Resenha CD: Paradise Lost - The Plague Within

Fã é um barato engraçado, nunca sabe bem o que quer. Se a banda permanece a mesma é acusada de ter falta de criatividade, se a banda adquire novas influências e tenta colocá-las em prática é acusada de ter se "vendido" ou perdido a mão em fazer o som que lhe consagrou. Como vê, é muito difícil de equilibrar os ânimos e é tão comum de encontrar fãs da "fase antiga" ou "fase nova" de certa banda do que dinheiro na cueca de político.

Daí quando qualquer banda anuncia uma "volta às raízes" tem dois objetivos bem claros: a da real tentativa, e a da auto-promoção. Afinal, qual a tática melhor de alardear os fãs do que dizer que o seu próximo álbum tão aguardado é uma volta às raízes? É aí que temos dois caminhos bem claros nessa sinuca de bico: ou se opta pelo mais seguro que é agradar tanto aos fãs mais novos e aos mais antigos - o Metallica atualmente se encaixa bem nesse quesito "em cima do muro" -, ou simplesmente se cumpre o que "prometeu" porque era o que a banda queria mesmo, é o lado que exemplifica bem o novo álbum do Paradise Lost.

"The Plague Within" cumpre com cada promessa - mesmo que não tenham sido muito numerosas - sobre uma volta às raízes do doom metal extremo que consagrou a banda no começo da carreira, e mostra ter sido uma jogada corajosa, pois mesmo que o pessoal comandado por Nick Holmes já tenha flertado com a volta dos vocais guturais mais frequentes e guitarras cada vez mais pesadas, é aqui em The Plague Within" que se consolida o a pá de cal na fase gótica/eletrônica que a banda.passou pelos anos 90/00.

"Beneath Broken Earth", e "Sacrifice The Flame" são bons exemplos do que estou dizendo e da coragem de dar um passo realmente sincero às raízes do Paradise Lost, as faixas fazem parte do rol de um doom metal dos bons que surpreende o ouvinte mais distraído. Já tendendo bem mais pro death metal (dos bons também), temos a "Terminal", "Flesh From Bone" e "Victim Of The Past", que cara, é para aplaudir. E pra você ter uma ideia de como o Paradise Lost não veio pra brincadeira aqui, se temos faixas mais "boazinhas", somente a "Cry Out" e o single "No Hope in Sight" vem ao caso, as duas são as mais cantaroláveis do álbum (guardadas as devidas proporções).

Sem ter muitos refrões, mas altamente contagiante para quem sempre espera uma boa pedrada no ouvido do Paradise Lost, o trabalho da banda chega a ser primoroso em todo o álbum. Nick Holmes urra como a duas décadas não se ouvia, e a linha precisa da bateria de Adrian Erlandsson juntamente com as guitarras muito bem afinadas e sincronizadas de Aaron Aedy e Gregor McKintosh tornam o álbum melhor a cada audição, repetição que é fundamental para se perceber melhor as melodias empregadas e como elas foram fundamentais pra construção de todas as doze faixas de "The Plague Within".

"The Plague Within" é um álbum que em nenhum momento está para abraçar o lado mais "pop" que a banda teve na época dos anos 2000, e que conquistou muitos novos fãs certamente, inclusive este que vos fala. O álbum dá um verdadeiro soco na cara de quem estava esperando algo na linha do excelente "Tragic Idol" de 2012. Aqui é um Paradise Lost ainda mais pesado, denso, soturno, violento; portanto não é um álbum para agradar a "massa" que se acostumou com a banda de "Host", "One Second" e "Symbol of Life", esses igualmente geniais a sua forma. Mas desculpe, "The Plague Within" é uma obra-prima.

Tracklist:

1. "No Hope in Sight" 4:54
2. "Terminal" 4:28
3. "An Eternity of Lies" 5:58
4. "Punishment Through Time" 5:13
5. "Beneath Broken Earth" 6:09
6. "Sacrifice the Flame" 4:42
7. "Victim of the Past" 4:29
8. "Flesh from Bone" 4:19
9. "Cry Out" 4:31
10. "Return to the Sun" 5:44

A bebedeira vista por um microscópio

A bebedeira vista por um microscópio
Hoje é sexta-feira, dia de canseira e de bebedeira certo? Certissimo!

Mas ok, esse post se trata de algo bem curioso. Como a saudosa Tequila é vista por um microscópio Foi o que o cientista Michael Davidson resolveu responder na sua série "Beavshots".

Através dos reflexos nos vidros do laboratório, foi possível criar essas incríveis imagens que dariam um quadro e tanto para decorar sua sala. Aliás, no site Beavshots dá pra comprar cada obra e decorar um pouquinho mais sua casa. Ai quem sabe, só de olhar para o quadro já bate uma vontade de beber!

Fiz um apanhado das bebidas mais conhecidas por mim nesse álbum, mas tem muitas outras no site de seu projeto que linkei acima.



Via Geekness

Tirinhas da Semana #225

E finalmente estou de férias, oficialmente dia 1º. Calma, não vou tirar férias do Descafeinado, mas sim tirei no meu trabalho.

Só para avisar, as postagens no Descafeinado vão diminuir bastante durante o mês de junho, ok? Só que não abandonarei vocês. A prioridade é sempre para as resenhas e essas serão sempre redigidas e postadas assim que possível. Então fiquem ligados!

=)












O mundo tecnológico e maquiado de The Walking Dead

Ao final da temporada de qualquer série, os fãs ficam de coração apertado de saudade por saber que ela só retornará muitos meses depois, ainda mais após uma season finale excelente. Claro, ficamos empolgados, e a quinta temporada de The Walking Dead foi a responsável por alavancar a série novamente ao patamar que faz jus a todo o seu sucesso. Portanto, nada mais natural.

Bom, independentemente de opiniões, o programa de bastidores de Hollywood Variety fez uma entrevista com o maquiador de efeitos especiais que trabalhou em inúmeros filmes, Greg Nicotero, que em outras palavras, é o cara que um dos grandes responsáveis pelo mundo apocalítico de TWD ser realista como parece ser. Tem muita tecnologia, látex, suor e talento por trás de Rick. Ui!.

Infelizmente a entrevista não tem legendas, mas não é preciso ser altamente versado em inglês para entender o que Greg quer dizer. Nessa entrevista, ele mostra seu estúdio e as técnicas empregadas para maquiar robôs e atores dando todo o realismo que a série necessita, afinal, não falamos de Thriller. ;) 




Quatro características do cinema de Tarantino

Quatro características do cinema de Tarantino
O diretor Quentin Tarantino em comparação a outros diretores cinematográficos é ímpar em seu estilo de direção, não só pelas escolhas a dedo de atores, músicas e elementos da cultura pop visto em milhares de filmes que ele assistiu a tanto tempo atrás quando era mero atendente de locadora, mas pela sua forte peculiaridade em lidar com a câmera.

Entre suas características, destacam-se especificamente quatro: os closes extremos de cenas normalmente ignoradas, a sonoplastia que sobressai sobre o silêncio, o sangue sempre presente, e o detalhe curioso de sempre dar um minuto de atenção a seus personagens enquanto estão atrás do volante,

O editor, cineasta e cinéfilo apaixonado Jacob T. Swinney em seu canal no Vimeo fez uma série de vídeos em que demonstra perfeitamente os trejeitos de Tarantino atrás das câmeras.





Resenha Filme: Poltergeist (1982)

Tenho 26 anos. Pela minha idade, não pertenço a geração que pôde vivenciar os anos 80 e se queixar com ainda mais fervorosidade da geração atual, mas entendo bem o sentimento que eles têm. Sou dos anos 90, sou da época que viveu a transição da tecnologia e adentrou o século 21.

No mar de facilidades em que vivemos, perdeu-se um pouco do apego e valorização que de certa forma tínhamos pelas pequenas coisas. Bom, quando tinha 6 anos nem sonhava em ter um celular, nem tinha um vídeo-game, nem sabia o que era um computador e me conformava muito bem em brincar com meus carrinhos. Nem tinha um estilo para falar a verdade! Hoje tudo é numa tal velocidade que é fundamental digerir o máximo de coisas possíveis em o menor tempo possível, quer dizer, a informação se sobrepôs a compreensão.

É muito mais simples ler um best-seller de fácil leitura do que um livro que te faça ligar o senso crítico ou a imaginação mais apurada, ou um filme em que os efeitos especiais se sobreponham a importância e um roteiro (oi Transformers), como os games, em que as produtoras fazem muito mais questão de entregar um jogo graficamente perfeito na foto e no produto final nos vemos diante de um game de mecânica travada e cheio de bugs. Entende o que quero dizer?

Claro, falamos de 1982, data de quando o filme "Poltergeist" foi lançado e quando os vídeo-games eram apenas enormes pixels. Tudo naquela década era novidade. Foi quando o roteiro de um filme se aliou a computação que engatinhava naquela década, onde na qual passamos a ver filmes com cifras astronômicas (pra época também). Hoje temos inúmeras trilogias, e foi nessa década que entendo que esse modo de fazer filmes e lucrar muito com isso começou a aparecer com força, é só ver o número de trilogias cultuadas Star Wars, Indiana Jones, De Volta Para o Futuro, e o grande número de filmes de terror que começava em Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo, Horror em Amityville e Halloween só num exercício rápido de memória. 

Sendo novidade, era fácil impressionar o espectador, logicamente. Contudo, o que quero dizer que muito do que vemos e sentimos sobre os filmes que vamos ao cinema assistir, principalmente aqueles de terror, é que o fator imaginação se perdeu. E no filme de Tobe Hooper, escrito e produzido por Steven Spielberg, que não pôde dirigir o filme por estar em outra produção ao mesmo tempo (E.T.) somos instigados a todo tempo a isso.

"Poltergeist" é notoriamente uma crítica ao estilo american way of life apresentada de forma suave e bem humorada travestida de terror e suspense. Steven soube não só tratar com o devido respeito o mote sobrenatural sem parecer tosco ou apelativo, como soube também usar com maestria o principal eletrodoméstico da casa para aterrorizar, vencendo todos os paradigmas de que a família unida é capaz de vencer qualquer coisa, afinal, é impossível escapar da sua presença. 

A televisão diz tudo que uma criança quer ouvir, na verdade tudo o que queremos ouvir, e o verdadeiro terror se dá pela sua beleza que é capaz de nos fazer esquecer quase que por hipnose nossas mazelas sociais. Oras, quem nunca se assustou de sair correndo ao ver uma televisão ligada em um canal sem sinal quando era criança? Eu mesmo fui uma dessas pessoas apenas por ter visto a cena mais famosa do filme! Pois é, o terror de "Poltergeist" se dá nisso, em termos a televisão tão próxima a nós, e querendo ou não, em todas as casas e em praticamente todos os lugares.

- Ele mente para ela. Diz coisas que somente uma criança pode entender. Para ela é apenas outra criança. Para nós é a Besta.

Usando a frase acima da saudosa sensitiva Tangina, a televisão foi usada pelos espíritos não para aterrorizar, mas para seduzir, como se os espíritos protagonizassem um programa de televisão. As cenas da garotinha angelical Carol Anne conversando em frente a tela chuviscante em que mostra claramente isso. Os espíritos se aproveitaram do principal canal de comunicação da casa e da inocência de uma garotinha para tomar de volta o que eram deles.

Mas partindo daí já é spoiler...

Entre seus efeitos especiais altamente elogiáveis, principalmente pela época, e seu terror e suspense bem dosado em todo seu andamento, "Poltergeist" mostra que não é preciso de sustos para assustar, como não é preciso muitos ovos para se fazer uma omelete. O susto aterrorizado só vai ser verdadeiro se houver um clímax pra isso, e apesar de não termos nenhum susto aqui, transformar em vilão o aparelho de televisão foi uma jogada genial.

Claro que estou falando de 1982, época em que os recursos eram bem escassos e forçadamente você tinha que ter um bom roteiro na mão e talento para dirigir para o filme ser um sucesso, mas boa parte do terror está aí nos que os efeitos especiais castram demais hoje em dia: a imaginação; e isso é bem o que quero demonstrar pelo o que escrevi na primeira parte da resenha.

Hoje se vê muitos filmes do gênero sem orçamento entregando sustos baratos de cinema pipoca sem proporcionar a tensão que o roteiro tem que dar a situação, e aproveitando a estreia do remake de "Poltergeist", vi a oportunidade perfeita de demonstrar isso pois são grandes as chances de isso acontecer. Sabe "liberdade poética"? Sabe criar um portal detalhado na cena do guarda-roupa ou incrementar a cena do palhaço? Não precisa.

Agora imagina os espíritos entrarem pelos celulares... >.<

Curiosidades mórbidas:
- O filme é envolto em muito mistério e morbidez após seu lançamento por tragédias acompanharem a história desse filme, como por exemplo a atriz que interpretou a filha mais velha, Dominique Dunne, ter sido morta ao ser estrangulada pelo namorado, e Heather O'Rourke, a garotinha loira, ter morrido de parada cardíaca com apenas 12 anos no mesmo ano em que seria lançada a segunda continuação deste filme.

Cruzes!

As garras do Predador trazidas a vida!

Parece um programa do History Channel que nós vemos frequentemente, mas não é. O canal AWE.me no YouTube é responsável pela respeitável série Man At Arms que traz muito mais do que objetos históricos, e sim objetos históricos do mundo nerd trazidos a realidade. Algo que é bem mais legal cá ente nós.

Já postei outros vídeos que você pode ver aqui e aqui sobre o mesmo programa, mas aproveitando a oportunidade para tanto refrescar a memória de quem conhece e apresenta-los para quem não conhece, o programa Man At Arms trata de ferreiros profissionais (mesmo!) que a pedidos do público resolvem trazer à vida objetos icônicos do imaginário nerd, como os escudos do Capitão América e de Link, a Rebellion Sword de Dante da série Devil May Cry ou a espada de Cloud de Final Fantasy. E lembrando que no programa, todo esse trabalho é feito com materiais que estão disponíveis ao alcance de qualquer ferreiro por aí, com direito lâminas afiadas e testadas na hora ao final do vídeo. Portanto nada de moleza!

Fica a seu cargo visitar o canal para ver mais vídeos legais desse pessoal da pesada, mas nessa pequena amostra que trago nesse post, vejam como foi forjada as garras do mortal Predador - que descontando aquele troço Alien x Predador é um dos personagens mais mortais e aterrorizantesdo cinema, mas isso é outra história...

Os cinco estágios de quem vê filmes da Marvel

Os cinco estágios de quem vê filmes da Marvel
Rótulos são rótulos e eu amo ser "fanboy", quer digam que isso é ser estúpido, dominado, ou simplesmente coisa de bobão sem namorada. Bom, tenho namorada (muito obrigado). Mas deixando de lado esse fato, o que importa é que ser fanboy é simplesmente venerar o que gosta e ser curioso o suficiente para gostar ainda mais daquilo, algo que independe de ser nerd ou não.

Os filmes do Universo Marvel nos cinemas juntaram de vez os fanboys dos quadrinhos e os fanboys do próprio cinema. Nesse caminho sem volta, nessa animação legendada pelo pessoal do Sedentário, compilaram os cinco estágios desses fanboys que veem filmes da Marvel, como eu e você caro amigo.

Sinto que você irá se identificar com algum estágio listado, mais especialmente com o quinto, estágio da qual eu sempre repito ao final de cada filme e nunca me canso disso. =)




Pôsteres pinup das mulheres do cinema

Pôsteres pinup das mulheres do cinema
É hora do momento girl power!

Com razão as garotas nerds do Brasil reclamam de não ter o espaço devido nos filmes do gênero, pois, não só por uma questão cômoda de ter um cara branco sendo o mocinho da história mas por uma questão cultural mesmo, as mulheres estão sendo sempre relegadas ou a postos sexistas ou de meras coadjuvantes. É tão foda quando vemos uma mulher realmente protagonista de um filme de ação chutando bundas vilanescas não é?

Bom, a Marvel vai mudar isso com o filme da Miss Marvel, mas enquanto estamos a uns boas anos do seu lançamento e atualmente temos a Arlequina, Viúva Negra e a Agente Carter disputando o protagonismo do movimento girl power no cinema, o ilustrador Renato Cunha criou uma série fodástica de pôsteres pinups com personagens marcantes que vimos no cinema. Confira:

A prova final de que todos os trailers de filmes são exatamente iguais

Como o título, retirado de forma bem picareta do Gizmodo. ;)

Tudo na vida tem fórmulas. Tirando a química e matemática que são ciências feitas a base disso (risos), tudo que você faz, vê ou come tem fórmulas, quer dizer, um modo certo de se fazer. Inventar é a grande arte e a grande dificuldade, por isso temos gênios tão notáveis que revolucionaram o mundo com suas ideias ou simplesmente aqueles que pegaram o que tinha de existente e deram um novo sentido a aquela marca, como Steve trabalho Jobs.

Por mais que Hollywood de forma bem picareta engana trouxas como nós com pôsteres absurdamente iguais, remakes de filmes que adoramos ver no passado, sequências intermináveis de histórias que nem tem mais história, e filmes tipo Michael Bay, o lance é que toda essa repetição tem o porquê de existir. Queremos isso e consumimos isso. E por mais que temos razão ao reclamar, a repetição existe porque muitos que reclamam estão lá no cinema pra ver (incluindo eu). Já ouviu falar do ditado que em time que está ganhando não se mexe? Vingadores 2 provou isso por A + B.

O fato é que tudo na vida que vemos na gôndola e nas vitrines do shopping, existe lá porque tem quem consome aquilo. Como funk, sertanejo, filmes de vampiros que brilham e literatura corta cebola. Não se entende porque eles existem, mas estão ali porque tem MUITA gente para consumir (e esquecer logo depois). É assim com cinema, enquanto houver gente para consumir produtos repetidos e que evidenciam a sede de grana de engravatados, eles existirão aos rodos. É o mundo capitalista em que vivemos seu comunista!

Entendo que o cinema, como a música, é entretenimento também, e graças a Odin temos escolha de ver e ouvir o que queremos; e ninguém, a não ser robôs, sociólogos e jovens metido a hipsters, adora somente filmes cult ou de drama. Em algum momento, temos que pagar 25 reais pra desligar nosso cérebro por duas horas e ver aquele filme fácil e divertido de fórmula tão batida e esquecível que você nem se dá conta. Na verdade, ação, aventura, comédia e terror são os principais gêneros que dão todo o espaço pra preguiça se pensarmos bem.

Com os trailers é assim. Há realmente uma falta de criatividade enorme e é cômico perceber que eles são bem parecidos um com o outro, e muitos extremamente mal feitos, tipo capazes de entregar spoilers sobre o filme que promovem (Terminator 5) saca? Mas voltando ao assunto da fórmula, dá para resumir um filme de ação e aventura sem ter barulhos dissonantes, explosões aleatórias, piadinhas e falas sem contexto? Bom, estamos lá para ver no final das contas. =D



Só uma pergunta: quando vai sair esse filme?

Faça um favor a si mesmo e conheça Tim Minchin agora

Esse australiano conhecido pelo bom humor e muito talento, não é apenas um grande amigo de Neil Gaiman, ou o Judas na última adaptação de Jesus Christ Superstar no teatro, e muito menos um mero pianista nerd de cabelo esquisito que toca descalço. 

Também ator e compositor, Tim é amado na sua terra natal por combinar seu talento com a música para nos falar trivialidades que precisam serem ditas, ironizando a religião e questionando o nosso papel nosso na sociedade como ninguém. 

Portanto, se você não tem cabeça aberta, não assiste vídeos do YouTube que tenham mais que 2 minutos, e nem tem a parcimônia e paciência suficiente para procurar compreender opiniões contrárias ao que você acredita, faça um favor para todos e saia daqui, mas saiba que está perdendo uma grande oportunidade de conhecer um talentoso artista do cenário atual - que aliás já postei aqui no Descafeinado a um muito tempo atrás e você pode conferir aqui e aqui. =)

Mas antes de colocar umas canções dele aqui nesse post, preferi começar pelo seu discurso como formando no doutorado de Letras pela Universidade Ocidental Australiana, onde ele com sua acidez e inteligência tradicional, nos dá 9 conselhos de como podemos (tentar) levar nossa vida da melhor forma possível. 

Após esse vídeo, vou postar duas canções de Minchin que expressam muito bem seu lado acidamente bem humorado,



O que passa pelos meus fones #100 - Lamb of God

Já faz muito tempo. Em 2012 na turnê do álbum "Resolution", o vocalista da banda Lamb Of God, Randy Blythe, foi preso na cidade de Praga, na República Tcheca, acusado de matar um fã durante um show ocorrido há dois anos atrás. 

O lance é que esse fã correu para o palco atrás de Blythe e após algumas tentativas ele conseguiu furar o bloqueio de segurança, mas num choque involuntário com o vocalista, ele acabou caindo do palco e batendo a cabeça causando a morte. Passado o ocorrido Blythe se tornou o principal suspeito e acabou sendo preso chegando a passar 38 dias na prisão após pagar fiança, sendo liberado de todas as acusações somente dois longos anos depois após vários depoimentos dele e de testemunhas que relataram o ocorrido. 

Liberto, Blythe escreveu um livro sobre sua temporada na prisão e em 2015 após todos os contratempos, voltou aos estúdios com o Lamb Of God para gravar o oitavo álbum da banda chamado de "VII: Sturm und Drang" - em tradução literal do alemão: "tempestade e ímpeto", e movimento literário do mesmo país no século XVIII.

Divulgado hoje no canal da própria banda no YouTube, o primeiro single se chama "Still Echoes" e simplesmente é aquilo que o Lamb Of God é, nada mais. Curta aí.

Comercial nos faz relembrar do poder imensurável do rock

Comercial nos faz relembrar do poder imensurável do rock
No ano passado, o mundo do rock foi surpreendido pela notícia de que o irmão do guitarrista Angus Young, Malcom, iria se retirar das atividades da banda por tempo indeterminado.

Reservados como sempre, a banda se limitou a dizer que Malcolm se ausentaria da banda por causa de problemas de saúde, porém mais tarde, soube-se do diagnostico: Malcolm foi diagnosticado com demência. Uma perda ou redução progressiva das suas capacidades cognitivas, que o incapacitava de reproduzir os mesmos riffs que o criara e que progressivamente já vinha o atrapalhando desde a turnê "Black Ice" em 2008.

Chamando o seu sobrinho Stevie para o seu lugar, o AC/DC seguiu em frente lançando "Rock or Bust" superando todos os problemas e mostrando de que a banda segue mais forte do que nunca.

Em seu aniversário de 30 anos, a 89 FM juntamente com a agência de publicidade África, resolveu se inspirar no caso de Malcolm produzindo o vídeo #UnforgettableRiffs, que mostra como as pessoas que sofrem da mesma doença do ex-guitarrista do AC/DC reagem ao ouvirem as músicas que ele ajudou a criar.

A linda mensagem do vídeo é que Malcolm pode até esquecer de tudo, mas nunca o esqueceremos.

Me emocionei. =)


Via Brainstorm9

Dublagem do Mortal Kombat X na versão Chaveica

Muita gente (todas as pessoas da terra) odiou a dublagem realizada pela rockeira baiana Pitty para o recém-lançado jogo Mortal Kombat X. Não vou aqui recitar novamente o que acho sobre tudo isso, tá o texto aqui. Mas entre outras coisas que disse lá, vale ressaltar que a total falta de respeito da senhora Warner com os brasileiros foi tamanha que isenta qualquer um de culpa, inclusive a Pitty.

Em respeito a esses gamers e em respeito ao bom humor, o canal Chaves Estranho resolveu corrigir esse erro avacalhando toda a dublagem que... ficou uma merda mesmo. Então que tal a Dona Florinda no lugar da Pitty? Será que alguém iria reclamar?

Afinal, melhor uma dublagem zoeira do que uma dublagem cagada, concorda?! =D



O resultado ficou épico! HUHUAHUAHUA


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Tirinhas da Semana #223

Hoje, um rei nos deixou


Sabe aqueles artistas que são insubstituíveis? Aquela pessoa que procuramos o colo nos momentos em que precisamos desligar da vida? Aqueles que são tão velhos e simpáticos que adotamos pra nós e queremos que se tornem imortais? Esse tiozinho que influenciou tantos outros artistas a quem reverencio, era esse cara.

Por mais que não seja tão ligado ao blues e nem conheça bem a obra de B.B. King no blues para homenageá-lo decentemente, confesso que hoje fiquei triste. B.B. era pra mim aquele tio distante, aquele tio querido, e aquele tio que hoje se foi e me deixou intensamente atingido nem sabendo muito porquê.

Renato Russo, Michael Jackson, Elvis, Dio e tantos outros que até hoje ainda figuram nas paradas ainda mortos muito por eles mesmos terem partido dessa pra melhor. Enfim, é um revival eterno que vivemos, tanto por estarmos induzidos mentalmente e embalados na saudade de quem acabou de ir, tanto por pura nostalgia e vontade de celebrar a vida do artista que aprendemos a admirar em algum momento. E olha que estamos falando de artistas falecidos, então imagina aquelas bandas que acabaram?

Dizem que é só um artista morrer pra aparecer um monte de fãs e admiradores, que lá se vão chorar as pitangas no Facebook e correr pra baixar a discografia completa pra se caso alguém perguntar qual é canção mais famosa dele, Exemplos não faltam, Mas creio que no caso de artistas talentosos ou verdadeiras lendas como estes que citei e agora B.B King, isso seja extremamente benéfico. Afinal, é assim, na vida ou na morte, que sua contribuição infinita para a música será percebida e tantos outros mais lamentarão sua morte.

Dono de um jeito inconfundível de tocar guitarra cheio de vibratos e de uma voz cortante que me dá vontade de chorar, B.B. King vai deixar saudades e um sorriso em mim por ter escutado um pouquinho da sua música que seja ainda em sua vida. Mas na boa? Você já fez o bastante meu velho, muita coisa. Que você descanse em paz. =)


Animação "A Vida Curvada" satiriza nossa relação com nossos smartphones

Quem usa um smartphone sabe muito bem que eles nos desconectam do mundo ao redor. Essa não é uma constatação de um tiozão comunista que compartilha a opinião de que o uso desses aparelhinhos que nos causam horas de distração devem ser abolidas da humanidade - aliás, não vivo sem meu smartphone tanto quanto qualquer um -, mas é algo que não é preciso uma caminhada muito longa para percebemos como essa tecnologia talvez afete nossas relações pessoais (como se elas já existissem muito antes disso).

É só perceber quando você entra em um elevador. Por exemplo, a troca de olhares sem graça entre os moradores ou colegas de empresa que nunca se viram, atualmente foram substituídas pelos pescoços curvados e olhares fixos nos seus smartphones. Obviamente que isso tem seu lado bom e eu odiava esse momento constrangedor, porém é interessante notar a distração de alguém que lhe conhece a um bom tempo não lhe cumprimentar por causa desse olhar preso a tecnologia, de numa mesa de bar seu melhor amigo parar pra responder a mensagem no WhatsApp e deixar de prestar atenção no que você está falando, ou mesmo daquele ser que anda na calçada ou atravessa a rua despretensiosamente sem olhar para onde anda, e tantos outros exemplos... Na verdade, que atire a primeira pedra quem já nunca passou por isso ou se viu a um passo da morte enquanto atravessava uma rua, pois a nossa mórbida curiosidade fez a nossa mão arrancar o celular do bolso ao invés de prestar atenção ao redor.

Curiosamente, essa animação chinesa chamada "A Vida Curvada" (terra que seja talvez a mais ligada nessa tecnologia) mostra com uma boa dose de humor negro (e uma boa dose de exagero) essa "vida curvada" que faz pessoas morrerem, tropeçarem e se trombarem, tão distraídas que nem percebem suas roupas sendo tiradas, além de outras que tiram selfie por puro egocentrismo.

O que passa pelos meus fones #99 - Sepultura & Steve Vai

No último dia 09 de maio, a banda brasileira Sepultura fez uma apresentação barulhenta no Rock In Rio USA em Las Vegas (apareçam haters), e nas últimas duas músicas do setlist, eles contaram om a ilustre presença do mestre Steve Vai tocando juntamente com a banda o clássico Roots Bloody Roots e o medley Kaiowas/Bad Horse.

São raras as participações de Steve Vai em apresentações de outras bandas e ainda mais do gênero do rock a que o Sepultura pertence. Para uma banda que eternamente anda mal das pernas desde a saída dos Cavalera, a moral pelo menos não anda nada baixa, concorda?

E o que é essa guitarra espelhada e com LED do Steve Vai?!?! =O

Confira:

Resenha CD: Faith No More - Sol Invictus

Dizem que na vida precisamos reaver nossos projetos e sempre buscarmos as mudanças para ver o que vale realmente a pena. Foi assim com o Faith No More.

Em 2009, eles retornaram com a formação original (exceto o guitarrista Jon Hudson, pois ele somente participou de "Album of the Year") para um show histórico no Download Festival e em 2001 no finado SWU aqui no Brasil, e logicamente nem demorou muito para os fãs logo se ouriçarem querendo saber quando viria um álbum de inéditas - claro, nunca é o suficiente ouvir somente os clássicos por mais que eles sejam os mais requisitados nos shows de qualquer banda pelos fãs.

Mas no caso do Faith No More, tudo é um pouco diferente. Nas reuniões, torna-se quase que obrigação um álbum de inéditas, principalmente se tratando de uma banda tão peculiar, mas que em contrapartida se tratando do Faith No More, na verdade nem se podia imaginar que sairia algo inédito dessa reunião...

Foram assim quase seis anos após a volta envolta em muitos boatos e especulações, mas na sua velocidade - também peculiar da banda - eles anunciaram "Sol Invictus" que será lançado fisicamente dia 19, mas que hoje dia 11 foi disponibilizado via streaming no perfil da Ipecac Records no Soundcloud.

Normalmente eu espero até o lançamento do álbum para ouvi-lo em toda sua glória, mesmo quando o mesmo é disponibilizado via streaming. Contudo, não vou esconder de ninguém que sou um fã inveterado da banda e da voz de Mike Patton, e ao ver a notícia lá do computador do trabalho, foi impossível de assim que chegasse em casa, conter a ansiedade de escutar o álbum que esperei durante uma década e que muita gente esperou durante longos 18 anos. 

Música é de fã para fã, não tem como você recomendar um álbum para um amigo, colega ou mesmo um leitor distante desse mundão da internet sendo 100% imparcial. Aliás, tem como deixar um pouco de lado essa ansiedade e ataque de fanatismo para avaliar o álbum mais criticamente? É complicado e só para quem se dispõe a essa tarefa sabe disso. Bom, talvez se eu falar do álbum como obra e não analisando especificamente das faixas que o compõem isso transpareça.

Sempre quis colocar isso aqui, mas o Faith No More é o tipo de banda única e inimitável, aquela que nunca teve receio de não mudar para manter-se popular e sempre viajou entre diversos estilos e sons - até os que você não pode imaginar - tornando essa a característica principal da banda. As guitarras e baterias sempre estarão lá, mas irreverente na própria personalidade dos membros, o FNM musicalmente nunca tentou se copiar. 

Diria que pouquíssimas bandas permanecem exatamente as mesmas durante todas as décadas de carreira, na ponta da língua poderia citar Motorhead e AC\DC, mas nem gigantes Iron Maiden e Metallica permanecem os mesmos de vinte anos atrás (por mais que se esforcem pra revisitar suas raízes) por diferentes aspectos que podemos discutir. Mas entendo que a evolução tem que ser uma constante na vida e deve ser assim para as bandas que gostamos, está longe de ser uma regra a repetição. Para quem gosta de música realmente, apreciar o que é bom pra poder julgar se é ruim ou não, é fundamental se queremos fazer alguma crítica com algum fundamento. O Faith No More não permaneceu o mesmo desde "The Real Thing", porém é curioso o fato de que se olharmos mais atentamente pela internet, é realmente difícil de encontrar um fã da banda que seja viúva das raízes. Portanto, se eles conseguiram algo durante toda a carreira foi uma certa unanimidade.  

São quatro álbuns e quatro álbuns diferentes, salvo "Angel Dust" e "The Real Thing" com semelhanças, mas "King For a Day" e "Album of The Year" por exemplo, não tem nada a ver um com um o outro exceto por uma veia mais sombria e que foram suficientes pra alavancar a carreira para um status cult. E "Sol Invictus" continua esse legado de certa forma, buscando uma evolução e revisitando muito do que foi visto em sua carreira, ao mesmo tempo em que é palatável o suficiente para novos ouvintes ficando cada vez melhor a cada audição.

Analisando "Sol Invictus" mais a fundo, ele é tipicamente Faith No More, e quando digo tipicamente, é englobando todas as diferenças de propostas musicais passadas e extremismos que a banda se propôs durante os quatro álbuns lançados com Mike Patton nos vocais (considerado por mim e por muitos como o marco zero da banda), nos fazendo relembrar do principal mérito que uma banda tem como proposta. As faixas "Motherfucker", "Superhero", "Matador" e Sunny Side Up" tiram qualquer dúvida do que estaria por vir.

Talvez para os mais exigentes, se esperava algo mais marcante ou diferente do Faith No More, não muito seguro, mas "Sol Invictus" na minha (suspeita) opinião finca novamente a bandeira do Faith No More no mundo atual do rock, dando o recado para muita gente de que, apesar dos cinquentões terem passado tanto tempo na geladeira, eles estão fazendo e muito bem o melhor rock possível, o suficiente para continuar seu legado de influências que perdura há mais de duas décadas.

Tracklist:

1. "Sol Invictus"
2. "Superhero"
3. "Sunny Side Up"
4. "Separation Anxiety"
5. "Cone of Shame"
6. "Rise of the Fall"
7. "Black Friday"
8. "Motherfucker"
9. "Matador"
10. "From the Dead"

Conheça mais do Capitão América e do Homem de Ferro

O Canal Nerdologia é atualmente o melhor lugar para aqueles que querem unir sua sede por saber (mas tá cansado dos documentários da televisão), ao mundo nerd que tanto amamos. Afinal, é mais que pertinente saber a física aplicada no filme Interestelar, a genética dos X-Men, a ciência por trás de Jurassic Pàrk, como se faria um sabre de luz, ou matando a dúvida de quem é mais poderoso: Magneto, Superman, Flash ou Hulk (resposta: os quatro são fortes pra caralho), concorda?

Bom, nesse clima de Vingadores que tomou conta desde o fim do mês passado e o cheiro de conflito entre os dois líderes do grupo, o Átila resolveu desvendar do que é feito o escudo do Capitão América e qual é a tecnologia aplicada no escudo do Homem de Ferro.

Agora é com vocês. De qual lado vocês ficam?


Tirinhas da Semana #222

Em virtude do feriado, da minha saúde e eventual preguiça que só aumenta com esse friozinho de bom senhor Gzuis, semana passada não tivemos as tirinhas como tradicionalmente acontece e acabei reduzindo as postagens somente ao necessário, como a resenha do filme dos Vingadores.

Pois então, hoje é sexta e continuo com todos esses poréns (menos o feriado), mas não poderia dar mais uma mancada né?