçoso e sem graça, ou naquele tio seu que insiste em contar aquela piada que contou em todos os anos da sua vida?

Os irmãos Danny & Michael Philippou do canal Racka Racka dirigiram e editaram um vídeo caseiro muito bem bolado e muito bem feito com os poucos recursos que a dupla tinha em mãos e viralizaram na internet esse mês. Merecidamente.

Bom, um churrasco entre amigos pode ser muito sangrento e há espaço para a mãe e o irmão entrarem na jogada! Ah as maravilhas da internet!

Os pôsteres mais legais da Liga da Justiça que você verá hoje

Os pôsteres mais legais da Liga da Justiça que você verá hoje
Já postei um monte de coisa dos Vingadores aqui no Descafeinado né? Então nada mais justo que dar espaço a liga de heróis que a gente conheceu primeiro que a trupe da Marvel - bom, comigo foi assim.

Infelizmente não achei o autor dessas artes, mas nas andanças minhas pelos Pinterest achei bem interessantes essas obras. Com certeza dariam uns ótimos pôsteres na parede do nosso quarto, não?!

O que passa pelos meus fones #105 - Rammstein

Pra quem acompanha o Rammstein e é fã da banda, o futuro DVD e Blu-Ray "Live from Madison Square Garden" que será lançado mundialmente do 25 de setembro só confirma o status mundial que os alemães alcançaram.

Saindo da casinha de tio Adolf e do 7x1 (lar dos últimos "ao vivo" da banda), este DVD da uma geral na turnê americana deles, trazendo um documentário, o making of do último álbum "Liebe Ist Fur Alle Da" de 2008 (tá na hora de lançar alguma coisa né?) e o épico show que a prévia abaixo já dá a dimensão do tamanho. De arrepiar!

Gol da Alemanha!

Resenha Filme: Débi & Lóide 2


Brincar com a nostalgia da gente é algo muito perigoso, ou o "revival" se dá minimamente bem na missão de se apresentar às novas gerações, ou essa tentativa esfacela totalmente as minguadas esperanças que nós temos de ver o "revival" de nosso filme predileto da infância/adolescência ser dignamente representado às novas gerações. Bom, há certas coisas que nem deve se mexer, ou como diria o futebolista: "não se mexe em time que está ganhando".

Nessa onda de remakes e reboots no cinema, sequências tardias também dão sua cara. É claro que é por uma questão financeira muito mais que a vontade de formular um bom roteiro, afinal, é muito mais fácil e simples para os engravatados apostarem e lucrarem em cima de uma produção que aposte diretamente na nostalgia. E no caso de "Débi & Lóide 2" a missão de ligar a nossa nostalgia e as boas lembranças de longos vinte anos atrás foi até bem cumprida e com louvor.

Assim que assistimos a cena em que Loide (Jim Carrey) prega uma peça em Débi (Jeff Daniels) sobre ter perdido a sanidade por causa do grande amor que ele perdeu a 20 anos atrás fazendo Débi ter até de ter trocado as fraldas dele, logo sabemos que tipo de filme iremos assistir e que tipo de filme a nova geração irá assistir. São 20 anos de intervalo explicados de forma bem rápida e com uma piada idiota que só a dupla saberia como fazer.

Na minha visão essa tardia sequência só deu certo porque um filme de comédia de puro besteirol e nonsense como é "Debi & Loide" não precisa de muito roteiro, é só colocar como pano de fundo uma boa história para as piadas rolarem. E tudo isso é feito de uma forma bem simples e leve, mesmo que seja por um motivo mais "sério" que no primeiro filme.

O lance é que após esses 20 anos, Débi faz uma revelação chocante para o seu amigão Lóide: ele precisa de um transplante de rim urgentemente. Então a dupla saí desesperadamente em busca de parentes e amigos, e é aí que eles encontram a amiga Freida Felcher, que não reconhecem logo de cara - talvez porque a Kathleen interpretou a mesma Freida no primeiro filme e a vinte anos atrás ela era um símbolo sexual, e... é bom saber que a atriz encara isso numa boa. De qualquer forma, Freida revela a Debi que ele teve uma filha com ela que foi deixada para adoção. Daí pra frente, seguindo o estilo road trip pelos Estados Unidos já realizado no primeiro filme, a dupla sai em busca dessa filha que ele descobriu ter. E como ela é compatível com seu sangue, logo esta é sua maior esperança de ter um transplante.

A trama feita por (pasmem) quatro roteiristas Sean Anders, John Morris, Bennett Yellin e Mike Cerrone juntamente com os irmãos Bobby e Peter Farrelly (que também dirigem o filme) não importa muito no final das contas, já que o desenrolar dela é bem sem noção e os astros são Débi & Lóide. O importante mesmo é que eles se metam em muitas confusões, façam muitas caretas e contem piadas sobre pum, não é mesmo?

Me diverti com o filme principalmente porque ele é feito de um humor besta e despreocupado, com uma simplicidade e humor que mal existe hoje em dia.

Logicamente a burrice dos dois são evidentes a todo mundo, mas o que também colabora muito pra acharmos graça do filme é que me nenhum momento a dupla é ridicularizada por isso ou cercada de pessoas que demonstram ter um intelecto superior a eles. Os coadjuvantes como a filha de Débi, Penny (Rachel Melvin), também tem seu lado deliciosamente inocente. Talvez com essa visão, o roteiro dos irmãos Farrelly talvez nos digam que há um pouco de Débi & Loide em todo mundo, e bom, isso é a pura verdade. =D

Claro que nem todas as piadas são certeiras e ver a bunda do Jeff Daniels tantas vezes não é tão legal assim, mas é bom rever o Jim fazendo suas caretas que o deixaram famoso (até mesmo porque esse é o melhor papel que eles fez na última década) e o Jeff tão solto novamente em um papel (sendo este muito bem estabelecido na série The Newsroom). Aliás são os dois que literalmente carregam o filme nas costas, não somente porque eles interpretam os personagens principais, mas sobretudo porque deu para ver que a dupla de atores cinquentões de divertiu pacas pra fazer o filme. O que proporcionalmente deixa o mesmo tão legal e gostoso de se ver.

Felizmente "Débi & Loide 2" entrega uma avaliação positiva apesar da desconfiança e indiferença de uma sequência realizada vinte anos depois, atacando diretamente a nosso coração nostálgico. Aliás só de ver eles encontrarem o icônico carro de cachorro já vale o dia.

Lembro de a vinte anos atrás, quinze na verdade, ter visto pela primeira vez o primeiro filme da dupla no falecido Cinema em Casa (e mais umas dez vezes depois) e morri de rir com as besteiras dos dois. Pra caralho mesmo. Com o segundo filme confesso que apenas ri, ri bastante, mas apenas ri. Bom, foram vinte anos de lá para cá e meu humor amadureceu e fiquei mais "chato", o que é natural. pois adquirimos um senso crítico maior e o que era tão engraçado a quinze anos atrás, agora não é mais, e se ainda é, damos um sorrisinho apenas. Só que sei reconhecer muito bem os méritos de um filme, e o segundo filme de Debi & Lóide fez muito bem ao meu coração e aos meus dentes.

Mario vs. Green Hill Zone

Todo mundo odeia sair da sua zona de conforto, ainda mais de estar num lugar em que você não conhece absolutamente nada. Bom, o pessoal da Dorkly imaginou que Mario foi deixado para trás na Green Hill Zone, ou para quem não conhece, a fase clássica do Sonic.

No seu Reino dos Cogumelos, ele é o rei e nada o faz parar, mas na Green Hil Zone o buraco é mais embaixo. E dado a estatura do baixinho italiano, acho que ele não se daria nada bem contra Robotinik e sua turma...


Já Sonic...

"Madventure Time", quando Mad Max e Hora de Aventura se encontram

O mundo da cultura pop entrou em polvorosa com a volta da franquia Mad Max nos cinemas. 

Pra quem assistiu os primeiros Mad Max nos anos 80, seria quase um sacrilégio duvidar das mãos de George Miller na franquia que saiu de sua mente, mas convenhamos, Mad Max: A Estrada da Fúria foi uma grata surpresa por fazer parte daquela leva de reboots/remakes de filmes dos anos 80 e que naturalmente a gente não leva muita fé no resultado final... Talvez um dos melhores filmes de ação da década, Miller nos ensinou que não é preciso muito num filme do gênero além de muitas explosões, ação frenética, não muitos detalhes e nem muitos diálogos.

Já a série animada "Hora de Aventura" trata da também pós-apocalíptica Terra de Ooo, que na figura do herói Finn e seu inseparável amigo cão mutante Jake, tem a missão de viajar pelos reinos impedindo que o insano (e idiota) Rei Gelado tome as princesas de tais reinos para si para satisfazer sua maior obsessão. Voltar a ser "amado".

Portanto se tratando de dois ambientes pós-apocalípticos é mais que natural a ideia de unir os dois mundos num belo mash-up animado chamado "Madventure Time". 

O que passa pelos meus fones #104 - Trivium

A "legalzuda" banda americana de metalcore Trivium só irá lançar o seu sétimo trabalho da carreira chamado "Silence In The Snow" em outubro, mas ontem em seu canal no YouTube eles disponibilizaram o áudio da segunda faixa do álbum, chamada "Blind Leading The Blind".

Pode não ser a melhor faixa da banda e muitos podem ainda se queixaram da falta de guturais do vocalista Matt Heafy, mas tenha uma certeza, dado ao alto nível dos dois últimos álbuns "In Waves" e "Vengeance Falls" não vai faltar agressividade. Aliás "Silence In The Snow" já indica mostrar uma reinvenção do próprio estilo que o Trivium construiu, o que denuncia uma boa influência do produtor David Draiman, vocalista do Disturbed.

Sendo mais melódica e mais variada, a banda me agradou e com certeza vai agradar aos fãs mais chatos, como a faixa-título que também vou disponibilizar aqui pra ser justo. =)

Ao lado de Lamb of God e Machine Head, o Trivium é uma das melhores bandas de metalcore americanas da atualidade.




O tracklist divulgado é esse:

1. "Snøfall" 1:57
2. "Silence in the Snow" 3:40
3. "Blind Leading the Blind" 4:25
4. "Dead and Gone" 4:51
5. "The Ghost That's Haunting You" 6:34
6. "Pull Me From the Void" 5:37
7. "Until the World Goes Cold" 5:21
8. "Rise Above the Tides" 3:21
9. "The Thing That's Killing Me" 5:57
10. "Beneath the Sun" 8:18
11. "Breathe in the Flames" 7:56

Que chegue logo outubro!


O que passa pelos meus fones #103 - Iron Maiden

Conheci o heavy metal aos 15, 16 anos e invariavelmente para conhecer melhor o estilo logo você busca escutar as "bandas chave" que compõem o estilo.

Comecei por Metallica e Iron Maiden, mais óbvio impossível. Tão logo virei um fã inveterado do estilo e com a facilidade da internet procurei ouvir de tudo, tudo mesmo dentro do heavy metal. Com essa bagagem os anos passaram e a idade acumulou, e inevitavelmente eu passei a gostar cada vez menos de uma banda que a gente gostava muito na adolescência, no popular: enjoei. Foi assim com todas as bandas do estilo de Helloween e Angra e também com Iron Maiden. Porém, como a tal é gigante no meio do heavy metal, é inevitável não bater aquela curiosidade por uma música ou um álbum novo - tanto que já falei pra caralho. Assim aconteceu nos últimos álbuns e agora com "Speed of Light", que faz parte de "The Book of Souls" e que encerrou um hiato de cinco anos sem a dinossaurica banda inglesa lançar nada de novo. 

A música é Iron Maiden puro e atual, em suma, é bom e não apresenta nada de novo, seguindo bem a linha de músicas radiofônicas como "The Wicker Man", "Wildest Dreams", "Different World" e "El Dorado", onde todas elas foram os primeiros singles como "Speed of Light" e são a primeira ou sendo a segunda faixa de respectivamente de cada álbum como a própria. 

(Bom, coloque o play todas essa faixas na sequência e veja como elas tem as construções e ritmos bem parecidos. Depois venha me cobrar.)

Como a música não é o maior destaque, o que faz mesmo esse clipe ser postado aqui é o fato de o simpático mascote Eddie ter sido transformado em um personagem de vídeo-game, homenageando os clássicos Donkey Kong e Mortal Kombat. Nessa o Iron acertou na mosca em não deixar o clipe como mera alegoria da boa música, artifício que muitas bandas usam com o famigerado "lyric video" ou "filminhos" em que a gente não entende nada. 

Me diverti pacas com essa boa surpresa. =)


O longo disco duplo previsto para 4 de setembro desse ano, virá com essas faixas:

Disco 1

1. "If Eternity Should Fail"
2. "Speed Of Light"
3. "The Great Unknown"
4. "The Red And The Black"
5. "When The River Runs Deep"
6. "The Book Of Souls"


Disco 2

1. "Death Or Glory"
2. "Shadows Of The Valley"
3. "Tears Of A Clown"
4. "The Man Of Sorrows"
5. "Empire Of The Clouds"

Resenha CD: Scalene - Éter


É comum, principalmente nos tempos atuais, julgarmos que tudo que toca na televisão não presta. As justificativas acerca esse tema são complexas e vão muito além da simples revolta que temos porque o artista que gostamos nunca vai a programas da televisão. Além de ser um meio de comunicação extremamente popular, os programas simplesmente usam a questão de mercado da "oferta e procura", ou seja, de tocar o que o povo quer ouvir. Contudo nessa onda reality shows que são o que o "povo quer ver", o Superstar tem sido pelo menos pra mim um destaque na tão nebulosa Rede Glóbulo.

Não vou mergulhar nas teorias de conspiração de gente ligada no Facebook, de que as votações são falsas porque a Rede Globo manipula absolutamente tudo o que vemos e acreditamos ser verdadeiro.

Só que, salvo a desconfiança da marmelada, o reality não só tem grandes méritos em se aproveitar muito bem do alcance em massa que a emissora tem para nos apresentar a música brasileira de hoje que é sub-aproveitada, justamente pela lei de mercado que falei no parágrafo anterior, mas sobretudo em proporcionar a oportunidade do estrelato a bandas que estão a anos na estrada e sabem muito bem que para ganhar evidência é só no boca-a-boca. Se as bandas vão mostrar um real talento e se sustentar no mercado musical que absorve e descarta artistas cada vez mais rápido, é outra história. E no caso da vice-campeã da segunda edição, a banda Scalene, fiquei satisfeito em ver, finalmente, algo especial e surpreendente; ao contrário da romântica Malta que foi vencedora da primeira edição.

E quando se fala do rock aqui no Brasil logo se pensa em dois estilos, ou é punk ou é indie. Felizmente o Scalene não se encaixa em nenhum desse rótulos, apresentando uma sonoridade bem alternativa e moderna inspirada em Queens Of The Stone Age, Them Crooked Vultures e Muse.

"Éter" é o nome do segundo álbum da banda brasiliense que está na estrada desde 2009, e ele traz um conceito bem interessante por trás de seu nome. Éter remete ao termo usado desde a Grécia antiga para a hipotética substância que preencheria o vazio do universo e seria o meio de propagação da luz e era considerada um quinto elemento, mais leve e estável, que harmoniza os elementos clássicos: água, fogo, terra e ar.

O Scalene não reinventa a roda e recicla bastante as características das bandas internacionais que os inspiraram, no entanto, tais (ótimas) influências mescladas ao bom MPB brasileiro, e principalmente de seu vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni, dão a singularidade suficiente para conquistar aos ouvidos mais exigentes.

Natural achar que tudo lá de fora automaticamente é melhor que o daqui, até porque a fase musical do Brasil não é uma das melhores e o complexo de "vira-lata" está aflorado nos últimos tempos por causa do 7x1, mas esquecendo o futebol, o Scalene não fica devendo em nada aos gringos. Com uma produção cristalina, faixas acompanhadas com ótimas letras como a "Sublimação" que ganhou clipe oficial, a moderna "Peso da Pena", a pesada "Histeria" e a de ótima levada "Fogo" fecham uma sequência inicial altamente respeitável - sem contar a ótimas "Náufrago" e "Terra" que fazem parte já da segunda parte do álbum.

Portanto, deixe a chatice de lado e dê uma chance para você mesmo de voltar a ouvir uma banda nacional de rock. O reality acabou por mostrar uma banda que vale prestar bastante atenção e que enriquece um pouco mais o pobre e esvaziado cenário do rock brasileiro.

Tracklist:

01. Sublimação (04:03)
02. O Peso da Pena (03:56)
03. Histeria (02:52)
04. Fogo (03:38)
05. Gravidade (02:52)
06. Furacão (03:21)
07. Terra (feat. Mauro Henrique) (04:24)
08. Náufrago (02:39)
09. Alter Ego (03:04)
10. Tiro Cego (03:11)
11. Loucure-Se (03:55)
12. Legado (02:45)

Detalhes do cinema de Stanley Kubrick

Detalhes do cinema de Stanley Kubrick
Muito diretores icônicos do cinema, desde Hitchcock e Kubrick, até Tarantino e David Fincher tem nas suas características de filmagem a principal marca, que além do roteiro, o diretor pode deixar na sua obra.

É como os riffs de guitarra numa canção de rock ou o jeito de cantar de um vocalista, não precisamos necessariamente saber o nome da banda que está tocando na rádio, mas para ouvidos atentos essa resposta é facilmente respondida, como no caso do Guns n' Roses por exemplo.

No caso do cinema, para olhos atentos e fanáticos, somente precisamos de algumas cenas chave para saber de que diretor é o tal filme. Não sei se vou conseguir explicar, mas veja os filmes do Tarantino. Seu estilo de filmar é tão peculiar que mesmo alguém que nunca tenha visto "Kill Bill" e nem sabe que ele dirige esse filme (será que existe essa pessoa?), mas em contrapartida já tenha visto "Cães de Aluguel" em outra oportunidade, iria facilmente relacionar o filme ao diretor somente por algumas cenas chave, seja a famosa tomada do ponto de vista do personagem ou nos rápidos close-ups que ele usa nos momentos críticos que você pode ver aqui.

No caso do diretor Stanley Kubrick, a sua tomada favorita era deixar o personagem central sempre numa perspectiva geométrica, o que nos fazia sentir com o máximo de imersão naquele momento, e isso se vê claramente em cenas chave do clássicos "O Iluminado", "2001" e "Laranja Mecânica" por exemplo. Bom, são pequenos detalhes que somente vendo edições assim podemos perceber e dizer a nós mesmos o quanto isso é legal. =)

Fingers Bloody Fingers: Conheça a inspiradora história do lendário guitarrista Tony Iommi

Fingers Bloody Fingers: Conheça a inspiradora história do lendário guitarrista Tony Iommi
Não sei se você sabe, mas os riffs únicos de Tony Iommi aliando simplicidade e peso na sua icônica Gibson SG, só existiram graças a força de vontade de Tony e uma forcinha de um bom amigo.

Tudo começou na fábrica onde Tony trabalhava quando adolescente, quando em um expediente, ele teve que operar uma máquina de prensa no lugar de um amigo seu que havia faltado. Provavelmente por falta de experiência e do devido cuidado, Tony acabou prensando a mão esquerda na máquina e com isso acabou tendo decepado as pontas dos dedos do meio e anelar. Como Tony era canhoto, isso foi trágico, já que essa era justamente a mão que ele usava para fazer os acordes. 

Desiludido e achando que nunca mais ia poder tocar sua grande paixão, Tony reencontrou sua motivação ao ouvir um disco do guitarrista de jazz Django Reinhardt, que tocava usando apenas os dedos indicador e médio pois teve seus outros dedos paralisados por queimaduras de segundo grau. Claro que Tony se animou com isso, e usando as conhecidas próteses que ele ostenta até hoje, formou o Black Sabbath e bom... o resto é história. =)

Essa animação é parte de uma série da VH1 e narrada pelo próprio Tony Iommi.