Feliz 2016!


É hora de falar um pouco mais sério .

Eu fico pensando no que esse 2015 trouxe pra mim... 

Bom, independentemente de qualquer ano da nossa vida ter terminado bem ou não, o fato é que levamos experiências, momentos, dores e ressentimentos em toda a nossa vida. Dizem que ela é um eterno arrependimento não é? A verdade é que tudo o que a gente teima a esquecer pois "ninguém pode olhar para trás", é o aprendizado mais do que necessário para podermos começar um novo ano. Estamos vivos podendo olhar para o futuro gracas ao amaldiçoado ano de 2015, concorda?

Todos os anos da nossa vida tem a mesma possibilidade de felicidade e tristeza, não me cego. Um ano bom se define quando passamos a aceitar que promessas são nocivas e expectativas também, mas detalhes e decisões pessoais não, tipo dizer adeus à aquilo ou alguém que não lhe faz bem. Isso sim é começar algo novo com você mesmo e não é uma troca de calendário que simboliza isso, muito menos comer lentilha ou vestir vermelho.

Com essa mensagem rápida, todo que eu quero dizer a todos vocês que visitam o Descafeinado é o desejo que tenhamos o melhor ano de 2016 que nós possamos ter, até porque ele é único. E é justamente por isso que ele é deve ser especial, recheado de reencontros, risadas e curtição.

Um grande abraço e espero que em 2016 você esteja por aqui como eu. =)

Quais lições que podemos tirar do bloqueio do "Zap Zap"?


Entre tanta coisa que aconteceu nesse ano que se despedirá oficialmente amanhã, duvido que você imaginou que o seu amado WhatsApp seria bloqueado. Mas aconteceu. E o que podemos levar disso? 

O Ministério Público pediu o bloqueio do aplicativo por 48hrs pois o serviço não atendeu a uma ordem judicial. Essa ordem vinha de 2013 e consistia na colaboração de uma investigação criminosa de um homem diretamente ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) acusado de latrocínio e tráfico de drogas. Como as redes sociais são meios de comunicação muito fortes atualmente, nada mais natural do que a justiça acabar pedindo ao Facebook, dono do WhatsApp, a liberação dos dados a fim de utilizar tais mensagens na investigação. Entretanto o Facebook não cumpriu a ordem, creio eu, revindicando seu direito a sigilo de dados pessoais de seus usuários. Mesmo sendo notificado de uma multa diária de R$ 100 mil e que agora já se encontra em cerca de R$ 6 milhões, o Facebook continuou a dar de ombros e o Ministério Público acabou determinando o bloqueio do aplicativo.

Não é a primeira vez que a justiça bate de frente com o Facebook e com o Google. Por exemplo, em fevereiro desse mesmo ano um juiz exigiu o bloqueio do WhatsApp por o detentor (Facebook) não colaborar nas investigações de um caso em Teresina que corria em segredo nas Justiça e envolvia a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Mas a decisão foi revertida e o app não saiu do ar. Já em 2013, o Facebook quase ficou dois dias fora do ar: a modelo Luize Altenhofen publicou vários posts difamatórios acusando o vizinho de agredir o pitbull dela, após o animal ter invadido a casa dele. A Justiça determinou que os posts fossem deletados, ou o Facebook ficaria 48 horas fora do ar em todo o país. A rede social decidiu cumprir a ordem.

Mas aí entra a velha questão: realmente a minha liberdade vai até aonde a sua vai? Além de abrir um precedente grave para uma discussão muito mais ampla sobre a liberdade de expressão, o acontecido também nos diz que a internet não pode ser "uma terra sem lei" como aparenta ser agora. Em outras palavras, o país precisa resolver esse impasse e não só depender de liminares prejudicando milhares de brasileiros, e os brasileiros precisam refletir sobre sua dependência latente desse aplicativo.

Sabe aquelas mensagens de grupo que alguém inocente te repassa alertando que o WhatsApp será bloqueado ou cobrado? Pois é, não levei a sério. Mas então a 0h do dia 16 de dezembro aconteceu o improvável apocalipse, o WhatsApp foi bloqueado liberando a raiva e a indignação de milhões de pessoas viciadas em seus smartphones. 

A verdadeira comoção nacional fez apps alternativos como Telegram, Viber, ICQ e o Messenger (que eu utilizei por ser obrigado a isso) ganharem notoriedade, porém mesmo sendo muito parecidos com seu concorrente por utilizarem sua agenda telefônica (apesar do Messenger apesar de ficar muito restrito a seus contatos no Facebook), era preciso que as outras pessoas o instalassem também, assim como o WhatsApp. Outros encontraram a solução naquele velho jeitinho brasileiro, instalando um aplicativo que alterava seu IP através do VPN tapeando assim o bloqueio e te fazendo poder utilizar o app normalmente, só que em contrapartida essas pessoas tinham suas privacidades reduzida a zero e milhares de pessoas tiveram suas fotos e videos roubados na confusão. Já outras, como eu, sem desespero só esperaram o bloqueio ser suspenso como foi... Mas o mais grave da situação é que as próprias operadoras para atrair mais clientes, oferecem em seus planos a não cobrança da utilização de dados pelo app, e nós brasileiros que ano após ano sofremos com a oneração dos preços já normalmente absurdos, logicamente adoramos uma promoção. Então sentiu o drama?

A real é que somos muito dependentes do WhatsApp, e não é só para conversar com amigos e ver vídeos engraçadinhos ou de putaria. Por ser tão fácil e dinâmico o app tomou lugar como ferramenta de trabalho indispensável, como juízes que utilizam o aplicativo para intimar e mediar negociações de réus, como policiais que usam o sistema de grupos como canal de denúncias a fim de tornar mais dinâmica a deslocação de policiais e até cidades que usam o WhatsApp entre hospitais para deslocar pacientes; até mesmo no meu trabalho o "zap zap" é uma verdadeira mão na roda entre coordenador e motoboys para fluxo de serviços. Nem preciso dizer que o bloqueio do app provocou um caos variado em intensidade nestes casos e tantos outros, como no compartilhamento da putaria. 

Em contrapartida, os juízes não podem continuar com a palhaçada de mandar bloquear serviços simplesmente porque eles não acataram suas ordens. É preciso que eles pensem na população e ajam mais severamente contra os tais serviços aplicando multas e pesadas sanções ao invés de bloquear um aplicativo num todo como se o povo pudesse "resolvesse o problema". Ta aí o exemplo do apocalíptico bloqueio do WhatsApp que era pra ser por 48h mas não vingou mais do que 13hrs graças a uma liminar que derrubou a decisão, fazendo o WhatsApp virar piada sendo como qualquer condenado rico aqui no Brasil que não cumpre nem metade da pena...

O nosso país com essa decisão temporária abriu um precedente muito grave para a censura ser aplicada. 

Em países que como Rússia, Turquia e Síria onde os governos são extremamente autoritários e privam a população da liberdade que os ferem, usando o bloqueio do fluxo de informação bloqueando de YouTube até artigos da Wikipédia, no caso da Turquia. Felizmente o Brasil (por enquanto) não é assim e podemos xingar à vontade a Dilma no Twitter, mas a falta de cooperação dos prestadores de serviços com a justiça e a falta de atitudes mais firmes e precisas dela mesma, só fazem a já tênue linha da liberdade ser cada vez mais embaçada, o mundo da internet ser cada vez mais fora da lei à vista da Justiça, e a Justiça ser cada vez mais injusta a nós. E o que irrita mesmo é que todo esse impasse é devido à não regulamentação do Marco Civil da Internet que poderia evitar situações semelhantes, ferindo diretamente nossa capacidade elogiável de ser um país democrático, mesmo que isso pareça não funcionar tão bem na prática. 

À minha vista 2016 parece ser ainda mais complicado sobre os impasses que podem ainda ocorrer, mas as lições que podem ser tiradas dessa situação estão aí.

O que passa pelos meus fones #118 - Motorhead

Coincidentemente o último vídeo desta seção foi do Motorhead, e agora como homenagem voltamos com Motorhead. Mas infelizmente num momento muito triste, relembrando um dos últimos momentos de Lemmy nos palcos na turnê de 40 anos da banda em Berlin no último dia 11.

No vídeo de alta qualidade além do clima de constante despedida e saudação à banda presente no show, por trás do som sempre fodasticamente alto, dá pra escutar claramente como a voz de Lemmy está quase inaudível e como é tão triste constatar que ele já estava nas últimas. =(


"Seu nome era Lemmy, ele tocava rock n' roll"


Descanse em paz Lemmy Kilmister


Porra 2015, acaba logo pelamordedeus!

A poucos momentos foi solta esta nota no Facebook do Motorhead:

"Não há maneira fácil de dizer isto... nosso poderoso e nobre amigo Lemmy faleceu hoje após uma curta batalha contra um câncer extremamente agressivo. Ele tomou conhecimento da doença no dia 26 de dezembro, e estava em casa, sentado na frente do seu vídeo game favorito do The Rainbow lançado recentemente, junto de sua família.
Não temos como expressar nosso choque e tristeza, não há palavras.
Nos próximos dias daremos mais informações, mas por hora... ouça Motorhead em volume bem alto, ouça Hawkind bem alto, toque a música de Lemmy BEM ALTO.
Tome um drink ou vários.
Compartilhe suas histórias.
Celebre a VIDA deste adorável, maravilhoso sujeito que foi vivida de maneira tão vibrante.
É exatamente isto que ele iria querer.
Ian 'Lemmy' Kilmister
1945 -2015
Nascido para perder, viveu para ganhar".


É pois é, aconteceu o que ninguém a um tempo atrás imaginava.

No fundo sabíamos que cedo ou tarde essa notícia iria pipocar na internet, mas num sentimento fraterno na pontinha do coração de cada um de nós, esperávamos que um lúdico milagre iria ocorrer. Afinal, lendas não morrem diria outro. Nem devem morrer!

Mas a dona Morte é implacável e o câncer também.

A verdade é que os anos implacávelmente passaram e as décadas de abusos de quem nunca impôs limites para viver finalmente cobraram a sua conta. Lemmy andava desfigurado, uma sombra da presença que tinha no palco e do que já cantou, e o que mais queríamos era uma utópica aposentadoria da sua pessoa. Mas ele também sabia que era uma lenda, sabia que devia superar qualquer limitação que tinha, o palco era tudo o que Lemmy sempre teve e devíamos respeitar sua escolha mesmo com pesar. Com um coração sempre enorme cheio de paixão e dedicação total a sua família que era cada um de nós ele fazia questão de se sacrificar dia após dia mesmo não se aguentando em pé, tanto que até nos deixou o ótimo Bad Magic aí na praça - talvez o último grande esforço desse badass

Como tantos outros astros que se foram, Lemmy era como aquele tio próximo que unia toda a família quando aparecia, não importando suas crenças e gostos. Era o rock, o punk, o metal e até o hardcore numa só voz. Numa só sujeira e curtição que só Lemmy sabia como proporcionar. 

E para o meu alívio ele não faleceu em cima do palco como ele mesmo poeticamente pregava e muitos fãs saudavam, essa não era uma morte digna de respeito e era preocupante imaginar isso. Mitos como Lemmy devem ser bem tratados, e sua morte apesar do pesar, deve ser tratada com alegria e saudação de quem quer só o bem. Talvez seu enterro seja open bar, vai saber... (risos)

Sentiremos falta de sua setentona voz rouca e seu velho a grave baixo Rickenbaker. Mas Lemmy como um lenda, agora descansou. Lendas também devem descansar. Ou não, pois ele detesta isso, talvez ele forme uma banda lá em cima também.

Obrigado por tudo!

Ao som de "Overkill".

A química de Walter White

“Como muito de vocês sabem, eu tenho experiência como professor de Química. Eu comecei a perceber que muito do que eu ensino meus alunos não se aplica apenas a assuntos da sala de aula, mas também à vida. Não é tão maluco quanto parece. Sabe, tecnicamente, química é o estudo da matéria. Mas eu prefiro vê-la como o estudo da mudança. Apenas pense nisso agora. Elétrons mudam seus níveis de energia. Moléculas mudam suas ligações. Elementos se combinam e transformam-se em compostos. Bem, isso é tudo na vida, certo? É a constante, é o ciclo. É solução e então dissolução, de novo e de novo e de novo. É crescimento, então decadência e então transformação. É realmente fascinante. É uma vergonha tantos de nós jamais pararem um pouco para considerar essas implicações“.

– Walter White, S01E01 (“Pilot”)


E assim começamos Breaking Bad.

Walter White ali nos dá a primeira dica do que presenciaremos na sua história: crescimento, decadência e dissolução. 

Um homem que cresceu a seu modo, formado e reconhecido pelo seu talento acadêmico na química mas nunca reconhecido por isso. Acometido com a notícia de seu câncer terminal viu a sua iminente decadência, e a implacável noticia lhe fazendo perceber que sua vida em nada valeu a pena. Walter White era um homem que tinha sua família como a coisa mais valiosa da sua vida mas que no final, não iria deixar absolutamente nada para trás. Breaking Bad nada mais é do que a história de um homem que realizou uma escolha desesperada, mas que por causa justamente disso se transformou. Alimentou seu ego através do poder e das mentiras, e no "leito" de morte em que estava, admitiu que fez tudo o que fez para si mesmo. Porque somente assim ele poderia dizer ter vivido. Sem medo e sem remorso, intensamente como ele nunca viveu.

Breaking Bad não é simplesmente uma série aonde "o cara principal morre", é uma série altamente reflexiva sobre um ciclo. É sobre a ambição, o desespero e as consequências. Breaking Bad não era pra continuar, não era pra Walter White sobreviver. E penso que é simplesmente absurdo qualquer rumor que surja de que a série teria uma sexta temporada.

A série de Vince Gilligan marcou época na televisão e deixou saudades. E é aí que entram os vídeos-tributo que circulam pelo YouTube que servem para matar um pouco das saudades e homenagear dignamente a série que mudou completamente quem assistiu. 

Acorda Nintendo! Veja esse curta live-action incrível mostrando o mundo de Metroid

Samus Aran foi a primeira protagonista mulher realmente forte nos vídeo-games - mesmo que todos as chamem de Metroid - e se me perguntarem se um longa-metragem ambientado no universo de Metroid funcionaria, eu responderia que sim, com toda certeza.

Na verdade acho que qualquer boa história com uma mitologia realmente forte funcionaria na tela grande, é somente ter um trato realmente digno com a dedicação total de diretores e roteiristas, assim como o fundamental envolvimento da criadora original no projeto - no caso a Nintendo - mas sobretudo a liberdade criativa totalmente desprendida da lei de investimento e retorno de Hollywood.

Bom, sabemos que isso é algo quase que utópico e acho que o Netflix ta aí pra justamente abocanhar esse mercado. Porém uma franquia já inspirada na ficção científica de Alien, com a mescla certeira de exploração espacial e o recorrente isolamento aflorando o drama humano, potencializa o sonho de que uma adaptação cinematográfica deveria ocorrer pra ontem. Vejam Interstellar amigos!

E esse puta curta-metragem lindo e maravilhoso chamado "The Sky Calls", protagonizado pela bela cosplayer Jessica Chastain, dirigido por Sam Balcomb e com produção conjunta pelas independentes Chobot e Rainfall Films só reafirma o que estou dizendo.

Porra, acorda Nintendo!

Tirinhas da Semana #260

Esse miserável ano de 2015 ainda não acabou, mas calma que ele tá passando. Como uma foda bem devagar.

E enquanto você não termina de ser fodido isso não acontece, esse é o último post do ano trazendo as melhores tirinhas da semana e com ele os meus desejos sinceros de que você e sua família tenham tudo de bom e do melhor para esse ano de 2016, e sempre, que é o mais importante. Tá ligado né? Aqueles lances de saúde, prosperidade, alegria, mulheres (ou homens)... E com muito dinheiro no bolso claro, pois nada disso dá pra manter sem as dilminhas né? =/










Resenha Série: The Flash (1ª Temporada)


Até pela enxurrada de filmes e mais recentemente de séries provocadas pela Marvel, é fácil para o cara um pouco mais leigo em relação ao mundo de super-heróis acabar indo atrás de qualquer coisa que o estúdio lance de novo, até porque da DC tivemos muito pouco nesses últimos tempos, e o que tivemos - à exceção de Batman e Superman - a Distinta Concorrência fracassou bem fracassado (lembram de Lanterna Verde?) na inserção de um universo semelhante à sua concorrente. No entanto, sabendo desse jogo "ganho" a DC foi esperta em decidir primeiro por conquistar um espaço na televisão, lugar aonde a Marvel não tinha investido e que a DC já tinha conquistado um público nos altos e baixos de Smallville.

Nos próximos anos veremos uma luta sangrenta no cinema entre as duas editoras e enquanto isso não acontece, vamos usufruindo de grandes trabalhos na televisão. Enquanto a Marvel optou por um caminho um pouco mais adulto e obscuro se formos olhar para Demolidor e Jéssica Jones, a DC apostou lentamente na formação de um universo que vive dentro de suas séries, e que ao contrário do que sua concorrente escolheu, por enquanto não terá nada a ver com o que veremos nas telinhas. 

De certa forma o que pode ser um passo atrás, isso proporciona uma maior liberdade criativa e de escolhas. Além de uma opção da DC/Warner em ligar uma série a outra - e futuramente quem sabe mais personagens aparecerão -, Arrow apresentou Barry Allen pro mundo antes mesmo de dar tempo pro pessoal mais chato torcer o nariz pra ele, o que foi ótimo para a familiarização do público. 

Séries que tem 23 episódios numa temporada sinceramente não despertam minha confiança, se The Walking Dead tendo 16 numa temporada não consegue manter uma constância que dirá séries tão longas assim? Felizmente The Flash me surpreendeu muito positivamente nesse quesito.


“Passei a minha vida procurando o impossível. Agora, eu me tornei o impossível”.


Em Arrow já tínhamos aprendido que Barry Allen (Grant Gustin) é um cientista forense que trabalha para a polícia de Central City e tem um apreço especial por coisas inexplicáveis, onde ele participa de um episódio convenientemente batizado como "The Scientist", em que Barry ajuda a polícia de Starling City a resolver um caso aparentemente impossível por notar semelhanças com um caso parecido que aconteceu na sua cidade Central City. Essa paixão por coisas inexplicáveis se dá pelo assassinato da sua mãe sob tais circunstâncias culminando na injusta prisão de seu pai, e desde então Barry se dedica a crença do impossível, que seria suficiente para ajudar na inocentação de seu pai, reconstruindo assim parte de sua família.

Após os eventos inexplicáveis de 15 anos atrás, Barry foi adotado pela família Allen formada pelo policial Joe (Jesse L. Martin) e Íris (Candice Patton), a grande paixão da sua vida que ama o parceiro de seu pai na delegacia, o detetive Eddie Thawne (Rick Cosnett). No piloto da série além de sermos apresentados ao cientista nerd Barry, conhecemos as circunstâncias que cercaram o seu acidente. Neste momento passamos a saber que seus poderes foram causados por uma pane do Acelerador de Partículas após seus ligamento e que fora construído pelo genial Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) e pelos seus fieis parceiros, Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker) e Cisco Ramon (Carlos Valdes) nos laboratórios S.T.A.R.

Como disse, 23 episódios são um número que deixa uma pulga enorme atrás da orelha em quem assiste, pois abre muitos precedentes para que os roteiristas coloquem aqueles episódios que servem só para distrair seu público e arrastar mais um pouco a construção da temporada; uma decisão que desafia a capacidade crítica do espectador e irrita qualquer um. Mas felizmente The Flash não seguiu esse caminho e chamou atenção justamente pelo contrário, apresentando uma história central bem interessante mesclada a um clima episódico que deixou a série bem leve e divertida pra se assistir. 

Essa sensação de história em quadrinhos se dá pelo entrosamento do elenco e principalmente por Grant Gustin, um ex-Glee, ter se encarnado tão bem com o herói (que em relação ao humor, é praticamente uma cópia do cabeça de teia - ou seria ao contrário?). Outro personagem fundamental para a história é o Dr. Harrison Wells, que encarnado por Tom Cavanagh teve uma perfeita construção da sua dúbia personalidade misteriosa aliada uma paternalidade com Flash, Caitlin e Cisco que nos faz ao mesmo tempo amar e muitas vezes odiar o personagem.

Enfim, toda boa série de heróis tem que ter bons vilões, e isso em The Flash sobra. Após a explosão do Acelerador de Partículas seria natural que a larga maioria dos afetados não teriam a boa índole de Barry Allen, então para dar o tom episódico da série, eles aparecem para causar aventuras do barulho para o pessoal dos laboratórios S.T.A.R. e para a polícia de Central City. Logicamente o nêmesis de Flash é o Flash Reverso, mas vale dar uma atenção especial para o "Capitão Frio" (Wentworth Miller) que curiosamente não têm poderes, mas tem em posse uma arma capaz de derrotar até o Flash e com idas e vindas permanece presente ao longo de uma grande parte da temporada, e pro Nuclear Man que tem uma concepção realmente interessante.

Com uma trama leve, divertida, com ótimos personagens, viagens do tempo e crossovers com Arrow mas se distanciando de qualquer comparação que possa surgir entre as duas séries. The Flash tem uma história surpreendente recheada de efeitos especiais (ver as corridas entre o Flash e o Flash Reverso é um show à parte) e é uma série obrigatória para quem gosta de ver seu herói predileto crescer e aprender o peso de sua responsabilidade, recomendadíssima para os amantes dos super-heróis em geral e até para os que torcem o nariz a ouvir essa palavra, afinal quem não gosta de assistir algo divertido e ao mesmo tempo tão heróico? 

O que passa pelos meus fones #117 - Motorhead

É fato que estamos vivenciando os últimos dias de Lemmy Kilmister, o outrora lendário e indestrutível vocalista do Motorhead vem pagando o preço do tempo e dos abusos de uma vida inteira. Não é torcer contra, é apenas uma constatação e preocupação dele querer literalmente morrer em cima do palco, como se isso fosse poético. Mas enfim, já discorri sobre isso em outro texto no Descafeinado.

O que pega aqui é que o Motorhead esse ano lançou seu vigésimo-quinto álbum chamado "Bad Magic" e apesar de não ter o mesmo brilho que lançamentos de outrora - ainda mais pela fraca voz de Lemmy -, ainda carrega essencialmente o Motorhead em cada segundo. 

É Motorhead porra!

Escuta ai "When The Sky Comes Looking For You":

Veja um sabre de luz de verdade em ação!

Bom, nem tanto...

Lembram dos caras que criaram o "martelo do Thor da vida real" que só podia ser levantado por quem era digno realmente sabia do "truque" que ele tinha? Então, na onda do Star Wars o pessoal do canal Sufficiently Advanced criou agora o "sabre de luz da vida real".

Sabemos que um sabre de luz tem que ser feito de... luz, mas como ainda não temos a tecnologia necessária para criar feixes de luz cortantes e resistentes, esse sabre de luz é feito essencialmente de chamas, quer dizer, é nada mais que um lança-chamas portátil que é acionado através de um botão.

Apesar dessa limitação que naturalmente não faz o "sabre" ter uma luz constante e nem estável, ele funciona realmente como uma arma capaz de romper bexigas e cortar papel. Não é muita coisa, mas já é um começo pra surgirem ideias de como aprimorar essa "invenção", inclusive de combustíveis que possam alterar a cor do "sabre".


A melhor versão do tema de Star Wars que você ouvirá hoje!

A trilha de Star Wars composta por John Williams é senão uma das mais marcantes e emocionantes da história do cinema, e poder revisitar essa sensação de nostalgia mais de uma década depois através de um encontro comovente entre gerações proporcionado pela estreia do sétimo filme da franquia mais amada do cinema, nos faz entender melhor como Star Wars não é apenas uma saga de filmes, mas sim uma celebração de toda a cultura nerd que amamos.

Tanto que é assim que esse grupo de apaixonados pelo heavy metal e pelo Star Wars pela alcunha de "Galactic Empire" simplesmente compuseram a melhor homenagem de toda a distante galáxia!

Confira e balance a cabeça:

Como o estresse afeta sua vida?

O estresse é um problema recorrente da vida moderna. Praticamente qualquer coisa (exceto passar margarina no pão) que fazemos na nossa vida cotidiana causa o dito cujo e dormir bem é um desafio cada vez maior, assim como quase tudo que precisamos fazer. Quem nunca se sentiu mal quando ao sentarmos pra estudar, simplesmente ler ou escrever alguma coisa, enfim, coisas que exigem concentração, por estar se sentindo "bloqueado" e improdutivo? Por exemplo, quando fico alheio ao Descafeinado por alguns dias passo exatamente por essa situação. Não sai nada!

O estresse é o mal que caminha com todos nós, e como qualquer energia que assuma o nosso controle podemos canalizá-la de uma forma altamente benéfica, fazendo com que nosso sono, nossa concentração e nossa interação social melhore. Isso porque apesar de ser uma palavra que nos aterrorize diariamente afetando nossa convivência, ela também é necessária para podermos realizar certas atividades que exigem justamente tensão e foco (sim!) como praticar esportes ou falar em público. Por outro lado, em casos exagerados ela causa além de falta de concentração, de discernimento em tomadas de decisões, mudanças de humor e perda de memória; pode causar também a temida depressão e até o mal de Alzheimer.

Esse vídeo altamente didático do TED.com, explica exatamente o que o estresse é capaz de fazer em nosso cérebro e como ele afeta cada vez mais nossa vida em vez de nos beneficiar. Para começar a entender como melhorar sua vida, é preciso entender parte do seu problema. Não é falácia aquilo que sua avó dizia que dormir tarde (dormir pouco) faz mal.

Cá entre nos também, que alguém muito "zen" é chato pra caralho! xD

O que passa pelos meus fones #116 - Faith No More

Após as comemorações do meu aniversário é hora de voltar a focar um pouco mais no blog e um pouco mais no mundo da música.

Semana passa o Faith No More lançou mais um clipe do seu mais recente álbum, o surpreendente "Sol Invictus". A bola da vez é a faixa "Separation Anxiety" (será que alguém além de mim lembra do jogo do SNES do Homem-Aranha com o mesmo nome?) que foi filmado todo em preto e branco remetendo diretamente aos filmes noir dos anos 40, combinando perfeitamente com o climão da música. Confira:



Resenha Livro: O Pacto - Joe Hill


Até onde podemos confiar no próximo? Até aonde aquele que é próximo demonstra realmente ser digno de confiança? O que será que as pessoas acham de nós? "O Pacto", segundo livro de Joe Hill cutuca na ferida dessas questões e através de uma incomum história de amor traz á tona a nossa luta contra o demônio que há em cada um de nós. A alma de Ignatius "Ig" Perrish é construída pelas decepções, e isso é o que talvez torne o personagem principal tão identificável a cada um de nós, principalmente aqueles que vivenciam ou vivenciaram decepções das quais não se consegue deixar para trás.

A história de amor é baseada na relação entre Ig e Merrish Williams que se conheceram muito jovens e viveram uma história de amor que qualquer um diria que seria perfeita e cinematográfica. Porém, quem dera se a única tragédia fosse a separação. Merrish foi estuprada e morta em condições inexplicáveis e toda a culpa recaiu sobre Ig. Claro que, acredito eu, essa história não se assemelhe tanto a realidade quanto pareça, mas essa culpa que recaiu sobre Ig e que ele sabe que não a merece, simplesmente o dominou de tal forma que ele se sente rendido e fraco demais para encontrar algum sentido em sua própria vida após a morte de Merrish. Portanto, o purgatório e a solidão que Ig passou a viver se transformaram não só em algo inerente à sua condição, mas ele simplesmente passou a se conformar com essa porcaria de vida.

Após mais uma de suas bebedeiras, Ig acorda e percebe que criou chifres em suas têmporas. Logicamente a primeira coisa que ele imagina é que apenas se trata de uma alucinação por causa de sua dor de cabeça dilacerante naquela manhã e fruto de sua mente depressiva. Mas as coisas mudam quando ele percebe que os chifres detém o poder de impelir as pessoas a confessaram seus pecados e vontades mais íntimas.

Na road trip de Joe Hill narrando a fuga de Ig de seu medo, da dúvida e de suas decepções latentes em saber o que nunca saberia por causa de seus chifres, passa algo muito pessoal e dramático fazendo "O Pacto" não ser somente uma história de terror e sim um bom drama - indo na contramão do que poderia-se esperar após ler "A Estrada da Noite". Até aonde podemos lutar contras nossos demônios? Até aonde vale a pena lutar por um ideal? Vale mesmo a pena deixar-se levar pelos sentimentos e agouros da vida?

Dividido em quatro partes: Inferno, Cereja, O Predestinado e Evangelho de Mick e Keith, onde cada um trabalha com um período da vida de Ig (exceto em "O Predestinado" que foca mais em Lee), Joe Hill trabalhou em uma história não-linear indo no caminho contrário de "A Estrada da Noite". O livro se trata da luta entre o bem e o mal dentro de cada um de nós, a luta diária que não nos permite dizer o que realmente pensamos de alguém, seja ou por educação ou porque temos receio de ter julgado mal. "O Pacto" na sua forma nua e crua de narração dos fatos, traz diversos sentimentos a tona como inveja, traição, amor, dor, esperança e decepção em cada acontecimento que Ig vivencia e se recorda. Como se o par chifres tivessem lhe aberto os olhos e trazido à tona o seu real eu daquele momento perturbado de sua vida, foi de cada decepção que Ig tirou um aprendizado, como se a dor que ele vive finalmente tivesse o tornado mais forte e essa fosse uma incomum grande lição de vida a todos nós.

Fugindo da velha luta entre o bem e o mal que poderia ser, Joe Hill usou muito bem dos símbolos e metáforas aqui. Nenhum desfecho me pareceu clichê o suficiente para alçar Ig como um sobre-humano, não, Ig é sobretudo um errático ser humano que ganhou um par de chifres, desesperado por encontrar respostas para aplacar sua dor. Apesar da sua "luta" contra Lee Thorneau parecer bem simplista, o seu desfecho simplista deixa bem claro isso.

Apesar de alguns capítulos realmente modorrentos alternados com outros simplesmente emocionantes, e esse vai e vem que pode passar também a impressão de "uma quebra de clima" pra quem quer ver mais das partes da convivência trágica de Ig com seus chifres, para mim o escritor trabalhou de forma correta e mais cadenciada como deveria ser. Talvez a ponta de decepção venha de eu ter pegado o esperando algo na linha do seu livro anterior, mas após uns dias de terminar de ler "O Pacto", percebi o quanto de valor tem Joe Hill na atualidade, em que no seu apenas segundo livro ousou a ampliar seus horizontes deixando de ser um candidato a ser mais um bom escritor do gênero de terror, ao mesmo tempo em que ele se fez nos lembrar de que não é só aquele cara que é sobrinho do Stephen King. =)

WTF? Faustão narrando o trailer de Star Wars VII

É só ler por aí, a franquia Star Wars é disparada aquela franquia que mexe com mais emoções no cinema. Uns amam, outros exageram, outros criticam. Uns abraçam o pessimismo falando de que o filme não atenderá as expectativas e que o trailer não foi tudo isso, e do outro lado da força estão os empolgados tendo orgasmos porque é Star Wars e ponto final nessa porra.

Só que esquecem que o trailer de J.J. Abrams, vulgo o escolhido, é bom justamente por isso na minha opinião. Pois ele causa discussão e comoção, causa dúvidas, incertezas e maluquice. É feito de fã para fã, e afinal, o que caralhos vai acontecer no filme? Teorias não faltam e resta esperar dia 17 para receber de braços fechados a enxurrada dos spoilers que você não quer saber.

Sobre o elogiado trailer fiquei pensando, como melhorar ele ainda mais? Obviamente com uma das vozes mais marcantes e insuportáveis de todo domingo que você tem que suportar seu tio peidão. A voz de Fausto Silva.

Ô loko bixo!

Agora falta o Galvão Bueno na narração. Haja coração amigo!


Tinha que ajudar a viralizar isso. Abrace a força.

O que passa pelos meus fones #115 - Killswitch Engage

Praticamente toda e qualquer banda do cenário americano é fadada ao "ame e odeie" dos fanáticos pelo heavy metal, a modernidade exacerbada aliada a agressividade e afastada do clássico torce o nariz daqueles que lembram que o país deu origem ao famigerado nu metal nos anos 2000, defendendo a ideia de que qualquer coisa que vem de lá são várias cópias da mesma banda, como o nu metal de certa forma foi.

Entretanto de um tempo não muito recente pra cá vem surgindo muita coisa boa e consolidada, o nu metal como qualquer moda decaiu e surgiu um novo nicho tanto quanto agressivo, mas mais melodioso e aproximado do metal. Trata-se do metalcore. Bandas como Lamb Of God, Trivium e Machine Head carregam uma qualidade surpreendente e o mais importante, a singularidade entre si, o que a cada álbum as fazem superar as incertezas ainda que podem cercá-las.

O Killswitch Engage sempre me atraiu por carregar consigo um som e uma energia que nenhuma outra banda consegue reproduzir, mas faltava aquela consistência de um álbum, o que é fundamental para a gente olhar pra certa banda com outros olhos. Só que em 2013 com "Disarm The Decent" o Killswitch literalmente acelerou as guitarras e conseguiu um som ainda mais marcante, se aproximando da qualidade das três bandas citadas acima. Claro que é uma opinião pessoal. =)

Bom, o single lançado "Strength of the Mind faz parte do próximo álbum da banda que ainda não tem nome e sairá em algum momento de 2016. E para a minha felicidade e daqueles que curtiram "Disarm The Decent" tanto quanto eu, se dê por satisfeito pela banda manter a mesma pegada do cujo álbum!

Tirinhas da Semana #259

Ser babaca não é ser engraçado, viu Pânico?


Se você não mora no meio do mato, deve ter percebido que a internet foi tomada de assalto pela lamentável matéria do Pânico na Band na Comic Con Experience, causando o banimento da equipe de todas as futuras edições do evento. Bom, até aí nenhuma novidade, pois o Pânico é PhD em mandar uma bunda enorme com um par de peitos com um zé ninguém para fazer piadinhas sem graça aonde quer que aconteça um evento, mas dessa vez na CCXP passou dos limites do bom senso.

Assista a matéria abaixo caso você não tenha visto:


Primeiramente, claro que não vou ser hipócrita, humor tem sim que passar por desrespeitoso às vezes fazendo piada de algum defeito ou mesmo de algum esteriótipo, mas sobretudo tem que também se prestar a um tratamento de igualdade e de respeito. O tal bom senso. Saca o seu amigo deficiente sem uma mão da qual você tem intimidade pra dizer a ele "dá uma mão aqui?", creio que até ele faça piada consigo mesmo com a situação. Penso que humor é humor quando não se é apelativo, quando iguala a condição das pessoas, e quando não se é desrespeitoso. É difícil explicar o que é humor e qual o limite dele (nem é o caso aqui), mas temos certeza que bullying é coisa séria e preconceitos também no mundo em que vivemos.

Pode-se acompanhar na matéria várias tosquices. Além o Pânico mandar um zé ninguém chamado Lucas "Selfie" e um par de peitos pra cobrir o maior evento nerd/geek do Brasil - o que mostra a total indolência e amadorismo da produção do programa que está mais preocupado na piada e na audiência provocada pela bunda da panicat -, mostraram na matéria também uma total falta de responsabilidade e de bom senso em mexer com jovens que estão em seu ambiente de diversão tratando-os como gente infantil desprovida de inteligência e de namorado(a) simplesmente por gostarem de celebrar seus personagens da cultura pop, construindo assim para seu público na maioria adolescente a imagem de que é certo esse tratamento se eles encontrarem alguém assim na rua. Já encheu o saco essa piada do "nerd virgem" mais do que a "do pavê ou pra comê, e essa ainda é de bom senso.

Sem contar o mico mór de poder ter a honra de apertar a mão do Frank Miller, e acabar perguntando o que ele bebeu pra ter a inspiração pra criar o Batman (sendo que Bob Kane criou o personagem), me fazendo ter vontade de bater na porta da Band no Morumbi pra socar aquela mina burra. Bom, se eu fosse jornalista ou mesmo se alguém me enviasse pra fazer uma matéria iria me informar pelo menos um pouco do assunto pra não passar vergonha, começa por aí. Fora as piadinhas sem graça alguma que deixavam os próprios "entrevistados" realmente sem graça porque se percebia logo que a piada em si era só pra ofender, até o puro desrespeito de lamber uma garota por causa de seu "bronzeamento mal feito" num Cosplay (que é fantasia pra eles) bem feito da Estelar, integrante do Jovens Titãs, incitando um verdadeiro assédio moral. Aliás, gostei da resposta do Felipe Castanhari que disse não ter o ego de ficar famoso, querer aparecer, o que o Pânico sempre quer da pior forma.

Bom, acredito que para qualquer veiculação de alguma matéria televisiva é enviado alguém que entende do assunto, ou que mesmo sendo um programa humorístico em sua índole, busque minimamente apresentar ao público o ambiente a que se propõe a cobrir e que tenho certeza que grande parcela do seu público não conhece. Enfim, o Pânico nunca se levou a sério, aliás já ultrapassou o limiar do ridículo e apelativo diversas vezes, porém como programa de televisão ele tem sim alguma responsabilidade, e simplesmente se prestar a fazer humor apelando a chacotas e preconceitos não é o caminho de quem diz que procura ter alguma seriedade. 

O Omelete logo após o ocorrido soltou uma nota de repúdio ao acontecido cheia de elegância e digna de aplausos: "O Omelete, que integra a organização da CCXP, repudia com indignação a postura inaceitável do Pânico na Band porque ela desmancha esse encanto do qual depende qualquer convenção de cultura pop. Mas os cosplayers, os nerds, os gamers, os cinéfilos e os leitores de quadrinhos são maiores, mais unidos e mais fortes. E um dia o contrato social de tolerância que estabelecemos dentro dessas convenções vai se espalhar porta afora, como um coro". E o Pânico oficialmente deve apenas se pronunciar cheio de razão sobre a liberdade de expressão através do Emílio Surita nesse próximo domingo, mas revolta mesmo a parte dos repórteres e da própria produção que não está nem aí para o tipo de piada que fazem. 

Obviamente não está em jogo brincar e sim ofender, o que costumeiramente o Pânico sempre fez nas suas matérias, e que o repórter Lucas "Selfie" Maciel com suas declarações no twitter do tipo "desculpa, fiz merda" deixa transparecer: 


Não tenho nenhuma dúvida que daqui a duas semanas o assunto será esquecido e o Pânico voltará com suas matérias desrespeitosas e sem graça nenhuma procurando a fazer a alegria da audiência de milhões que vão achar perfeitamente normal tais tipos de tratamentos. Sou alguém que costuma brincar e fazer piadas sem noção, e que sim, já assistiu ao Pânico a muito tempo atrás pois dava risadas de algumas das suas atitudes sem noção. Porém o que se vê é que hoje em dia o Pânico só se sujeita a cavar sua própria sepultura com um humor louco entre seus integrantes, mas que não tem nada de inteligente ao tentar conversar decentemente com alguém. E isso não é uma declaração de um adulto, mas um jovem de 26 anos que admira a cultura nerd tanto quanto esse pessoal que foi na CCXP. é pra mim um puta orgulho o que o pessoal do Omelete está fazendo dando espaço pra que esse pessoal veja seus ídolos e sinta mais incluído em seu país.

Como a internet é rápida e revoltada, não demorou muito para que uma petição fosse criada para tentar retirar o programa do ar. Até o momento temos umas 20 mil assinaturas e o objetivo é alcançar as 70 mil. Então se você quiser assinar clique aqui.

Vamos conversar sobre o trailer do Batman vs Superman?


Na calada da noite a exemplo do trailer do Capitão América: Guerra Civil, a Warner deixou a internet em alvoroço ao soltar o segundo trailer oficial de seu arrasa quarteirão que coloca frente a frente os dois heróis do grande escalão da DC e de toda a história: Batman e Superman.

Passado o tempo que a gente pára e respira pra continuar a vida, refleti que (infelizmente) Batman vs Superman peca exatamente na atitude que o trailer de Star Wars e da Guerra Civil da Marvel não pecaram: a descrição.

No texto de ontem em que deixei bem claro meu posicionamento aliviado sobre o trailer do terceiro filme do Capitão, elogiando a atitude da Marvel em nos lembrar que além da Guerra Civil temos um terceiro filme do Capitão América, e não focando no simples caminho que era de saciar a curiosidade de quem fará parte desse ou daquele lado, se rendendo a pancadaria do Capitão e do Homem de Ferro. Em Batman vs Superman, a Warner atendeu nosso anseio de que queríamos ver mais, mas frustrou ao fazer a gente pensar no final: será que precisava mostrar tanto?

Se deixarmos os orgasmos de lado e a Gal Gadot (eta mulher linda) aparecendo finalmente no traje da Mulher Maravilha,é prestando bem atenção no trailer que vai dar pra montar mentalmente o que vai acontecer no filme. O que acontecia bem claramente no trailer dos Vingadores: A Era de Ultron, e se mostrou um erro, deixando o filme apenas bom e não tão bom quanto poderia ser.

O trailer começa com o confronto de Clark Kent e Bruce Wayne, o lado civil de cada um e que é a parte realmente legal da história pra mim, indo além da conclusão que todo mundo espera e terá - como disse, o roteiro precisa sustentar os heróis, e não ao contrario. Só que se não fosse suficiente fazer questão de lembrar do Coringa e pulando a parte do confronto de ideais que os heróis tem, o trailer falha miseravelmente ao contar que Lex Luthor manipulará totalmente a situação a seu favor e fará de tudo para derrotar o Superman. Como? Manipulando o corpo morto do General Zod para transformá-lo no vilão Apocalipse, algo que poderia ter sido muito bem deixado entre os rumores.

E para piorar, a chegada do Apocalipse unirá os dois heróis e forçará a entrada da Mulher Maravilha na jogada formando uma prévia da Liga da Justiça, deixando claro de que ela salvará o traseiro da dupla de heróis. Quer dizer, pra mim, todo o clima de suspense e de confronto que foi construído no primeiro trailer além do fator surpresa que poderíamos ter com Gal Gadot foram jogado no lixo. Por exemplo, o trailer deixou claro de que ela ia lutar ao lado da dupla e não deixando no ar SE ELA IRIA FAZER ISSO. No fundo, sabemos que eles iriam formar com eles um embrião da Liga da Justiça no filme e não precisa ser muito inteligente para fazer essa relação entre bilheteria e "liberdade poética" que as produções cinematográficas tomam, contudo, revelar que ela vai tomar essa atitude tira o brilho de descobrirmos o porque que ela fará isso. É como revelar o desfecho de um personagem, não tem porquês nem comos, e sim respostas.

Acredito que o evento maior do filme tenha que se sobrepor aos heróis, afinal, se queremos ver pancadaria entre eles que se façam curtas de vinte minutos. É necessário ter uma história que sustente todos esses grandes personagens e Batman vs Superman quebrou isso, deixou de lado a questão política e moral que o próprio filme se sustentou em seu primeiro trailer.

Batman vs Superman é uma peça marketeira desde sua concepção, assim como os Vingadores e a Liga da Justiça e praticamente qualquer filme deste tamanho, e isso é uma puta responsabilidade nas mãos. Sabemos que as adaptações cinematográficas dos heróis são focadas naqueles 90% que vão ao cinema porque Batman e Superman estarão na mesma tela, só que para a galera mais inteirada isso não é o suficiente, e brincar com esse povo é brincar com fogo. É essa a galera que alimenta todo o hype que faz esses 90% serem arrastados para as salas de cinema, então imagine críticas negativas sobre sua maior peça de marketing em anos? Convenhamos, todo cuidado é pouco se tratando da Warner/DC. A Marvel tem uma história consagrada, a Warner/DC não.

Zack Snyder apesar de toda liberdade criativa que tem pode ter uma parcela de culpa, mas a cagada é principalmente da Warner que quis atender ao anseio de fanáticos como nós, acabou se empolgando com a peça de marketing que é um trailer, entregou de mão beijada muito mais do que deveria ter sido mostrado, como se desse um tipo de resposta a Marvel para os decepcionados de plantão. E isso foi como marcar um gol contra, amigo... A história que foi passada é que o cientista maluco (Lex) cria o monstrengo (Apocalipse), joga contra os heróis, faz eles virarem amiguinhos para combatê-lo junto com a Mulher Maravilha que aparece para salvar as suas peles e derrotar Luthor. O filme tem que ser muito mais que isso saca? E sacar tudo isso no trailer é decepcionante.

Mas calma, o filme vai ser foda, eu confio em Zack Snyder, confio no tratamento da Warner. Mas Waner, não basta deixar tudo grandioso e estrondoso ok? :)

O que passa pelos meus fones #114 - Dream Theater

Depois de uma longa pausa, uma das grandes bandas do cenário do metal está de volta!

Em algum momento no início de 2016 a banda lançará o duplo "The Astonishing", e tal qual a data exata do lançamento assim como os detalhes acerca do conceito geral do álbum serão divulgadas em breve. Enquanto isso a banda soltou hoje em seu canal no Você Tubo o primeiro single chamado "The Gift Of Music".

A música soa pouco inspirada e me decepcionei, mas é como disse na resenha do álbum passado: não só Mike Portnoy deixa claro a falta que faz, mas fica claro também que o Dream Theater seguiu seu caminho buscando uma cara própria que agradará ou desagradará muita gente. "The Gift Of Music" não foge a essa regra. Deixando mais uma vez clara os direcionamentos musicais que Portnoy e o resto tinham sobre a banda, pessoalmente eu torço que "The Gift Of Music" seja um ponto fora da curva pois eu vi o Dream Theater fazer muito melhor. Faixas não faltarão, afinal será um disco duplo.

E é só eu que não suporto essa bateria em MIDI que a banda inventou?

Sobre o trailer do Capitão América: Guerra Civil: A Marvel acertou (por enquanto).

Esse pôster não é oficial, mas bem que poderia ser!
Dá pra falar muita coisa do trailer do aguardado trailer do terceiro filme do Capitão América: Guerra Civil, mas acho mais acertado dizer que a Marvel aprendeu com seus erros.

A enxurrada de fotos e trailers do Vingadores: A Era de Ultron saciou a ansiedade dos fãs, contudo cavou a própria sepultura do filme: já sabíamos de tudo. Já sabíamos de cada movimento, do que espera, do andamento do roteiro, da luta do Hulkbuster contra o grandão verde, até dava pra saber como o Thor iria sumir por um tempo e não só pra onde ele iria... só não sabíamos da morte do Mercúrio e pra onde ia o Hulk.

Para deixar claro, eu gostei bastante do filme e ele é importante para entender o andamento do Universo Marvel, dos fatos e consequências que se mostram nesse filme do Capitão América que dá pra chamar de um Vingadores 2,5 por assim dizer. Mas sinto dizer, fora o "evento" orgásmico que é assistir um filme dos Vingadores, infelizmente como um filme ele é dispensável em si. Não tem o frescor de novidade do primeiro e nem a imprevisibilidade que um segundo filme de qualquer franquia pede.

Trailers são um problema no mundo atual e na internet que não perdoa falta de novidades, e penso que cada vez mais produtores e diretores tem que saber trabalhar com isso. Quando a gente fala que dá pra resumir um filme somente pelo trailer não é um exagero e não é porque um filme é necessariamente ruim, os trailers deixaram de ter aquele braço forte de mistério e curiosidade na divulgação pra um simples amontoado de trechos que no final das contas acabam contando o filme. Até hoje fico pensando em como pôde a Paramount entregar de lambuja o plot twist de que John Connor era um Exterminador. Não é à toa que o filme foi um fracasso e os outros Terminators planejados foram engavetados.

Teasers de teasers, teasers trailers, trailers 1, 2 e 3, a divulgação de centenas de fotos do set... A moral da história é que se eles, e você principalmente, não souber como trabalhar com esse tanto de material que é enfiado guela abaixo nos Facebooks alheios, qualquer filme acaba perdendo a graça. Levante a mão quem admite que foi ver no cinema Vingadores: A Era de Ultron muito mais pelo "evento" e pela ansiedade do que de vontade própria. Pois é, imaginei sua resposta. E ah, antes que você diga que os filmes de heróis tem que ser fiéis aos quadrinhos, a minha resposta é não, não tem que ser. Esse é o fator surpresa que nos faz querer acompanhar os filmes do estúdio, não são simplesmente os heróis.

Talvez eles aprenderam com J.J. Abrams e seu Star Wars que a cada sinal de vida enche os corações de todos, nesse trailer eles souberam trabalhar com a ansiedade dos fãs sem entregar o que eu queria, e souberam fazer mistério sem a ansiedade natural de mostrar a dezena de personagens que fazem parte desse jogo, algo que vimos no segundo filme dos Vingadores. Soube deixar claro que este filme é do bandeiroso e não uma espécie de Vingadores 2,5 pela quantidade de personagens que o filme terá. O show é do Capitão e fico muito feliz com isso.

Não viu ainda o trailer? Ah, faça o favor...



Com um trailer muito mais comedido falando sobre toda a merda que rolou nos dois filmes dos Vingadores, e no próprio Capitão América: Soldado Invernal, que refletia bem a quebra dos conceitos que o Capitão tinha sobre o seu país e o mundo, a Guerra Civil vai muito além da simples pancadaria que muitos esperavam nesse trailer. Entra no teor atual da insegurança política, da incerteza da população sobre quem as protege e da interpretação da liberdade contraposta por Tony Stark e Steve Rogers.

Sobre isso, vi uma postagem hoje em meu Facebook criticando quem defende a liberação das armas e que é um assunto que vai bem de encontro com o limiar entre a invasão pessoal causada pela limitação da liberdade e que contrapõe justamente com a necessidade de segurança, tema do filme. A pergunta é: porque eu não posso ter a liberdade de escolha em não ter uma arma? E a resposta mais simples é: porque tem muitos idiotas. Imagine a polícia que nos defende (mal inclusive) ter que nos defender de nós mesmos? Imagine o número de idiotas que farão o que bem entendem porque tem uma arma nas mãos e o quanto de pessoas irão ferir de forma gratuita? Já temos facas em casa, então iamgine armas de fogo? Já dizia Tio Ben que grandes poderes requerem grandes responsabilidades e é natural que pela segurança, a gente queira que há limites. Governos só existem justamente por isso, para cada um não fazer o que bem entende.

Tony Stark sofreu muito com isso, vimos em Homem de Ferro 3 e nos dois Vingadores o que a liberdade, mesmo que usada em favor da correção e da vida, causou, provocando sua queda em seu terceiro filme e o que sua ambição desenfreada na criação de uma inteligência artificial como Ultron causou levando um país inteiro pelos ares. Ele da forma mais dura abriu mão da sua liberdade e entendeu que devem ter limites, e que ele não soube impor limites.

Já Steve Rodgers se ausentou do mundo por setenta longos anos, o choque cultural não foi só quando ele saiu na Times Square e viu todos aqueles painéis luminosos que não existiam na década em que ele conhecia, mas em perceber que o mundo não é mais aquele em que ele simplesmente se vestia com a bandeira americana e dava umas porradas no Hitler para agradar a nação, não, as coisas não são mais tão simples. Acompanhamos isso em Soldado Invernal quando ele viu a S.H.I.E.L.D. se desintegrar em seus pés, e quando ele se viu desprotegido e tratado como um mero justiceiro combatendo aquele que fora seu grande amigo.

Capitão América: Guerra Civil se trata desse conflito e o trailer mostrou bem isso na minha opinião, deixando claro de quem é o filme e o tesão de fã de querer ver logo o Capitão quebrar o pau com o Homem de Ferro, o que atrapalha qualquer produção (que diria The Walking Dead). O filme não se trata só disso, não é só isso.

Parabéns Marvel!

E ah, tenhamos paciência. =D

O que passa pelos meus fones #113 - Megadeth

O que passa pelos meus fones #113 - Megadeth
Faz tempo que o Mustaine e amigos, vulgo Megadeth, lançou "Endgame" que na minh humilde opinião foi o ápice da banda em pelo menos vinte anos, mas como nada é para sempre (ainda mais tendo Mustaine no meio) infelizmente a dupla com Chris Broderick, que deu cria a quatro álbuns, se separou. Não sei se Mustaine busca algo nobre, pensando que na sua banda todos fazem parte de um ciclo e que é natural a substituição, contudo, sabemos bem como o líder é um cabeçudo no bom português.

A real é que desde a chegada do nosso querido Kiko Loureiro nas seis cordas espera-se muito do Megadeth e eu me mordo de curiosidade para ver como eles vão soar. Aos poucos esse quebra-cabeça vai sendo revelado, e já dá pra ter uma ideia do que vem por aí em "Dystopia" a ser lançado oficialmente em 22 de janeiro do ano que vem.

"The Threat Is Real" tem fortes influências do clássico "Countdown For Extinction", e esse é um bom caminho, convenhamos. Confira:



Tirinhas da Semana #257