Você nunca mais jogará truco da mesma forma depois de ver essas cartas

O Dia dos Mortos é uma tradicional comemoração mexicana que se inicia no dia 31 de outubro e termina coincidindo com as tradições católicas no dia 2 de novembro; o dia de Finados nosso. De origem indígena, esses rituais tinham como objetivo celebrar a vida e a morte de seus ancestrais, conservando seus crânios e mostrando-os durante essas celebrações. Hoje em dia é uma das festas mais tradicionais do México com festa, comida, e os docinhos preferidos dos mortos (o da caveira é o preferido da criançada).

Depois de uma breve aula de história (e uma pesquisa na Wikipédia), "O Dia Dos Mortos" também é o icônico filme do diretor George A. Romero lançado em 1985, e que teve um remake dirigido por Steve Miner em 2008.

O xará Steve Minty lançou no Kickstarter o projeto independente "Muertos - Day of the Dead Playing Cards" juntamente com a United States Playing Card Company (USPCC), que nada mais se trata do que um deck com um design muito elegante e estiloso, inspirado nesse clássico filme e na tradição mexicana que é patrimônio cultural.


Após ver esse baralho, só tenho uma imagem para descrever o que sinto:

Tirinhas da Semana #177

Tá difícil postar com essa bripe que não be deixa em baz, mas as tirinhas da semana são quase uma religião.









Animação: Johnny Express

Animação: Johnny Express
No ano de 2150 em que a humanidade já desfruta de viagens espaciais de longa distância, Johnny é um pacato e preguiçoso entregador que viaja por diferentes planetas para entregar suas encomendas. E nesse mundo interplanetário, o que Johnny mais quer é poder dormir tranquilo em sua nave espacial. Porém entre as tediosas entregas, Johnny é enviado para um planeta a primeira vista desabitado e esnobado por ele, mas é aí que nem sempre acontece tudo de acordo com o planejado.

É por enquanto a melhor e mais divertida animação que pude assistir esse ano!



Dizem que nem com todos os presentes do mundo compram minha amizade

Mas sejam sinceros? Cada um tem seu preço...


Resenha Cinema: Godzilla

Nessa indústria de hollywood de sequências, remakes, reboots e aquelas sequências de filmes de 20 anos atrás (como o Blade Runner), quando soube que iriam tentar novamente fazer uma versão ocidental do Godzilla, me animei. Com uma pulga atrás da orelha, claro, afinal a mesma Hollywood já tinha proporcionado uma experiência vergonhosa em 1998, saída das mãos do diretor catastrofista Roland Emmerich. Um monstro poderoso que virou um lagarto gigante tosco pegando carona no sucesso do Jurassic Park.

Felizmente nessa versão de 2014 dirigida por Gareth Edwards temos um Godzilla que é um Godzilla. Fiel a versão japonesa, temos aqui um mostro, grande de enorme, escamoso e assustador. Outro aspecto que todos estavam curiosos de ver era o urro. Bom, ouça aqui a delicia:






Sinopse

Nessa nova tentativa de Hollywood de fazer uma homenagem justa ao monstro, Joe Brody (Bryan Cranston) é um cientista que numa pesquisa para desvendar misteriosos abalos sísmicos; e em uma dessas pesquisas, Joe perde sua mulher, Elie Brody (Elizabeth Olsen) num acidente no dia de seu aniversário. 15 anos depois do acontecido, seu filho Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson) já casado e com um filho, é um tenente condecorado e parte do esquadrão anti-bombas, mas assim que ele volta pra sua casa sua mulher atende uma ligação informando que seu pai fora preso no Japão. Ford viaja para lá pagar a fiança e vê, contra sua vontade, que o pai ainda continua atrás de desvendar o mistério daquele dia da morte da sua mãe. 

Entre desavenças, Ford é convencido pelo seu pai a retornar a casa que eles moravam em Janjira, a cidade interditada supostamente por ainda conter níveis letais de radiação. Mas quando os dois são presos novamente pela invasão, eles são levados a região da usina que Joe trabalhava a 15 anos atrás, reconstruída pelo governo japonês por debaixo dos panos. Porém ali se esconde muito mais que eles esperam. Lá Dr. Ichiro Serizawa (Ken Watanabe) e a Dra. Wates (Sally Hawkins), estudam um casulo de uma criatura desconhecida que surgiu na usina nuclear que Joe trabalhava, e era a causa de tais abalos sísmicos que mataram sua mulher.

Godzilla não é um dinossauro!

Dessa vez temos um diretor desconhecido chamado Gareth Edwards. Sem muito alarde, fiquei sabendo que esse diretor era um fã dos filmes e de tudo que cercava a criação do Godzilla, ou melhor, o Gojira como chamam os japoneses que criaram o monstrengo. E isso me animou bastante, pois tinha alguém por trás das câmeras que manjava o conceito e o que o Godzilla é, não um espetaculoso monstro gigante que destrói tudo o que vê e come gente. O que foi que aconteceu.

O Godzilla (Gojira) foi criado no Japão em 1953 pelo produtor Tomoyuki Tanaka e dirigido por Ishiro Honda, e desde então o monstro ganhou diversas adaptações, não só no cinema, mas em séries, dos quadrinhos publicados pela Marvel, e até virou desenho animado pela Hanna-Barbera. 

A ideia por trás do bichão era muito mais do que pura e simplesmente aterrorizar a civilização, ele era a personificação do medo das armas nucleares. O país ainda sofria com as bombas jogadas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki 8 anos antes, e o monstro foi criado a partir dessa ideia. Seu tamanho, força e destruição evoca a fúria da natureza sobre o homem, em outras palavras, das bombas jogadas sobre o território japonês na época. Mas ao longo dos anos, o Gojira se tornou uma personificação da própria cultura japonesa, de batalhas na cidade de Tóquio que causavam destruição e terror, e com uma aura que às vezes era vilanesca e outras vezes heróica.

Sendo assim, ele é um monstro que não aparecia só pra destruir a cidade, ele tinha um conceito. E nessa veia ambientalista, os japoneses já alertavam de uma forma crítica para a ignorância do homem em achar que controla a natureza e faz o que bem entender dela, inclusive jogando todo e qualquer lixo na superfície, de bombas a... lixo mesmo. Como as bombas nucleares que deram origem ao Gojira, e que o Dr Ichiro Serizawa (Ken Watanabe) deixa a entender quando cita o acontecimento

Os MUTOs - aqueles monstros que lutam com o Godzilla - apresentados na história, se alimentam de bombas e lixo nuclear, então nada mais é do uma forma sutil de alertar para os perigos que essa tecnologia produz. Quando o Dr. Serizawa diz que o plano é deixar os monstros lutarem, foi entendendo que o Godzilla, símbolo da destruição e do medo, era essa arma, esse predador. Tal qual o sapo come a mosca.

Essa basicamente é a premissa de Gareth com o filme, fazer uma justa homenagem ao conceito japonês que muitos não conhecem a fundo. Angariando críticas com aqueles que esperavam uma simples luta cheia de efeitos entre os monstros gigantes, algo que a história do Godzilla, em seu coração, não se trata. 

Problemas e soluções

Aqui Gareth focou basicamente no esquema que vemos hoje em dia na série The Walking Dead, ou naquela versão recente do filme Guerra dos Mundos (que ficou bem legal): o drama do lado humano no meio da catástrofe. No caso da série e do filme que citei, os zumbis e os aliens respectivamente. Mas o que achei uma decisão acertada, é aonde morou o problema. Gareth acabou focando mais no suspense e no drama que no próprio Godzilla. A estrela maior era ele carai! 

O drama na verdade é a velha mecânica de expectativa que o diretor criou com o espectador. Vendo o filme me perguntei várias vezes: a que horas o Godzilla vai aparecer? Gareth usa esse suspense a seu favor, justamente para desenvolver o foco no drama humano que os MUTOs provocaram pelo mundo. Pois é, o Gojira aparece bem no final, e na verdade o clímax está ali na pancadaria entre eles. Era o momento que todos esperavam. 

E se formos analisar o filme num sentido mais tradicional, a trama do filme é bem simples e ao longo dele é fácil perceber que todos os clichês de gênero estão ali: o pai que perde sua esposa num acidente, o filho que acha as teorias de seu pai paranóicas, o pai que não consegue esquecer o passado e o filho que quer esquecer o passado, a parte que o pai praticamente diz "eu avisei", os desencontros de família... e blá blá blá. O que achei válido, afinal, que atire a primeira pedra o longa hollywoodiano que não abusa dos clichês? Difícil. No entanto, o lado bom é que nenhuma relação ficou piegas no longa, temos seriedade em todo momento.

Chato também é que com tantos atores renomados e premiados, principalmente a dupla Bryan Cranston e Ken Watanabe, tivemos atuações que apesar de funcionarem, foram medianas pro que poderiam se tornar com a proposta do filme. Nem com o personagem principal, Ford Brody, interpretado pelo Aaron Taylor-Johnson alguém teve um pouco de... "compaixão". Lógico, a estrela é o Godzilla, mas se a proposta era equilibrar o drama humano com o clímax da pancadaria, creio que esses dois lados poderiam ser mais bem aproveitados no final das contas.

Apesar do resultado criticável nesses aspectos, na minha visão esse "equilíbrio" era o que deveria ser feito para não transformar o longa em mais um daqueles filmes espetaculosos de explosões - algo que geraria outra decepção como em 1998. Algo que o Godzilla não poderia ser.

Conclusão

Curti muito Godzilla e vale a pena você ir ao cinema ver também, mas tenho a consciência de que o filme não é inesquecível, em outras palavras, gera sensações dúbias. Por um lado temos um filme decepcionante, tanto nas atuações como na pancadaria. Mas por outro lado, Gareth teve uma decisão acertada na visão com o andamento do filme, e no sentimento que tal acontecimento traria a humanidade. 

É um filme que acertadamente faz reverência a sua inspiração japonesa (dando espaço a eles), e sendo fiel ao conceito original da criação. Algo que repito, consequentemente não agrada a todos que esperavam ver mais o Godzilla em ação. Nem a mim, naquele sentimento mais "animalesco" de ver a pancadaria correr solta.

Versões para músicas que você odiava, mas passará a curtir

Versões para músicas que você odiava, mas passará a curtir
Bom, o título do post é baseado na minha ideia de que você curte boa música e tem cabeça aberta a ouvir novos sons. ;)

Scott Bradlee é um pianista talentoso que em seu canal do YouTube, toca músicas famosas em estilos completamente diferentes inspirados nos jazz (qual o plural de jazz?) dos anos 40, 50, 60. Uma de suas músicas mais vistas no YouTube com quase 1 milhão e 500 mil visualizações, é essa versão do sucesso do começo dos anos 90: "Careless Whisper" de George Michael.

Nesse cover estiloso, com todo glamour do figurino dos anos 30, temos a charmosíssima ruiva Robyn Adele Anderson nos vocais e a banda esperta "Post Modern Jukebox".


Outra versão bem legal desse grupo, é para a música da Miley Cyrus: "We Can't Stop". 



Animação: The Backwater Gospel

Animação: The Backwater Gospel
Essa animação é antiga, bem famosa, e tem quase 3 milhões de visualizações no YouTube. Mas sempre vale a pena rever pois trata-se de uma animação genial!

De um modo bem direto, ela trata do fanatismo puramente ignorante da religião. Indo da discriminação por quem é diferente, do ódio e manipulação da massa, e da ânsia pela crueldade supostamente divina e justa em detrimento do bom senso comum. São dez minutos do seu tempo muito bem empregados.







Curta live-action de Akira feito por fãs

Curta live-action de Akira feito por fãs
Akira é um dos clássicos inquestionáveis do cyberpunk. Criado por Katsuhiro Otomo, o longa se passa na cidade do que chamamos de Neo-Tóquio, a cidade de Tóquio reconstruída depois da III Guerra Mundial. Se você não (ainda) não conhece, vou explicar um pouco da história.

30 anos depois do ocorrido, uma gangue de motoqueiros liderada por Tetsuo e Kaneda, tem um acidente inesperado quando Tetsuo colide na auto-estrada com uma criança misteriosa e é resgatado/levado pelo governo junto a ela. Essa criança se chama Akira, a culpada pela guerra que devastou Tóquio por causa do crescimento incontrolável de seus poderes sobrenaturais e ela havia escapado do programa de investigação psíquica secreta do governo. Esse incidente, bem como os testes realizados, acordaram os poderes latentes de Tetsuo com desastrosas consequências tanto a nível pessoal, como conflitos interpessoais com os seus amigos, o que no desenrolar da história, faz Neo-Tóquio ser novamente ameaçada por outro incidente

Enquanto Hollywood trabalha numa adaptação live-action (que muitos rezam para não acontecer) do clássico, o pessoal do The Akira Project saiu na frente e produziu um curta da animação. Nesse projeto sem fins lucrativos que surgiu através de um crowfunding, envolveu amantes desse trabalho atemporal de Otomo que nos entregam essa homenagem muito bem feita a gangue de Kaneda.



O que passa pelos meus fones #74 - Motorhead

O que passa pelos meus fones #74 - Motorhead
Ano passado o imortal Motorhead lançou o 22º álbum de inéditas da sua carreira, o excelente "Aftershock" que resenhei aqui pro Descafeinado.

No entanto, esse fim de semana revivi um pouco do clima do álbum vendo um clipe da música "Heartbreaker". Tá certo que o mesmo foi lançado também no ano passado, mas me senti na obrigação de compartilhar com vocês. =)

E se o "meet and greet" da Avril pegasse por aqui?

Nessa semana muito se falou do tal "presente de grego" que a Avril Lavigne dava para seus fãs (otários). Simplesmente você podia tirar uma foto com ela pela bagatela de R$ 800 - o que já faz o fã bem idiota -, mas não podia tocá-la - o que era mais idiota ainda. 

Ok. O Danilo Gentili imaginou outros exemplos se esse nojinho da Avril em tocar brasileiros inspirasse outros artistas do nosso próprio país.


Agora a opinião de alguém respeitado.


Resenha Game: Uncharted 2 - Among Thieves (Playstation 3)

A tecnologia evoluiu e os games por consequência evoluíram também. Ficou mais caro produzir games. E pelo modelo que o capitalismo prega: para cobrir seus gastos, você precisa de lucro. Então não basta só um bom game, é fundamental que ele "se pague" sozinho. Então quanto mais a produtora vender seu filé para mais empresas que puder, significa que seu game terá um lucro maior; possibilitando sequências (o modo mais simples de dar mais a quem quer e faturar mais trocados fáceis) e maior reconhecimento. Por exemplo, se você pensar em quem era a Betheseda a anos atrás, não irá lembrar.

Porém, contrário a esse modelo capitalista de ser, felizmente acaba proporcionando o inverso aos olhos da empresa que detém os consoles. Numa geração cada vez mais parecida, é fundamental apresentar um diferencial. A Nintendo ainda usa sua própria criatividade (o que vem mostrando ser pouco) e a Sony usou todo seu cacife para bancar uma grande biblioteca de jogos exclusivos ao seu PS3, ao contrário de seu rival da Micro$oft, que apresenta uma lista pobre de exclusivos para seu console. Alan Wake é o único que me recordo.

Mas enfim, esse tralalá nessa introdução gigantesca, é para explicar que se não fossem os preços exorbitantes dos consoles e jogos de vídeo-game aqui no Brasil, o PS3 pra mim seria o vencedor dessa geração, mas que por causa da pirataria, o Xbox 360 acabou vencendo aqui no Brasil em consoles vendidos. E assim foi a trajetória do PS3, relegado a segunda opção por causa da pirataria e dos impostos. 

Dentre ótimos games como Heavy Rain, God of War, InFamous, Ratchet & Clank, Last of Us, Def Jam, Gran Turismo, Uncharted e tantos outros, resolvi recentemente adquirir um PS3 após ter um Xbox 360 em casa, por causa desses games exclusivos. O fator secundário que falei, e que diretamente beneficiou a Sony em vendas em todo o mundo. 

Mas chega de enrolação, vamos falar do excelente Uncharted 2.

Enredo

A aventura de Nathan Drake é buscar um misterioso artefato indicado pelo lendário explorador Marco Pólo. Se aliando a dois sócios para encontrar pistas desse "tesouro" e por consequência, ganhar um boa graninha por essa busca, depois de aceitar o negócio  Drake (obviamente) verá que nem tudo será simples assim, e é essa a hora que a verdadeira aventura começa.

Nathan Drake: O maior herói fora das HQs

O destaque claramente não é o enredo, afinal, nesse roteiro cinematográfico, você meio que imagina como tudo ocorrerá. Contudo, o destaque principal de Uncharted é a forma como ele conta tudo isso e principalmente no trabalho meticuloso da Naughty Dog em dar imersão aos seus personagens.

Se estivéssemos na pele dele, era fácil perder o bom humor. Mas Drake mesmo fodido como um bom aventureiro, tira de letra com uma piadinha a cada cutscene que aparece. É emblemático aquela piada mesclada na verdade de que  "tudo que ele toca vira merda". Pois é, Nathan Drake se ferra e muito ao melhor estilo John McClane em Duro de Matar. Não há pausa pro pobre coitado. Esse roteiro cheio de reviravoltas traz sempre uma surpresa indigesta pro herói a cada passo que ele dá. E tal sensação de fragilidade do personagem é vista não só ao longo da aventura, mas logo de cara quando ele é obrigado a escalar um trem em destroços a ponto de cair num precipício; sensibilidade que também é vista em pequenos detalhes como Drake tentando se aquecer no frio esfregando as mãos. Essa criatividade na construção dos personagens faz falta em muitos filmes de Hollywood.

Enfim, é impossível não se envolver emocionalmente com Drake e torcer a cada minuto para que no fim tudo dê certo, não só através da trama, mas pelo carisma dele. Confesso que depois da humanidade que Drake teve ao num dos mais intensos conflitos do game, ao carregar o câmera-man que acompanhava Elena no meio do tiroteio, resistindo a insistência de Chloe e mesmo ele próprio sabendo que o câmera dificilmente iria sobreviver do tiro que levou, foi um dos momentos mais valorosos do game.

Em Uncharted você raramente estará sozinho, sempre haverá algum personagem para te fazer companhia na aventura. Seja os "pares" Chloe e Elena, o sarcástico senhor Sully, o guia fodão Tenzin, e o fdp traidor Harry Flynn; todos eles são imprescindíveis pra história, contam com personalidades próprias e ótimas dublagens e caracterizações. 

Gráficos e Jogabilidade

Os gráficos são um dos mais belos que já vi nos games. Boa parte da aventura de Uncharted se passa no interior de construções antigas ou na pura poeira causada pelo tiroteio. Mas quando o game se mostra nas paisagens mais "vivas", nas geleiras, montanhas e matas, principalmente no seu final na Árvore da Vida. Apesar que acredito que você não vá parar muito pra apreciar por causa de sua agitação.

A sua jogabilidade também é excelente e não faz feio a games não só de aventura, mas de shooters também. 

Não tenho muita base pra falar de jogos de tiro, até porque joguei poucos na minha vida, mas a inteligência dos inimigos agrada, como a ótima variedade de armas. Como em Gears of War, você tem a opção de escorar e atirar as "cegas" se quiser, mas se a situação apertar e um inimigo te surpreender nas suas costas você pode partir pra boa e velha porrada. Felizmente o ataque corporal não se resume somente a porrada, o inimigo se defende e apertando triângulo Drake dá um belo contra-ataque. As animações dos golpes são excelentes e bem realistas, mas que impedem o jogador de querer resolver tudo dessa forma. Sendo assim, é fundamental ter esperteza e boa velocidade de raciocínio para saber o momento certo de usar a arma certa.

O game é linear. Nada de grandes explorações para achar segredos e nada de itens escondidos para resolver certos puzzles. Tudo aqui é muito direto com os itens se limitando a artefatos colecionáveis que você encontra ao longo da aventura, e isso me agradou muito, pois a Naughty Dog não escolheu o caminho fácil de aumentar a duração do gameplay colocando um monte de itens ao longo do game, o que é comum hoje em dia.

Saca aqueles jogos que indicam o caminho quando você aperta certo botão? Em Uncharted não temos dicas evidentes como um traço no chão, mas mais discretas como dicas que esses parceiros te dão do que fazer em certa situação, ou mesmo se você ficar muito tempo parado com o personagem aparecer a dica apertando cima no direcional pad. Em outras palavras, ele te faz usar a cabeça. O senso de observação é fundamental. 

Um ótimo game sempre esconde os defeitos

Os defeitos aqui são praticamente nulos e se limitam as partes de tiro em um pequeno desacerto quando vamos escorar em uma parede, e outro, que já acho problema da Sony, que é do direcional do Dual Shock 3 ser "muito sensível" comparado ao do Xbox. O que implica na mira. Em vários momentos me vi naqueles "toquinhos" no direcional pra tentar acertar a mira de forma mais precisa, o que te faz perder momentos preciosos que são bem curtos no meio daquele tiroteio todo. Mas como disse, esse é um problema da Sony, portanto é um detalhe que não tira nem um pouco do brilho que o game tem.

Conclusão

Cinematográfico e de forma competente como poucos games que vi, a aventura de Nathan Drake te faz ficar vidrado na tela da tv. Cheio de traições, reviravoltas e ação, dignas, como disse, das melhores aventuras do cara de chicote e chapéu criado por Spielberg e George Lucas. Uncharted 2 é uma das melhores aventuras da história dos games. 

Parabéns a Sony e a Naughty Dog, pois são esses games que te fazem vender seu console. Experiência inesquecível e imperdível!

E se Tarantino tivesse assumido a direção da saga Star Wars?

E se Tarantino tivesse assumido a direção da saga Star Wars?
Obviamente é impossível que Quentin Tarantino assumisse a direção de Star Wars, mesmo se fosse a última pessoa na Terra. Mas e se acontecesse isso?

Foi o que o jovem cineasta Bobby Burns divulgou no seu perfil no Twitter esses dias e acabou bombando na internet. Fã de Tarantino e da saga de George Lucas, Bobby exercitou a sua imaginação dos fãs dos dois diretores em um resultado bem curioso e divertido.





Empreendedora cria método fácil para aprender chinês!

Empreendedora cria método fácil para aprender chinês!
Com dificuldades para ensinar chinês a seus filhos ingleses, a empreendedora Shaolan Hsueh criou um método com ilustrações para facilitar o aprendizado de caracteres do mandarim. Ao perceber que a estratégia criada para ensinar chinês a seus filhos ingleses era eficiente, a empreendedora construiu um método de ensino com o site Chineasy (chineasy.org) que já conta com 277 mil seguidores no Facebook, e com esse método, ela agora pretende disseminar a leitura do chinês.

Cada imagem nas ilustrações do Chineasy, é vista como um módulo de construção, e a combinação de vários desses módulos permite a formação de componentes mais complexos e de frases em mandarim. Esse método é baseado em ilustrações que usam o caractere chinês (hanzi) como parte do desenho. A ideia básica do curso é que a partir de poucos caracteres é possível criar um vocabulário suficiente para aqueles que pretendem aprender chinês como língua estrangeira.

Pois é, são pequenas e simples ideias que movem o mundo. Bacana né? Finalmente alguém teve a ideia de fazer esses desenhos virarem um desenho!



O "clássico" da Lady Gaga "Telephone" em versão Death Metal

O "clássico" da Lady Gaga "Telephone" em versão Death Metal
Quem é mais atento as letras do rock, sabe muito bem que inúmeras letras do estilo traduzidas pro nosso idioma se encaixariam perfeitamente nos sucessos pop, do pagode e até sertanejo, principalmente aquelas do rock farofa dos anos 80. Portanto é só alguém fazer um cover de uma música que você odeia, e voilá, essa raiva desaparece; pros dois lados da moeda. Você até pode não curtir covers, afinal, julgamos que o original sempre é melhor, contudo, esse "cover" merece respeito.

Eddie Kim em seu canal no YouTube faz isso, onde além dessa versão para "Telephone" da Lady Gaga feat. Beyoncé, tem outros sucessos da música pop em seu acervo. Com a mesma letra e uns riffs pra disfarçar, Eddie faz um fã desatento do metal com certeza pensar que se trata de uma música comum do estilo.

Duvido você não achar foda.






Animação: Painted - Uma aventura na arte corporal

Animação: Painted - Uma aventura na arte corporal
Esse é o mais bacana stop-motion que você verá hoje!

Numa mistura de fotografias, muitas fotografias, e uma boa dose de graffiti. Fotografado entre 2012 e 2013 no quarto de Elvis com uma simples câmera point and click, esse stop-motion totalmente idealizado pelo artista (Ctrl + C e Ctrl + V nesse cara) Elvis Schmoulianoff, é uma inspiração em cima principais artistas favoritos de Elvis na arte corporal e na do stop-motion facial.


Vi no Xpock


O que passa pelos meus fones #73 - Power Rangers

O que passa pelos meus fones #73 - Power Rangers
Vocês fãs da série que fez parte de dez entre dez assalariados que estão lendo isso agora, sabiam que a "The Power Rangers Orchestra" existe? Esse é o resultado da união entre os renomados Eric Martin (vocalista do Mr. Big) e o baterista Matt Sorum (ex Guns N' Roses), e ainda o guitarrista Tim Pierce e o baixista Pablo Cruise. Corrijam-me se eu estiver errado.

Para "comemorar" o anuncio do filme dos Power Rangers que foi feito hoje pela produtora de Jogos Vorazes, a Lionsgate. "A hora de morfar" não tem previsão de estreia, o que é bom para sacrificarmos algumas almas contra a realização desse filme. 

Enquanto isso fiquem com a versão original com o vocal de Eric Martin:


Pouco a pouco Hollywood vai trucidando nossa infância. Primeiro foi o insosso Os Três Patetas, O Vingador do Futuro e Carrie; depois serão os vindouros Power Rangers, O Caça Fantasmas 3, Um Tira Da Pesada 4 e Os Goonies (especulação). E os que tem grande chance de dar cagada: Blade Runner e Scarface. Haja anos 80!

Uma nova mesa para um bom e velho gato

Acredito que muito dos leitores do blog tenham gatos como eu, e se tem, sabem muito bem a difícil tarefa que às vezes se torna ler, jogar vídeo-game ou mesmo ficar em frente ao computador. Gatos são donos do lugar e ponto, você que se acostume!

Para todos os males, achamos uma nova diversão para seu gato. Uma mesa... "furada". =)