O que passa pelos meus fones #98 - Mr Catra & Os Templários

Antes que você pense, não, não virei funkeiro.

O Mr Catra, mais conhecido como o maior pai do Brasil, surpreendeu o universo ao anunciar que a sua próxima empreitada no mundo da música (ou que tenta ser música se falarmos sobre o funk) seria uma banda de metal. Pois é, o Brasil é um país realmente bizarro!

Prometendo misturar funk, metal e algo mais parecido com isso. Ele reuniu Os Templários e hoje num lançamento bombástico que não é só maior do que uma nova música de um artista morto, liberou a música "O Retorno De Jedi" no Facebook.

Como a curiosidade matou o gato e só faz bem a humanidade, abri minha mente e escutei a mistura:

Bom, fiquei sabendo que a música "O Retorno De Jedi" é um funk dele bem das antigas. Check

E sim, há um rock e dos pesados. Check.

Sobre o som, primeiramente devemos respirar fundo, se livrar dos preconceitos estabelecidos e se atentar a música em si.

Fora esse batuque sem contexto pagando de Sepultura, na boa, a banda de metal do maior pai do Brasil dá chinelada em muita bandinha brasileira que se faz de rebelde por aí. Som simples, pesado e direto que dá pra bater cabeça numa boa, precisa de mais?!

A letra? Essa passou até uma boa mensagem e sem putaria que além de tudo é pra zoar "o retorno é de Jedi", ou você acha mesmo que as letras de um Manowar ou Motley Crue são sérias? Afinal, o eclético Catra que não consegue ficar com uma só mulher e curte funk e rock ao mesmo tempo, não se tornou um poeta também.

Se a banda deixar de ser somente um projeto, com mais entrosamento e imaginação, o som do Mr Catra pode alçar voos mais altos com a galera, porque não?

Eu curti.



Quando o Japão encontrou o Faustão

Lá por 1994, o Domingão do Faustão tinha uma abertura meio bizarra mas puta engraçada, pra representar o "Domingão do Faustão", nada melhor do que um... Fausto gigante.

Não sou de publicar meros vídeos de humor aqui no Descafeinado, mas nesse caso ri tanto que não aguentei... =D

Daí foi só colocar uma trilha das melhores séries heróicas japonesas que o resultado é esse ai:


E é precisamente por ISSO que existe a internet!
huahuahuahuahua

Street Fighter x Hora de Aventura

Street Fighter x Hora de Aventura
De um lado o jogo de luta que moldou muito a compreensão que temos dos jogos de luta de hoje em dia, de outro o desenho animado mais hypado atualmente e que de tão criativo e brisado, se compara ao Looney Tunes dessa geração.

E se essas duas franquias se juntassem? Foi o que o artista peruano David Yerushalaim tentou retratar quando a fofura atacou Sagat e cia.


Via Geekness

Recriando os Vingadores ao estilo medieval

Recriando os Vingadores ao estilo medieval
Embarcando na onda dos Vingadores e da expectativa de EU ir finalmente ver o filme nesse feriadão depois de todo mundo (pfff), aproveito para postar as artes de Daniel Kamarudim, que adotando um tom sombrio aos heróis coloridos, deu o estilo que casou perfeitamente com o mundo de arqueiros e feiticeiros.

Tony Stark como um poderoso mago e Hulk como um verdadeiro bárabaro. Bem que podiam lançar um versão RPG se baseando nessa ideia, concorda?

Black Veil Brides e Rock In Rio: Metaleiro não gosta do que não é Metal


Na última edição do Monsters of Rock que aconteceu esse fim de semana, "surpreendentemente" uma banda foi vaiada no festival. A banda americana de hard rock Black Veil Brides após trocas de xingamentos e dedos do meio em riste, abandonou o palco com pouco mais de meia hora de show debaixo de gritos de "Motorhead! Motorhead!" que como por um "castigo" aos mal educados, acabou nem subindo ao palco devido a problemas de saúde do vocalista Lemmy Kilmister (aliás, vida longa ao rei, mas infelizmente ele está definhando cada vez mais). =(

Ok, dado a explicação em torno de quem ainda não soube o que aconteceu vamos aos fatos principais, quer dizer, relembrando tais fatos: grande parte do povo "metaleiro" é o público mais cabeça dura que existe.

E vou ampliar a discussão...

Obviamente ter Metallica, Iron Maiden, Kiss e Motorhead em qualquer festival aumenta a chance de sucesso do mesmo. contudo, os mesmos festivais tem pro obrigação dar espaço ao novo sangue que tem por aí no rock e metal ou em apresentar certas bandas que não são muito conhecidas aonde o festival vai acontecer, certo? Foi o que aconteceu com o Monsters of Rock ao apostar em Coal Chamber, Steel Panther, Rival Sons, De La Tierra e no próprio Black Veil Brides, e o que acontecerá no Rock In Rio com Royal Blood, Deftones e Halestorm e o próprio De La Tierra. 

Mas o engraçado é que a rivalidade de uma sobre a outra nas redes sociais daqueles que vão/foram ao Monsters sobre o povo do Rock In Rio, são sustentadas pela frase de que o Monsters é o "festival de rock de verdade" por ter sido composto só de bandas de rock, mesmo que o Rock In Rio traga um line-up recheado de bandas que eles mesmos admiram também, como Faith No More, Metallica e Slipknot. Tal eterna revolta se mede porque o Rock In Rio não é "só um festival de rock" e que o nome o faz ser obrigado a trazer somente bandas do gênero em seu line-up. Aí você me diz: "Porra, tem Rihanna, Katy Perry e One Direction lá, como ele pode ser considerado um festival de rock ainda? Vá tomar no cu Medina!". 

Primeiramente é bom explicar que o Rock In Rio nunca foi um festival somente de rock e que o rock que ele traz no nome é porque o festival tem como carro-chefe o próprio gênero, fora que desde que o mundo é mundo, o Rock In Rio tem dias específicos para cada estilo. O festival cresceu e abraçou outros públicos, e por mais que isso tenha sido por negócios fazendo-o "traindo o movimento do rock n' roll", o festival, dado a seu tamanho, tem por obrigação de dar oportunidade para outros públicos poderem curtir seus artistas prediletos, assim como o próprio festival deu pro rock lá no início e continua dando. Queira ou não, o Rock In Rio abriu portas para os medalhões colocarem de vez o Brasil na rota de suas turnês. Esse é meu entendimento e ter ele me fez curtir mais e melhor o festival que posso assistir em meu país. Contudo, os tais fãs cabeçudos do metal se recusam a colocar o RIR no seu calendário por causa das bandas pop que "invadiram" o festival, mesmo que, como disse, três dias sejam dedicados ao rock e metal. Esse é um bom exemplo sobre a incapacidade de aceitar a pluralidade e a incapacidade de ignorar, parecendo que Rihanna está no mesmo dia que Metallica ou que você é obrigado a comprar ingresso para todos os dias do festival.

E quando isso atinge o próprio rock como no caso do Black Veil Brides, Ghost e Glória? É quando vem a ideia de que esse povo vai a um festival só para ouvir o que ele quer, como se fosse a sua playlist ao vivo do iPod.

Dizem por aí que público brasileiro é um público diferente, a paixão latina e especialmente brasileira pelo metal é algo desmedido se formos quantificar a fidelidade. Cantamos música por música e somos fãs que pulam e batem uns nos outros, provocando hematomas e ao mesmo tempo transformando a experiência que ali estamos tendo a melhor possível. E por isso e outras coisas tantas e tantas bandas fazem questão em retornar para cá em cada turnê, transformando o Brasil em rota obrigatória. É o que vem ocorrendo.

É vinda dessa emoção que o público brasileiro não hesita em vaiar e protestar quando ocorre algo que não lhe está agradando, é como nos estádios de futebol por exemplo. Basta o lateral-direito errar três ou quatro jogadas para a torcida o vaiar o jogo inteiro, mesmo se esse tiver feito o cruzamento pro gol no mesmo jogo. Quando são postas na mesa discussões sobre qual banda é melhor ou sobre se foi impedimento ou não, cada um puxa a sardinha pro seu lado e a paixão sobressai sobre a razão. Aí vem o ponto sobre as vaias ao Black Veil Brides.

Nem vou entrar no mérito de se a banda é boa ou ruim, e para falar a verdade, só fiquei conhecendo mais a respeito da banda graças a visita ingrata deles ao Brasil, mas as vaias proferidas, como aquelas ao Glória no Rock In Rio de 2011 e ao Ghost no mesmo evento em 2013, só fazem perceber o quanto o público metaleiro aqui do Brasil é extremamente ligado as raízes e reluta em conhecer o que não conhece ou mesmo respeitar o que não lhe convém. Claro que num show desse tamanho, não dá para simplesmente virar as costas, mas um festival de música não é um evento que vaiando a banda que não curte, tem o poder de colocar a banda que quer pra tocar. Entende?

Quando o Glória tocou no Rock In Rio daquele ano logo xinguei e fiz piadinha dizendo "que lugar de Glória é na igreja", porém, como o som da banda não estava me agradando apenas mudei de canal e fui ver outra coisa esperando o show do Motorhead mais tarde (se não me falha a memória), porém em nenhum momento xinguei até a quarta geração do organizador do Rock In Rio e deixei de reconhecer que a banda não merecia as vaias ali pois, apesar de tudo, faziam um som esforçado e competente. O baterista foda do Sepultura Eloy Casagrande saiu dessa banda, e aí? Vai dizer que não existia algum talento ali.

Quando vou em shows covers, se não curto alguma banda do cast, como Iron Maiden por exemplo (sim, não curto eles, e daí?), apenas me viro as costas e vou fazer outra coisa qualquer, ou vou embora mesmo. Acredito que o mesmo tipo de educação sirva para o caso do Black Veil Brides.

Veja o exemplo do Glória, as vaias terminaram quando eles tocaram dois covers do Pantera "Walk" e Domination", o que exemplifica também que o público metaleiro, mesmo que esteja em um festival, quer ouvir o que quer ouvir e o que é consagrado, mesmo que seja cover; e não simplesmente respeitar em silêncio o som da banda que está ali se esforçando para agradar o público daquele tamanho no festival que foi o sonho deles por uma vida inteira. Imagino daqui o sentimento dos caras do Black Veil Brides. Eles não foram vaiados por fazerem um show deplorável e sim porque não estavam tocando o som que o público dali queria. 

Aí vem a memória o show do idolatrado Angra no Rock In Rio de 2011, aquele em que o Glória foi vaiado, e que teve o apoio pleno do público mesmo com a banda apresentando um show fraco, displicente e cheio de falhas. Se as vaias são para algo que não está lhe agradando, então porque não as houve naquele caso? Será que o pessoal do Angra foram pra lá sabendo que o jogo estava ganho com o público e que podiam fazer um show qualquer? É o tal endeusamento que faz inexistir qualquer questionamento? E se fosse o Black Veil Brides nessa situação? Na verdade nem quero imaginar o que ocorreria, mas tornaria bem mais justo as vaias e dedos em riste a banda. 

Resenha Animação: Os Boxtrolls

Não é segredo a ninguém que adoro filmes feitos pela técnica de stop-motion. Além se ser uma arte de paciência e por quem tem paixão pelo o que faz, quando vejo qualquer filme que se utiliza dessa técnica, quase que automaticamente remete a todos os saudosos filmes de animação que tive o prazer de assistir, como "Coraline", "A Noiva Cadáver" e "ParaNorman", e me deixa esperançoso pelo que vou ver. 

O estúdio responsável pelas animações citadas é a Laika, e ela tal qual como a Pixar, tem uma identidade própria inconfudível, tanto como em roteiro e modelagem da animação, composta pelo stop-motion e de um sinples e inteligente roteiro para adultos e crianças que não subestima em nenhum momento quem está assistindo. E saber que "Os Boxtrolls" foram realizados pelo mesmo estúdio que já proporcionou essas animações que já pude ter o prazer de assistir e que utilizam da mesma técnica, trouxe a certeza de que iria me apaixonar pelas "caixinhas troladoras". 

Dizem que temos medo do desconhecido, e esse papel de "salvador" da população de Pontequeijo cabe a Arquibaldo Penélope Surrupião. Responsável pela demonização dos Boxtrolls, ele pretende usar seu título de exterminador para chegar a selecionada mesa de degustador de queijos. 

Mas antes que pareça ruim, os "trolls" que dão nome ao filme nada mais são do que simpáticas criaturas do submundo e da noite saídos dos esgotos ao melhor estilo das Tartarugas Ninjas, mas que ao contrário delas, não comem pizza e nem querem salvar o mundo, eles apenas saem a noite da pacata cidade de Pontequeijo em busca do lixo deixado pelos humanos, o seu alimento predileto, Mas assim quando o sol se põe, essas criaturinhas se escondem da agitação do mundo dos humanos e voltam ao bueiro onde vivem, se recolhendo em suas caixas de alimentos que são trajadas como se fossem suas roupas e que também servem para dar nome as criaturinhas, como: Peixe, Chulé e Picles.

O centro de toda a história é o menino que foi criado pelos Boxtrolls chamado simplesmente de "Ovo", que é o que está escrito na caixa que lhe veste. Deixado pelo pai ainda bebê, o menino desfruta de toda inocência que a idade lhe permite e que o faz acreditar que ele nem é um menino, tal a proximidade que ele tem com os Boxtrolls e afastamento que ele tem do mundo superior. O jogo vira quando ele é descoberto pela garota mimada e esperta Winnie, que curiosa vai em busca de saber porque aquele menino está junto a criaturas tão abomináveis e que é responsável por mostrar a "Ovo" o que ele é realmente e o que não quer ser.

A animação dos estúdios Laika baseada no livro infantil de Alan Snow, "Here Be Monsters", é uma parábola inteligente sobre o que os absurdos que a luta de classe provoca, o preconceito a aparência e condição, a escolha que muitos pais tem por coisas materiais ao invés de seus próprios filhos, e dos próprios "Boxtrolls" que são seres que são relegados a só viver a noite, perseguidos e escondidos vivendo dos restos gerados pelas criaturas "superiores".

Mostrando personagens consistentes e bem construídos, "Ox Boxtrolls" trazem mais do que a fofura que se assemelha a dos Minions, mas a uma complexa reflexão se mergulharmos mais a fundo no contexto da animação, fato esse que é presente na simplicidade de toda fábula infantil e é capaz de encantar tanto a adultos quanto a crianças.

O que passa pelos meus fones #97 - Paradise Lost

Os lyric videos são uma boa forma de divulgar uma música de um novo trabalho de um artista sem precisar ter um clipe pré-gravado, é só usar uma animação que tenha a ver com a capa do álbum acompanhado da letra pra cantar junto.

Usando desse artifício o Paradise Lost divulgou a primeira musica de seu vindouro álbum "The Plague Within" no canal da Century Media no YouTube, e para a alegria daqueles fãs que insistem ainda na ideia de que "só o antigo Paradise Lost" presta, "No Hope In Sight" é uma boa resposta para os teimosos.

Com vocais guturais e guitarras bem densas, a banda inglesa traz bastante do que vimos em álbuns como "Gothic" e "Draconian Times" por exemplo, o que é ótimo.

"The Plague Within" sai em 1º de junho.

Resenha CD: Apocalyptica - Shadowmaker

A banda finlandesa Apocalyptica vinha de um hiato grande sem nenhum trabalho inédito. Desconsiderando o caráter especial de "Wagner Reloaded" de 2013, a banda desde "7th Symphony" não lançava um álbum inédito em estúdio, porém, no dia 20 terminou essa espera. "Shadowmaker" é o oitavo trabalho da banda formada no momento pelo trio de cellistas Eicca Toppinen, Paavo Lötjönen (estes fundadores), Perttu Kivilaakso (te amo CTRL + C, CTRL + V) e que desde 2005 também conta com o baterista Mikko Sirén em sua formação.

Bom, eu acho que quem conhece o Apocalyptica, ficou conhecendo a banda não somente pela sua característica ímpar no mundo do heavy metal que é ser uma banda formada somente por violoncelistas cabeludos, mas sobretudo pelas interpretações revirando a discografia do Metallica e outras bandas do metal. Podia muito bem o trio ter ido pelo caminho da música clássica, mas como bons fãs de gênero resolveram colocar em prática um pouco de seu grande talento pra adaptar as canções da banda mesclando ao sabor da música clássica que tanto lhes ensinou com a agitação do heavy metal.

Os pesados acordes saídos das cordas do trio de cellistas (sim, essa palavra existe) foram conquistando o mundo e aos ouvidos, e para um trio que se dedicava integralmente as músicas instrumentais, nada mais natural do que dar um upgrade ao seu som. Foi aí que em 2005, num álbum auto-intitulado, que a banda se tornou uma banda mesmo, de convidado o baterista Mikko Sirén virou membro fixo e que particularmente achei uma adição espetacular pois deu nuances ao som da banda que não poderiam aparecer sem o instrumento. Resumindo, esse foi o primeiro passo para o Apocalyptica se desvincular um pouco da música clássica e fincar os pés no mundo do heavy metal, afinal, uma bateria é o coração de qualquer banda, certo?

Naturalmente, o Apocalyptica a medida do sucesso foi colocando vozes em seu som. "Worlds Collide" e "7th Symphony" trouxeram convidados como Corey Taylor (Slipknot e Stone Sour), Till Lindemann (Rammstein), Ville Valo (HIM), Gavin Rossdale (Bush), Cristina Scabbia (Lacuna Coil) entre outros e com eles um som mais comercial, juntamente com uma incrementação visual do estilo da banda com o gótico (o citado "7th Symphony" exemplifica bem essa mudança). Porém, a banda não perdia a sua maior característica: o instrumental, e entendo que isso é uma parte fundamental de seu som e até mesmo dos instrumentos, que se são protagonistas, devem ser usados dessa forma.

Com a louvável sede por não deixar nenhum trabalho essencialmente parecido com o outro em sua discografia, o Apocalyptica traz mais uma mudança a sua formação, e por consequência a seu som. "Shadowmaker" trouxe como novidade o vocalista Franky Perez em sua formação para o álbum e sobre ele Eicca declarou: "Franky tem um timbre muito espirituoso e é capaz de cantar diferentes estilos, o que é perfeito para Apocalyptica, porque nossas músicas não caminham apenas pelo heavy metal. O nosso som é uma variedade de cores diferentes e diferentes dinâmicas e o cantor precisa corresponder isso. [...] Nós fizemos alguns shows no Canadá em agosto passado, um teste e ele funcionou perfeitamente conosco "

Com todo respeito pela declaração de Eicca, o Apocalyptica tropeçou e feio em seu próprio experimentalismo. O vocalista Frank Perez que nas palavras de Eicca é capaz de "caminhar pelo som do Apocalyptica" aparece aqui como um vocalista amarrado, sem brilho. Talvez ele sendo aproveitado em outra banda, até mesmo com a própria banda, tenha um resultado muito melhor do que mostrado aqui. Franky aparece aqui como um vocalista fraco e sem personalidade, o que contribuiu diretamente para todas as críticas em cima de "Shadowmaker".

O protagonismo dos instrumentos deu lugar a composições feitas em cima da voz de Franky que convenhamos, não é nada de mais, e aí sabemos que se não rola química é um jogo perdido. E se fosse convidado um vocalista melhor, ajudaria? Infelizmente também não e pelos mesmos motivos que eu disse nesse parágrafo. Aqui o problema foi também na composição.

Sabe quando a gente termina de escutar o álbum sem pular uma faixa e nem percebemos? Não é preciso que um seja conceitual para ter uma conexão entre as canções, basta que a sonoridade seja agradável entre a transição das mesmas, E sobre isso confesso que tive uma audição difícil para chegar até o fim do álbum. Sim, as faixas em sua maioria e na maioria dos momentos são chatas e deram sono, infelizmente.

Lembra do que eu disse sobre o protagonismo que os cellos devem ter? Em "Shadowmaker" isso se perdeu, infelizmente. A banda deixou de elevar seus cellos em detrimento de uma atitude mais radiofônica - que explicam a adição dos vocais -, e assim se igualou a qualquer banda do gênero, mas com um diferencial: os próprios cellos. A exceção da faixa instrumental "Till Death Do Us Apart" e da progressiva "Shadowmaker" que trazem muito do que conhecemos do "Apocalyptica", todas as outras faixas, que passam pelo pop televisivo como "Cold Blood", pela aceitável "House of Chains", pela balada que não convence "Hole In My Soul", e pelas experimentações eletrônicas de "Riot Light" me decepcionaram muito; mas não tanto, já que "Cold Blood" foi usada para divulgar o álbum...

Resumindo,"Shadowmaker" soa apagado diante da discografia do Apocalyptica, mesmo em álbuns com esse direcionamento mais comercial como em "7th Symphony", Triste. Agora é esperar o próximo lançamento, torcendo pra que esse seja mais um experimentalismo.

Tracklist:

01 I-III-V- Seed of Chaos
02 Cold Blood
03 Shadowmaker
04 Slowburn
05 Hole in My Soul
06 House of Chains
07 Riot Lights
08 Sea Song (You Waded Out)
09 Till Death Do Us Part
10 Dead Man's Eyes

Tirinhas da Semana #220

Orphan Black, Better Call Saul, Demolidor... Tanta série pra assistir e tão pouco tempo... Sorte que o feriadão tá ai!

Melhor encerrar a sexta com as tirinhas da semana.













Assim não aguento: Trailers de Batman Vs Superman e Star Wars VII divulgados!


É o seguinte, essa semana a internet foi tomada por três trailers de três filmes esperadíssimos: "Vingadores: Era de Ultron", "Batman Vs Superman" (Vs porque me recuso a colocar só V) e "Star Wars VII. Parece que o pessoal tava afim mesmo de infartar nossos pobres corações com tanta coisa sendo divulgada ao mesmo tempo.

Mas antes que você me pergunte porque estou colocando Os Vingadores no meio, eu explico. Lógico que já faz muito tempo que tivemos um trailer do filme da reunião de heróis da Marvel e outros diversos vídeos divulgando o filme pela internet que procurei nem ver de tanta ansiedade que estou.

A questão é que tá prontinho e saindo do forno!

Semana que vem o longa de quase 3 horas de Joss Whedon estreia no Brasil e só para colocar ainda num nível de ansiedade nossa pra o nível "caralho da puta que pariu" segue o vídeo do trecho da luta entre o Hulkbuster, armadura ultra fodástica feita pelo Tony Stark e o Hulk grandão que conhecemos.

Delivery de peças de armadura, é isso Tony Stark???




Chega dia 16 e a verdadeira motivação pra esse post. JJ Abrams e Zack Snyder, diretores que tanto amamos finalmente divulgaram trailers de seus filmes tão aguardados pelo universo: "Star Wars VII" e "Batman Vs Superman" e aí vi meu coração parar de bater de tanta emoção.

Se tratando do primeiro, é tão bom ver uma franquia de três décadas viva como nunca e reunir tanta gente da nova e velha geração. Tá todo mundo ali. E como disse o envelhecido Han Solo: "Chewie, we are home". 



E falando do "Batman Vs Superman" e a mania amável de Zack divulgar seus trailers pelo Twitter para todo mundo achar que "vazou", só tenho duas coisas a dizer:

"In Zack Snyder I trust".

"Chupa haters do Ben Aflleck"

Tá certo que não posso julgar a atuação do Ben Affleck apenas por duas cenas e recriminar quem duvidou do cara, afinal, eu mesmo já fui crítico de suas atuações e falta de emoção e expressão; porém também penso que talvez essa seja justamente a cara do Batman e que Ben Affleck foi uma escolha acertada pro papel. Dramaticamente ele tem crescido como ator e pra esse filme talvez a dramaticidade além da ação é o tema que deve ser mais aplicado. Zack Snyder sabe mexer com dilemas muito bem. O ótimo "Watchmen" é um bom exemplo do que estou falando.

Mas cá entre nós: é ainda possível duvidar da capacidade dele como ator e da capacidade do diretor Zack Snyder em transformar tudo em o mais épico possível? Se tratando deste trailer é bem difícil duvidar dos dois. 

"Do you bleed? You will!"



Já vi esse trailer umas 2536573 vezes...

A demora de uma década para a DC correr atrás do prejuízo cinematográfico que a Marvel lhe fez passar, ao que tudo indica foi justificada em pouco mais de 2 minutos. E sem guerrinhas entre DC e Marvel, o fato é que quanto mais concorrência e quanto mais pontos de vista, a qualidade só tende a aumentar. Óbvio. 

Demorou, mas a DC juntamente com a Warner, em 2016 fincará de vez os pés no mundo cinematográfico e o maior beneficiado de tudo isso serão todos nós. Se será bom ou ruim é outra história, mas pessoalmente acho que ela e muito menos o estúdio de Wakko, Yakko e Dot não está de brincadeira nessa jogada. Ela já perdeu muito tempo.

E falando em perder tempo, é sério que você ainda vai continuar com essa guerrinha?

Como é ser dublador não sendo dublador em nosso país: O caso de Pitty e Roger.


Nessas últimas semanas dois jogos aguardadíssimos pelos gamers, Battlefield Hardline e Mortal Kombat X (especialmente esse), ganharam mais repercussão pela polêmica da dublagem em português do que pela qualidade dos jogos em si. A "culpa" de tudo isso foi de Roger Moreira, vocalista e guitarrista do Ultraje a Rigor, e da rockeira baiana Pitty Leone.

No entanto é bom reiterar as aspas que coloquei na palavra culpa e vou dizer o porquê, mas mais a frente.

O lance é que dublagens sempre causarão polêmicas, no cinema e na televisão, sempre haverão os admiradores pelo idioma original e aqueles que prefiram a dublagem, seja por questão de conforto ou mesmo porque não querem (tem preguiça) de ler as letrinhas. Eu mesmo prefiro assistir as minhas séries e filmes pelo idioma original, essa preferência não é só motivada por causa de termos muitas dublagens ruins, mas porque mesmo apesar de o filme ter uma dublagem de qualidade eu simplesmente prefira assistir meus atores prediletos com seu idioma e suas vozes originais. Sabe aquilo de os nerds terem aprendido muito do inglês que sabem com os videogames? Isso se aplica a séries e filmes também. Muito do entendimento que tenho é ouvindo os atores e lendo a tradução do que eles disseram na legenda; salvo erros claro.

Como disse, nós nerds aprendemos muito do que sabemos de inglês porque... na real fomos obrigados a isso. Quem jogou muito RPG ou qualquer jogo que tenha uma dinâmica de muitas orientações do que se deve fazer na tela, teve que aprender na marra o que significava tudo aquilo, e sem YouTube na época para ajudar, daí qualquer coisa valia, indo do dicionário, passando pelos detonados que esperávamos na banca mais próxima, até a ajuda do melhor amigo. Era assim.

Porém o tempo foi passando, nós crescemos, a tecnologia evoluiu, e por consequência os games. Hoje os games faturam mais que a indústria cinematográfica e ganharam importância como tal muito por causa de uma narrativa muito mais complexa que não existia antes, sendo assim, se tornou uma necessidade urgente para as produtoras localizar os games para o maior número de idiomas possível. E esse movimento que começou primeiro com a legendagem, e naturalmente evoluiu para a dublagem que, produzida sabiamente com profissionais gabaritados, traz resultados excelentes; é só ver a evolução da porquice que foi Max Payne 3 e comparar c,om The Last of Us hoje em dia por exemplo. Mas aí falamos só de estúdios.

Eu pessoalmente acredito que a tradução e dublagem de games não sejam somente um respeito das produtoras a gigantesca demanda pelos games aqui no Brasil, mas sim uma necessidade "marketeira" delas na verdade. Talvez a prova maior foi a contratação das estrelas musicais Roger e Pitty como dubladores.

Essa prática de chamar estrelas para atuar como dubladores já é altamente difundida nas animações, é comum termos mesclados ao trailer na televisão os dubladores usados como chamada principal no cinema e lá nos EUA é a mesma coisa, nos estúdios atores se misturam aos dubladores profissionais. Mas nos games foi a primeira vez que teve esse "chamariz".

Chegando ao cerne da questão que são Pitty e Roger, a qualidade das dublagens foram péssimas. No caso do Roger, achei até a dublagem até aceitável para os padrões que ele poderia alcançar, afinal, ele não é nenhum barítono e já vimos dublagens muito piores para o nosso idioma. Já no caso da Pitty, foi totalmente deplorável, nem dá para se salvar. Acompanhe os vídeos abaixo.




Deu pra perceber que, principalmente no caso da Pitty, faltou não só a manha pra dublar mas como a total orientação de quem faz o bagulho direito, em suma, até a dublagem de um latido de cachorro teria mais emoção do que a Pitty com a Cassie Cage. E apesar de o Roger ainda ter se esforçado, sua voz e sotaque não colabora para que o personagem se assemelhe minimamente ao nível de interpretação do dublador original.

As críticas foram fortes e cada artista teve sua reação, enquanto Pitty deu uma entrevista hoje dizendo que "fez o melhor possível e que não lhe pediram nenhum tipo de preparação especial", Roger com a já sua conhecida indisposição a qualquer tipo de crítica ou opinião contrária, bateu boca pelo Twitter com a grande dublador Guilherme Briggs, que é voz de Buzz Lightyear, Batman, Superman e milhares de outros personagens da nossa infância, dizendo que "os gamers é que não absorveram sua dublagem e suas críticas".


Porém, antes de xingarmos muito no twitter, é importante ressaltar que a questão principal sempre vai ser o talento e é isso que deve ser debatido. Há aqueles que nasceram pra serem médicos e aqueles jogadores de futebol. Se na animação "O Espanta Tubarões": a diferença de qualidade é gritante da versão do Oscar por Will Smith e de Paulo Vilhena na versão nacional, em "Detona Ralph" tem que se tirar o chapéu para a dublagem de Tiago Abravanel para o Detona e principalmente da Mari Moon como a Vanellope von Scheetz que ficou idêntica a da Sarah Silverman. Muito de suas atuações foram por causa de seu talento natural para interpretar vozes, uns tem e outros não, orientações são passadas, mas ninguém pode ensinar nada na prática e cabe somente ao contratante avaliar o resultado.

Entendo que para se fazer dublagem é necessário não só uma integração praticamente perfeita das emoções entre as vozes da personagem e do dublador, mas também uma voz que se "diferencie do resto". Muita gente não tem voz de dublador. Tem as pessoas que são capazes de fazer uma só voz e outras várias, simples assim. Além da dicção, que no meu entendimento deve ser livre de qualquer sotaque mais evidente, a não ser que o personagem peça ou se encaixe nessa proposta, senão, daí vamos chamar a Sabrina Sato para dublar a Fiona e o Neto para dublar o Woody né. xD

Dublador é uma profissão senhores, e resumindo tudo que eu disse, a culpa não é do Roger e da Pitty pelos seus trabalhos como dubladores de primeira viagem. O erro das produtoras foi convidá-los somente pelo nome e não pelo que poderiam produzir. Lembra do que eu disse sobre a localização dos jogos para o português ser "marketeira"? Pois é, o convite das produtoras para os rockeiros foi uma prova de como eles acham que podem nos passar qualquer porcaria na dublagem, afinal, "estamos no lucro" e se não gostou é só alterar o idioma (e é isso mesmo), além de usar do marketing safado do "falem mal, mas falem de mim", pois com toda certeza Mortal Kombat X e o novo Battlefield.ficaram muito mais na mídia que ficariam nas simples análises em sites de games.

Já que a responsabilidade cai em cima das produtoras, procuradas, a WB Games responsável pelo Mortal Kombat X e a EA responsável pelo Battlefield não se manifestaram sobre o assunto.

Penso que é mais que totalmente excelente que Warner, Blizzard, EA, Ubisoft, Naughty Dog e tantas outras busquem atender ao mercado brasileiro com o maior carinho possível. Eu como gamer da época de Super Nintendo e do Power Line acostumado aos perrengues de jogos até em japonês, nunca iria sonhar em ver que os meus jogos preferidos tivessem uma dublagem para o meu idioma., porém, se as produtoras continuarem seguindo o caminho de buscar dubladores que não tem o mínimo talento pra isso é uma pisada na bola enorme.

Talvez chamando atores globais o resultado seria melhor, mas sabemos que, apesar de termos bons e maus atores em qualquer país do mundo, os comparando com a interpretação dos atores de Hollywood, o Brasil fica no chinelo. É como comparar Brasil e Alemanha no futebol, um é muito mais desenvolvido na questão de preparação e de apoio e o outro não. Lá tem a ABC e aqui tem a Globo e seu "padrão de qualidade". Simples assim. O preconceito passa longe, mas a cada vez que ouço que algum artista global vai dublar algum personagem de animação gela minha espinha, ainda mais se vou assistir ao filme. Assista Enrolados com a dublagem do príncipe pelo Luciano Huck e talvez aí você me compreenda melhor.

Bom, como disse anteriormente, o marketing sempre veio acompanhado da boa vontade das produtoras, no entanto, chamando Roger e Pitty, o simples anseio de promoção superou qualquer atributo de qualidade de elas poderiam dar ao próprio game, sobrepondo as críticas aos elogios de termos mais uma dublagem acima da média. E nós gamers não queremos isso. Só respeito, né tio?

O que passa pelos meus fones #96 - Matanza

Mês que vem o Matanza lança "Pior Cenário Possível", e essa semana a banda divulgou mais um clipe de seu vindouro sétimo álbum, A música se chama "Orgulho e Cinismo" e, como o título diz, é bem crítica ao cenário da sociedade e do até do próprio país.

Na postagem passada dessa mesma seção e sobre essa mesma banda, dizia que torcia para que o álbum em si fosse melhor que a música em questão: "A Sua Assinatura". Pois é, ela é uma pauleira das boas! =D

Que tal decorar a parede da sua casa com essas artes de David Despau?

Que tal decorar a parede da sua casa com essas artes de David Despau?
Já vimos diversas obras juntando o mundo da arte com os super-heróis nossos de cada dia, mas nunca tão bem retratados como dessa vez.

Com toda certeza o artista David Despau quebrou todos os limites do fodástico fazendo essas artes a pedido da DC e que comemoraram os 75 anos da editora. Com certeza bateram na porta do cara certo.

Imagina essa decoração na nossa humilde parede nerd? Bom, o melhor é que se você quiser desembolsar uma grana, dá pra comprar essas e outras peças no site do artista


PS: Gostaria bastante de ter dado uma olhada lá e divulgar o preço das artes aqui no post mesmo, porém esse troço de site não abre. Se quiser tentar aí clica no link no parágrafo anterior, ok?

Via Geekness


Um trio de garotinhas que tocam Metallica como gente grande!

Parece até meio contraditório eu criticar o exagero das bandas covers num texto ontem e no dia seguinte postar um vídeo que é justamente um cover, porém se você entendeu o que quis dizer ali, sinceramente não tenho porque me alongar nesse assunto... =P

Apesar de ainda ser um mundo "machista", felizmente as mulheres andam tomando conta cada vez mais da cena mostrando que fazem um rock n' roll tão bom quanto os homens, afinal, talento não tem gênero e nem cor, e não é preciso revirar muito o YouTube para encontrar crianças tocando rock n' roll como gente grande. E falando nisso, esse é o lado mais bacana da internet. Ela deu voz a muita, mas muita gente talentosa que não teria a oportunidade de se mostrar ao grande público e alcaçar alguma visibilidade, mesmo que por seus 15 minutos.

As três meninas nascidas na terra do Chaves, Daniela, Paulina e Alejandra de 14, 12 e 8 respectivamente, recentemente chamaram atenção nas redes sociais por um cover muito bem executado da clássica "Enter Sandman" do Metallica chamando atenção de gente como o próprio Kirk Hammett!

A banda chama-se "The Warning", tem canalsite oficial, e pelo que tudo indica, essa banda alçará voos muito mais altos que simples covers divulgados nas redes sociais, concorda?




Vivemos uma síndrome de falsificação no rock


A uns anos atrás vi junto a um amigo, um cover sensacional de Led Zeppelin e Deep Purple executados com maestria pela mesma banda, e adolescentes na época, nos perguntamos ao caminhar de volta para casa: Por que esses caras não têm a coragem de investir em um som próprio? Seria falta de criatividade? De teor musical? Falta de talento e coragem mesmo? Pelas boas influências e pela habilidade dos músicos reluto em apostar que não. E isso foi a anos atrás, quando não vivíamos esse "movimento" das casas rock que sobraram em São Paulo em apostar em dezenas de shows covers de qualidade duvidosa, ao invés de um festival de bandas que teriam a chance lá de agradar o público ou não num verdadeiro teste de fogo e amadurecimento. 

Temos uma cena de um monte de bandas sem nome que de bares em bares almejam serem minimamente conhecidas somente por "homenagear" dignamente o trabalho de sua banda preferida; e a pobre e eterna realidade é que no fundo acabamos indo em casas assim, não só pelo line-up da noite (pra talvez nos dar a lembrança de um tempo bom na música), mas sobretudo por causa do ambiente em que somente um show ao vivo é capaz de fornecer - tem coisas que a Mastercard não compra, concorda? 

A cena rock brasileira está pobre, agonizante, saudosa pelos seus tempos passados sem ser capaz de olhar para frente. E isso passa tanto pelas bandas que mesmo com talento relutam a se arriscar com um som próprio, tanto pela falta de qualidade daquelas que se arriscam, e um tanto pelo pouco impacto que o gênero causa na cena atual, Talvez eu mesmo ao exercitar minha sagacidade "homenageasse" minha banda predileta e pegasse meus trocados, porque a coisa não tá fácil não... 

O melhor cantor brasileiro eleito recentemente foi Luan Santana, isso ajuda a explica a falta de reconhecimento que bons músicos ainda tem. Obviamente não vou discutir o tamanho do talento dele, mas discuto a falta do mesmo se compararmos a tantos outros artistas principalmente do passado. A oportunidade está na mão desses caras. E isso não é culpa deles para deixar bem claro, o sucesso do sertanejo só existe por causa do público, assim como qualquer outro gênero em qualquer outra década na história. Ele que manda. 

Portanto, penso que esse fenômeno aconteça não somente pela vontade das bandas, mas pela vontade do seu público e principalmente das casas que as contratam. Ninguém quer saber tanto de uma banda que está começando, mas sim em uma banda que toque o som que você gosta, cabendo aos fãs e amigos que acabam sabendo da banda autoral pela propaganda de boca a boca o público que elas têm naquela noite. O retorno vem no bolso mais rápido tocando uma banda de sucesso, e isso passa tanto pela falta de coragem da banda em apostar em si mesma, como pela falta de honestidade que há muitas vezes nas grandes rádios e gravadoras. O dinheiro sempre acaba sendo o ponto final de tudo, mesmo que pouco. Então todos acabam ficando no meio termo e por isso há tantas bandas cover, esse é o meio termo seguro pra todo mundo.

Felizmente ao contrário de outros tempos em que isto seria um agravante, há a internet para garimpar e possibilitar uma chance maior de visibilidade a nós de bandas que não teriam isso a tempos atrás, no entanto, se a quantidade aumenta, a qualidade cai. E talvez isso seja um dos fatores que justifiquem a curta vida de cantores, bandas e grupos que na hora do vamos ver, descobrimos que tem a validade de um álbum só, além do próprio retorno imediato que eles são obrigados a fornecer.

Deu pra entender o que quero dizer?

O ponto é que vi diversas bandas cover talentosas e algumas capazes de levantar o público, cheias de energia, carisma e com alta execução técnica dignas de uma banda formada, mas que no final das contas acabam apostando na boa e velha zona de conforto de um som seguro ao invés de se arriscar, criar, alçar voos mais altos e fundamentar uma carreira que vá além de casas de shows. Isso é deprimente se pararmos pra pensar, e ainda mais se pararmos pra analisar as minguadas casas rock que sobraram em São Paulo capazes de dar voz a esse gênero que não anda falando muito.

Resenha Série: Orphan Black (1ª Temporada)

Imagine se você se vira e encontra uma pessoa igual a você?

Orphan Black é uma série criada pela dupla Graeme Manson e John Fawcett e produzida pela BBC canadense em parceria com o canal a cabo Space. Estreando a atriz Tatiana Maslany a série de ficção científica até o momento tem duas temporadas com a estreia da terceira prevista para o próximo dia 18 de abril. Portanto se você quiser tirar o atraso é agora!

Tudo começa quando numa típica noite londrina quando a jovem órfã Sarah Manning acaba presenciando o suicídio repentino de Beth Childs. Se aproveitando da aparência idêntica que as duas tinham, Sarah resolve pegar a bolsa que Beth deixou na plataforma com o intuito de trocar com identidade com a suicida, forjar a sua morte para despistar seu ex-namorado traficante pé de chinelo Vic, e começar uma nova vida com seu irmão adotivo Félix Dawkins e sua filha Kira de apenas sete anos de idade longe da onde moram.

Uma jovem alemã chamada Katja Obinger, idêntica a Sarah e a Beth, de repente aparece clamando por ajuda e é assassinada por um atirador de elite misterioso. Desesperada, Sarah recebe uma ligação misteriosa de uma tal de Cortana, exigindo uma maleta que estava em posse de Katja dizendo que ela era fundamental a sobrevivência de elas duas. Sarah se passa por Katja, retira a maleta do hotel em que ela estava, e descobre que ela contém análises de sangue e certidões de nascimento de outras mulheres iguais a ela, a Beth e a Katja. Esse é o início de uma trama envolta em ficção-científica, cheia de mistério, ação, conspiração de tirar o fôlego em que Sarah, ao mesmo tempo em que cada vez se vê mais envolvida nessa conspiração de clonagem ilegal, luta pela sua vida, a vida das suas clones, e pela vida de sua filha Kira.

Com alta qualidade na direção, roteiro (para exemplificar a qualidade, esse pequeno resumo que fiz cobre apenas 3 dos dez episódios da primeira temporada) e atuações, Orphan Black é atualmente exibida no Brasil pela A&E todas às quartas-feiras. Indo infinitamente além do velho esquema "mocinho x bandido", sua fodástica história já conquistou um lugar cativo na minha lembrança, aumentando ainda mais meu conceito que já tinha sobre séries produzidas pela BBC

É bom frisar que talvez toda a trama intrincada de Orphan Black seja possível pela atuação da atriz Tatiana Maslany. Além de dar vida a punk Sarah Manning, Tatiana interpreta também seus clones que são até essa primeira temporada: além da detetive Elisabeth Childs e da a alemã Katja Obinger; Alison Hendrix, uma típica mãe treinadora do subúrbio, Cosima Neihaus, uma nerd lésbica estudante de biologia evolutiva e genética, e Helena, uma ucraniana fanática religiosa treinada pelos Proletheans que são um grupo religioso que tem como objetivo exterminar os clones com o conceito de que ele são obras do demônio.

Só pela pequena lista de personagens que Tatiana interpreta, dá a noção do trabalho fantástico que ela faz; algo que é preponderante para tornar crível as múltiplas personalidades de cada clone, envolta em seus trejeitos, seus sotaques e seus modos de pensar. Tatiana, repito, dá vida a série, que não só traz um assunto atual à tona sobre os limites éticos da ciência, mas como também dá a real noção da confusão que seria termos mais de nós mesmos espalhados por aí.

A gigantesca conspiração de Orphan Black que Sarah vai descobrindo à medida dos episódios, envolve a experiência ilegal da ciência chefiada pelo Dr. Aldous Leekie em criar uma "nova espécie humana" ou Neoevolução. Esse assunto recorrente já difundido, discutido e criticado por doutores e cientistas e geneticistas em palestras no TED, se trata do poder que caberia a espécie humana de traçar uma evolução auto-dirigida, isto é, não só alterar a genética de bebês para eles nascerem com a capacidade maior para certas habilidades e estética preferida, mas através desse "cyberhacking", ser possibilitado a escolha de termos aumentada a capacidade de aprender diversas línguas, diversas artes marciais ou mesmo aumentar a capacidade de força ou regeneração. E um exemplo atual disso foi o implante de uma substância que proporcionava, mesmo que por uma curto período de tempo, sermos capazes de vermos no escuro como os felinos, o que mostra como esse assunto é cada vez mais atual, e a clonagem por consequência também será.

Sentimos uma ausência de boas histórias de ficção cientifica no cinema e na televisão, onde elas ou são fracas ou são bem restritas a amantes do gênero, no entanto, a relativamente novata Orphan Black preenche essa lacuna com toda a justiça, tanto a amantes ou não do gênero como aquelas pessoas que não acompanham muito séries num todo.