Resenha Animação: Hotel Transylvania

Em Hotel Transylvania o todo-poderoso Conde Drácula opera o hotel cinco estacas onde os monstros do mundo inteiro se refugiam em suas férias para se esconderem dos abomináveis seres humanos, no entanto, a abertura do Hotel nessa época é para uma ocasião toda especial já que sua querida filha gótica Mavis irá completar seu 118º aniversário e seu pai juntamente com os monstros lhe preparam uma festa toda especial. Mas Mavis está cansada dessa festas, ela quer comemorar sua maioridade (118 sacou?) explorando o mundo para o pavor do pavoroso Drácula que tem pavor dos seres humanos e faz o que pode para proteger sua filha desse mundo ao melhor estilo Rapunzel - só que sem o cabelão e com um pouco mais de consentimento...

Só que se fosse só isso o filme acabaria por aí, é aí que surge o mochileiro de cabelo desgrenhado Jonathan que acaba se envolvendo e se assustando com os monstros e acaba conhecendo Mavis. Daí por diante você já imagina o que vai acontecer: altas confusões com essa galerinha assustadora do barulho.

Em grande parte do filme a interação entre o atrapalhado Jonathan e o tão atrapalhado quanto Conde Drácula tomam conta do filme, mas todo o cast de monstros que conhecemos está aqui: Frankenstein, Lobisomem, Múmia e as adoráveis caveiras; todos elas com seus devido carisma e com suas devidas cenas hilárias. Aliás, nenhuma animação me fez dar tantas risadas e sorrisos quanto esta. 

Feita pela Sony Pictures em parceria com Genndy Tartakovsky, ou se preferirem o Sr. Cartoon Network, já que ele é o criador de grande parte dos desenhos da sua infância como o "Laboratório de Dexter", "Samurai Jack", "As Meninas Superpoderosas" e "A Mansão Foster de Amigos Imaginários", a animação tem tudo aquilo que já conhecíamos muito bem de seus trabalhos anteriores: carisma e humor. E é isso o que carrega a animação nas costas, algo que talvez faça um pouco de falta no próprio canal.

Sem fofura e cantoria gratuitas comuns em outras animações, são tantas as tiradinhas e loucuras contorcionistas que tive a aquela maluca e nostálgica sensação de estar sentado no sofá com uma boa pipoca vendo meu desenho animado preferido; uma mescla de Looney Tunes com Turma do Arrepio, cheio de personagens atrapalhados e de trejeitos que nos fazem dar um sorriso só de ver que fazem Hotel Transylvania ser uma enorme surpresa tão gostosa de ver e rever. Um jeito diferente das outras animaçoes. E partindo dessa linha de pensamento, Hotel Transylvania não é uma animação 3D e sim um desenho animado em 3D, que apesar de um estilo bem diferente empregado, tecnicamente não deixa nada a dever para as animações da Disney/Pixar ou dos outros estúdios, muito pelo contrário.

Com uma dublagem de primeira e visual tão quanto bonito e bem trabalhado em todos os seus traços, Hotel Transylvania acompanhado de uma bela pipoca, tem tudo para te divertir nessas tardes frias de São Paulo que vivemos. 

Hoje foi dado um grande passo em favor da humanidade


Eu sou alguém que nunca tive uma família muito próxima, família que costumam dizer: pai e mãe. Minha mãe nunca foi muito próxima como mãe, me teve jovem, se matou de trabalhar, e fez escolhas erradas na vida fazendo uma faculdade que não lhe rendeu nenhum fruto imediato - e até me incluo friamente como "engano", já que fui uma gravidez indesejada e fruto de um namoro. A rigor, fui criado pelos meus avós, e como amigo, o irmão dela se prontificou para esse trato. E sobre meu pai, o conheci somente quando tinha lá meus 15 anos, graças a uma operação de "ocultamento" de fatos típico de novela das oito que minha avó, mãe da minha mãe, preferiu fazer, já que meu pai na época era meu vizinho.

Minha avó, minha verdadeira mãe, faleceu quando tinha 10 anos, meu tio seguiu sua vida e meu avô faleceu a 4 anos; e assim com uma família pequenininha só sobrou minha mãe e vi que era o momento para praticar tudo o que aprendi e o que não aprendi saindo das asas dela. Na verdade, sou alguém que desde o começo aprendi o que aprendi graças a vida e graças aos bons amigos que passam ou passaram pela minha vida, desde as corridas sem rumo e as quedas e sujeiras naturais de uma criança do "prézinho", até o conhecimento social que adquiri na minha adolescência no ensino médio.

Hoje moro com amigos, não tenho religião e apoio a igualdade. Penso que o caráter vale muito mais do que qualquer tipo de crença ou ensinamento fundamentado que pai e mãe possa lhe dar. Na verdade, aprendi que família são aquelas pessoas que te amam e que demonstram isso melhor forma. Podem ser pais, avós, tios, amigos. Sangue não vale nada a não ser dizer de quem você veio biologicamente e que moralmente o sangue representa aquelas almas da qual você se identifica, o que é muito mais importante - tal qual uma crença não dignifica e nem ensina ninguém a uma vida melhor, pelo contrário, é somente um ditado que ensinam que serve para reprimir os desejos e a verdadeira personalidade da maioria. Bom, mas o assunto aqui não é isso.

Mas como você vê por si só, a "fundação familiar tradicional" que pregam por aí como salvação da sociedade moderna caiu por terra desde o começo da minha vida, já que não tive um pai presente e minha mãe não foi uma das pessoas mais responsáveis que tinha que ser. Fora que sou alguém ensinado "pelas ruas". Ensinado a tratar todos com o máximo respeito, independente de seu gosto, acreditando que na sociedade cabem todas as cores e crenças e que cada um tem seu espaço. Então o ponto aonde quero chegar é que acabei sendo ensinado assim pelo amor das pessoas que me cercaram, e não pela fundação da família ou alguma crença. Caráter não se constrói com preceitos lidos em um livro.

Provavelmente se eu contar essa história em uma mesa de bar com um Feliciano da vida, seja glorificado a Jesus Cristo por ter sido de alguma forma "salvo" da criminalidade e dotado de pudor, ou algo assim.

Hoje nos EUA após uma votação apertada foi legalizado o casamento gay em todo seu território, e essa repercussão gigantesca não é a toa. Hoje, independente da vontade de qualquer pessoa e qualquer estado americano, se torna lei federal a total igualdade HUMANA independente de crença, cor e sexo de se poder celebrar o amor através do casamento.

Nos anos 60, os EUA foram fundamentais para o fim da segregação racial e avanço das ideias progressistas em favor da igualdade de dois humanos poderem sentar no mesmo banco de praça, no mesmo banco de ônibus, beber no mesmo bebedouro, ou poderem se casar legalmente sem pré-julgamentos ou proibição. Usando uma frase de um senador republicano (um partido que é muito religioso) que na apertada votação favorável disse mais ou menos assim: "O casamento promove e celebra uma união tão forte que ninguém pode ir contra ao que ele realmente significa: o amor". Me desculpem Irlanda, Holanda e Brasil, os EUA fazem - muitas vezes de forma benéfica - os outros países "pagarem pau", abrindo portas para que quem sabe um dia uma haja uma sociedade menos ignorante.

Obviamente aquela geração americana do branco e preto dos anos 60 viu esse progressismo de negros e brancos com maus olhos, afinal, costumes são dificílimos de serem quebrados. É algo que leva muito tempo. Costumes se quebram, evoluem e se constroem, e as leis estão aí justamente para isso: punir os ignorantes que insistem em quebrá-las e nivelar a sociedade perante ela (por mais que a prática seja bem diferente aqui); e tal qual como os negros (guardadas as devidas proporções), hoje os gays conquistaram esse direito de igualdade na terra do Tio Sam.

A partir de hoje essa decisão proporcionará as gerações seguintes uma visão muito mais libertária e cordial a respeito do que nos tempos atuais, fazendo com que o preconceito realmente seja enterrado no passado - onde ele merece -, e quem sabe fazendo até com que congressos de outros países tomem coragem de tomar partido favorável, sem ideias tolas como ser gay é ter "falta de respeito".

Bom, especialmente para os congressistas brasileiros, falta de respeito é roubar com a cueca e matar gente inocente. Isso independe de "fundação familiar", é safadeza mesmo. Tal qual a doença não escolhe cor e nem crença, a doença mór da sociedade também não escolhe.

E não Levy Fidélix, a população não diminuirá por causa do casamento gay - pelo contrário, já que muitas crianças recusadas por casais héteros são adotadas por casais homossexuais e são potenciais héteros que farão seus filhos com alguma mulher. O que diminuirá, é a sua população com o tempo. Felizmente.

Como é ser escravo da TIM

Na ânsia por oferecer serviços mais completos possíveis com a menor qualidade possível, as empresas ignoram qualquer necessidade que você tenha naquele momento. É muito mais simples para elas te fazerem pagar muitas vezes R$ 200 por um Discovery Channel que você nem tem tempo de ver, ao invés de te deixarem investir em uma internet de maior velocidade se esse valor está disponível no seu bolso. São os chamados combos, que hoje são um novo nome pra irritação que é ter o Canal do Boi e não ter a HBO disponível em seu pacote.

Resumindo, NET, Claro, Vivo, Tim, Oi e não sei mais quem, pensam que vivemos numa era ainda de telefone fixo e TV a cabo como se não existissem WhatsApp e Netflix. É impossível você assinar uma internet banda larga se você só precisa dela, trocar um canal do seu pacote com o objetivo de pagar o que assiste, ou dispensar do plano o bônus de SMS tão anos 2000 que ninguém usa no celular, você é obrigado a ter tudo, sempre. Como não pensar que tudo isso é feito de propó$ito?

O vídeo abaixo é um bom exemplo dessa indignação e derrota anunciada. Apresentado pela queridinha da falecida MTV Brasil, Marina Person, ela convidou alguns clientes a tentar ligar para a sua operadora e negociar seu plano do seu smartphone. Algo que eu já tentei e que é impossível, pois no contrato deve ter alguma letrinha miúda que diga que o "controle" do meu plano, na verdade, é totalmente da Tim e não meu.

Parece que estou fazendo a propaganda da Nextel, mas não estou. Cá entre nós, quem nunca se sentiu controlado pela sua operadora de telefonia ou qualquer outra coisa que tenha seu serviço contratado por você, como TV a cabo?


O que passa pelos meus fones #101 - Disturbed

O Disturbed é o tipo de banda que você sabe exatamente por onde começa e aonde vai terminar, o que quer dizer que você sabe o que esperar: riffs poderosos, bateria que dá o tom e acompanha a melodia, os vocais rasgados de David Draiman, muita energia entregue em cada som, e essa relação de amor e ódio com o povo do heavy metal. Talvez por isso os fãs tenham sentido tanto a falta da banda americana.

Fazia quatro anos desde seu último lançamento "The Lost Children" e nessa parada para "esfriar a cabeça e clarear as ideias" como o próprio Dave declarou, há cerca de um ano o Disturbed secretamente vinha gravando "The Vengeful One" e nessa semana em seu canal do YouTube eles divulgaram a faixa título do novo álbum.

Como disse, você sabe o que esperar do Disturbed e é exatamente esse o resumo de qualquer comentário sobre a música que poderia fazer.

Tirinhas da Semana #226

Já que as férias estão acabando e o período sabático que tirei também, é hora de voltar aos poucos para a rotina e é hora de voltar a dar atenção para o Descafeinado como sempre, não é?

Então é hora de matar a saudade das tirinhas da semana!











Já ouviu "Beat It" ao violão?

Para quem viveu a partir da década de 90 e principalmente é nascido na era do século 21, é comum falar de Michael Jackson e o relacionar a fofocas e bastidores escusos dignos de uma estrela decadente, excêntrica e aposentada; enfim, tudo muito distante da glória que a música lhe proporcionou nos distantes anos 80. Não recrimino essas pessoas, afinal, eu mesmo que não vivenciei sua era de ouro o joguei às traças. MJ para resumir os fatos, no seu final de carreira era uma sombra nefasta do que foi, mas infelizmente foi preciso uma morte precoce aos 50 anos para muita gente perceber que sua obra lhe sobrepunha a esses problemas pessoais. Confesse, você cantarolou uma música de MJ pelo menos uma vez na sua vida e assistiu e gostou de "Thriller" quando viu na televisão.

Michael foi negro e branco - ironicamente o "dark side" foi relegado a fase branca - por causa da doença de pele chamada vitiligo e a doença mental que lhe foi imposta por ele mesmo. Pelo pai nada amoroso, pela sua sexualidade jamais assumida, pela sociedade e show business que glorificavam homens brancos, pela infância que ele não teve que o fazia ser acusado de pedófilo por aí e tantas outras coisas. Ele aos poucos foi se tornando tão branco que se ofuscou e se deformou; na megalomania e loucura do sucesso, ele se enriqueceu tanto que não soube o que fazer com o seu próprio dinheiro. Enfim, MJ se revelou uma criança com seus 30 e tantos anos de idade distorcido pelo próprio desejo de ter o que não teve,

Todos viram gênios e amados incondicionalmente quando morrem, só é nego apitar na curva pra um monte de gente que nem o conhecia bem até então baixar a discografia inteira do cara (ou nos tempos atuais ouvir tudo pelo Spotify), mas se tem um lado bom em tudo, foi assim pelo trágico saudosismo e curiosidade que as pessoas puderam descobrir um pouco do que realmente importava na intensa e polêmica vida de Michael: a música. Se dando conta, assim como eu, que personalidades assim nunca mais existirão na música.

Então para lembrar o 5º aniversário de sua morte, descobri lá no Geekness essa versão simplesmente sensacional realizada pelo música Miguel Rivera.

Note bem como ele não se foca só na harmonia, mas sim em toda a percussão e melodia vocal da música!

O que rolou na E3 de 2015 cheia de novidades!


Quando me perguntam se quero comprar um console da nova geração respondo sim por ser uma novidade e um olhar para o futuro, e não porque estou satisfeito com meu PS3.

Deixando de lado o "detalhe" gigantesco do preço e a perfumaria de as empresas quererem transformar os consoles em centros de entretenimento, dá pra contar nos dedos os lançamentos bombásticos que me façam sonhar em adquirir um deles futuramente - lentidão que deixa claro que tá cada vez mais difícil produzir um game hoje em dia.

Além de cada produção de um "Call Of Duty" da vida requerer muita gente, muito trabalho e muito dinheiro envolvido, as continuações e a pouca criatividade na mecânica da maioria dos gêneros servem para "pagar" esse custo, por isso vemos tantas sequências e DLCs que parecem dar a entender que o game veio "aos pedaços" aliado a uma dificuldade menor na busca de um público cada vez maior ($$$). É justificável o adiamento contínuo dos grandes jogos se olharmos por esse lado, afinal, estamos cada vez mais exigentes e o mundo anda cada vez mais capitalista.

Não acredito que isso irá mudar um dia, essa é a regra do jogo. E já que toda crise tem sua oportunidade. é nesse vácuo dos grandes lançamentos que as produtoras de jogos indie veem sua brecha para atingir os grandes públicos. Porém, se eu comprar um PS4 ou um Xbox One não quero ficar refém disso. Pareceu ontem que o PS4 e o Xbox One chegaram às prateleiras, mas já fazem 2 longos anos. Um console tão caro e poderoso jamais pode ficar refém de YouTube e Netflix, de curtos jogos indie de qualidade duvidosa, e muito menos das remasterizações de "The Last Of Us", "God Of War", "GTA 5" e "Gears Of War" que visam tampar o buraco da retrocompatibilidade (mas na verdade é para faturar mais uma graninha); a diversão e satisfação tem que pagar o alto investimento, certo? É aí que mais uma E3 veio para trazer esperança e mostrar que as empresas tendem a nos entregar games mais bem concluídos, um tratamento mais especial para o Brasil e finalmente, menos continuações e mais novidades,

A maior feira de games do planeta, a E3, foi realizada em Los Angeles do dia 14 até o dia 18 desse mês e como sempre mostrou novidades no mundo dos games, e boas novidades, já que a E3 do ano passado foi resumida a continuações e remasterizações, mas muitos adiamentos e poucos exclusivos para o Xbox One, PS4 e Wii U. A realidade virtual do Oculus Rift e HoloLens já está virando realidade, e a Nintendo continua em passos lentos e uma leva maior de games para os consoles da Sony e da Microsoft foram mostradas e empolgaram. Vamos conferir alguns gameplays primeiramente da Nintendo:

A Nintendo e suas Nintendices

Após uma apresentação na E3 do ano passado realmente empolgante pelo número de anúncios e inventividade de seus games, esse ano a empresa fez sua conferência no último dia 14 e se focando em apresentar games que vão ser lançados nesse ano e no começo de 2016, nada de "The Legend Of Zelda"de novo amigos. Resumindo, não apresentou nada que não imaginávamos. Mas Nintendo é Nintendo e faz "Nintendices".

O foco claro é no portátil 3DS onde a Nintendo fatura horrores, nas variações de Mario e Zelda que parecem divertidos pra cacete e em jRPGs como "Fire Emblem", mas o Wii U apesar de seus passos lentos apresenta novidades ainda esse ano, como "Star Fox Zero", "Xenoblade", um jogo fofinho do Yoshi, um "Mario Tennis" em alta definição e o "Mario Maker" que já conhecíamos e incrementa a comemoração dos 30 anos do Mario, onde você pode criar e incrementar as fases como quer usando diferentes universos dos jogos do Mario entre as eras. Promissor!











Sony e sua conferência arrebatadora!

No dia 15 a Sony fez uma conferência que balançou Los Angeles, simplesmente em uma hora e meia ela mostrou o aguardadíssimo remake do "Final Fantasy VII", a ainda existência de "The Last Guardian" que desde 2013 é desenvolvido pelos criadores de "ICO" e "Shadow Of The Colossus", e "Shemnue 3" que renasce das cinzas do falecido Dreamcast graças aos fãs, que através do Kickstarter simplesmente em poucas horas doaram os US$ 2 milhões necessários para o desenvolvimento do game. Isso que é ser fã!

Além dessas três bombas mais um gameplay do interessante shooter apocaliptico da Ubisoft "The Division" foi mostrado (e espero que saia algum dia), finalmente pudemos ver os aguardados "Uncharted 4" e 'Rise Of Tomb Raider" em ação, "Street Fighter V", o "Hitman" acompanhando o reboot do filme, e os anuais "Assassin Creed" chamado "Syndicate" se passando na Londres de 1868 durante a Revolução Industrial e um novo "Call Of Duty" foram revelados.

Já a novidade mesmo foi reservada para "Horizon Zero Down" realizada pelos criadores de "Killzone", onde num mundo pós-apocalíptico de máquinas gigantes, a natureza retomou seu lugar e a humanidade voltou a se organizar em pequenas tribos. O legal é que disponibilizaram um gameplay bem extenso dando pra se interessar bastante pelo game.

E o Project Morpheus? O óculos de realidade virtual da Sony não teve jogos anunciados, mas o gadget está com o lançamento marcado para o primeiro semestre de 2016.












A Microsoft em mais uma conferência consistente

Também no dia 15 a Microsoft fez sua conferência e não ficou muito atrás da sua rival. Mostrando bons games como os de sempre "Halo", "Forza Motorsport" (lindo como sempre) e "Gears Of War" (que não só ganhou a remasterização dos últimos três jogos mas um quarto capítulo), o terceiro capítulo de "Dark Souls" anunciado oficialmente pela Bethesda e a sequência gelada de "Tomb Raider" num gameplay belíssimo, sem contar que o andamento do dispositivo holográfico HoloLens promete pirar a cabeça dos malucos pelos bloquinhos do Minecraft e é bem empolgante tecnologicamente para qualquer pessoa que curta esse nicho.

Tivemos novidades da Rare (que finalmente deu as caras) com o curioso "Sea Of Thieves" e a revelação, muito esperta por sinal, de um pack que promete reunir os 30 principais clássicos da produtora como "Conker's Bad Fur Day", "Battletoads", "Perfect Dark" e "Banjo Kazooie" (numa sessão de nostalgia do Nintendo 64) que serão vendidos por "míseros" US$ 30! Claro que "Donkey Kong Country ficaria fora da brincadeira por pertencer a Nintendo, e "Goldeneye" ficou fora da brincadeira simplesmente não se encaixou nas escolhas finais da produtora por títulos fundamentalmente originais dela... Pois é.

De qualquer forma, bem vinda de volta Rare!
















Já sobre o console a empresa do Tio Bill também divulgou novidades. Um novo controle modular e remapeável chamado "Elite" para o Xbox One e para os PCs com Windows 10. Mas você se pergunta qual a utilidade disso? Sem contar o fato dos sistemas serem cada vez mais unificados, com esse controle sua preocupação de o stick analógico ter quebrado acabou. É só comprar a pecinha correspondente e trocar, algo que é uma tendência para o futuro dos gadgets que temos por aí como os smartphones. O problema é que ele vai ser carinho, uns US$ 150 dólares. Ui!

A segunda novidade é a maior, mais bombástica e mais esperada pelos brasileiros: agora todos os jogos do Xbox 360 que você tem ou tinha serão compatíveis com o Xbox One. Na nova atualização que será disponibilizada no fim do ano, a retrocompatibilidade terá um funcionamento bem simples: um emulador de Xbox 360. Você coloca o CD no drive e ele grava o jogo para o HD fazendo um tipo de biblioteca, mas nem pense em jogar o disquinho fora, pois você precisará dele.

Bom, pelo menos o TODOS da frase é só uma promessa e é complicado de fazer, afinal, o licenciamento de diversos jogos não depende somente da Microsoft, então terão prioridade propriedades intelectuais da empresa, como Halo e Gears of War por exemplo, A lista por enquanto é pequena e nenhum jogo vai chamar lá sua atenção, mas lentamente a empresa vai liberando o acesso e você pode ajudar a Microsoft a resolver qual jogo ela vai liberar primeiro o acesso. Legal né? "Red Dead Redemption" lidera a lista seguido por tã dã "Call Of Duty: Black Ops II".

Já a Sony não tem nenhum interesse nisso após a experiência fracassada que eles tiveram com o PS3 x PS2 nos primeiros modelos comercializados do console e que a própria Microsoft anunciou a retrocompatibilidade entre os jogos do primeiro Xbox no Xbox 360 na época de seu lançamento, mas o que vimos na prática foi que pouquíssimos títulos tiveram essa opção. Bom, do primeiro Xbox lembramos muito pouca coisa, então essa retrocompatibilidade tende a ser bem mais ampla continuando com a tradição de os consoles da empresa serem uma "mãe" para os jogadores e o PS4 sendo o irmão fresco da história. O que é uma pena, pois a retrocompatibilidade de um PS3 x PS2 comparado a PS3 x PS4 é uma baita diferença.

Bem que a Sony poderia pensar com mais carinho sobre isso, levando em conta principalmente de que a maioria da distribuição é digital e não precisa ser muito esperto para perceber que muitos jogos são atemporais.

Tá, mas e o tal do "Oculus Rift"?

Em um evento pré-E3 a Oculus apresentou seu óculos de realidade virtual para PCs, o Oculus Rift, e os tão aguardados jogos para a plataforma. Em comunicado oficial, a Oculus disse que diversas produtoras, várias dessas independentes, estão se esforçando para lançar conteúdo para a plataforma e que não faltará apoio para elas. Além de uma provável parceria entre a a empresa e a Microsfoft possibilitando de que futuros jogos do Xbox One venham a se adaptar a essa tecnologia. Será bem interessante!

Entre as primeiras novidades mostradas no vídeo abaixo estão um game da Insomniac (produtora de "Ratchet and Clank") em terceira pessoa, ambientada nos contos gélidos de H.P. Lovecraft chamada "Edge Of Nowhere". E qualquer coisa que tenha o nome de Lovecraft me empolga!


Bom, essa foi a cobertura da E3 feita pelo Descafeinado, obviamente feita de São Paulo diretamente da minha casa e não lá de Los Angeles, mas eu tentei aqui abrangir os principais lançamentos e deixar um pouco da minha opinião acerca esse mundo dos games dessa edição que entrou pra história! Você já deve ter percebido que pra mim a Sony saiu vencedora, por pouco.

Será que agora essa geração de PS4, Xbox One e Wii U finalmente vai? E você, se tivesse 4 mil dilmas na mão compraria um dos consoles agora ou esperaria (bem) mais um pouco como eu?

Fontes: Omelete, Gizmodo e Arkade.

Top 10 cenas que fizeram explodir sua cabeça!

Na minha opinião um dos maiores momentos do cinema é quando ao ver tal filme uma cena te faz dizer a si mesmo: "puta que pariu, como eles fizeram isso?!". São essas cenas que tornam muitos filmes inesquecíveis pra quem assiste.

É só ver o caso da luta sem gravidade de "A Origem" ou a luta exaustivamente coreografada e sangrenta da luta de Beatrix Kiddo contra os 88 loucos em "Kill Bill Vol 1", o rapel do Burj Khalifa em Missão Impossível 4 onde Tom Cruise dispensou o dublê completamente, a perseguição caótica e destrutiva em "Batman: O Cavaleiro das Trevas", o trabalho genial no set circular em "2001: Uma Odisseia no Espaço" e da Londres vazia em "Extermínio", e até mesmo o naufrágio recriado brilhantemente em "Titanic" ou a recriação de guerra tão brilhante quanto em "O Resgate do Soldado Ryan".

Todas essas cenas e mais umas tantas nos mostram bem como e quando usar a tecnologia a seu favor e que isso muitas vezes não é o suficiente para substituir a sensação de tensão na plateia.

O canal Watch Mojo selecionou 10 sequências (e mais umas menções honrosas) que fizeram explodir sua cabeça. É uma lista bem justa, concorda?
  1. A queda do avião em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
  2. O naufrágio de Titanic
  3. A perseguição de carros em Mad Max 2
  4. A perseguição do Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas
  5. O Dia D de O Resgate do Soldado Ryan
  6. O Burj Khalifa de Missão Impossível: Protocolo Fantasma
  7. A Londres deserta de Extermínio
  8. A luta contra os 88 Loucos em Kill Bill: Vol. 1
  9. A queda da ponte em A Ponte do Rio Kwai
  10. O cheiro de napalm pela manhã de Apocalypse Now 


Resenha Animação: Valente

Normalmente a gente critica algo ou alguém quando sabemos que esse atingiu um patamar bem melhor, o que chamamos da tal da crítica positiva. Para a animação "Valente" feita em 2012 pela Pixar é bem esse caso.

E ah, acho o mundo medieval fascinante e a sacada da Pixar na época em se tratar desse tema foi bem bacana.

Aqui acompanhamos a habilidosa arqueira e impetuosa filha do Rei Fergus e da rainha Elianor, Mérida, numa luta para quebrar regras de um tempo e uma terra cheia de tradições e lendas míticas que passam de geração para geração.

Mérida é um garota viva, sempre contrariada pela sua mãe que quer que sua filha seja uma princesa e se porte como uma, Mérida até aceita sua condição de princesa, ama sua mãe e seu reino, mas é contra qualquer ideia de ser o que ela não é. Sabe quando um pai ou uma mãe que quer que sua filha se torne advogada quando ela quer ser artista plástica? Bom, esse caso explica muito do roteiro escrito e dirigido por Brenda Chapman. E obviamente, tudo se torna pior quando aprontam o casório da menina num duelo pela sua mão, o que deixa Mérida puta da vida e faz ela pedir a uma bruxa misteriosa um feitiço que faça a sua mãe mudar de ideia sobre tudo isso. Só que desde que o mundo é mundo aprendemos que feitiços nunca funcionam. E Mérida juntamente com sua mãe transformada em urso tem que aprender o verdadeiro significado da coragem em dizer o que realmente sente.

"Valente" é o primeiro filme da Pixar que traz uma protagonista feminina e que tambem é dirigido e roteirizado por uma mulher. Esse tom "conto de fadas" da animação claramente o fez receber críticas mais frias, e tornou o filme bem mais simples do que outros realizados pelo estúdio. Lembram do que eu disse sobre expectativas? A Pixar nos deixou mal-acostumados e é difícil aceitar algo que seja abaixo da média... =/

Não me entenda mal, a animação é bem feita, fofa na medida certa e linda em cada detalhe do reino das Terras Altas da Escocia, óbvio, traz toda a qualidade Pixar consigo. Adoro o tempo medieval. Mas como disse, é um dos poucos filmes em que dá pra entender de que a Disney fez questão de colocar a mão a frente para quem sabe vender mais brinquedos como "Carros" e fazer uma história que se identificasse mais com as baixinhas, deixando mais de lado uma característica forte da Pixar que sempre foi a de aliar histórias carregadas de emoção e moral com um roteiro singular como "Up", "Wall-E" e humor inigualável como "Os Incríveis" e "Ratatouille". Talvez o simbolismo maior do que a animação quer dizer é o cabelo de Mérida, que volumoso e selvagem, vai totalmente contra ao da sua mãe, comportado e bem penteado.

Bom, a Disney coincidentemente revitalizou seu estúdio de animação trazendo algumas cabeças da Pixar e deu origem ao estrondoso "Frozen". Acho que "Valente" tenha sido seu primeiro bom passo a essa direção.

Resenha Filme: O Que Fazer? (O último filme de Robin Williams)

Temos dias que literalmente acordamos com o pé esquerdo e do lado errado da cama (como se não fosse suficiente). Calçando o chinelo com o pé errado, derrubando sal na mesa na hora do café, e quebramos um espelho quando fomos arrumar nossa cara amassada (e nos caso das mulheres quando elas foram se maquiar). Saindo de casa um gato preto (ount) cruza o caminho querendo carinho, e desviando, acabamos passando embaixo de uma escada perto de casa quando o cara da companhia elétrica veio consertar a cagada do vizinho, e chegando no trabalho um amigo dando parabéns adiantado quando o seu aniversário é só semana que vem... Ufa!

Bom, dizem que cada uma desses acontecimentos desse dia apocaliptico para os supersticiosos dão azar, mas não acredito nisso, não sou supersticioso e nem o filme cuja resenha está sendo escrita se trata disso. O caso aqui é que o advogado Henry Altmann (Robin Williams) é um típico norte-americano, na verdade um pouco de todos nós, que já experimentou a felicidade em certo momento da vida mas hoje goza de um mau humor quase que incurável. Para ele o sorriso de um Nova Iorquino passa longe de um bom dia, todos os dias de um mundo que ruma para a destruição iminente são desprezíveis e tudo é motivo para irritação, todos os dias. Ninguém trabalha direito, ninguém cala a boca e faz sua obrigação de bom cidadão.

Ok, tem horas que isso é verdade...

Em um desses dias estressantes, Henry vai a um hospital para uma consulta de rotina com seu neurocirurgião e lá ele recebe a péssima notícia de que ele não poderá atendê-lo. A encarregada do triste fardo é a Dra. Sharon Gill (Mila Kunis) - que está passando um dia tão horrível quanto o dele. Na consulta Henry recebe a notícia de que tem um aneurisma cerebral e que é imprescindível que ele se interne em um hospital especializado, mas preciso dizer que isso é motivo para mais um monólogo de ódio de Henry? Pressionada por Henry que quer saber quanto tempo de vida lhe resta, a doutora num engano lhe dá apenas 90 minutos. A seguir o que vemos é uma busca de Henry em fazer as pazes com tudo que faz mal em sua vida, e uma busca da Dra. Sharon por toda a Nova Iorque em achá-lo para dar o diagnóstico correto.

"The Angriest Man In Brooklyn" (algo como "O Homem Raivoso do Brooklyn" em tradução livre) ou simplesmente "O Que Fazer?" (em mais uma tradução que não faz nenhum sentido com o título original) é o último filme do saudoso Robin Williams protagonizado por ele no cinema antes de seu suicídio em 2014 e que pude interpretar como uma carta de despedida a seus fãs, tornando o filme mais triste quanto ele deveria ser.

Conversando com minha namorada sobre essa questão, ela me disse que é somente um personagem. E sim, é verdade. Mas acredito que em certa altura da carreira de muitos atores como Robin Williams, a escolha dos papeis interpretados são também um atestado de como eles se encontram emocionalmente nas suas próprias vidas. É como quando a gente escuta música, tem músicas para vários momentos; tem dias que queremos agitar, tem dias que estamos para ouvir algo mais viajante e tem dias que nem queremos ouvir nada. Bom, olhando na Wikipédia "O Que Fazer?" foi lançado em maio e o suicídio de Robin foi em agosto, o que faz bastante sentido se formos comparar sua aura depressiva daquele momento com o personagem odioso e cretino chamado Henry Altmann. A raiva daquele personagem poderia ser um refúgio para a sua tristeza. Ele não entendia mais o mundo e aquele mundo estressado e cinzento que Henry vivia, não era o mundo que Robin queria viver.

No curto filme de pouco mais de uma hora e meia, na busca de Henry por tentar rever toda a sua vida e na sua busca de fazer valer os 90 minutos em dizer que ama a quem realmente ama, lá no fundo, descobrimos que Henry fez da sua raiva um refúgio para a dor que sentia. Talvez a vida imite a arte de certa forma. Henry tem sua tentativa de suicídio frustrada, mas seu aneurisma que está em estágio incurável não deixa Henry viver muito mais do que alguns dias. Mas essa despedida lhe fez entender de que na vida o que realmente importa é a nossa família e sua raiva nada mais fez do que afastar aqueles que ainda o amavam e poderiam fazer sua dor diminuir.

O filme é fraco, é simples, e mostra um Robin cansado, longe de suas interpretações em seus brilhantes filmes que aliavam o drama a comédia; mas quando ligamos a arte com a vida as coisas parecem se tornar mais importantes. Pode ser que Henry era apenas um personagem, e sempre continuará sendo, mas Robin poderia ficar em sua casa tratando sua depressão em vez de trabalhar em esse filme. Tal como o "carpe diem" dito em "Sociedade dos Poetas Mortos", eu entendi sua mensagem, mais uma vez.

Pena que Robin não quis mais viver para contar sua história e nos fazer rir e chorar mais um pouco. Talvez ele tenha percebido que sua obra ficaria em nossos corações para sempre e nos faria esquecer de que esse fato aconteceu.

Lindos pôsteres dos personagens de Guardiões da Galáxia

Lindos pôsteres dos personagens de Guardiões da Galáxia
O filme do grupo dos Guardiões da Galáxia para o cinema foi uma das melhores coisas que aconteceram e uma das melhores ideias da Marvel no ano 2014. Oras, transformar um bando de zé manés que só aficcionados pelos quadrinhos conheciam, no time de heróis espaciais mais carismáticos e legais desde Star Wars, não é tarefa para qualquer um.

Definitivamente a Star Lord e Groot entraram no hall de adoração de qualquer nerd que se preze hoje em dia e aguardamos com ansiedade o possível envolvimento de Hulk com o time ou mesmo o crossover com os Vingadores no terceiro filme da franquia, afinal, todos sabem aonde mora Thanos.

Lazare Gvimradze é um jovem artista americano que adora esses personagens tanto quanto a gente, e abaixo, ele mostra esses pôsteres abaixo vibrantes e diferentes para a gente ter vontade de colocar na parede do quarto!


Seriam os EUA a polícia do mundo?


A política em si desde que a gente é gente caminha com a corrupção. Para fazer parte desse meio é fundamental o jogo de interesses, e a honestidade é somente um pormenor que o jogo de interesses pode proporcionar. Quer dizer, se falarmos especificamente da FIFA, o futebol é o braço que empurra para o desenvolvimento do esporte e de um país, mas que por outro lado, superfatura. Uma mão lava (ou suja) a outra. Um país só é escolhido se houver o dinheiro rolando, e acredito piamente que a Copa de 2014 aqui no BR BR foi o auge de toda essa roubalheira porque aqui... bom, a corrupção está tão enraizada por aqui que a FIFA viu a livre oportunidade de deixar o governo com as calças e pires na mão. E pra quem sobrou? Nós.

Obviamente, se essa investigação viesse do Brasil não daria em muita coisa. Aconteceria no máximo uma CPI para inocentarmos algum pilantra ou teríamos um avanço tão lento da justiça como o deslocamento das placas tectônicas.

Como a corrupção está tão enraizada por aqui, a troca de favores entre a governos, CBF e a FIFA para a realização da Copa e até mesmo o próprio envolvimento político de alguns dirigentes da CBF impossibilitaria uma investigação realmente séria do que aconteceu e está acontecendo. Aliás, hoje fiquei sabendo de que advogados do PTB (partido do Marin) estariam indo para os EUA encontrar Marin pois ele está disposto a fazer uma delação premiada, e isso vocês sabem a quem pode atingir, a Lula e todo seu resto - e pra quem não sabe, Marin foi governador de São Paulo nos anos 80. Como disse, politicagem. A verdade só é uma busca da oposição se ela prejudica a situação, e não porque a verdade deve ser revelada em favor da honestidade.

Temos países sérios no mundo, países educados, de população culta e que investem e punem se algo está errado (sempre há algo ilícito), não é a bagunça tipicamene brasileira e o jeitinho de jogar pra baixo do tapete meias verdades. Não entendo muito desse assunto, apesar de ficar bem ligado e satisfeito quando um dirigente é pego como o ex-presidente da entidade José Maria Marin, afinal, após anos e anos ouvindo da mesma ladainha nos debates esportivos finalmente deram algum resultado. Quer dizer, não muito. Depois de décadas de roubalheira, foi preciso o FBI entrar na jogada para termos alguma justiça em torno da FIFA. Felizmente, porque lá a zueira é coisa séria e safado vai pra cadeia. Mas daí as primeiras perguntas que surgiram na minha cabeça quando esse assunto eclodiu foi:

Seria o Tio Sam a polícia do mundo? Só lá o jornalista que investigou toda a corrupção de Blatter e cia. conseguiria a força investigativa necessária para finalmente termos a justiça sendo feita?

Espero que não só eu ache uma vergonha o fato de o FBI sozinho ter corrido atrás de uma investigação séria que precisava ser feita com tantas outras forças policiais no mundo. É algo preocupante pensar que outros países não tem nem a vontade e nem a força de investigação que o FBI tem.

A polêmica de Jared Leto como o Coringa, o Joker, o Palhaço



Muito se falou da escolha de Jared Leto para interpretar o Coringa no filme do Esquadrão Suicida, uns gostaram da escolha justificando de que ele é realmente um bom ator e outros de cara já detestaram; e apesar da precipitação, entendo realmente é fácil ir por essa linha.

Lembram de quando Heather Ledger foi escolhido para o papel do Coringa? Afinal, como aquele cowboyzinho gay de Brokeback Mountain poderia encarnar o saudoso palhaço do crime? Anos depois de "Batman: O Cavaleiro das Trevas" o resultado foi acima de qualquer expectativa, Heather deu vida ao maior Coringa de todos os tempos recebendo até um Oscar póstumo pela sua atuação - e sabemos bem que não só um ótimo roteiro seria capaz disso, foi o talento dele. É como Ben Affleck como Batman. Desde que Ledger calou a boca do pessoal prefiro ficar na minha em torno de possíveis pré-julgamentos.

O Coringa totalmente caricato de Cesar Romero na série dos anos 60, o cruelmente engraçado de Jack Nicholson no Batman de Tim Burton, e o sem limites de Heather Ledger são todos grandes Coringas, cada um à sua maneira. Nos quadrinhos talvez o personagem mais intocável é ele, então entendo que o sucesso de cada um desses grandes atores ao dar vida ao palhaço do crime na tela, foi que cada um deles compreendeu e deu a sua característica própria de atuação sem se desvirtuar do que o Coringa é, oras caricato, oras engraçado, oras cruel.

E o desafio de Leto não é só esse, a situação de cobrança se assemelha bastante a época em que Rubinho ficou quase que obrigado pela nação a substituir Senna após a sua morte. A cobrança é muito alta e Ledger, como Senna, jogaram isso lá pra alto, nos fazendo recusar qualquer coisa que não se aproxime nem do meia boca. Tanto atores e tanto pilotos do F1 tem a sua forma de demostrar seu talento, então a comparação é bem próxima se formos levar pelo lado da cobrança. Cobrar Leto para que faça um Ledger ou um Nicholson é impossível. Leto será o Leto.


Desde o começo das gravações todo santo dia vazam fotos do set de filmagem do "Esquadrão Suicida" me fazendo pensar que é ou insegurança extrema de o filme bombar com o público, fazendo necessário mostrar o set diariamente como se estivessem dizendo "oh, é isso aí que vocês vão ver, se quiser ver tudo vá ver o filme"; ou o mais simples, uma jogada marketeira e que anda acontecendo de mostrar o que pode e o que não pode tirando a graça do fator surpresa - e recentemente vimos isso em "Vingadores: Era de Ultron" pela quantidade de trailers e fotos divulgadas antes do lançamento. Sobre isso, li que o diretor David Ayer ficou irritado com os vazamentos, mas duvido muito, são impressionantes 148 fotos divulgadas e são vazamentos de mais de um mês, então é muito provável que seja de propósito mesmo e cara de pau do Ayer.

Após muitas fotos mostrando a Arlequina e outros personagens, tivemos finalmente o saudoso Coringa revelado. Obviamente não vou fazer o papel de chato dizendo que o Coringa de David Ayer já é muito inferior ao de Nolan e Burton, mas que Coringa boyzinho... Cabelinho lambido, carrão com neon, bem maquiado, tatuado... Se recorda da foto que Ayer postou em seu Twitter a um tempo atrás em homenagem aos 70 anos do Coringa e a história mais icônica do personagem que é "A Piada Mortal"? Pois bem, ao contrário de notícias e desejos de muita gente. é confirmado que as tatuagens vão permanecer no corpo de Leto! WTF?

Com certeza Ayer quer mostrar um Coringa pirado, talvez não tão sem limites como o de Nolan; e como o carro deixa evidente, talvez atualizado para os tempos atuais à la "Velozes e Furiosos", e vendo essa cena logo me lembro de o quanto o Coringa de Heather era totalmente desapegado a qualquer tipo de conquista material, ele "só queria ver o circo pegar fogo". Então creio que a ideia de Ayer para um Coringa seja mais pro lado cômico e caricato do que realista no final das contas, pelo menos na aparência, e é louvável de que ele não queira fazer uma simples cópia. Mas até agora temos poucas informações, não sabemos bem se esse Coringa é uma caracterização do presente ou do passado do personagem, ou nem se ele estará assim quando fizer parte do Esquadrão Suicida; são apenas fotos e que nos abrem a possibilidade de fazer suposições, somente isso.

Como disse lá atrás, talvez tenhamos ficado com a imagem do Coringa de Heather Ledger tão constantemente fresca em nossa memória que nos impossibilite de vermos o Coringa interpretado por outro ator, e até com outra aparência. Além da cobrança altíssima que nos faz ter uma expectativa desse mesmo nível em cima de Jared e do filme, é importante lembrar que o Coringa é um personagem rico e que possibilita várias visões sobre ele.

Cada ator do passado, deu vida ao personagem cada um de sua forma, então é fundamental que Leto juntamente com Ayer deem vida ao Coringa independente das outras vezes e que nós coloquemos crédito na conta dos dois por isso. Interpretar o Coringa não é nada fácil, dizem que Leto está vivendo o personagem 24 horas por dia como Ledger fez, mas agora, se isso vai dar certo pra acertar a mão na atuação já são outros quinhentos né?!

Infelizmente a primeira impressão do novo Coringa é meio nhé, de estranheza, mas isso provavelmente é por causa do velho Coringa de Ledger, ou talvez o pessoal da Warner só nos queira deixar malucos fazendo o bom marketing do "falem mal, mas falem de mim". Bom, resta aguardar e abaixar o tom na chatice.