Eleição? Voto? Não, obrigado


Sou alguém que entendo pouco de política, ou acho que bastante se comparado a maioria da população, sei lá... afinal, com meu próprio esforço consegui adquirir a compreensão necessária do que acontece ao meu redor, com meu país. Algo que nenhum governo, nem socialista e nem capitalista, tem interesse em expandir pois um povo ignorante é um povo dominável; e me sinto realizado em sair dessas amarras. A diferença básica entre os dois é que o governo capitalista dá uma educação mequetrefe para os pobres e com qualidade para os mais abastados, e o socialista se preocupa e universaliza a educação, mas faz questão de lá se endeusar e dizer o que o pequeno cidadão deve saber ou não - vide a União Soviética que proibia autores como George Orwell e Albert Camus, pois sabia muito bem que a leitura era a propaganda mais poderosa capaz de formar as ideias de uma nação. Então o meu texto em si é mais um desabafo de um potencial eleitor que está com o saco cheio!

Acredito que não há nada mais patético do que essa discussão sem fim, de militâncias com ideias extremistas que almejam um poder que está pouco se fudendo pra democracia. A direita defende a ditadura como se tivesse sido o país das maravilhas, e o socialismo defende Cuba que tem níveis de educação e saúde elogiáveis mas peca em todo resto. Em comum, os dois lados tiveram o mesmo destino: supressão de ideias. Quem discorda do Estado está contra ele e merece ser calado, simples assim. E quem chega ao poder, automaticamente é corrompido. Para uma sociedade controlada rumo a "perfeição utópica", é objetivo do Estado a castração das liberdades individuais. Ponto. E não venham me dizer de sonhos e objetivos de mudança. Todos tem ideias e todos querem o poder, mas a prática é sempre bem distante das ideias, e nem socialismo e nem capitalismo estão imunes a isso. 

Por isso e por tantos outros motivos nossa maravilhosa democracia, o suposto meio termo, diz quanto tempo cada um tem pra falar. As eleições são um negócio. Todos querem mudança, e estão envolvidos com a mesmíssima cambada suja de sempre, seja Aécio, Dilma ou Marina, a vitória depende sempre de quantos poderosos você consegue atrair pro seu lado, não importa se tenham sofrido impeachment (Collor), se sejam condenados pela Interpol (Maluf), ou se sejam depostos de seu cargo (Calheiros). E no caso de candidatos de partidos nanicos, eles nem tem espaço para provar nada. Claro, todos têm medo de ideias novas por mais malucas que elas sejam e na real, a maioria do povo nem as entenderia. Juro pra você que queria ficar ouvindo as ideias mirabolantes que Levy Fidélix, Luciana Genro e Eduardo Jorge teriam a dizer, mas o que acontece é que personagens como eles e Enéas são reduzidos a memes ou piadas ambulantes - ação condizente a relevância deles. Aí você pode me dizer que num debate todos eles tem o mesmo tempo pra falar. Sim, concordo, mas nada dá mais sono do que esses debates engessados que nós temos na TV.

Voltando aos candidatos mais abastados, é de se enojar a campanha do terror que a Dilma anda fazendo, a política do bom moço do Aécio, e a política da mudança contraditória da Marina. Todos se dizem uma novidade, mas nenhum deles apresentam nenhuma proposta que prenda a atenção e nem tocam em assuntos delicados e pertinentes como aborto, homofobia e a liberação da maconha, e o mais irônico, nem em transporte (algo delicadíssimo). A rigor nessa eleição, uma se preocupa em atacar os outros e a endeusar o seu pai Lula, outro se preocupa em discursos do porque ele é uma novidade e o outros não prestam, e a terceira se preocupa em ser uma coitadinha boa samaritana que está cansada de ataques. Realmente não dou 20 centavos. A oportunidade que se mostrou em junho do ano passado se foi e o Brasil dormiu novamente. 

Depois o Carlinhos Brown aparece na televisão pra me convidar a votar, como se não fosse obrigatório, e dizendo a mim como meu voto é importante pra nação; com militantes e politizados aqui e acolá zombando no ouvido alheio dizendo que NUNCA deve-se anular o voto, pois seria um golpe no país. Bom, pouco importa minha opinião, apenas os beneficiados. Por isso voto nulo, ou nem vou. É uma democracia não é? E como parte do povo, apenas a exerço. Esse é o verdadeiro protesto. Não votar no Tiririca porque ele é zoeiro... Aliás se ele queria virar um tipo de símbolo, ele conseguiu. Símbolo do que eu devo fazer.

Atualmente esse país tem três grandes mentiras: 1.de que é o pais do futebol. 2.de ser um estado laico. 3.do voto exercido ter importância. Não é coincidência nenhuma que tomamos 7x1 da Alemanha, do racismo ter ganhado a mídia, e da "novidade" vir da última presidente eleita que lidera as reeleições. Tudo no mesmo ano. Legal né? 

O que passa pelos meus fones #82 - Machine Head

O que passa pelos meus fones #82 - Machine Head
Depois de três anos com aclamado "Unto The Locust', uma das melhores bandas da atualidade está de volta. Os americanos do Machine Head estão as vias de lançar um novo trabalho, e essa semana eles divulgaram duas faixas de "Bloodstones & Diamonds" que será lançado dia 7 de novembro nos EUA e três dias depois no resto do mundo pela Nuclear Blast. 

Com duas faixas divulgadas logo de cara, as poderosas "Now We Die" e "Killers & Kings", dá pra arriscar o direcionamento do novo álbum. E esse está bem mais na linha da brutalidade sonora que vimos no primoroso "The Blackening" - algo que me deixa muito feliz!

Para quem curte um thrash metal moderno e pesado com os poderosos vocais de Robb Flynn, tá aí uma boa pedida pro mês que vem!



 

O incrível vídeo-clipe feito com uma dezena de aparelhos da Apple

O incrível vídeo-clipe feito com uma dezena de aparelhos da Apple
Gravado em apenas um take, o vídeo contou com 6 iPhones, 5 iPads, 1 iPod e 3 MacBooks, mas não, não é algum comercial pra divulgar a marca. Esse clipe é musical e é da banda ucraniana Brunettes Shoot Blondes, e o motivo bacanudo de usar essa quantidade de aparelhos, foi com o intuito de fazer uma animação que perpassa entre todos esses 14 aparelhos!

Cada trechinho da bonitinha história se passam entre um aparelho e outro. Repito que tudo foi gravado com apenas um take, o que torna ainda mais incrível a coordenação da equipe de gravação com os gadgets nesses dois minutos e meio de música.

A exemplo daqueles milhares de clipes da época de ouro da MTV em que a internet não era tão popularizada e os artistas apostavam inúmeras fichas nesse formato, a música em si não apresenta nada de novo, mas a popularização dela acontece pelo fato de o clipe ser tão bacana deixando em segundo plano até a própria canção.


Conheça "Vincent", o primeiro curta-metragem animado de Tim Burton

Conheça "Vincent", o primeiro curta-metragem animado de Tim Burton
"Vincent" conta a história de um garoto de apenas 7 anos chamado Vincent Malloy. O garoto é educado, amável e obedece tudo que lhe pedem, porem por trás dessa personalidade tão dócil, o imaginário soturno de Vincent revela o sonho em ser outro Vincent, mais precisamente Vincent Price, ícone dos filmes de terror B das décadas de 40 a 80. Melodramático, o garoto imagina ser um artista atormentado cuja esposa morreu, para o desprezo da mãe, que prefere que ele brinque “lá fora no sol”.

Liberado nos extras do clássico "Nightmare Before Christmas" e com influências de Edgar Allan Poe, o curta animado "Vincent", foi originalmente feito em 1982 por Tim Burton enquanto ele era apenas um animador aprendiz dos estúdios Disney, e é um marco no estilo gótico e soturno que Burton mais tarde viria por ser reconhecido. E para seu orgulho, o próprio Vincent Price narra a história da qual foi a principal inspiração!

A vida de alguém que escolheu a paz

A vida de alguém que escolheu a paz
Zak Ebrahim é filho de um terrorista que participou diretamente dos atentados ao World Trade Center em 1993 e que ao vislumbrar a vida mesmo sendo ensinado a ser uma arma, se percebeu uma alma fadada a escolher uma vida de amor e compreensão, completamente diferente da intolerância de seu pai. Como disse no título do post: todos nós temos escolhas na vida. E a história de Zak é tão quanto poderosa como comovente e inspiradora.

Assistam e reflitam sobre o quanto o caráter de alguém sobrpõe qualquer atributo e opção que ele possa ter.

Diet Racist: O refrigerante pra quem não é racista, mas...

Diet Racist: O refrigerante pra quem não é racista, mas...
Infelizmente o racismo e a homofobia são enraizadas na sociedade, não apenas no conceito que cada um tem, mas nos ensinamentos passado de geração para geração, ou doutrinas das quais as pessoas ainda insistem em acreditar e seguir piamente como verdade absoluta e caminho pra vida. O que é grave.

Grande nicho dessa sociedade não levanta a voz para defender pensamentos que são... mal vistos pela própria sociedade em que ele vive, afinal eles são preconceitosos. Essa palavra que dá frio na espinha de muitos, acaba causando uma falsa "liberalidade". Esses que não apoiam a homofobia e racismo, quando se chega a hora de estar contra atos como esses - que se dizem estar, se rendem a aquelas velhas ideias pré-concebidas e soltam aquele "mas" dizendo que se trata de "apenas uma minoria", o que demonstra quão racista a pessoa é e o quanto ela pensa em si própria, afinal, enquanto a grama dela estiver verde pouco importa a do vizinho. Sim, esse é o racismo velado que temos em nosso país.

Para essas pessoas que vivem no limiar da sociedade o College Humor  inventou um produto fictício curioso e genial: o refrigerante Diet Racist. Direcionado a aquelas pessoas que não são racistas, mas...




Os felinos representando os sete pecados capitais

Os felinos representando os sete pecados capitais
As artes fofas são da designer e ilustradora britânica Marija Tiurina que criou uma série chamada "Deadly Catsins", o que para o rapaz versado na língua inglesa significa na tradução livre: "Gatados Capitais".

Bom, é consenso entre os donos que os gatos vivem de um misto de ira, gula e preguiça. Então não há animal melhor para representar os 7 pecados capitais não é mesmo?!


Via Geekness

O que passa pelos meus fones #81 - Dream Theater

O que passa pelos meus fones #81 - Dream Theater
Com a banda cada vez mais entrosada e ainda curtindo o sucesso do álbum "Dream Theater", o segundo desde a saída conturbada de seu fundador Mike Portnoy e primeiro com participação direta de seu xará Mangini - álbum esse que não me agradou muito. O Dream Theater já é reconhecido por lançar muitos álbuns ao vivo, (quase) sempre com um belo diferencial para nos interessar em ter um na coleção. E o dessa vez, além de ter uma orquestra mais uma vez ao seu lado (coisa que já vimos no DVD "Score"), temos a banda executando um set-list extenso e de respeito passando por todas as fases da banda (algo que não via faz tempo), podendo testemunha como Mangini tira de letra os clássicos antigos da banda de metal progressivo.

Gravado na Boston Opera House em março desse ano, e acompanhados da orquestra da Berklee College of Music, o CD/DVD/Blu-Ray "Breaking The Fourth Wall" será lançado no próximo dia 29 de setembro. E para aumentar a ansiedade dos fãs, a banda disponibilizou no seu canal no YouTube mais uma faixa contida no DVD, a faixa "Strange Deja-Vu" do álbum "Scenes From a Memory". Curtam aí!

"Brushy", o artista do violão de apenas uma corda

"Brushy", o artista do violão de apenas uma corda
Descoberto na zona rural da Jamaica, Andrew Chin, ou somente "Brushy", atraía turistas com seu talento ao violão. Ok, até aí nada de anormal. No entanto, o talento de "Brushy" com o instrumento não era uma técnica absurda, mas sim que seu violão tinha apenas uma corda.

Talento é tudo!

E esse talento foi reconhecido. Com o apoio recebido dado a seus milhares de views em vídeos veículados em seu canal no YouTube, "Brushy" One String tem CD gravado e a porra toda. Acessem seu site oficial aqui e conheçam um pouco mais do seu trabalho.


Vi no Xpock







Sim, a vida inteira você usou errado o band-aid

Sim, a vida inteira você usou errado o band-aid

E o que é mais provável, você o usaria da forma errada até a morte. Esse método é asiático... bom, nem preciso explicar mais nada... A melhor parte são as caras surpresas que surgem no canto da tela
!


Acho que precisávamos que a fabricante inventasse band-aids com esses cortes pra percebermos como a ideia é genial!




Resenha CD: Opeth - Pale Communion

Nos caminhos da internet, a muito tempo, sobre a música denominada "progressiva" eu li algo assim: "A música progressiva por si só é sem limites", frase que o líder da banda sueca de prog metal Opeth, Lars Mikael Akerfeldt, representa como bandeira. Suas participações em projetos paralelos, na colaboração com o Katatonia no fim dos anos 90, mas principalmente com o death metal puro aplicado no Bloodbath, com Jonas Renske, grande amigo, fundador e membro do Katatonia, e no projeto com o vocalista do Porcupine Tree, Steven Wilson, no chamado Storm Corrosion, dizem perfeitamente o que Akerfeldt gosta de experimentar. É como se ele dissecasse suas influências indo do brutal ao melódico, em suma, tivesse separado o sal da água. Mistura que fez o Opeth tão único, uma simbiose em que sentimos que por trás de toda a agressividade sua música vai além, e é também exatamente por isso que a discografia do Opeth é tão forte.

Contudo, nessas aventuras e com um rol de fãs e um nome já estabelecido - e especulando, talvez por um desgaste com a sua voz - Akerfeldt resolveu "virar a mesa" e, não modificar o som do Opeth, mas tirar das sombras a sombriedade e o mistério que vez ou outra sempre fez parte do instrumental da banda. Gozando de seu prestígio e seu reconhecimento comercial que finalmente chegou com "Watershed", talvez o Opeth tenha se dado conta de que deveria mostrar muito mais transformando seu som em algo um pouco mais palatável, até a Akerfeldt e cia que sempre se negaram a ser uma eterna repetição. O fabuloso "Heritage" foi o primeiro passo de uma evolução melódica que já vinha desde "Ghost Reveries", mas foi o mais polêmico. Apresentando guitarras mais abafadas e vocais limpos de Akerfeldt, e flertando fortemente com suas influências setentistas e gótia. O Opeth dividiu muitos fãs, algo que aconteceria naturalmente - dado a muitos não aceitarem mudanças bruscas como essa na sua banda predileta -, mas se manteve em seu alto nível apresentando música de altíssima qualidade em um álbum comovente.

Isso foi em 2011. Obviamente quatro anos se passaram e desde o anúncio de um novo álbum de estúdio com muita ansiedade, inclusive por este que vos fala, afinal a curiosidade era: o que Akerfeldt aprontaria novamente? Os caminhos que ele seguiu em "Heritage" seriam únicos, ou por ali começaria uma evolução musical e natural?

Bom, naturalmente Akerfeldt optou pelo segundo caminho, ignorando qualquer pedido por uma volta aos guturais. Resumindo, as influências setentistas com órgãos, violões e um clima teatral e viajante de "Heritage", ganharam um reforço ainda maior do progressivo, contidos principalmente nas guitarras e nos vocais de Mikael Akerfeldt que resolve explorar ainda mais a musicalidade da sua bela voz.

Costumo dizer que para mim o Opeth sempre foi uma banda que se definiu como uma trilha caótica de sonhos e pesadelos, algo que logo na abertura se sente com a faixa "Eternal Rains Will Come" e em todas as oito composições que compõem "Pale Communion". Nesse álbum, temos uma sequência natural do que vimos em "Heritage", e são necessárias muitas audições para se compreender o que está contido ali. Então se você já não curtiu esse álbum, chance zero de você "Pale Communion", simples assim. Contudo, simplicidade que também permeia a opção daqueles que tem os horizontes musicais mais amplos, ou somente querem experimentar algo além do que o Opeth tem a oferecer, resolverem tentar compreender o rock progressivo de "Pale Communion".

Eu como fã do que o Opeth foi e agora é, os convido.

Tracklist:

1. "Eternal Rains Will Come"   6:43
2. "Cusp of Eternity"   5:35
3. "Moon Above, Sun Below"   10:52
4. "Elysian Woes"   4:47
5. "Goblin" (instrumental) 4:32
6. "River"   7:30
7. "Voice of Treason"   8:00
8. "Faith in Others"   7:39

As aventuras do garoto que lê mentes


Na boa, eu não queria esse poder não; imagine o inferno que iria ser aos sem estima. Teletransporte é muito mais legal!

Vá se fuder Yoshi!

É mais velho que a internet o papo de que o Mario é na verdade um traidor sangue frio que usa o Yoshi para sua própria sobrevivência. Pois é, eu concordo.

Mas sem choro Yoshi, você está ai pra isso.