Tirinhas da Semana #198

Resenha Livro: Drácula (Bram Stoker)

Para comemorar esse dia 31 de outubro de Halloween, vou resenhar para vocês uma das melhores experiências na literatura que tive e um dos principais livros que tiveram a missão de definir o mito de terror dos vampiros.

Tão fundamental quanto necessária para fãs de vampiros, esta obra de terror gótico atemporal do romancista irlandês Abraham "Bram" Stoker foi a responsável direta por influenciar absolutamente tudo o que conhecemos da mitologia desses seres. Stoker não inventou o vampiro, apenas se inspirou na figura de Vlad III - O Empalador, mas somente foi após "Drácula" que o mito se solidificou e inspirou várias outras obras e adaptações ao longo do século XX, como teatro e cinema - este último que teve em 1992 uma adaptação por Francis Ford Coppola. Então muito antes de Crepúsculos e derivados, de vampiros sexys que brilham, amam e se socializam, mostrando poder, força e riqueza, lembre-se que Bram Stoker começou tudo isso, e que ler essa obra se torna fundamental pra quem quer entender como se iniciou a força desse mito.

Apesar de a história original ter sofrido muitas licenças poéticas ao longo dos anos, a história basicamente todos conhecem.

Jonathan Harker, um jovem advogado enviado ao castelo do Conde Drácula na região da Transilvânia, que está interessado em adquirir algumas propriedades em Londres. No entanto, Jonathan nota não só a estranheza do ambiente que o cerca, mas como do próprio anfitrião, e logo sua condição de prisioneiro se torna evidente com lembranças e situações horrendas que Jonathan nem quer recordar,

Jonathan tem uma noiva chamada Mina Murray, da qual frequentemente se comunica. Em Londres e finalmente libertado da situação horrenda da qual sobreviveu, Jonathan acaba por trazer consigo seu pesadelo: Conde Drácula, e seus caminhos acabam se cruzando na figura da melhor amiga de Mina, Lucy Wenstenra, que em um de seus ataques de sonambulismo é atacada pelo vampiro e se transforma na criatura. É aí a principal diferença do livro de Bram Stoker e a adaptação de Coppola. Apesar de bem fiel (adoro esse filme), Drácula vai a Londres atrás de Mina com o intuito de reavivar o amor encarnado que um tem pelo outro, e este acaba sendo seu motor de ação. Quando no livro, Drácula é mantido apenas pela sede de vingança pelos seres humanos, uma alma sem redenção, um monstro.

"Seja bem-vindo a minha casa – repetiu – , entre livremente, regresse são e salvo e deixe aqui um pouco da felicidade que traz consigo.” (pág. 22)
Antes de Lucy se transformar, foi lentamente apresentando diversos sintomas muito estranhos como palidez e dois enigmáticos orifícios no seu pescoço. Então os seus amigos, notoriamente aterrorizados pela suposta doença, o Dr. Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, recorrem ao auxílio do Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista reconhecido da época, famoso pelos seus métodos nem um pouco ortodoxos e especialista no mundo sobrenatural. Sabedoria essa que lhe apresenta o triste e sombrio diagnóstico: ela foi mordida pelo Conde Drácula.

Narrado em forma epistolar, que dizer, em formato de diário que dá vozes ao seus personagens, o romance tem um ritmo ainda único nos tempos atuais tratando do que o vampiro representa, e não como um simples personagem ativo de uma história, Drácula não faz parte disso, ele é somente um monstro sem alma. Simples assim. Essa denotação mais simplória do mito para os leitores mais novos acostumados ao vampiro mais introspectivo (que graças a Anne Rice se tornou famoso) inserido numa trama de ação e romance, é quase que uma certeza de decepção. Mas é como disse, essa obra é o ponto zero, é o que definiu o mito, então essa obra de 1897 é mais que fundamental para quem quer entendê-lo melhor e entender sua origem sem os anseios mais modernos de hoje em dia.

Apesar de relacionarem o mito do vampiro comumente ao terror, tanto que sua face enfeita festas de Halloween pelo mundo, o clássico livro de Stoker não se trata especificamente de uma obra do gênero. Bram Stoker não escreveu uma obra assustadora, mas o ar gótico de apreensão e horror diante ao monstro está impregnada em cada página e em cada palavra, forma documental essa, que no final das contas só serve para solidificar esse sentimento em cada um que lê a obra.

Entre relatos assustadores e personagens cercados pelo de medo e terror. Drácula é livro de cabeceira para qualquer amante da literatura, e obviamente para qualquer um que queira se iniciar ou se interesse pelos tão famosos mitos fascinantes dos vampiros modernos. Em suma, o ritmo mais lento que não tem em Drácula como vilão mortal e sangrento que poderia me desagradar, apenas fez por me apaixonar mais pela literatura.

"O Coração Revelador" por Edgar Allan Poe

"O Coração Revelador" por Edgar Allan Poe
Este pequeno curta animado de 1953 produzido pela Columbia Pictures, narra mais um conto fantástico de Edgar Allan Poe, que na sua simplicidade enigmática de suas palavras e de seus personagens, nos deixa perplexos na leitura de seus contos,

Muito bem narrado, "The Tell Tale Heart" ou "O Coração Revelador" é a história de um louco anônimo, que não aguentava mais olhar para o olho cego de um velho. Um louco que como todos nós, acreditava estar são.

Nada melhor para comemorar a data do Halloween.

O que passa pelos meus fones #85 - Temple of the Dog

O que passa pelos meus fones #85 - Temple of the Dog
Dessa vez a seção não é dedicada a uma novidade, mas sim a uma celebração.

O Temple of the Dog foi uma banda do comecinho dos anos 90 capitaneada por Chris Cornell. E como toda banda da época, ela é vinda de Seattle e foi formada para apenas um álbum como homenagem a Andrew Wood, amigo de Chris e vocalista do Mother Love Bone que faleceu antes mesmo do lançamento do debut de sua banda decorrente a uma overdose de heroína. Como participação especial, Chris convidou Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, para um dueto na bela música "Hunger Strike", single e a música mais famosa na curta vida da banda.

No concerto "Bridge Benefit Concert" em Mountain View, evento totalmente acústico realizado anualmente por Neil Young na escola de Bridge, Chris e Eddie subiram ao palco no último dia 25 para relembrar os tempos áureos da parceria em "Hunger Strike" e você pode conferir o resultado abaixo:

Quem viveu intensamente os anos 90 e o nascimento da MTV tem essa música como de infância. Sou de 1988 e era bebê nessa época, mas a música por anos perdurou nas paradas, assim foi inevitável não ter boas lembranças com essa música. =)

Marvel vs DC? Finalmente temos dois lados nessa história

Amigo, que época pra ser nerd! São nada menos que 20 filmes baseados em quadrinhos até 2020!

Se você não mora no esgoto que nem as Tartatugas Ninja e nem mora no meio da floresta que nem o Tarzan, sabe muito bem que a DC anunciou na semana retrasada seu calendário de filmes até 2020, Incluindo não só o já conhecido Batman vs Superman, mas como uma resposta pra Marvel (finalmente) na expansão de seu time de super-heróis com filmes da Mulher Maravilha, Flash, Aquaman, Shazam, Ciborgue, um reboot do Lanterna Verde e consequentemente novos filmes do Super-Homem e Batman em algum próximo ano. Teremos finalmente o filme da Liga da Justiça e sua sequência. Será que a DC consegue igualar o jogo?


E essa semana, precisamente ontem, a Marvel soltou seu calendário de filmes até 2019, e que resposta!


Além do consequente Guardiões da Galáxia 2, teremos a estreia dos novatos Doutor Estranho - que introduz o conceito do paranormal no Universo da editora -, Pantera Negra, Inumanos - como os potenciais mutantes do Universo Marvel -, da Capitã Marvel - a primeira super-heroína a desembarcar nos cinemas. Além do terceiro filme do Thor cobrindo a saga Ragnarok que é simplesmente o Apocalipse nórdico, e do terceiro Capitão América que terá a já anunciada Guerra Civil que continua com seu tom político agora baseando-se numa das sagas mais famosas da editora, com o embate de Steve Rogers e Tony Stark numa luta de ideologias envolvendo o governo. Mas a cereja do bolo é o terceiro filme dos Vingadores causando furor, não só por ser em duas partes, mas também por finalmente colocar os Vingadores em frente a uma verdadeira ameaça: Thanos. Será que os Vingadores vão atrás de Thanos no espaço e uma união com os Guardiões da Galáxia vem por aí? E nesse calendário vai saber se teremos um novo Homem Formiga nesse meio tempo, o segundo Doutor Estranho, o próprio Pantera Negra 2. Tudo depende do sucesso desses filmes.

Arte do herói divulgada ontem

Ufa!

Bom, finalmente temos o jogo igualado entra a Marvel e a DC no quesito cinema, claro que não no sucesso, afinal a Marvel tem seu Universo bem estabelecido com expansão até para a TV, e proporcionando a editora a arriscar a vontade, ainda mais agora com o excelente Guardiões da Galáxia que sozinho faturou US$ 700 milhões. Já a DC começa a engatinhar pelo mesmo caminho e apesar de um certo furor, ainda não sabemos exatamente o potencial da editora de adaptar junto com a Warner seu time de heróis na telona, e planejar com clareza seus passos futuros - coisa que a Marvel conseguiu atingir a ponto de planejar seus passos para os próximos 5 anos e vai saber para os próximos 10.

Mas sendo breve, para mim a principal diferença de um editora para o outro é: marketing. Ok que você DCnauta pode me dizer que não tem como comparar a editora com a Marvel, afinal ela já tem seu Universo muito bem estabelecido a anos e consequentemente causa e causaria um furor maior em qualquer anúncio que faria. No entanto, a Warner/DC fez seus anúncios sem grande alarde para um grupo fechado de seus acionistas, enquanto que a Marvel simplesmente fez um evento para anunciar seus próximos filmes. Não só chamando seu principal homem chamado Robert Downey Jr e tendo o cabeça da editora nos cinemas, Kevin Feige; mas divulgando teaser dos Vingadores 3, apresentando atores ao grande público (como Chadwick Boseman como Pantera Negra), e artes para cada um dos filmes a serem anunciados. Enquanto a DC somente divulgou seu calendário de forma bem rudimentar e simples, sem liberar nenhum teaser ou imagem; anunciando atores (como Jason Momoa para interpretar o Aquaman), mas não apresentando os mesmos ao grande público. Vê a diferença de tratamento? Talvez se a DC seguisse por esse mesmo caminho poderia não ter causado o mesmo rebuliço que a Marvel causou ontem, mas que conseguiria balançar o muito mais mundo nerd, isso conseguiria. A Marvel conseguiu o triplo, tanto que estamos falando nisso até agora


Ok, isso dá a entender (espero) de que a DC planeja uma grande surpresa. Mas não procurar seguir os bem sucedidos passos da Marvel nesse início, acaba por deixar a DC um pouco na surdina. Resumindo, foi o triplo de empolgação com os anúncios da Marvel e um "vamos ver" com os filmes da DC. É quase que a DC dizer que planeja, mas não fez nada. Acho que o objetivo é atiçar a curiosidade de seu público, e a DC precisa colocar os holofotes também para si, e isso é algo que a Marvel faz magistralmente, sabendo até trabalhar com os boatos e teorias que surgem sobre seu próprio Universo.

O teaser dos "Vingadores: Era de Ultron" vazou? Não tem problema, agora colocamos ele completo pra vocês verem.


Creio que DC aposta em um público mais adulto, aposta em se relacionar com a velha infância e a nova infância com seus super-heróis. Ela sabe de seu poder de seus super-heróis e sabe o quão marcante foi, por exemplo, o desenho dos Superamigos na infância desse público, Algo que seria crível para a editora se diferenciar dos filmes da Marvel, adotando um tom mais sério e mais dramático para seus heróis seguindo o caminho que vimos com o Batman de Christopher Nolan e o Super-Homem de Zack Snyder. O desafio para a DC é apagar da imagem filmes como Lanterna Verde que fazem duvidar da capacidade da Warner de sustentar esses universo todo de filmes.

Simplesmente vivemos a era de ouro dos super-heróis no cinema. Sofrem nossos bolsos e abre um precedente para uma saturação do gênero - o que não acredito. Filme de super-herói virou um gênero como filmes de ação e de comédia e será quase impossível o público enjoar disso, mesmo o público casual. A certeza é que teremos pelos próximos seis anos uma enxurrada de filmes com heróis que atraem todos os gostos, acirrando a guerra entre as editoras e aumentando a curiosidade de quem ainda não conhece esse mundo fascinante que os quadrinhos tem de contar histórias.

A pergunta que fica é: e a Fox com o X-Men e o Quarteto Fantástico, com o primeiro bem estabelecido e o segundo um provável fracasso; e a Sony com o seu Homem-Aranha que rendeu um reboot desesperado e mediano, as produtoras tem o cacife e os culhões suficientes pra manter os heróis na ativa e com qualidade com duas gigantes como vizinhas? De certo, é que quanto mais concorrência melhor, tanto que a Fox tomou vergonha e nos entregou um bom filme dos mutantes capaz de estar diante aos filmes da Marvel. Já a Sony... melhor devolver o Homem-Aranha a Marvel.

Viva a República Democrática Bolivariana Capitalista!



Vou ser rápido como a apuração. Nunca escrevi tanta coisa sobre política e tô de saco cheio.

Primeiramente eu não tolero de forma nenhuma a falta de educação (pra dizer o mínimo) que muitos daqui de SP tem com os nordestinos, povo que construiu e limpa todos os dias as cadeiras acolchoadas que ricaços de narizes empinados usam. Acho que a falta de água é um tipo de castigo merecido, porque talvez a gente dê mais valor ao que nós temos e ao nosso passado.

"Segundamente", foi baixo, mas a Dilma, graças a esse povo, ganhou a campanha usando do medo e da ameaça do fim do bolsa-família e muitos outros benefícios sociais (e talvez ela tenha prometido uma Copa) que a eleição da oposição supostamente causaria. Propaganda mais que suficiente pra encobrir muita coisa, fazendo valer o real sentimento: "Se o governo dá dinheiro pra mim, tá bom". Só não vale reclamar depois ok? Resumindo, o mérito do PT foi saber falar diretamente com o povo, já o PSDB falou com as câmeras - na boa, apelar pra apoio de artista e do Neymar na reta final da eleição é um trunfo extremamente merda pra vitória.

Então, na dúvida que lá no fundo me cercava no domingo, restava a mim ir pelo caminho tão simplista quanto ignorante da pseudo-filosofia do anti-petismo? Contudo, repensando, o Aécio não ganhou da Dilma em seu próprio estado no primeiro turno, então vai saber né... Por quê iria votar nele se o povo de MG nem quero vê-lo de perto? Acho que é tudo farinha do mesmo saco como toda política que conhecemos. Provavelmente por isso na hora H eu tenha batido o pé e votado nulo. No fundo, foda-se a mudança, não queria queimar minha mão por um candidato da qual não sentia confiança. Era ficar quieto pra não falar merda e não ter direito pra reclamar depois, ou ter, dependendo do ponto de vista. O choro é livre e enche represa.

A moral da história? É que com esse barraco do sujo falando do mal lavado (e brasileiro adora um barraco), afloraram-se os mais deploráveis sentimentos escondidos do brasileiro: como ódio, intolerância, preconceito, estupidez, falta de educação e ignorância. Vide o preconceito que reapareceu contra os nordestinos e o quebra-quebra do "partido do povo" contra a sede da Veja. Os sentimentos que só a política, religião e futebol são capazes de aflorar; e pensando com meus botões, talvez o povo tenha se tornado tão ignorante em pensar que não se discutem esses assuntos.

O povo vaia, xinga e protesta, mas na hora crucial sempre olha pro seu próprio umbigo... Então acho que era melhor colocar o Maluf de presidente pra chutar o balde, tipo pra ver se ele morre logo.

Sem o tal debate de ideias que era o que mais interessava, mesmo que a Dilma não se expresse muito bem e o Aécio tenha uma oratória já treinada, no final das contagens e dos projetos, os dois partidos não uniram o Brasil, separaram. Sendo exagerado, não me surpreende que um dia tudo se exploda numa guerra civil, afinal, o Brasil é um país de muitas culturas pra não se dividir. De teste, deviam colocar um plebiscito pra ver como não sou louco.

Oras, "vamos olhar para frente, e não para trás", mas nesse país cercado de corrupção "sacomé"... A política parece nos prender em um grande feitiço do tempo.

Você está eliminado candidato!


Nessa disputa de colégio protagonizada por Dilma e Aécio, sinceramente prefiro assumir nenhum lado. Assim, fora de discussões partidárias e descerebradas de pessoas que a cada quatro anos vestem a camisa azul ou vermelha de um partido como se fossem torcidas organizadas de futebol, a neutralidade acaba me fazendo perceber certas coisas que militantes afora se recusariam a ver.

O governo do PT inquestionavelmente alcançou avanços sociais importantes, contudo, vendem um país que eu não vivo. De avanço, seguro, sem inflação e cheio de saúde, tanto financeira e nos hospitais; e não é assim.

Na minha neutralidade, sou obrigado a reconhecer que a campanha do PT se aproveita dos benefícios que os seus projetos sociais teve ao povo mais pobre, e logo, desinformado. No balanço final dessa eleições, o marketeiro do partido ficou mais famoso até que a própria Dilma. Para ele, seja Aécio ou Jesus Cristo, é sempre possível demonizar a sua imagem. A campanha do terror, do medo e da ameaça protagonizada pela "presidenta", da desconstrução de imagens e de fantasia em certos momentos, no povo mais desinformado, e logo, mais influenciável, é e sempre será a arma mais poderosa para a perpetuação do poder. O marketeiro do partido sabe que essa é a chave pra vitória.

É só dizer a tal povo sofrido: "Se você não votar em mim, vai acabar tudo de bom que você tem". Por isso a Dilma vai acabar ganhando, e não porque o PT tem as melhores propostas para melhorar o Brasil. Triste. Depois quando digo que o Bolsa Família é uma esmola sou playboy, mas em todas as cidades mais beneficiadas a Dilma vence estourado. Influência tem e é cego quem não vê. Incentivos além do dinheiro na mão são poucos, então quem me garante que não há uma compra de votos indireta?

Influenciado pelas pesquisas que todo dia saem na televisão, o povo brasileiro é um povo... burro. É curioso que grande parte dos mesmos que a cerca de um ano atrás protestavam ou simplesmente apoiavam o ato contra o governo da "presidenta", e hoje, cada vez mais cresce a aprovação do atual governo de acordo com as pesquisas. É ainda mais curioso que, na mesma eleição, o Alckmin foi reeleito em São Paulo no primeiro turno mesmo com toda a petulância sobre a crise da água, corrupção, força excessiva policial, e os tais 20 centavos que motivaram os protestos. O que mudou desse ano para cá? Não precisávamos da mudança?! Pois é, nada mudou. O protesto nunca é nas urnas. O jogo é PT e PSDB.

Não votei no primeiro turno, e não vou votar. Prefiro ser um inútil e ficar calado do que abrir a boca a favor do que eu não acredito. Talvez se o povo agisse assim demonstrasse realmente em o que acredita: em ninguém.

Trocaria o "seu tempo candidato(a)" por "você está eliminado candidato(a)".

A outra face dos personagens dos vídeo-games

Vídeo-games para nós significam alegria, diversão e entretenimento garantido. Os personagens que tanto adoramos estão sempre num mundo envolto em obscuridade, cheio de criaturas e perigos a desafiar-lhes. No entanto, estão sempre de bom humor para a próxima e próxima vez. Mas e se não fosse assim?

Sabe viver a mesma vida sempre, saber que no fundo não escapará daquele destino cruel, sentir-se solitário e perdido diante a imensidão do mundo? Ninguém consegue fugir de seu passado ou deixar de lado o desejo de querer ficar sozinho consigo mesmo. Ei... peraí... isso parece nós mesmos! 

Então o artista Chris Hemsworth com bom humor e uma dose de criatividade, resolveu ilustrar essa aura depressiva que atacou alguns dos nossos queridos personagens dos vídeo-games.  

Mais algum pra entrar pra lista?

Eu me sinto tão perdido

Ninguém conseguirá me libertar da prisão da minha própria mente

Tudo que queria era que me deixassem sozinho

Nada para as vozes!

Não consigo correr co meu passado

Não há bomba que equalize o tamanho da minha raiva

Eu estou sempre decepcionado

E isso aconteceria se os Simpsons tivessem universos paralelos

E isso aconteceria se os Simpsons tivessem universos paralelos
O 26ª temporada dos Simpsons está rolando e como tradicionalmente ocorre todos os anos, o episódio do Dia das Bruxas traz várias surpresas.

As aberturas dos episódios dos Simpsons se não estão lá com sua criatividade lá no alto (nem os episódios), elas com certeza são muito bem sacadas e é comum usarem temas do mundo nerd.

Nesse episódio “Treehouse of Horror”, a Lisa trouxe um pensamento bastante interessante: "Eu tive um pensamento preocupante. Se pudesse haver duas encarnações de ‘Os Simpsons’, por que não poderia alguma entidade de marketing produzir milhões de outros?”

Pois é... Em seguida aparecem diversas dimensões com os Simpsons encarnando personagens de outras produções, como os filmes da Pixar, A Hora da Aventura, South Park, Lego... Confiram!

Comparando as duas franquias do Homem-Aranha e a do Sam Raimi é bem melhor!


Faz 12 anos, DOZE, que o primeiro Homem-Aranha dirigido por Sam Raimi saiu nos cinemas, e esse junto ao X-Men de Bryan Singer foi considerado por muitos, e por mim, o ponto de partida para o Universo Marvel e o futuro Universo DC que estarão nas telonas logo logo. É, estamos ficando velhos.

Apesar de ter tido ótimos lucros e ter fechado uma trilogia de forma até respeitável, apesar do terceiro ser bem mediano, exatamente dez anos depois os executivos da Marvel vislumbraram que um quarto filme não sairia. Os principais astros e o diretor não chegavam a um acordo com a produtora e o roteiro não avançava. Para solucionar esse problema e para não correr os riscos de perder o herói-ovos-de-ouro em contrato com a Marvel (calma que explico isso mais pra frente), resolveu "rebootar" o personagem, ou seja, recontar sua história novamente. O resultado foi "O Espetacular Homem-Aranha". Dirigido por Marc Webb e mais baseado no universo Ultimate da editora, tem um Peter Parker mais jovem, mais moderno, e um Andrew Garfield que encarnou um Aranha mais cômico do que o nosso amigo Tobey Maguire. 

Porém, antes que alguém me xingue perguntando o que são esses tais direitos, vou explicar. 

A Marvel, sim, a grande Marvel, passou por uma grave crise financeira sem precedentes nos anos 90, o que a obrigou a empresa vender os direitos de seus personagens a outros estúdios para descolar uma graninha e conseguir uns direitos sobre os lucros dos filmes de seus personagens. De lá para cá pela New-Line Cinema tivemos a adaptação de Blade: O Caçador de Vampiros, e daí as produtoras viram o potencial das adaptações de HQs no cinema. Então atualmente o Homem-Aranha ainda pertence a Sony e o X-Men e Quarteto Fantástico a Fox, Porém muitos outros personagens da editora, como Motoqueiro Fantasma, Elektra e Demolidor tiveram suas adaptações realizadas e outros como Capitão América nem chegaram a ver a luz do dia. Foi aí que o jogo virou. 

Dado a péssima recepção do público as péssimas adaptações que os estúdios realizavam, e aproveitando que muitos personagens nem tiveram filmes realizados por essas produtoras, a Marvel em 2006 resolveu fazer o próprio jogo sozinha. E foi aí que surgiu o Homem de Ferro e o resto todo mundo conhece, mas o ponto que quero chegar é: o que daria em contrato uma extensão dos direitos sobre os personagens que a Marvel cedeu é se o estúdio, a Fox por exemplo, fizesse um filme sobre ele dentro de um prazo de alguns anos, se passasse esse prao os direitos voltariam automaticamente para a editora. O que aconteceu com Demolidor por exemplo, e foi por isso que a Sony se obrigou a fazer um reboot de seu principal personagem. Tudo são lucros,

O Homem-Aranha de Sam Raimi, como disse, começou (junto com Blade e X-Men) o lance todo do que conhecemos hoje dos filmes de super-heróis, e se temos um Universo Marvel para nos agradar hoje, primeiramente devemos agradecer a Sony e a Fox (produtora de X-Men) por se arriscarem nesse nicho. Se hoje apedrejamos as duas empresas (com justiça) por asfixiarem e ridicularizarem personagens da Marvel da qual adquiriram diretos, como Demolidor, Motoqueiro Fantasma, Elektra e Quarteto Fantástico. Foram exatamente essas produtoras que nos entregaram filmes de qualidade que guardamos com carinho em nossas lembranças, como é o caso do Homem-Aranha e sua sequência (não o terceiro). Sejamos justos.

A história todos conhecem. Peter Parker (Tobey Maguire) é um jovem muito estudioso que mora com seus tios, Ben (Cliff Robertson) e May (Rosemary Harris), desde que seus pais faleceram. Inteligente e com um grande interesse pela ciência, Peter tem dificuldade em se relacionar com seus colegas, por ser tímido e considerado um "nerd". Até que, em uma visita dele a uma demonstração científica sobre aranhas criadas geneticamente, um acidente inesperado faz com que um desses animais pique Peter. A partir de então seu corpo é quimicamente alterado pela picada da aranha, fazendo com que Peter adquira as habilidades de aranha. 

A grande sacada do personagem e o que o faz ser tão querido por todos, é que o Homem-Aranha é gente como a gente. Um pouquinho de Peter Parker está em cada nerd e um pelo menos um pouquinho da vida dele se encaixa perfeitamente do jovem comum. Estudar, gostar de uma garota mas não saber como falar com ela, trabalhar para conseguir dinheiro para impressioná-la... ter o sonho de ganhar algum poder! 

O caminho da direção de Sam Raimi foi optar por seguir a história mais tradicional do Aranha, e salvo falhas, é a história que todos conhecem e mais se identificam. Quando fui ao cinema ver Andrew Garfield no uniforme do Aranha, não senti a mesma identificação. Domingo assisti o primeiro Homem-Aranha na Globo e percebi que, apesar de assistir os dois filmes em diferentes épocas no cinema, com o filme protagonizado por Tobey Maguire tive exatamente a sensação contrária do longa com Andrew Garfield. Foi o que me motivou a escrever esse texto. 

O personagem era o mesmo, o universo era o mesmo (salve alterações), mas o fato de viver novamente a mesma história tendo ainda a primeira trilogia tão viva na mente, foi um dos fatores que provocaram essa desaprovação. Enquanto o primeiro filme com Sam Raimi foi ótimo, o primeiro com Marc Webb foi apenas razoável pra bom, o que é muito pouco pra esse herói. Isso sem contar a falta da frase clássico do Tio Ben "com grandes poderes, vem grandes responsabilidades" na versão mais nova, preferir a Mary Jane a Gwen Stacy, e o fato de o Espetacular Homem-Aranha não conseguir ter nenhum fator suficientemente diferente que o faça se diferenciar de seu irmão predecessor. 

Não assisti o segundo filme da franquia "A Ameaça de Electro" e infelizmente digo que nem tenho interesse. Só comparar com o segundo filme da franquia que o precedeu, tínhamos Dr. Octopus como vilão, cá entre nós que bem mais expressivo que o Electro, e um terceiro filme que o Duende Macabro é bem mais ameaçador que o Harry-emo-Osborn que vemos no segundo filme. Enquanto na franquia de Sam Raimi tivemos toda um desenvolvimento do personagem que nos fez entender a motivação que Harry tinha em se tornar o Duende Macabro, Marc Webb resolveu pular essa parte e jogar logo na cara o Harry tretando com o Parker. Evidentemente foi um meio encontrado pra diferenciar uma franquia da outra, afinal, seria desnecessário contar de novo a mesma história. Porém isso acabou "bagunçando" todo o desenvolvimento que o espectador casual tinha com os personagens e só reafirmou como esse "reboot" foi desnecessário, e como ele só teve motivações financeiras. 

A resposta do público tá aí nos lucros. Enquanto a Sony com seu Espetacular Homem-Aranha amarga um fracasso, a Marvel colhe os louros de todo um universo bem desenvolvido. Mas a Sony já anunciou o terceiro filme e o quarto da franquia do Aranha para 2016 e 2018 respectivamente, e ainda dois filmes para expandir seu universo: Sexteto Sinistro (formado por Dr. Octopus, Abutre, entre outros), e do anti-herói Venom. A dúvida é: como a Sony vai encaixar todos os membros do grupo na história? Ou é a derrocada da Sony obrigando-a a ceder seus direitos de volta para a Marvel (algo improvável apesar de um possível fracasso), ou o seu caminho para a redenção de seu principal personagem, Sinceramente torço para a segunda opção.

Monopólios são péssimos em qualquer meio da nossa vida, e por mais que a Warner/DC esteja aí planejando lançar seus filmes, a Marvel está anos-luz de distância dela. Portanto as únicas produtoras capazes de fazer frente a Marvel são a Sony e a Fox. Quanto mais tivermos filmes de heróis feitos por diversas produtoras, melhor. Por mais que adoraria que o Homem-Aranha voltasse para as mãos da Marvel, afinal, ele faz parte dos Vingadores em certo momento, e em vias da adaptação do arco da Guerra Civil nos cinemas a participação do Aranha se tornar quase indispensável para termos a adaptação mais fiel dos quadrinhos no cinema. A ruindade da Sony ultimamente e a Fox com sua boa recuperação no arco dos X-Men com "Primeira Classe" e "Dias de Um Futuro Esquecido", fazem a Marvel não se acomodar no seu Universo. É como um bom jogador tiver um bom reserva na sua posição. Bom, vá lá, nem tão bom assim...

Por outro lado, se a DC se estabelecer de vez nos cinemas, o papo é diferente. A Sony e a Fox inevitavelmente vão ficar como meros espectadores, e delicado é o caso da Sony, pois se o terceiro espetacular Homem Aranha e o filme do Sexteto Sinistro provarem-se fracassos, é até bem possível o estúdio se render dando de volta os direitos do Aranha à Marvel. 

Bom, tudo isso são especulações. Só sabemos que nos próximos anos acontecerá muita coisa ainda, e espero que nesse meio tempo a Sony trate melhor meu personagem querido e o que mais fez parte da minha infância. Aguardemos.

Tirinhas da Semana #196

Enquanto o futuro do Brasil está na mão de duas pessoas que se envolveram muito mais em uma briga pessoal e escolar muito mais em uma eleição. Vamos rir com as tirinhas da semana. Muito melhor!







O que passa pelos meus fones #84 - Foo Fighters

O que passa pelos meus fones #84 - Foo Fighters
O Foo Fighters sempre foi aquele tipo de banda legal, presente, com hits que embalaram as nossas vidas e da MTV sempre mostrando um bom rock. Em contrapartida, sempre foi aquela banda que a gente nunca acompanhou de perto, e eu tenho que fazer um mea culpa pois me incluía nesse meio.

Obviamente, a banda tem álbuns legais e de qualidade, e me interessei em ouvir mais atentamente sua discografia recentemente; entretanto, nenhum álbum se destacava. Apesar do talento dos integrantes e principalmente de Dave Grohl - que não sentou em cima dos louros do Nirvana e resolveu trilhar o caminho por si mesmo -, sempre senti que falta um algo a mais nos álbuns da banda. Resumindo: eles tinham bons hits em cada um dos álbuns, mas faltava consistência suficiente para eu sentir que devia ouvi-los até o fim com a mesma empolgação.

Foi então que chegou "Wasting Light" em 2011, álbum tão bom que me motivou a fazer minha primeira resenha aqui no Descafeinado! Foi o tempo da virada. Ali pra mim o Foo Fighters deixou de ser um banda com potencial para ser uma banda grande. A gravação dispensando o famigerado Pro Tools pelos equipamentos analógicos, deu aquele charme ao som e aquele sentimento de "banda de garagem" - literalmente, pois a banda gravou o álbum na garagem de Dave. Mas o mais importante: a banda foi além dos hits e apostou no resgate do bom e velho rock n' roll. Energético, com a cara do Foo Fighters. Somente isso.

Em 2014 após uma breve pausa, o Foo Fighters recentemente anunciou uma turnê pelo Brasil para janeiro de 2015, passando por Porto Alegre (21/01), São Paulo (23/01), Rio (25/01) e Belo Horizonte (28/01). E nesse clima, a banda anunciou "Sonic Highway" com lançamento previsto para 10 de novembro. Pra aplacar essa espera, a banda disponibilizou em seu canal no YouTube nessa quinta-feira (mais conhecido como dia 16) o single do novo trabalho, a faixa "Something From Nothing".

Mostrando que Dave Grohl e sua turma não param de evoluir musicalmente, com um lado até progressivo se compararmos a própria discografia, tomando um caminho que não esperava ver a banda trilhar. A faixa até começa devagar para quem não está acostumado, mas termina como uma das músicas que você VAI querer ouvir muito em 2014. Sensacional!


Resenha CD: Texas Hippie Coalition - Ride On

Conheci o Texas Hippie Coalition em 2012 através das caixas de som do computador do meu amigo, naquele mesmo ano a banda havia lançado "Peacemaker", e coincidentemente a banda anunciaria sua vinda ao Brasil no Manifesto Bar aqui de São Paulo. O southern rock de guitarras pesadas e vocal (e vocalista) inconfundível me conquistaram logo de cara. Portanto, não demorou quase nada para ligar um ao outro e ganhar uma experiência inesquecível na minha vida. Simples assim. Foi o melhor show da minha vida com direitos a gole de whisky compartilhado pela banda, autógrafo e foto com o vocalista da banda; coisas que só um local mais intimista como o Manifesto poderia proporcionar, O THC é uma das bandas mais legais da atualidade, mas o que torna ela tão legal pra mim, é justamente essa relação próxima e intensa que tive com ela e não tem nada mais bacana que isso meus caros!

Bom, na resenha de "Peacemaker" tentei ilustrar o som da banda como uma mistura de "terra vermelha com um Opala 74", e não se preocupe que esse cheiro em "Ride On" continua intacto. O southern rock calcado em Pantera, Black Label Society e principalmente nos riffs e refrões grudentos da melhor parte do rock dos anos 80 fazem o THC ser legal assim como é. Cantarolante, dançante; impossível de deixar o pé e a cabeça parados.

A abertura com "El Diablo Rojo", primeira música a ser divulgada no canal da banda no YouTube como single, é possivelmente a melhor do álbum na minha opinião. Facilmente ela poderia se encaixar em "Peacemaker" e ela é certamente promessa de sucesso nos shows da banda. A seguinte, "Splinter", se assemelha bastante ao hit "Pissed Off and Mad About It" e é tão grudenta quanto bacana, impossível não passar o dia com ela fora da rádio incidental que temos chamada: mente. Seguindo temos a ótima "Monster in Me" mesclando muito peso ao clima característico texano da banda e a pesada baladona "Go Pro" pra cantar junto. Cantar junto aliás é o lema do álbum. "Rock Ain't Dead" é um exemplo bem claro e com o punho em riste a "Bottom of the Bottle" nos chama pra briga. "Ride On" é a melhor do álbum juntamente com a "El Diablo Rojo", com a cara do THC. 

Ufa... 

Bom, é chover no molhado falar sobre as três faixas restantes... Vá atrás do álbum urgentemente!

Fazendo um breve resumo de "Ride On", sinceramente ele não tem nada de que eu possa apontar como defeito, não há músicas que decaiam comparado a qualidade do resto do álbum, talvez a "Rubbins Racin" vá lá, contanto, creio que seria capricho e chatice minha apontar tal faixa curtindo tanto o álbum em sua totalidade como curti. Basicamente, os fãs vão se satisfazer facilmente e quem não é pode começar a conhecer a banda por aqui sem problema algum. Coeso e com a cara da banda, é evidente que o caminho encontrado e muito bem-sucedido de "Peacemaker" não fariam a banda se arriscar muito, então nada mais natural do que entrar naquele velho conceito de que em time que está ganhando não se mexe. Para a nossa alegria! 

Curiosamente sobre álbum bom como esse não consigo ficar escrevendo e enrolando muito, e parafraseando, no caso o som vale mais que mil palavras, concorda?

PS: Aproveitando a resenha pra entrar brevemente num outro assunto: infelizmente o Texas Hippie Coalition não é tão conhecido no Brasil quanto deveria e poderia. Seus álbuns são difíceis de se encontrar por aqui, mesmo importados. Fã que é fã gosta de comprar o material original e a alternativa atual é apelar para o download ou acabar importando o CD físico na Amazon por exemplo, num preço que com a conversão e possível tributação tornariam o CD caríssimo. Aliás esse é um ponto a favor para o download, graças a ele conheci a banda e tenho certeza com que com muitas outras pessoas, e com muitas outras bandas, acontece o mesmo. Resta torcer para que gravadoras e distribuidoras como a Hellion olhem com carinho para o THC e divulguem seu trabalho por aqui.  

Tracklist

1 El Diablo Rojo
2 Splinter
3 Monster in Me
4 Go Pro
5 Rock Ain't Dead
6 Bottom Of The Bottle
7 Rubbins Racin'
8 Ride On
9 Fire In The Hole
10 I Am The End

Tirinhas da Semana #195

Semana passada não tivemos as tirinhas por um motivo muito simples: me esqueci...

Desculpem! =D