Pra que serve o Oscar?: O preconceito que gira em torno dos heróis


Quando eu disse no post "Pra Que Serve o Oscar?" de que a Hollywood está falida e que ela sofre de ausência crônica de criatividade, é um fato. Sao reboots, remakes, sequências... e na maioria dos casos, desnecessários, cansando e frustrando qualquer espectador, mesmo aquele que só procura diversão. Entretanto, quando citei ali os filmes de super-heróis, dias depois da postagem bateu o sentimento de que não me expressei corretamente sobre isso e que no final das contas acabei os colocando nesse mesmo bolo da tal "falta de criatividade" crônica que Hollywood sofre, além de acidentalmente o rotular como gênero, o que num olhar mais profundo é uma visão simplista e preconceituosa. E é exatamente a partir desse olhar mais profundo que falaremos e veremos o quão sintomática é a hipocrisia que o glamour do Oscar insiste eternamente em ostentar.

A festa do Oscar desse ano foi marcada não só pelos discursos politizados e pela duração longa (quase 3h30) e tediosa que fizeram o apresentador Neil Patrick Harris a pessoa mais sem graça do planeta, mas a questão é que lá tivemos várias apresentações satirizando os tais "filmes de super-heróis", principalmente na abertura com o musical com o próprio Neil Patrick, Jack Black e Will Farrel onde eles cantam uma música dando a entender que hoje "só é filme de super isso e super aquilo, homem isso e homem aquilo", e também aonde Dan Gilroy (roteirista premiado por "O Abutre") dizer que os participantes do Oscar "sobreviveram ao tsunami dos filmes de super-heróis".

Pode ter sido sarro, em tom de deboche, mas toda brincadeirinha tem seu fundo de verdade. Engraçado é que só para melhor ator e melhor ator coadjuvante que o Oscar adora paparicar, tivemos cinco de dez indicados que já trabalharam para filmes de super-heróis, além de tantos outros que subiram ao palco. Edward Norton foi o Hulk, Micheal Keaton foi o Batman, Mark Ruffalo foi o Hulk em "Os Vingadores" e Benedict Cumberbatch será o Doutor Estranho por exemplo.

O Oscar adora falar de si mesmo como o expoente da sétima arte, talvez teimando em viver os momentos de décadas atrás de quando os filmes ainda eram em preto e branco e os homens andavam de chapéu na rua -, mas o ponto é que os anos são outros e a indústria é outra, algo que a própria premiação teima em negar. Ele tem e terá um frisson todo ano capaz de nos fazer debater a justiça de sua premiação e de dar vitrine a filmes que não tão facilmente saberíamos que existem, porém, é crescente na mesma medida a insatisfação sobre as escolhas e o "mundo" que o Oscar cria em torno de si mesmo, e a mostra disso é que são crescentes os baixos índices de audiência da festa. E tal qual a hipocrisia da Meryl Streep que deixei claro na outra postagem, a entrega do prêmio de melhor filme para "Birdman" é uma mostra latente da hipocrisia que também cerca o Oscar, e talvez a anos.

Saca a reclamação dos jornalistas sobre premiação de melhor do mundo de que esse prêmio só vai para o futebol europeu, independentemente de quanto um jogador "coma a bola" enquanto estiver no Brasil? Tipo Romário ou Edmundo? Talvez esse mesmo exemplo se aplique ao Oscar. Oras bolas, é necessário fazer filme independente para ganhar premiação, como se isso fosse o expoente maior de criatividade e arte? Vejamos, "O Jogo da Imitação" e "A Teoria de Tudo" são adaptações de biografias e só são independentes porque os grandes estúdios se negaram a financiar, não por causa artística no melhor estilo comunista,

"Birdman - A Inesperada Virtude da Ignorância" (outro filme independente) é um filme protagonizado por Micheal Keaton (indicado como melhor ator) e dirigido por Alejandro González Iñarritu (vencedor como melhor diretor) aonde narra a história de um homem (Keaton) que por anos interpretou o Birdman, um personagem que se tornou um expoente cultural da época. No entanto, o personagem sofreu com o declínio de público, e Keaton desde então busca a fama perdida e luta através de reconhecimento com seu projeto de dirigir e roteirizar uma adaptação para ao Broadway. Bom, o lance do filme de Iñarritu aqui (e o que imagino que por isso ele ganhou o Oscar) foi a forma como ele foi filmado sequencialmente, sem cortes, e a sua crítica em metalinguagem sobre a indústria atual de Hollywood.

No post em que pergunto "Pra Que Serve o Oscar?" deixo claro que a premiação de "Birdman" como melhor filme é uma auto-crítica do Oscar. Oras, é um filme mostrando a possível decadência da indústria atual que sustenta o próprio Oscar e que é independente só porque grandes estúdios endinheirados se recusaram a financia-lo - soa até engraçado o círculo que se criou entre Hollywood e esse tipo de cinema. No entanto, partindo daí dá para fazer a segunda crítica e mais pertinente: se o Oscar premia a sétima arte, vulgo cinema, porque então os velhos entendidos de cinema insistem em considerar o que é cinema e não é? Se o filme é considerado blockbuster automaticamente não é cinema, vulgo "arte".

Iñarritu em seu discurso disse que "foi uma vitória dele e da sétima arte", e daí pergunto a ele: os diretores dos filmes de super-heróis não tem o mesmo ou maior amor pelo o que fazem do que ele diz ter? James Gunn foi muito feliz e preciso no discurso logo após o Oscar em seu perfil no Facebook:

"Qualquer que seja o caso, a verdade é que a produção popular, em qualquer meio, sempre foi esnobada pela autodenominada elite. Ganhei mais prêmios do que esperava por Guardiões. O que me incomoda um pouco é que muitas pessoas assumem que se você faz filmes grandes, você trabalha com menos amor, cuidado e atenção do que as pessoas que fazem filmes independentes ou que fazem o que são considerados filmes mais sérios em Hollywood.

Já fiz filmes B, filmes independentes, filmes para crianças, filmes de horror e espetáculos gigantescos. Há muitas pessoas por aí fazendo filmes por um dólar ou para alimentar o próprio ego. E há pessoas que fazem o que fazem pois amam contar histórias, amam o cinema e querem retribuir ao mundo um pouco da mágica que eles aprenderam com o trabalho de outros. Honestamente, eu não encontro uma diferença significante na porcentagem de pessoas com e sem integridade em qualquer desses campos do cinema.

Se você acha que as pessoas que fazem filmes de super-heróis são burras, saia e diga que somos burros. Mas se você, enquanto cineasta independente ou um cineasta 'sério', acha que tem mais amor pelos seus personagens do que os irmãos Russo pelo Capitão América, ou Joss Whedon pelo Hulk, ou eu por um guaxinim falante, você está simplesmente enganado".


Esse foi um verdadeiro "tapa na cara da sociedade" amigos!

Hollywood tem modas, a música tem, até a literatura através de seus best-sellers. Os filmes de ficção científica, os de terror, os policiais e os de aventura, tiveram suas épocas respectivas, e agora é a vez dos tais filmes de super-heróis e das adaptações de livros que são justamente os blockbusters que o Oscar teima em criticar, em outras palavras, os executivos buscam o que dá resultado e vivem por dar o que o público quer, e o que queremos é filmes de nossos heróis prediletos. É o que se discute! Na verdade penso que o Oscar devia deixar esse ar de superioridade de lado e dar valor a sua própria indústria e o que alimenta ela, em vez de horas e outras atores e diretores virem com a história de que "filmes de heróis são idiotas e para crianças",

Outra coisa é que é triste ver que filmes de super-heróis virarem um gênero, como o grunge também virou (que raios é grunge?) a décadas atrás. Quer dizer, temos filmes, e no caso do grunge bandas, bem diferentes umas das outras, mas que são insistentemente colocadas no mesmo saco por fazerem parte de um mesmo movimento num curto espaço de tempo. Não faz sentido.

"Capitão América 2" é um ótimo thriller de espionagem, "Guardiões da Galáxia" é uma divertida aventura espacial que não se via a anos, "Sin City" é um drama totalmente noir, "Thor" é um filme de fantasia, "Blade" tem seu lado terror, "Watchmen" é um drama com diversas críticas políticas, "Homem de Ferro" é um filme de ação, e o próprio "Homem-Aranha" é um filme de aventura. Entende o que quero dizer? Esses quadrinhos trouxeram suas histórias e roteiros de cunhos bem diferentes entre si para a tela do cinema enriquecendo a diversidade do mesmo, e em muitos casos errando tanto quanto outros filmes independentes erram. O lance é que a produção desses tipos de filmes só aumentou, porque a tecnologia para que eles sejam realizados aumentou também. Dizem que nos anos 80 o cinema era melhor e bla bla bla, mas nos anos 80 não tinha a tecnologia visual que temos hoje né zequinha?

Os personagens de ação e das aventuras espaciais ou não, apenas foram trocados para caras com fantasia, o que não significa de maneira nenhuma que o roteiro desse filme seja melhor ou pior do que muitos filmes independentes com atores trajados apenas com camisetas, viu seu Oscar coxinha? Mas felizmente existem diversas premiações por aí e que olham para o cinema com a pluralidade que ele e a sociedade merecem, então que bom que o mundo não gira através daquela festa.

Tirinhas da Semana #213

Não importa se o vestido é branco ou dourado ou preto e vermelho (vi branco e dourado antes que alguém me pergunte). O que importa é que as Tirinhas da Semana estão na área.

Hoje com duas estreias das ilustres presenças de Vida Besta e Fala Fi.

Vamos ouvir Tarantino? Essa é mais uma peça de seu quebra-cabeça

Vamos ouvir Tarantino? Essa é mais uma peça de seu quebra-cabeça
Falar de Quentin Tarantino é um verdadeiro exercício de "fanboyzice". E não importa se você assistiu um, dois, ou toda sua filmografia do cineasta, você vira um admirador de sua obra; e quando falo obra, entenda como algo realmente artístico.

Além de suas inúmeras referências a cultura pop e o excesso das cenas de violência exagerada e sangue onipresente, a capacidade de Tarantino em ajuntar todas essa referências visuais à diálogos sempre dinâmicos e espertos faz a tarefa de ir no banheiro se tornar impossível. E aliado a tudo isso, temos uma característica fundamental em qualquer filmes: a sonoplastia. 

Uma sonoplastia bem feita dá toda dinâmica a cena, e no caso de Tarantino não é somente a trilha sonora caprichada, mas servindo para destacar o que está sendo mostrado no momento.

Esse super-cut chamado Hearing Tarantino mostra a enorme importância do design de som na sua característica bem peculiar em fazer filmes.

Entre os filmes utilizados está Cães de Aluguel, de 1992, Pulp Fiction, de 1994, Kill Bill volumes 1 e 2, de 2003 e 2004, À Prova de Morte, de 2007, Bastardos Inglórios, de 2009, e Django Livre, de 2012.


It's Batman Time!

It's Batman Time!
Essas artes em 3D foram feitas graças as mãos do artista chamado como Volatile Vortex.

Cada uma é mais legal que a outra, e todas são tão bem feitas que acreditamos que se tratam de miniaturas. Infelizmente não são e choramos por isso. Mas se fossem, com certeza venderiam muito!

A sacada do mash-up entre o Rei Gelado e Mr. Freeze e do Beemo com o Alfred são muito legais! 

Pra que serve o Oscar?


A premiação do Oscar aconteceu nesse último domingo e todo mundo sabe que lá é feita uma apresentação tediosa, chata, sem graça, longa e cheias de piadas sem graça que premia filmes que muitas vezes não fazem jus a isso. O Oscar ainda é cercado de muito glamour e repercussão, mas tal qual no efeito da Fórmula 1, a festa anda perdendo ano a ano audiência e importância, devido principalmente a termos tantas outras premiações que se não repercutem igualmente, primam por uma justiça maior e a uma maior proximidade do público que a assiste.
Dispenso assistir o Oscar justamente pelos fatos que citei no parágrafo anterior, no entanto, neste ano de 2015 tivemos dois pontos bem pertinentes: o discurso de Patrícia Arquette após ser premiada com o Oscar de Atriz Coadjuvante e o prêmio de melhor filme ser dado a Birdman.

Meryl Streep e sua hipocrisia

Patrícia Arquette foi premiada graças ao trabalho com o filme Boyhood, mas ao contrário do pequeno discurso de agradecimento, aos pais, amigos, produção e cachorro, Patrícia subiu ao palco segurando um pedaço de papel - indício esse que discurso vem por aí. E é comum termos atores que aproveitam o espaço e os holofotes que estão todos voltados ao palco para expressar sua indignação, política ou cultural.

O seu discurso foi esse: "A cada mulher que deu à luz cada cidadão e contribuinte desta nação, nós lutamos para os direitos iguais de todos. É hora de haver igualdade salarial de uma vez por todas para todas as mulheres nos Estados Unidos da América."



Tal qual sempre que alguém é premiado e vem acompanhado de um papel, acaba fazendo um discurso atirando pra algo ou alguém. Meryl Streep foi a pessoa da vez que teve a graça de levantar e gritar: "Yes, yes, yes" ao que a Patrícia disse.

Bom, além das palmas merecidas a Patrícia por ter dito algo que quebrou totalmente o gelo das premiações de Hollywood, dando uma dose de realidade naquele mundo que prima pela perfeição. O lance é que na festa do Oscar, e mesmo na festa de aniversário do seu tio, não há espaço para quem quer se divertir e quer falar sério ao mesmo tempo. Alguém na ocasião comenta: "Nossa, como o papo está sério" e logo o assunto se esvai. Quem não passou por isso?

Patrícia com o discurso progressista que tantos outros tiveram coragem de dar em anos anteriores, não só quebrou o paradigma da manada que toma conta das festas e ainda mais com o Oscar, ela mostrou que quis brincar e se divertir, mas também falar sério, para depois sair coberta pelos aplausos. Nada mais justo. E é louvável em sabermos que ainda temos artistas e pessoas que se recusam a ficar sob o efeito da manada, e que tem a atitude de se expressar sem medo de avistarem pessoas que ficam sem graça ao redor após ouvir certas verdades. E assim, descobrimos a hipocrisia de Meryl. Meryl aos gritos exaltados após ouvir o discurso, na minha humilde opinião poderia ter aproveitado o tempo do discurso de seus inúmeros Oscars de dez, vinte anos atrás para quebrar a mesma vidraça que Patrícia atingiu. O lance de ficar quieto para depois concordar é algo estúpido para dizer o mínimo. Mereceu virar meme, e esse momento precisa ficar gravado dessa forma.



Birdman e o reflexo de uma Hollywood falida

Quase todos os indicados a melhor filme: Boyhood, Birdman, A Teoria de Tudo, O Jogo Da Imitação e Whiplash tem em comum o fato de serem filmes independentes, no máximo, com o orçamento de U$$ 30 ou 40 milhões de dólares e com pouco retorno no resultado final, nada atraente para os engravatados.

Sim, o Oscar apesar de toda sua normalidade, ainda deu espaço para uma auto-crítica de seu próprio jeito de fazer filmes. E o que eu noto e o que você nota, o Oscar também "notou" na premiação de seu melhor filme: a falta de criatividade e da coragem. Algo que é recorrente ao caminharmos em direção das salas de cinema e vislumbrarmos filmes que não chamam o mínimo de atenção.

Temos sequências e mais sequências, filmes baseados no livro que você já leu (e que mesmo antes de você comprar já tem seus direitos vendidos), remakes e reboots recorrentes que em muitos casos são verdadeiros caça-níqueis, ou mesmo filmes que reciclam ideias anos depois com outros personagens. Poucos são os filmes ditos realmente originais e autorais, e o que de bom que costuma aparecer ao grande público, tem como sua vitrine o Oscar; salvo isso temos os filmes de super-heróis e o frissom dos remakes e filmes de best-sellers no resto do ano, como por exemplo filmes como Jogos Vorazes e 50 Tons de Cinza que abocanham centenas de salas de cinema no seus respectivos lançamentos. Infelizmente tudo é muito industrial, como tudo que nos cerca.


Obviamente, como na música e literatura, há espaço para todo mundo e para todos os gostos, e ao contrário do que você possa pensar, não sou nada contra ao que tem por aí nos cinemas (que venham mais filmes da Marvel e da DC). Mas quem gosta de ver seu filminho na tela grande, compreende o que significa a "sétima arte" e sente a falta de boas histórias com o destaque que poderia lhe ser dado. O cinema através da sua capacidade de contar histórias, nos diverte e nos proporciona conversas diárias (mesmo no meu caso onde não sei contar filmes bem). O que critico é quando ele não faz nenhum dos dois, nos proporcionando mais desperdício de dinheiro do que satisfação e bons comentários. A indústria pode e deve ser criticada, mas nunca nenhuma delas e principalmente seus telespectadores pode se empinar o nariz como a luz da sabedoria única, como os pseudo-intelectuais que insistem em criticar certo produto somente por causa de outros o criticarem também.

Aliás, e Chespirito? Se a ideia do Oscar é premiar os cinema num todo, porque não premiar Chespirito que não só teve participação ativa na TV mas como no cinema também? Mas talvez essa seja uma sugestão que seja mais de acordo com o Emmy né? =)

O Oscar é um pastel de vento, mas que graças aos dois pontos que tentei citar, foi um pouco mais recheado.

Peter Parker ou Miles Morales? Quem será o novo Aranha?


Desde que a Sony e Marvel costuraram o acordo que abalou os corações de milhões, onde a empresa japonesa decidiu se render (não se ajoelhar, ainda) ao poderio cinematográfico que Marvel justamente adquiriu ao longo da década, tem se comentado fortemente que a Marvela gora que detém o poder criativo sobre o Homem-Aranha iria meter o pé na porta e a mesmo tempo em que dispensou Andrew Garfield, dispensaria Peter Parker também (?). Pois é. O "Peter" que veste o manto do herói no Universo Ultimate da Marvel nos quadrinhos é Miles Morales. Mas antes que você fique de vez perdido sobre em que raios é Miles Morales, vale dar um esclarecimento.

Quem é esse tal de Miles Morales?

Aproveitando a onda da eleição do primeiro presidente negro da história, Barack Obama em 2008, o editor-chefe da Marvel Comics Axel Alonso sentou com a equipe e disse: "Nós percebemos que estávamos na beira de eleger o primeiro presidente negro e descendente de africanos da história e reconhecemos que talvez fosse hora de dar uma boa olhada em um dos nossos ícones ".

Pois bem, jovem, humilde, pobre e morador do bairro de Brooklyn, Miles Morales foi criado como um jovem nerd com aptidões científicas como Peter e filho de pai americano e mãe porto-riquenha, Ele se tornou o novo amigão da vizinhança após a morte de Peter no arco "Death of Spider-Man" publicado em 2011 pela Marvel. Mas calma, Peter continua vivo no arco principal da editora, pois como disse, Miles faz parte apenas do Universo Ultimate da editora que re-imagina os seus heróis.

Sua origem remete a experiência de Norman Osborn em tentar recriar a aranha radioativa que deu origem ao Homem-Aranha e a seu tio Aaron Morales. Após o fechamento das empresas Oscorp com a prisão de Norman, Aaron invade a Oscorp para roubar utensílios valiosos ainda restantes nas empoeiradas salas, mas acidentalmente leva uma aranha radioativa da experiência de Norman consigo. Numa tarde Miles, vai à casa de seu tio e lá ele acaba sendo picado pela aranha da Oscorp que seu tio levou na noite passada. Logo após o ocorrido Miles cai no chão tendo uma convulsão. Enquanto Aaron e seu irmão, pai de Miles, trocavam palavras nada agradáveis especulando se o seu irmão tinha dado alguma tipo de droga a Miles, este sai correndo de casa e ao chegar na rua ficou perplexo, estava ficando invisível!

Embora Miles e Peter tenham origens semelhantes (picadas de aranha), seus poderes tem boas diferenças, como a invisibilidade (ou camuflagem), recurso esse que as aranhas comumente usam para atacar suas presas. Então não, os chefes da Marvel não viajaram nessa, sinto lhe informar.

Voltando ao assunto...

Bom, dentre inúmeros boatos surgindo sobre quem será o novo o Homem-Aranha (já que a pergunta sobre "quem será o novo Peter Parker não é mais óbvia assim), hoje surgiu a notícia de que a Marvel em conjunto com a Sony podem terem resolvido "chutar a porta" sobre a decisão dos novos rumos do cabeça de teia.

O editor Jeff Snyder do site The Wrap disse que "não está totalmente definido, mas tem 95% de certeza disso: o Homem-Aranha não será branco!" .

Qual o problema em percorrer o caminho desconhecido?

Portanto partindo daí acho que o caminho mais óbvio será que o Homem-Aranha será ninguém menos Miles Morales, o que vai de encontro com a especulação de que a Marvel está bolando de um Homem-Aranha jovem e predominantemente colegial, e com a outra "ideia" de que entre os atores cotados internamente, apenas dois seriam brancos! Dizem também que a Marvel não iria contar a origem pela 6327863782648 vez do Homem-Aranha, mas supondo a escolha que seja Miles Morales essa decisão se dificulta, já que a Marvel gosta de contar direitinho a origem de seus heróis no cinema e Miles, não é nada conhecido do público em geral para pular direto a ação. Peter sim.

Pensando rápido enquanto escrevo esse texto, meu demoninho que fica no meu ombro pergunta: e se Peter fosse introduzido apenas na história do terceiro filme do Capitão América e Miles fosse guardado para o filme solo do Aranha em 2017? Confesso que se for assim, é um tiro no pé. Dar o gostinho de Peter e simplesmente deixa-lo de lado novamente para construir Miles seria uma atitude muito confusa e que não combinaria com a Marvel. Mas são tudo possibilidades...

Bom, entre especulações - e creio que vou voltar muito a comentar sobre esse assunto aqui no Descafeinado - penso que a vinda de Miles seria bem vinda. Peter Parker é o Homem-Aranha e o Homem-Aranha é Peter Parker, assim como o Homem de Ferro é Tony Stark e Bruce Wayne é o Batman. Mas entre Peters, Tonys e Bruces (Wayne) reside um meio comum: o heroísmo.

Inegavelmente eles são fundamentais a história, os conhecemos, crescemos e pretendemos envelhecer junto à eles; mas tal qual o martelo de Thor é digno a quem o levantar, o manto de um super-herói se torna acima da pessoa que o traja. O manto se torna um símbolo, e símbolo do que eles fazem e do que eles são. Portanto não vejo nenhum problema se a Marvel colocar as duas mãos no fogo por essa virada em um de seus maiores heróis. Sou daqueles que prefere dar o braço a torcer do que esbravejar até a estreia do filme... (algo que fiz com a Sony várias vezes).

Peter Parker é aquele nerd zuado e azarado, magricelo e trabalhador, que perdeu quem mais amava e , não tem coragem de falar com quem mais ama (desde os sete anos); Miles é o negro, de origens africanas e latinas, pobre e humilde, que mesmo tendo as condições que têm, adquiriu curiosidade pela ciência como Peter mas vê que dificilmente seguirá carreira nisso em virtude de sua infância pobre. Essas personas que provavelmente estão enraizadas em cada um dos que leem as suas histórias, vem da ideia de Stan Lee de tantas décadas atrás: identificação.

E assim que Peter ou Miles vestem o traje e a cada agrura percebem que "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", aquela roupa azul e vermelha se tornou um símbolo representando o seu dever, mesmo que esse dever colocasse em perigo aqueles que ele amava. Então tal qual o V for Vendetta com sua capa e máscara na sua campanha de anarquismo, sempre entendi que o heroísmo é um símbolo, é uma reserva moral de Tonys, Peters e Bruces. Em outras palavras, de que o Peter Parker pode ser o Homem-Aranha, mas o Homem-Aranha pode ser eu ou você.

Enquanto isso, vou seguir esperando o momento de falar do Homem-Aranha novamente...

A maravilha chamada Spotify


Quem acompanha o Descafeinado já deve ter notado que já faz um tempo que não publico uma resenha sobre um lançamento ou algum CD favorito de alguma banda. Isso ocorre porque fui mais um "atacado" pelo movimento Spotify e totalmente de grátis (olha só pessoal do Spotify!) vou fazer a propaganda da plataforma.

Não vou falar do que ele é porque acredito que todo mundo saiba, mas se você estava no meio do mato a cerca de um ano, saiba que a plataforma musical é um fenômeno por finalmente democratizar o streaming. Streaming nada mais é do que você ter a sua música em qualquer lugar a qualquer hora independentemente de você tê-la no seu aparelho de MP3, alocada ali na imensa nuvem da internet. E não, o MP3 não morreu, mas o Spotify meio que de um duro golpe a facilitar o trabalho dos ansiosos por ter sua música predileta em qualquer lugar e a qualquer hora sem a tarefa não tão árdua assim de ter por perto seu artista predileto.

Ainda baixo os álbuns das minhas bandas favoritas (sim, faço isso), mas graças ao Spotify ficou bem mais fácil de conhecer outros gêneros musicais além do rock n' roll, fazendo a alegria dos preguiçosos como eu e do bloco dos "sem tempo".

Garimpar bandas de um gênero que você conhece é uma tarefa simples, mas se você procura outros gêneros é mais complicado. Dado a que além do trabalho de você ter que baixar centenas de álbuns para fazer sua seleção de músicas, é também preciso prestar a atenção a bastante recomendações pessoais ou sites por aí para começar sua playlist, e isso demanda um tempo e espaço no HD que muitas vezes que não temos (algo que é bem difícil atualmente por termos gigas de espaço).

O Spotify diminui brutalmente essa ponte. Na sua página inicial é só ir atrás do gênero que você quer, clicar e ser feliz pulando entre as faixas que lhe agradam ou não. E não só isso, a possibilidade de fazer suas próprias playlists, compartilhá-las e ouvir a playlist dos seus amigos e de pessoas que você nem conhece, é um aditivo e tanto deixando as possibilidades de conhecimento quase que infinitas nessa rede social simples e ativa. É viciante, acredite!

A música conecta as pessoas, e demorou para que o Spotify chegasse também ao Brasil.

Já tenho várias playlists, mas essa diria que é a principal


Recentemente inaugurei uma playlist mais eclética. Tá bem no começo, mas vou disponibiliza-la para quem quiser ouvir:

Resenha Cinema: A Casa dos Mortos

"Filmes de terror não assustam mais". Acredito que essa frase padrão dos críticos de cinema não se aplica bem a atmosfera que os filmes desse gênero tem que ter.

A lenda do rock Vincent Furnier ou simplesmente Alice Cooper, se notabilizou na década de por unir o rock n' roll a performance de palco. Não era simplesmente tocar suas composições, ele precisava chocar o público e encenar em cima das suas letras obscenas e sangrentas. Alice é uma referência até hoje por isso. E voltando a falar de hoje em dia, recentemente ele declarou: "as pessoas não se chocam mais". Fazendo uma ligação direta com os filmes de terror: "as pessoas não se assustam mais".

Filmes de terror precisam ser cada vez mais criativos nesse tempo em que "as pessoas não se chocam mais" após as inúmeras mortes de Jason, Freddy e Micheal Myers. Para mim o clima de tensão tem que se sobrepor aos meros sustos. Sustos a gente toma até ao ver a sua mãe na cozinha com a luz apagada. Penso que um bom roteiro (e inúmeras sequências) é necessário para prender a atenção desse tipo de público.

O talentoso produtor e diretor James Wan nos últimos tempos foi o único (se tiver outros, me ajudem) que se notabilizou por filmes de terror que deram ótimo resultado tanto de público e também de crítica. Como o elogiado "A Invocação do Mal" de 2013 - que recentemente originou um derivado a chamado "Annabelle" (esse somente como produtor), e "Insidious" ou "Sobrenatural" de 2011 que ganhou uma sequência três anos depois. Em comum, os longas foram de investimento baixíssimo e de absurdo retorno financeiro o que faz brilhar os olhinhos dos produtores de Hollywood. Mas foi o primeiro "Jogos Mortais" em 2004 que marcou e transformou em ícone o sádico Jigsaw - algo que não se via há tempos - e notabilizou James Wan como mestre do gênero.

Em 2015, o thriller "A Casa dos Mortos" que recentemente estreou aqui nos cinemas aqui do Brasil tem a chamada no pôster: "da assombrosa mente de James Wan", mas não é preciso muita pesquisa para descobrir que a direção é na verdade de Will Canon. Algo que me faz pensar que o nome de Wan foi usado para atrair ainda mais público, usando daquele espírito das fitas VHS dos anos 80 que volta e meia alardeavam a produção de Steven Spielberg, mas onde no máximo ele só mandava dinheiro pra produção e nada mais.

Bom, como qualquer filme de terror a premissa é bem simples: Cinco amigos decidem sair à caça de fantasmas em uma casa abandonada que fora famosa por protagonizar um massacre décadas antes, mas após um ritual, eles misteriosamente acabam sendo brutalmente assassinados. O único sobrevivente dos cinco garotos, John (Dustin Milligan) é interrogado e diz que o local está possuído por demônios e serve como um portal para o inferno. O policial Mark Lewis (Frank Grillo) e a psicóloga Dra. Elizabeth Klein (Maria Bello) não acreditam nessa história e passam a investigar o caso.

Alternando entre momentos das "cenas encontradas", que foram gravadas pelos jovens enquanto passeavam pela casa "mal-assombrada" com o foco da investigação feita por Mark e Elizabeth. Diria que nos momentos em que presenciamos o que realmente aconteceu com os jovens dentro da casa, o longa prende bem a atenção, principalmente pelo clima de mistério sobre quem é realmente o assassino e na revelação do porque aconteceu o massacre - algo que deu o verdadeiro sentido da casa no título do filme porque até ali era apenas uma casa dita mal-assombrada. Apesar do bom clima de tensão e de o filme ser bem agradável, não forçando sustos e unindo o suspense ao terror, penso que Will Canon falhou justamente nisso: na falta dos próprios sustos. Somente a escuridão e o mistério causaram tensão. Salvo um ser saindo debaixo da cama, em nenhum momento o longa proporcionou a mim um verdadeiro pulo da cadeira. Posso ser corajoso demais, mas penso esse artifício poderia ter sido melhor durante a visita dos jovens a casa, pois como disse, até o desfecho final a casa era apenas dita mal-assombrada.

No geral, o longa é um filme nada, caso daquele filme em que o trailer chama mais a atenção do que o produto completo. Não vou ficar lembrando dele daqui a alguns anos, mas foi marcante o suficiente para recomendar a alguém que quer vê-lo em uma sessão pipoca em sua humilde casa; pois além de ele ser acima de outros filmes do gênero de baixo orçamento, ele "enterrou" a péssima experiência que tive com os "Atividades Paranormais" da vida (sendo que no último fui convencido a assistir pela minha namorada e pela falta de opções no cinema na época).

O que aconteceria se os humanos desaparecessem?

O tema apocalipse sempre despertou a curiosidade humana. O prazer de ver aquele palácio governamental símbolo do poder e do capitalismo ser destruído, não tem preço (vide Independence Day) - e no nosso caso ver o Congresso ou Itamaraty ser explodido iria para os anais da comédia e sadismo.

Através do cinema já vimos a Terra ser destruída infinitas vezes, mas e o depois? O que aconteceria se de repente como num passe de mágica fossemos transformados em pó; em suma, fazendo o desejo de muitas pessoas: de sumir completamente. Obviamente que a ocupação humana está longe de viver em equilíbrio com a natureza que a rodeia, parafraseando Smith de Matrix: somos um vírus. Saímos de um lugar, sugamos os recursos e vamos pra outro lugar. Simples assim. 

Se nós não sumíssemos, a natureza tomaria contra de volta do planta. Se nós não existíssemos, não só a nossa engenharia ruiria, mas muitos dos animais (principalmente domésticos) morreriam de fome. Não faltaram reprises de documentários no History Channel especulando sobre as consequências. Aliás essas podem parecer simplistas, e que tudo que ruiria, apenas seriam nossas conquistas colonizatórias. Verdade. Mas vendo o imenso vazio que a Terra se tornaria, sinceramente eu tenho a ideia de que somos fundamentais para a vida, parte de um ecossistema. Creio que nem a natureza precisa tomar conta de tudo e nem precisamos entrar em conflito com ela. Todos podem viver aqui, apenas é necessário viver harmoniosamente com os recursos que temos.

Veja esse vídeo do pessoal do AsapSCIENCE explicando o que aconteceria se nossa raça desaparecesse.

Legendado.

O Descafeinado está de cara nova!


Olá queridos amigos do Descafeinado!

Como passa o tempo. Já são cinco anos de blog e caminhando para o sexto. Hoje estou com 26 anos, criei o Descafeinado com 21 e ao longo da linha do tempo, de todos os posts do blog, vejo não só uma extensão de mim, mas como o blog cresceu comigo. Fazem muitos anos que apesar de todas as incertezas adolescentes que pairam, que tenho a ideia de ser jornalista. O Descafeinado foi criado com o intuito de se apoiar um pouco nesse sonho, mas felizmente ele não serviu só para isso. Como ele cresceu comigo, vi adquirir novos gostos, me senti adquirindo conteúdo, vi meu entendimento e senso crítico crescer desde que resolvi me aventurar nas resenhas não tão parciais.

Um blog, mesmo que não seja no foco pessoal e íntimo, se torna um amigo; uma extensão. É prazeroso poder compartilhar no mundão da internet minha opinião, meu gosto e meu senso de humor e ver que esse gosto é correspondido através daqueles que me leem tanto via RSS nos readers da vida ou mesmo só curtindo a página no Facebook.

Homenageando tudo isso, tive a ideia de que o Descafeinado merecia que esse meu crescimento, carinho e agradecimento por todos esse anos. A partir de ontem, com muito trabalho e uma boa dose de atenção, que o Descafeinado adquiriu outra cara. Mais moderno, clean, de carregamento mais ágil e layout intuitivo.

O novo layout ainda está com uns probleminhas, mas com o tempo irei corrigindo. (lembro que vocês falam com um cara que não é formado num curso HTML ou CSS...)

São quase 3 mil posts, 500.000 views e quase 300 fãs só no Facebook. Espero que continuem por aqui!

Abraços,

É OFICIAL! Homem-Aranha agora faz parte do Universo Marvel nos cinemas!


Hoje todos nós acordamos com uma notícia que logo de manhã fez milhões pularem de alegria em seus escritórios ou a caminho deles, uma notícia tão impactante que seria impossível eu ficar sem declarar nada diante dela.

Divulgada na madrugada, justamente pra nós meros mortais assalariados não sabermos, a Marvel Studios e a Sony Pictures anunciaram que o Homem-Aranha oficialmente passa a integrar o Universo Marvel nos cinemas.

Explicando melhor o acordo, a Sony Pictures vai continuar financiando, distribuindo e possuindo os direitos sobre o herói, mas confirmando o que vinha sendo especulado a MUITO TEMPO, a Sony "abriu as pernas" e cedeu os controles criativos a Marvel Studios.

Isso significa que à rigor, o teioso está confirmado no Capitão América 3: Guerra Civil e possivelmente no terceiro longa dos Vingadores que se baseia na saga Guerras Infinitas, alem de ter um filme próprio agendado pra 28 de julho de 2017 que Kevin Feige (cabeça da Marvel Studios) e Amy Pascal (que recentemente deixou o posto de chefia da Sony pra assumir "outro cargo" dentro da empresa) darão os rumos para o novo direcionamento criativo do herói. Hum... Sabemos bem qual é esse cargo Amy!

Não é confirmado, mas os antigos produtores, Avi Arad e Matt Tolmach, continuarão em seus antigos cargos dando pitacos criativos sobre o filme (o que duvido muito), e Andrew Garfield por enquanto não é confirmado que continuará na pele do amigão da vizinhança (mas torço pra que ele permaneça). Aliás, torço pra que J.K. Simmons retorne a franquia como JJJ Jameson!

Em comunicado a Sony Pictures através de seu site oficial declarou o seguinte:“Nós sempre quisemos trabalhar com os melhores e mais bem-sucedidos pra fazer nossas franquias crescerem e nossos personagens se desenvolverem. Marvel, Kevin Feige e Amy, que ajudou a orquestrar o acordo, são a equipe perfeita pra ajudar a produzir o novo capítulo do Homem-Aranha”, disse Michael Lynton, CEO da Sony Pictures Entertainment. “É a decisão correta pra franquia, pros negócios, pra Marvel e pros fãs”.

E a Marvel Studios postou em seu site oficial:“O Homem-Aranha tem mais de 50 anos de história no mundo Marvel, e com esse acordo, os fãs terão a experiência de ver o Homem-Aranha assumir seu lugar de direito dentro do Universo Marvel dos cinemas”

Kevin Feige declarou sobre tudo isso: “Estou muito feliz em produzir o próximo filme do Homem-Aranha junto com os meus amigos da Sony Pictures e Amy Pascal para. Com o envolvimento da Marvel, esperamos entregar a continuidade e autenticidade que os fãs de exigem do Universo Cinematográfico da Marvel. Estou igualmente animado com a oportunidade de ter o Homem-Aranha junto com a gente, algo que tanto nós da Marvel, e fãs, têm esperado por anos”. (Hell Yeah!)

Esse sim falou tudo!

Resumindo, esse é um acordo bom pra todos.

A Sony já faturou bilhões (sim, com o dedinho na boca) com o Homem-Aranha nas telonas, mas o reboot "O Espetacular Homem-Aranha" e principalmente o segundo filme da franquia não trouxeram os resultados esperados e muito menos as críticas minimamente esperadas em um bom longa. Além de claro, a Sony se render ao fracasso que desde o "Homem-Aranha 3" e o desesperado reboot com "O Espetacular Homem-Aranha" passou a cercar a franquia e FEZ um re-reboot se tornar necessário, hoje ela (felizmente) escreveu na testa (e admitiu) o atestado de incompetência de não saber como direcionar os rumos de seu único super-herói corretamente nos cinemas.

Então para a Sony que tem o Spidey como a galinha dos ovos de ouro - mas na verdade não tinha a mínima ideia do que fazer para recuperar a trama, e vinha tropeçando pelo caminho com especulações nada animadoras de projetos futuros como o longa com os vilões do teioso (Sexteto Sinistro) e até um filme só da Tia May (!) -, viu a chance na parceria com a Marvel Studiosde multiplicar seus ovos de ouro com um estúdio que tem toda a pompa de saber exatamente os seus passos futuros, arriscando ou não.

E para a Marvel que tem os planos confirmados de termos a saga "Guerra Civil" adaptada para o cinema, o estúdio deixou de correr o risco de ter uma das suas maiores histórias da editora não ser retratada de forma fiel nas telonas, logo, da ira e da decepção de todos os fãs de seus filmes. O Homem-Aranha é o principal personagem da Guerra Civil e é aquele que é o responsável por todos os dilemas morais da história.

A "Guerra Civil" nada mais é que o dilema dos registros dos super-heróis sendo postos na mesa, de um lado o Homem de Ferro defendendo o governo e de outro o Capitão América defendendo a liberdade, no meio o mais humano da turma, Homem-Aranha/Peter Parker, sofrendo todos os dilemas que isso causa, que é entre ser um fora da lei e ser um herói a trabalho de alguém.

O Spidey não podia ficar fora dessa, portanto, por mais que a Marvel Studios e Kevin Feige tivessem créditos, seria bem difícil essa adaptação ser feita sem ele. 

Bom, como disse, é um acordo bom pra todo mundo, A Sony fatura bilhões de trilhões com seu personagem e a Marvel tem de volta o controle criativo sobre seu herói. Não foram revelados mais detalhes do plano, mas obviamente o que se vê é que a Sony tentou ao máximo puxar a sardinha pra ela, afinal, o financiamento, distribuição e direitos continuam com o estúdio, mas penso que para a Marvel o controle criativo é mais do que suficiente para começar a quem sabe desgrudar um de seus principais personagens da Sony.

Estamos falando de um estúdio que tem sua agenda de filmes feita até incríveis anos de 2019, então creio que a Kevin Feige sabia muito bem o que estava fazendo quando anunciou essa adaptação da "Guerra Civil" e estava bem de olho em como a franquia do teioso ia mal das pernas lá na vizinha Sony. Sinal que devemos toda a credibilidade e devemos nos render a pintudice a ele.

A partir de agora uma pergunta fica no ar: Será essa uma porta aberta pra que o Quarteto Fantástico e os X-Men voltem a seu controle? O segundo é bem mais difícil pois tem uma franquia bem solidificada nos cinemas, já o primeiro depende muito do que acontecerá nesse polêmico reboot que pouco sabemos.

Só o que podemos fazer agora até 6 de maio de 2016 no lançamento de Capitão América 3, é respirar fundo, fazer silêncio e observar seu elenco confirmado (até agora):


Atores e respectivos personagens que já foram anunciados, mas não confirmados “oficialmente”: 
  • Paul Rudd (Scott Lang/Homem-Formiga)
  • Evangeline Lilly (Hope Van Dyne/Vespa)
  • Chloe Bennet (Tremor/Daisy Johnson)
  • Adrianne Palicki (Bobbi Morse/Harpia)
  • J. August Richards (Mike Petersen/Deathlok)
  • Charlie Cox (Matt Murdock/Demolidor)
  • Krysten Ritter (Jessica Jones)
  • Mike Colter (Luke Cage)
  • Paul Bettany (Visão)
  • Gwyneth Paltrow (Pepper Potts) 
  • Clark Gregg (Phil Coulson)
  • Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate)
  • Aaron Johnson (Pietro Maximoff/Mercúrio)
  • Ming-Na Wen (Agente Melinda May)
..entre outros.

Saca só essa abertura dos Simpsons em Pixel Art

Parece que a tendência de Matt Groening em fazer das aberturas d'Os Simpsons grandes homenagens a Cultura Nerd, indo de Minecraft a Game of Thrones, não para! Dessa vez a família mais famosa da televisão virou meros pixels!

Paul Robertson que trabalhou na ótima adaptação de "Scott Pilgrim vs The World", se juntou ao Ivan Deixon e deu nisso. Ficou tão incrível que seria interessante ver seu trabalho em um trecho de um episódio da série, tipo daquele antigo episódio em que Homer acaba virando um boneco 3D, lembram?









Tirinhas da Semana #211