Resenha CD: Mastodon - Once More 'Round The Sun

Quem se arrisca a escrever sobre algum assunto, por mais que entenda dele, muitas vezes se perde nas palavras. Se perde porque o assunto que ele trata transgrediu qualquer expectativa, evoluiu e simplificou surpreendentemente sem perder sua genialidade.

O que dizer de "Once More 'Round The Sun" dos americanos do Mastodon? Assim como seu gênero dentro do heavy metal é, e sempre foi, totalmente indecifrável e limitado a descrição de influências de aqui de ali, o Mastodon mais uma vez nos entrega um disco que é fácil um dos melhores da década.

Esse Mastodon de outrora, antes visto com suas melodias complexas capazes de criar um gênero único pra si, e dentro que conhecem do progressivo e do heavy metal, se foi, a muito tempo.

Uns depois de escutarem "Once More 'Round The Sun" podem dizer: "oras, mas o Mastodon se tornou comercial?". Sim, digamos que tornou-se. Realmente são melodias mais acessíveis, onde saíram as partes intrincadas e quase guturais de Troy Sanders, para dar lugar a vocais compartilhados por toda a banda: o já citado Troy também no baixo, Brent Hinds na guitarra, Bill Kelliher na guitarra e Brann Dailor na bateria (esse que é o baterista mais notável dos últimos tempos). Contudo, não sejam meros "moleques" de mente fechada que não são capazes de ler um livro hoje em dia. Com uma audição atenta, há muito mais em "Once More' Round The Sun" do que se pode esperar.

E quem diria que o Mastodon começaria um álbum com um violão? Nem os mais preparados para o inesperado esperavam essa. "Tread Lightly" nos dá um soco na cara de tanta fúria acumulada.

Seguindo temos faixas como o single "High Road" como se o Black Sabbath tivesse tomado uma dose cavalar de thrash metal, a faixa tem um refrão que fica difícil de não cantar por aí. E refrão forte é o que temos na espetacular "Ember City", com um trabalho de bateria digníssimo de Brann Dailor

A faixa título do álbum "Once More 'Round The Sun" com seu climão hard rock e facilmente digerível, surpreende pela sua pegada sem perder em nenhum momento a característica principal que se chama Mastodon. E nessa mistureba de influências ainda temos a "Chimes At Midnight", carregada de Deftones e uma dose na espinha pra sair quebrando tudo pela casa, fazendo inveja aos que tentam por aí fazer aquele thrash metal mais moderno.

Ainda nessa fortíssima influência, temos a "Asleep In The Deep" que mostra um Mastodon numa faceta irreconhecível, de misturas latentes, serenas, até pop, e mesmo assim espetacular. E para encerrar o álbum de forma magistral, temos a épica "Diamond In The Witch House" com os vocais desesperados de Brent Hinds.

Trilhando os caminhos do predecessor "The Hunter" de 2011, o Mastodon, parafraseando o título do álbum, "deu uma volta no sol" e foi além, além da onde eu e o mundo inteiro não poderia esperar. Transformando a simplicidade, equalizando modernidade, e transpirando o peso do heavy metal em um trabalho que é difícil de não ouvir mais de uma vez, e que no jeitão Mastodon de ser, se habilita fácil a ser um "Black Album" do século XXI .

Tracklist

1. "Tread Lightly" 5:14
2. "The Motherload" 4:59
3. "High Road" 4:15
4. "Once More 'Round the Sun" 2:58
5. "Chimes at Midnight" 5:32
6. "Asleep in the Deep" 6:12
7. "Feast Your Eyes" 3:23
8. "Aunt Lisa" 4:08
9. "Ember City" 4:59
10. "Halloween" 4:39
11. "Diamond in the Witch House" 7:49


E se todos os filmes da Marvel fossem um só?

E se todos os filmes da Marvel fossem um só?
Foi o que os fãs fizeram, tornando um sonho nerd de muita gente virar realidade de certa forma.

Homem-Aranha, Blade, Demolidor, Surfista Prateado, O Motoqueiro Fantasma, Justiceiro, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Homem-Formiga, Quarteto Fantástico, X-Men, Guardiões da Galáxia... Infelizmente vários deles ainda tem direitos presos a outras produtoras inviabilizando filmes com tais personagens serem feitos pela Marvel. Como o Homem-Aranha que em certo momento chega a participar dos Vingadores por exemplo, e tem direitos presos a Sony.

Será que daria certo um filme com todos eles ao mesmo tempo? Seria realmente a Suprema Aliança.

Bom, felizmente há algo chamado "edição de vídeo", e resultado ficou incrível!



Tirinhas da Semana #181

Nesse dia de vitória sofrida do Brasil em que neguinho ficou de cu apertado pela primeira vez nessa Copa (e foi a primeira de muitas vezes, tenho certeza), trago pra vocês as tirinhas mais legais da semana!











Resenha CD: Arch Enemy - War Eternal

Confesso que hoje em dia não sou tão ligado ao Arch Enemy como era a um tempo (não muito distante) atrás, isso se deve muito a álbuns que não me agradaram muito como o "Ryse Of The Tyrant" de 2007, "Root of All Evil" de 2009 e o último álbum com os vocais da Angela Gossow, "Khaos Legions" de 2011.

Aliás a entrada da jornalista (sim, jornalista) em 2000 no lugar de Johan Liiva foi um divisor de águas para o Arch Enemy. Claro que a banda já tinha ganho uma notoriedade tendo Liiva nos vocais, inclusive com clipes na MTV e relativo sucesso no Japão, mas depois da entrada de Angela a coisa decolou. Liiva foi convidado a se retirar da banda pelo guitarrista e líder Micheal Amott por sua "falta de energia" no palco. Bom, quem conhece Angela Gossow e o Arch Enemy sabe que esse problema foi totalmente sanado, e se Liiva já tinha ótimos vocais para o gênero que a banda se encaixa (death metal), Angela por ser mulher deu um toque totalmente diferente e pioneiro (pelo menos até onde me lembre) visto no heavy metal, o que com o tempo e sucesso, encorajou muitas outras mulheres e bandas a se aventurarem nesse terreno "incomum"; como a (linda de morrer e futura substituta) Alissa White-Gluz. E o Arch Enemy cresceu junto com Angela, ganhando cada vez mais qualidade e notoriedade, e como vinho a vocalista alemã melhorou a cada álbum, não só melhorando a potência vocal, mas ganhando cada vez mais simpatia com seus fãs, em entrevistas e shows.

Nesse ano Angela Gossow anunciou sua saída do Arch Enemy por motivos simplesmente pessoais. "Entendi que é a hora de passar o bastão" ela declarou. E assim a ex-The Agonist, Alissa-White Gluz, foi escolhida sua substituta, e foi assim que a curiosidade sobre "War Eternal" aumentou.

Quando temos um substituto pra algum integrante consagrado de uma banda, é notório que aumenta muito mais a curiosidade sobre a mesma. E primeiramente, pra desmistificar logo qualquer curiosidade sobre o desempenho da novata em "War Eternal", é preciso se desvencilhar de qualquer comparação mais próxima com Angela Gossow. Claramente a segunda tem mais potência e qualidade em comparação com a primeira, porém se muitos temiam uma banda que desse liberdade a Alissa como nos seus tempos de The Agonist onde ela usava vocais urrados alternados com vocais limpos, fique totalmente tranquilo. O Arch Enemy graças a liderança de Micheal Ammott continua pisando em terrenos firmes e inalterados em seu "death metal melódico" praticado.

Pesadíssimo e moderno com as guitarras marcantes como sempre, o Arch Enemy usa e abusa das melodias nas suas 13 faixas de "War Eternal". Depois de uma breve abertura (nada que martele tanto como "Tears Down The Wall"), o álbum começa logo com um potencial single. "Never Forgive, Never Forget" tem riffs tão grudentos quanto bacanas e é candidatíssima a ser o próximo hit dos shows da banda. Na faixa seguinte temos o single que serviu para apresentar Alissa White-Gluz ao público, a "War Eternal", que começa com a dupla de guitarras num riff pesadíssimo mas no todo não apresenta nada diferente do que já vi em tantos outros trabalhos da banda. Outro single é "As The Pages Burns", tipicamente Arch Enemy, mas é uma faixa que melhora bastante se compararmos a anterior. E outra música já conhecida era a "You Know My Name" que ganhou um lyric vídeo. Mais melódica, ela é somente é uma música que preenche o álbum de forma competente. 

No todo temos um álbum bem coeso, pesado e melódico como esperaria, com ótimas músicas e refrões grudentos. Como o Arch Enemy poderia fazer, e na minha avaliação bem melhor que os últimos trabalhos com a Angela nos vocais - o que deu uma estreia bem segura de críticas que poderiam vir a Alissa. Das faixas com um brilho maior temos a rápida "Stolen Life", a moderna "On a On", e a que curti mais, "Avalanche".

E terminando "War Eternal" temos a instrumental e doom "Not Long For This World", continuando com a tradição da banda em sempre ter faixas assim em seus álbuns.

Como disse lá no início do texto, não sou mais tão ligado ao Arch Enemy como antigamente. Acho que a medida que fui amadurecendo fui ficando mais exigente com certas bandas que eram inquestionáveis pra mim, e com outras que gostava e não gosto mais. Círculo natural da vida. Então qualquer gênero do heavy metal e especialmente o death metal melódico da qual o Arch Enemy é um dos pioneiros, pra mim precisa ter aquele Q a mais; como a trinca master pra mim da carreira da banda "Wages of Sin", "Anthems Of Rebellion" e "Doomsday Machine". E na comparação com o passado, o Arch Enemy estava perdendo na jogada. Contudo, a sensação que tenho ao terminar de escutar "War Eternal" é de satisfação, e em clima de Copa do Mundo, ver que a banda virou o jogo e agora voltou a ganhar de goleada.

Para fãs de sons mais extremos, "War Eternal" é um álbum que não deixaria de fora da minha cabeceira.

Tracklist:

1. "Tempore Nihil Sanat (Prelude em F minor)" 1:12
2. "Never Forgive, Never Forget" 3:44
3. "War Eternal" 4:16
4. "As The Pages Burn" 4:01
5. "You Will Know My Name" 4:06
6. "No More Regrets" 4:37
7. "Graveyard Of Dreams" (Instrumental) 1:10
8. "Stolen Life" 2:59
9. "Time Is Black" 5:24
10. "On And On" 4:05
11. "Avalanche" 4:39
12. "Down To Nothing" 3:48
13. "Not Long For This World" (Instrumental) 3:29


O que passa pelos meus fones #77 - Metallica

O que passa pelos meus fones #77 - Metallica
Eu imagino que todos os fãs de Metallica já conheçam a música "Lords of Summer" (ô nome) que é um tipo de aperitivo pro novo álbum que a banda irá lançar um dia.

Enquanto esse dia não chega, ficamos com essa música que foi tocada exaustivamente na turnê Metallica By Request que passou aqui por São Paulo, e que em uma votação feita pelo site da banda era possível escolher um setlist especialmente pra esse show. Oportunidade única. E quem acompanha o Descafeinado, sabe bem que na época do show publiquei um texto aqui sobre a indignação pessoal com a "burrice" dos fãs de usar uma votação pra escolher no final das contas, um setlist de 80% da história recente dos shows do Metallica.

Mas voltando ao assunto, também naquele texto critiquei a música por ser pouco inspirada. Agora com a demo em mãos divulgada no YouTube, pode-se perceber melhor a qualidade da nova faixa, afinal em estúdio James Hetfield é muito melhor que ao vivo.

Infelizmente a faixa continua na mesma, bons riffs (apesar do som "torto" das guitarras que são compreensíveis por ser uma demo), bateria que parece trazer um Lars um pouco mais disposto (e principalmente num volume mais baixo), um baixo audível. Um Metallica em si, que também parece mais disposto a trilhar caminhos mais "old-school", baseando-se por essa música. Mesmo que sem aquele brilho, obviamente.

Confira:

Jornalismo e a imprensa rosa

E isso era um post de Facebook. Olha o que deu.


Esperando o sinal "abrir" para atravessar a rua antes de ir pra casa, na banca ao lado, olho e vejo revistas de todos os tipos. Como as que fofocam sobre a novela - tratado como algo importante nas vidas desses miseráveis mortais -, ou aquelas que cultuam celebridades eternamente em férias e riqueza que seus pseudo leitores (pois a Caras é como a Playboy, o cara abre ela só pra ver as fotos) nunca terão. E aquelas revistas adolescentes adolescentes, como da qualidade da Toda Teen pra baixo que estampava na capa que vi, Justin Bieber e o título: "quando será que o astro irá de novo pra "rehab"? Difícil é escolher sabiamente o que é mais descartável na capa. Talvez a fonte das letras sirva.

Além de toda a conclusão da inexistência espiritual de algumas pessoas, e de (mais) um indício para onde vai a adolescência de "gayzice" feminina de misturar inglês com português (e até acho boiola publicitários falarem "brainstorm"); eu fiquei refletindo, numa sensação de pena com as pessoas que espelham o que nunca quero me sujeitar: virar jornalista pra trabalhar nesse emprego de merda. E até mesmo sites idiotas da internet com piadas requentadas como o BuzzFeed Brasil se encaixam nesse quesito.

Sabe trabalhar pelo dinheiro e somente por isso? É inconcebível pra mim alguém pagar anos de uma cara faculdade pra trabalhar em redações com esse tipo de propósito: "entreter o povo" e da forma mais molenga possível. É como procurar comida no lixo. Bom, também especulo que eles contratem blogueiros ou mesmo pessoas da rua intelectualmente alfabetizadas de camisas xadrez (como hipsters) para esses tipos de empregos. O que faz mais sentido eu acho.

Enfim, sou uma pessoa meio incerta, mas se um dia eu finalmente começar uma faculdade (talvez) de jornalismo, sei bem como encaminhar minha carreira. E se virar psicólogo, irei atender e consolar pessoas que se martirizam pelo mesmo problema. E olhando por esse lado, agradeço ao mundo por me proporcionar a seleção natural.

Não há como você se manifestar não sendo "preconceituoso" de alguma forma, afinal as massas podem se ofender com o que escrevo aqui; e nem quero que todas as pessoas passem a ler uma Superinteressante ou a Galileu pois nem iriam entender o assunto. Mas de todo coração: porque esse povo não lê gibis da Turma da Mônica? Isso construiria famílias melhores.

E quando o Mickey Mouse resolve assistir o futebol?

E quando o Mickey Mouse resolve assistir o futebol?
Esse curta feito pelo pessoal da Disney especialmente para a Copa do Mundo aqui do Brasil, coloca o simpático ratinho Mickey Mouse numa atrapalhada animação que retrata o clima de festivo do futebol, mas não deixa de dar aquela velha pitadinha de humor característica dos desenhos dele.

Tudo termina em clima de gol, e claro, o Mickey está torcendo pro Brasil. =)


Quem mais poderia ser o narrador senão o Zé Carioca?! 

A pegadinha do palhaço assassino ataca novamente!

A pegadinha do palhaço assassino ataca novamente!
Mexendo com os sentimentos de muita gente de medo, repulsa e puro pavor dos queridos palhaços, a DmPranksProductions fez um sucesso absurdo em tudo quanto é site/blog com a pegadinha do palhaço assassino, que eu cheguei a publicar aqui no Descafeinado e teve até agora apenas 17 milhões de visualizações no YouTube. Aproveitando esse sucesso, semana passada eles postaram a parte dois!

E também a parte dois do nosso agradecimento: "Felizmente é só uma pegadinha".

Por enquanto.


Ah, eu me cagava todo...

Tirinhas da Semana #180

Essa Copa do Mundo tá tão surpreendente e de tantos gols e jogos bacanas que tá difícil sair da frente da TV e procurar conteúdo pra postar no blog. Realmente o Brasil tá sendo o país do futebol!

Resta esperar os intervalos dos jogos pra postar as Tirinhas da Semana né?













Resenha Game: Castle of Illusion starring Mickey Mouse (Playstation 3)


"Castle of Illusion" starring Mickey Mouse foi um jogo de plataforma side-scrolling produzido pela Sega e
lançado em 1993 nos tempos áureos dos videogames 8 bits, exclusivo para Mega Drive e mais tarde sendo lançado também para Master System e portátil da Sega, Game Gear. Em setembro de 2013 o game teve uma remake desenvolvido pela Sega Studios e foi lançado digitalmente para Xbox Live, Playstation Network e PC, o motivo dessa resenha existir.

O game segue aquela velha premissa clássica dos personagens master dos rivais da Nintendo e até hoje o motivo maior de muitas histórias existirem nos vídeogames: salvar sua amada. Aqui o Mickey embarca em uma missão para salvar a Minnie da malvada bruxa Mizrabel (muito parecida com a Malévola, mas não é ela) que quer roubar a juventude da pobre Minnie.

Não tem muito do que falar da mecânica de jogo. Como um clássico jogo de plataforma - gênero que vem sido resgatado pouco-a-pouco - você tem basicamente as ações de andar pro seu lado direito, pular (só uma vez como nos velhos tempos) e atirar maçãs ou bolas de gude para atirar nos personagens. Além de itens diversos que aumentam a vida do personagem ou dão uma vida extra e tal, fases bônus para coletar cartas de baralho que desbloqueiam roupas clássica do Mickey, e pedaços de estátua que são mostradas na "sala" de seleção de fases

O jogo é dividido em seis níveis com três sub-capítulos cada e ao final de cada nível (ou mundo como você preferir), você enfrenta um chefe e como premiação por derrotá-lo você ganha um cristal. Cada mundo tem um e ao conseguir todos você tem direito a chegar no castelo onde está a malvada Mizrabel com sua amada.

O que chama a atenção no "Castelo da Ilusão" são dois aspectos: o visual e o design das fases. Aspectos que muito fizeram por tornar o jogo clássico no mundo dos games.

Na era de ouro dos 8 bits, a Sega tinha em seu Mega Drive uma boa diferença para seu concorrente: seu console tinha uma paleta de cores bem maior. Isso proporcionava jogos mais bonitos e coloridos visualmente. O "Sonic The Hedgehog" e o "Castle of Illusion" são ótimos exemplos do que estou dizendo. A Sega se aproveitou disso muito bem, tornando o Castle of Illusion" um dos jogos mais bonitos e vivos daquela geração, além de uma jogabilidade redondinha e uma criatividade digna da Nintendo em seus jogos de plataforma, aproveitando de todo o mundo mágico da Disney para fazer suas fases.


Obviamente tinha-se a limitação dos 16-bits naquele tempo, e esse remake produzido pela mesma Sega, se aproveitou totalmente dos poderes do PS3 e Xbox para colocar muitas ideias visuais imaginadas naquele tempo. Mantendo todas as qualidades do original, a Sega remodelou totalmente o game para os tempos atuais conquistando jogadores de todos as idades.

"Castle of Illusion" é um jogo lindo. Parece que a Ubisoft fez escola com seu Rayman Origins mostrando pra muitas produtoras que não é preciso fazer um game 3D para chamar a atenção. Somados a movimentação do personagem aos pequenos detalhes dos design das fases, me peguei muitas vezes distraído por isso.

E já que uma imagem vale mais do que mil palavras, vou colocar uns vídeos aí embaixo mostrando minhas fases prediletas.



A parte sonora foi feita especialmente para esse remake e é tão carismática quanto o próprio Mickey, porém para os mais saudosistas é possível habilitar a trilha original. "Castle of Illusion" é um jogo curto de umas 4h e dá para terminar de boa em um dia ou menos dado a sua facilidade e alguns raros momentos mais difíceis, algo natural, já que se trata de um game mais dirigido ao público infantil.

O game recentemente foi disponibilizado gratuitamente para membros da Playstation Network. O preço para não assinantes da PSN é cerca de 30 reais e na Xbox Live custa mais ou menos esse preço (se alguém informar nos comentários agradeço), já na Steam custa uns R$ 20. Baratinho. Vale muito a pena adquirir pela nostalgia e por ser um ótimo jogo de plataforma. Esse remake é indispensável na biblioteca de fãs desses tipos de jogos!

Tomara que essa leva de jogos remasterizados que começou com esse game e também com Duck Tales (esse lançado fisicamente) continue para a alegria de jogadores mais antigos. 

O que passa pelos meus fones #76 - Mastodon

O que passa pelos meus fones #76 - Mastodon
Toda vez que cito o Mastodon, repito que pra mim ela é uma das bandas mais impactantes do cenário do heavy metal atualmente. Felizmente ela não me decepciona. Com o novo "Chimes At Midnight" já nas portas da loja para o próximo dia 24, a banda disponibilizou na sexta passada o clipe maroto do single chamado "High Road".

Cliquem no play e sejam felizes!

Tirinhas da Semana #179

Passado esse dia dos namorados no meio desse quase "feriadão" que a estreia da Seleção na Copa do Mundo causou, além da própria empolgação que esse evento trouxe; vamos colocar os pés no chão e voltar com as atividades normais do Descafeinado né?

Pra recomeçar vamos nos divertir um pouco com as velhas e boas, e atrasadas tirinhas da semana!

E3 2014: O que de melhor rolou nas conferências da Microsoft e da Sony

Estamos a poucos momentos da Copa do Mundo, mas o mundo gamer entrou em ebulição pois começou a E3 2014, o maior e mais tradicional evento de games da face da Terra realizado em Los Angeles do dia 9 ao dia 12 de junho. As 3 maiores empresas. Sony, Microsoft e Nintendo, e as produtoras Ubisoft e Electronic Arts deixam para lá o anúncio de seus lançamentos mais aguardados, e, com toda certeza os donos dos consoles da nova geração, Xbox One, PS4 e Wii U não tem mais do que reclamar - principalmente esse último.

A E3 2014 serviu para dar oficialmente o pontapé inicial no catálogo de jogos desses respectivos consoles, e como o Descafeinado faz tradicionalmente, reúne num post só com a minha opinião, os melhores trailers e gameplays anunciados na conferência. Vai dar um trabalhão reunir tudo isso aqui e até vou começar o rascunho da postagem dias antes, mas vamos lá!

Iniciando a E3 tivemos a empresa do Tio Bill, a Microsoft e seu Xbox One. O console lançado na E3 do ano passado, assim como o PS4, tem sofrido pela escassez de títulos. Dentre tantos anúncios, na real, a maior parte de seus jogos anunciados aqui são multiplataforma, e não teve nenhum exclusivo que me chamou realmente atenção. Vamos ver com o tempo.

Já a Sony tivemos uma quantidade maior de exclusivos anunciados na E3 desse ano, algo que é tradicionalmente um ponto forte da empresa conservado do PS3. Porém a empresa não arriscou muito, apostando em jogos "requentados" como The Last of Us e GTA V que ganharam versões para PS4, conteúdos digitais, anúncios para sua PSN e continuações de franquias de sucesso que deram o tom grandioso da conferência. 

Ratchet and Clank: The Movie

Um filme animado baseado em uma série animada? Para mim tem tudo pra dar certo e arrancar boas risadas, mas cadê um novo jogo da franquia? Bom há papos que a Harmonix e a Sony se reuniram para fazer uma continuação baseada no primeiro game lá do PS2. Vamos ver.

O lançamento estimado do filme é para 2015


Exclusivos

Uncharted 4: A Thief's End

Um dos games mais esperados por mim. Anunciado dias antes da E3, o tremendão exclusivo de PS4 teve um breve trailer sobre o novo jogo da franquia. O trailer apresenta um Nathan Drake aparentemente um pouco mais velho e combalido. Mesmo que na minha ideia Uncharted possa ser um jogo "infinito" pelo seu direcionamento cinemático, com a frase: "fora do jogo, mas tentando voltar, por uma última vez", o quarto game dá o tom de ser a última da franquia. O game tem previsão de lançamento para 2015.



Sunset Overdrive

Dessa vez falando de um exclusivo que me chamou atenção no Xbox One, dou um destaque para a psicodelia estilosa do Sunset Overdrive produzido pela Insomniac Games, dos criadores de Ratchet and Clank. 

Colorido e descontraído, o jogo se passa em um futuro próximo onde temos heróis/personagens que precisam lidar com a ameaça de uma cidade em que a maior parte de seus habitantes foi transformada em violentos mutantes (alguém lembrou do desenho Super Choque?). 



Third-Parties

Rise of Tomb Raider

O novo game da renovada franquia de Lara Croft ganhou um teaser. Mas infelizmente o vídeo se retém a isso, em vez de algum gameplay do jogo. O decepcionou os fãs na conferência da Microsft (incluindo eu).

De qualquer forma, o game foi anunciado, e sendo assim, vou linkar o trailer aqui abaixo.


Batman Arkham Knight

O game mais bem sucedido do morcegão e de qualquer personagem das HQs, ganha uma nova sequência já anunciada. Com a Rocksteady de volta ao comando, Arkham Knight surge para por fim a história iniciada em Arkham Asylum, e encerrar a trilogia feita pela Rocksteady. Sim, pois Arkham Origins que contava as origens do morcegão foi feita pela WB Montreal.

Sinta-se o pica das galáxias podendo finalmente comandar o Batmóvel pelas ruas escuras de Gotham City!

O game não tem nem anúncio de lançamento.


Mortal Kombat X

O já anunciado game de luta da NetherRealm, ganhou na E3 um vídeo com gameplays de vários personagens, incluindo alguns novos que não tiveram seus nomes revelados. Sangrento e com fatalities que empolgam qualquer um, o game foi anunciado para 2015.


Dead Island 2

O fantástico e comovente trailer do primeiro game contrastaram com um jogo sem graça e genérico, agora com Dead Island 2 a Deep Silver tenta recuperar um pouco da (minha) empolgação sobre o game. Decerto o trailer é bem legal mostrando zumbis em meio a uma corridinha matinal.

Espera-se o game no outono (nossa primavera) de 2015.


Rainbow Six: Siege

A quatro anos sem termos nada da franquia, após o cancelamento do anúncio de Rainbow Six: Patriots. A Ubisoft retorna com ela anunciando o capítulo "Siege". No velho estilo deathmatch, o game chama a atenção pela beleza de seus gráficos e pelo ritmo frenético de seu gameplay.

O game é para 2015.


The Witcher 3: Wild Hunt

A franquia da CD Project Red mostrou gráficos impressionantes já em outros trailrs lançados anteriormente, dessa vez na E3 sai um vídeo mostrando a jogabilidade e logo se vê que o negócio não é fraco não!

Nesta aventura, o jogador controlará novamente Geralt - agora, com sua memória reconstituída e com a possibilidade de deixar crescer a barba! - e a história se desenvolverá de maneira não linear, diferente de The Witcher 2, em que o enredo se apresentava por atos e capítulos. A CD Projekt, no entanto, quer atrair novos jogadores e garante que esta edição será um bom ponto de entrada para quem nunca teve contato com a franquia.

No caso de The Witcher 3 já temos até data de lançamento: 24 de fevereiro de 2015 para Xbox One, PS4 e PCs.


Assassin's Creed: Unity

A já anunciada sequência da franquia Assassin's Creed que se passará durante a Revolução Francesa, terá uma grande novidade: o multiplayer para até quatro jogadores. E até por isso escolhi o gameplay para compartilhar com vocês.

A possível data de lançamento é dia 28 de outubro de 2014


Far Cry 4

A Ubisoft só acerta, e a maior prova é ter alavancado uma franquia para quem não dava nada, a níveis estratosféricos de empolgação após o fantástico Far Cry 3. Agora parece que ela continua nesse mesmo caminho, com os já conhecidos visuais impressionantes agora no Himalaia, e um vilão marcante que tenta ser mais fodástico que o grande Vaas.

Esse é outro que não teve data de lançamento anunciada até o momento.


Bloodborne

O game da From Software, famosa pelas suas franquias Demon's e Dead Souls e tanto pelos gráficos bem elaborados e pela dificuldade apresentada pelos dois games, anunciou Bloodborne na E3. Com tons de RPG e de terror, a história de Bloodborne se dá em uma cidade esquecida chamada Yharnam, famosa por seus remédios. Isto faz com que muitos peregrinos a visitem para obter ajuda. No entanto, Yharnam foi atingida por uma doença que transforma humanos em monstros. O protagonista visita o local para tentar a cura, mas encontra apenas pesadelos.

Interessante né? 

Maiores detalhes não foram anunciados, mas talvez a exemplo de Demon's Souls, o game acabe sendo exclusivo para o PS4.


Tom Clancy's: The Division

A aposta da Ubisoft após Watch Dogs é essa, e para mim esse é o trailer mais impactante da E3 de 2014.

The Division se passa em Nova York, três semanas depois de uma epidemia viral, iniciada numa Black Friday, ter devastado a cidade. Por ordem do presidente dos EUA, é acionada a tal "Divisão", uma equipe tática emergencial com a missão de restabelecer a ordem depois do colapso social completo.

Com um gameplay de tirar o fôlego de qualquer um. O nível de expectativa de novo vai as alturas!

Sem data e nem previsão.

E3 2014: O de melhor rolou na conferência da Nintendo

E3 2014: O de melhor rolou na conferência da Nintendo
Presente numa conferência digital de apenas 40 minutos, a Nintendo parecia estar esnobando a E3 e sendo mais uma vez alvo de críticas e piadas, entretanto foram 40 minutos de ótimos anúncios. Creio que eles não mudarão a história do Wii U, mas darão um gás novo ao combalido console.

Nesse mar de FPS, aventuras que são na verdade uma mistureba de outros games, e jogos requentados para faturar mais uma graninha numa luta pra dizer "quem é o melhor". Me orgulha lá no fundo uma empresa que preze pelos seus ideais e acredite firmemente naqueles velhos conceitos de como os games se fizeram games.

É inegável de que a Nintendo é imbatível em diversão e principalmente em criatividade.

Splatoon

Sim, você não se recorda desse game. Temos uma franquia nova feita pela Nintendo, disse: NOVA.

Simples, Splatoon é um jogo online que mistura paintball e competição por território com o objetivo de pintar a maior área possível no campo da batalha. Como se fosse um Counter Strike coloridíssimo, o jogo é do tipo daqueles multiplayers que não empolgam a primeira vista, mas depois que você se arrisca a jogar não para mais.


Mario Maker

A ideia principal do Wii U era seu controle em formato de gamepad, pois é, passou-se um tempão para que aquela ideia deixasse de ser inútil (a exceção do Zombi U).

Usando o potencial do controle, o novo Mario Maker apresenta um conceito totalmente novo permitindo que através do tablet se edite as fases do game enquanto joga, e além disso sendo possível escolher entre o clássico visual de 8-bits e o visual do atual New Super Mario Bros U.

Game com previsão para o primeiro semestre de 2015.


Kirby and the Rainbow Curse

O game da franquia da simpática bolinha rosa, apresenta uma aventura em que se tem que usar a caneta stylus para desenhar linhas que conduzem Kirby pelo cenário bem ao estilo do Nintendo DS.


Yoshi's Woolly World

O novo game do dinossaurinho amigão do Mario, tem belo estilo um estilo que nos remete a Kirby's Epic Yarn do Wii em que os inimigos como o cenário são feitos de lã. 

O trailer é tão fofinho que dá vontade de abraçar. Aliás, abrace seu Yoshi de pelúcia se você tiver! =)

Faça o barulho do Yoshi e aguarde o game para o começo de 2015.


Legend of Zelda

Como era esperado, não tivemos muitos detalhes acerca desse jogo na E3, entretanto é suficiente para ter uma ideia do que teremos. Mais teremos um grande diferencial: a nova aventura de Link para resgatar a amada princesa Zelda, finalmente será em mundo aberto.

O game tem previsão jogada pra 2015.


Bayonetta 2

A sequência do tremendão game é exclusiva de Wii U (para minha decepção) e ganhou mais um trailer, mostrando que os chefões gigantes, ação frenética e a mesma sensualidade de Bayonetta estão de volta! Além disso o game virá com o primeiro Bayonetta e terá conteúdos temáticos como roupas da Samus Aran e do Link.

O game sai em outubro desse ano para, como disse, exclusivo para Wii U.



Super Smash Bros

Super Smash Bros teve na E3 mais um vídeo e agora ganhou datas de lançamento. E o mais interessante: o uso de bonecos interativos.

O game será o primeiro a utilizar o Amiibo, a linha de bonecos interativos anunciada pela Nintendo no começo de maio. Ao encostar as figuras no GamePad, o personagem aparece no campo de luta e lutará ao seu lado ou contra você. O boneco ganha níveis de experiência e seus movimentos podem ser escolhidos pelo jogador. 

Para explicar melhor veja o trailer abaixo. O vídeo não tem legendas, mas se você manja um pouco de inglês será uma mão na roda.

A versão para Wii U será lançada no fim do ano, e a de Nintendo 3DS sai em 3 de outubro.




Mario Party 10

Será que Mario Party voltará a ser tão divertido quanto era na época do Nintendo 64? Joguei os do Wii U e apesar de divertidos, achei fraquinhos.

Outro com previsão para 2015.



Star Fox

Um novo Star Fox está na pauta, e a Nintendo fez a alegria dos fãs em ressucitar a franquia para Wii U. 

Se não houver nenhum adiamento, o game é só para 2015.


E aí o que acharam? A Nintendo, como disse, foi bem. Não teremos games para reinventar a roda e mudar a ideia daqueles que torcem o nariz para a empresa. Entretanto temos ótimas ideias capazes de impulsonar a a venda do WIi U, e temos a Nintendo tomando vergonha na cara pra utilizar melhor seu console. Resta aguardar o que virá na Nintendo Direct, aonde a empresa concentra suas novidades em seu evento próprio.