Fatos interessantes sobre os canhotos

Mais do que aquele cara estranho que senta no fundo da sua sala, os canhotos são muitas vezes pessoas talentosas e peculiares. O meu amigo colega de apartamento é uma delas, desenhista e guitarrista, costuma aprender certas coisas mais rápido que eu. 

Chaplin, Hitler, Einstein e Alexandre O Grande são algumas dessas pessoas peculiares e grandiosas que ajudaram a construir a história, seja pela sua grande oratória, poder, ou simplesmente donos de um carisma e sagacidade pouco visto.

Abaixo alguns fatos sobre esses que não tem mesas de faculdade feitas para eles.



Ilustrações fodásticas dos Avengers

A moda do filme passou, muitos se encheram o saco por ter fotos dos Avengers em qualquer canto, mas outro não, nunca! O filme só reafirmou a força que esse grupo de heróis e a força mercadológica que esse grupo de heróis tem. Abaixo ilustrações dos mais carismáticos heróis desse grupo. São pôsteres que podiam fazer parte de qualquer campanha promocional, muito melhor do que as tais cabelas flutuantes. LOL





Eu curti mais a do Homem de Ferro, e você?

Aprenda a lavar roupas sem máquina

Aprenda a lavar roupas sem máquina
Nessa nova empreitada de finalmente deslargar da minha família, muita coisa já foi conquistada e muito dinheiro foi embora.

Além da liberdade de beber e trazer mulheres aleatórias em casa (não o meu caso porque namoro), sem o incômodo de apresentá-las pra mãe. Vivo satisfatoriamente aqui, pois luz, internet e miojo são os alimentos do homem moderno. Porém eletrodomésticos como microondas, geladeira e máquina de lavar são partes das coisas básicas de casa; aquelas coisas indispensáveis que fazem tudo por você e viver sem isso é um tanto "chato". 

Desde setembro, levei roupa suja na casa da minha namorada e comprei um cesto pra como um belo modo de organização e necessidade simplesmente usar diversas vezes e "jogar tudo dentro", como um bom homem faria na plenitude de sua organização e limpeza. Felizmente nas minhas férias no mês que vem, esse robôzinho que se alimenta de sabão deve chegar aqui em casa e devo progredir um pouco mais na vida (pelo menos ter roupas limpas). =)

Mas e aí? E se você não tem a mesma sorte que eu de ter providenciado uma máquina de lavar até o final do ano e olhar pro guarda roupa e ver todas as três ou quatro camisetas e calças sujas, o que dá pra fazer?

Esse vídeo te ensina a ser auto-suficiente e não depender da tecnologia. Lave, centrifugue e passe as roupas usando ferro, fogo, e um pouco de drogas e demência...


E eu que pensei que os emos estavam mortos... 


Resenha CD: Soulfly - Savages

Tenho que dizer que "Enslaved" foi um grande choque. Não duvido da capacidade do Max Cavalera como músico, e as experimentações sempre foram sua marca. Ok, se a banda que o Max tanto ama falar sobre, o Sepultura, tem álbuns com diferentes pegadas entre si; o Soulfly se notabilizou radicalmente por ser assim. É a banda de Max Cavalera e ele manda. tudo começou no "Roots" lançado pelo Sepultura em 1995, e lá fora as batidas mirabolantes e ritmos brasileiros intrincados entre a música pesada que o Sepultura fazia, era sucesso absoluto. Até mais lá na gringa que aqui, prova que o Soulfly, continuação dessa época mirabolante da cabeça de Max, ficou famosíssimo lá fora.

Se formos falar de qualidade, o Soulfly teve poucos méritos. Sonoramente o Soufly - ou Suflê para os chegados - era mais uma pastelaria de sons e pouca direção. A troca constante de membros (com Mark Rizzo sendo o mais constante) também não fazia o Soulfly como banda, um conjunto que chegasse a um ponto e dissesse: "vamos estabelecer esse nível de qualidade". Penso que Max conseguiu sua identidade e a percussão abrasileirada deu o que tinha que dar, então o choque que tive ao ouvir "Enslaved" foi que finalmente Max se deu conta disso (ou não). Pesado, brutal, agressivo, direto. Um verdadeiro soco na cara de 2012 que ainda dói ao colocar o disquinho no aparelho de som. Parece que Max resolveu revistar a sua discografia "podreira" da adolescência e conseguiu ainda assim ser moderno, e ter uma produção igualmente assim.

Aí a pergunta é: como continuar esse embalo? Simples, para o Soulfly é como dizer: "vai lá e mude". O que pode ser demérito e errôneo para muitos, para muitos outros essa atitude mostra coragem e personalidade, em que a falta de característica sonora da banda não vai além do peso e puramente assim. Qualquer surpresa pode acontecer.

O guitarrista Mark Rizzo continua sendo fiel escudeiro de Max, e no recente "Savages" tivemos uma criação em família. Zyon Cavalera que teve uma participação na última faixa de "Enslaved" agora foi efetivado na bateria, e em "Bloodshed" tivemos uma participação de Igor nos vocais (não o irmão de Max, mas o irmão de Zyon). Bom, sinceramente não acrescentou nada a faixa. Mas... em família dos outros não se mete o nariz.

"Savages" é carregado de groove, e é mais sombrio que "Enslaved". Até mesmo pelo afinamento de guitarras, pegada seca da bateria (faltando até qualidade) e pelo punhado de riffs mais cadenciados e pesadíssimos.

Não curto muito de fazer descrições faixa-a-faixa em resenhas, na verdade nem curto ler resenhas que são dessa maneira. Sei lá, é algo muito técnico e mecânico pra mim. Prefiro falar sobre a banda e dizer o sentimento que tive ao ouvir o álbum, deixando aos leitores as impressões faixa-a-faixa que tiveram. Sendo assim, os destaques de "Savages" são a "Cannibal Holocaust" que é a faixa que mais lembra o que tivemos em "Enslaved", talvez uma espécie de transição. A caótica, grudenta e grooveada "Fallen", a "rifferama" de "Master of Savagery" e "This Is Violence"; e a brutal "El Comegente".

A primeira impressão que temos de "Savages" é que pouco aqui se compara ao surpreendente "Enslaved", e que não devemos comparar um ao outro jamais. Mas como meu papel é compará-los de alguma forma (é?), "Savages" é inferior tecnicamente a "Enslaved", possivelmente se os dois tivessem sido lançados inversamente teria me surpreendido mais com o álbum de 2012 com esse que foi lançado esse ano. Mas deixando isso de lado, o que importa é que "Savages" é uma outra pedrada na orelha pra te deixar surdo de vez!

O Soulfly nessa estrada consolidou seu jeito de fazer música.

Tracklist:

1. Bloodshed
2. Cannibal Holocaust
3. Fallen
4. Ayatollah of Rock 'n' Rolla
5. Master of Savagery
6. Spiral
7. This Is Violence
8. K.C.S.
9. El Comegente
10. Soulfliktion


Impressões da Brasil Game Show 2013: Dia 26

As belas mulheres não podiam faltar na BGS
Quando eu era criança e adorava games, o ato de ir pra banca e comprar a revista do mês só pra ler sobre as novidades, detonados, reviews e previews de jogos do console que nem tinha, era algo comum. Claro, nessa época, assim como tudo parecia mais fácil por sermos crianças e a internet não era um meio primário de informação, as revistas de games eram o que haviam. A Nintendo World custava R$ 4,90 e existiam as saudosas BGM, Ação Games, Gamers... Hoje as três últimas estão extintas e só a Nintendo World ainda existe para contar história, e não só ela, mas todos os tipos de revista informativos absurdamente caros para cobrir suas vendas mais baixas, em torno de R$ 10.

Era a época em que tinha ainda o saudoso Super Nintendo, a "caixona d'água" do Playstation 1 e o Dreamcast e Nintendo 64 estavam por aí. A época que o Pokémon era realmente legal e os gráficos do Dino Crisis (ah, Dino Crisis) e Turok eram "foda". Essa era a época em que lia sobre a Eletronic Entertainment Expo, vulgo E3, e via que existia realmente um evento somente sobre games. Algo que nem podia sonhar aqui no Brasil. Época em que já me satisfazia em poder assistir um programinha de 15 minutos na TV feita por um cara e uma câmera...

No entanto o tempo se passou, eu cresci, e desde o ano passado o "sonho" de muitas crianças como eu se tornou verdade. Sim, o país de tantos problemas e de tantos impostos fazendo jus a seu tamanho, tem o "maior evento de games de América Latina". Mas talvez só esse ano, pelo lançamento da nova geração de consoles como o Playstation 4 e Xbox One, pode-se juntamente com o crescimento natural do próprio evento, se tornar algo do tamanho que realmente se imaginava. Os três dias de visitação do público provam isso.

A porra toda aconteceu e Expo Center Norte, um lugar grande e digno. Chegar lá não é nem um pouco dificil, já que tem metrô próximo e de lá ônibus faziam a rota entre eles gratuitamente. Até aqui nada de anormal. Mas chegando lá sim: o tamanho da fila.

Eu e meus amigos chegamos cedo, por volta das 9 ou 10hrs, e foi uma decisão sábia, pois mesmo assim enfrentamos uma fila quilométrica. Foram horas, demorou tanto que até criei barba, mas como todo pensamento de um brasileiro nato é "tudo podia ser pior", lá eu segui pensando assim. Olhando pra trás e vendo aquela fila aumentar a se perder de vista, olhando pra trás e vendo que aquele povo ia entrar no lançamento do PS5, e olhando pro lado e vendo o pessoal com a VIP entrar rapidamente; pois é, tudo podia ser pior.


A fila parecia o jogo Snake do tijolão indestrutível da Nokia, e fico imaginando se estivesse chovendo até onde essa situação iria. Claro que público não faltava, afinal os milhares de ingressos pro dia estavam esgotados, mas essa fila quilométrica foi uma falha na organização enorme. Nada que tivesse tirado a minha alegria e dos presentes, mas...

Chegando ao ponto em que a fila andava rápido e éramos apressados na piada pelos caras do staff com gritos de "vamo, vamo" - como se não quiséssemos entrar - passei a catraca e a primeira vista o tamanho do que via ali me impressionou. Tínhamos dois pavilhões, o branco e o azul, um dedicado mais aos PCs, jogos online e de celulares e outro mais aos consoles. Com estandes grande e outros que pareciam da 25 de março.

Particularmente só o azul me interessava, e lá tinha o stande da Microsoft com o Xbox 360 e o Xbox One com destaque ao romano Ryse: Son of Rome, Killer Instinct e Halo 4, o da Sony com Killzone: Shadows FallBeyond: Two Souls, e que tinha o PS3, PS Vita, e o Playstation 4 com oportunidade de testar os jogos e numa caixa de vidro ver o dito cujo que parece mais dois Playstation 2 em um cima do outro com um neon no meio.


Tínhamos também um grande estande com campeonato ao vivo de League of Legends (com direto a uma queda de conexão no meio da partida, da EA com o famigerado FIFA 14 e Battlefield 4, Warner estrelando o Batman Arkham Origins (único game que eu realmente joguei), Ubisoft com grande espaço ao Just Dance (nem lembro que número), ao cyberpunk Watch Dogs e ao Assassin's Creed Black Flag, Blizzard com o óbvio destaque para o Diablo 3, e Activision com maior destaque para o novo Call of Duty: Ghosts e o para PS4, Destiny. Mancada resta pra Nintendo que não esteve presente. Banana pra eles!

Para venda de jogos tínhamos um estande da Saraiva e outro da Americanas, e duas grandes praças de alimentação, que tradicionalmente não comportavam o tamanho do público pois se via muita gente sentada no chão. Pra arrumar um lugar, ou desistia e puxava uma cadeira e sentava no chão, ou fazia que nem vaga de estacionamento, rodava, via que alguém estava prestes a sair, e esperava.


Eram duas praças, uma em cada pavilhão, com direito a Bob's, Casa do Pão de Queijo, Black Dog, Uno Due, Domino's Pizza e etc. Como em todo evento o preço da comida (e tinha comida mesmo lá) é alto. Sinceramente nem adianta cair no comum e reclamar como se algum dia isso fosse mudar, e se em algum lugar do mundo tivéssemos "comida por quilo" num evento desse tamanho. Então nem contabilizo na "falta de organização". Mas no que eu comi lá no Black Dog por R$23 me senti satisfeito, e com direito a sorte de um garçom ter nos atendido na mesa. Algo irreal pro tamanho daquilo. Então não achei o preço abusivo.

Preço abusivo era o do estande da própria Brasil Game Show, em que você podia comprar souvenirs do evento. Camiseta oficial do evento por R$ 50? Não, obrigado.

Entre esses estandes da 25 de março, destacava-se o da Hyperkin. Não, ela não tinha nada demais visualmente, mas tinha a venda o Retron 5, um console que rodava 10 vídeo-games em um, com entradas para os cartuchos e controles do NES, Mega Drive, Game Boy Color e Advance, e Master System por R$ 500; perfeito para quem quer uma dose de nostalgia. E o Super Nintendo portátil Supaboy por R$ 449,90, que era um portátil com um formato igual de um controle de Super Nintendo com direito a mesma disposição de botões e que resgatava seus velhos cartuchos de seus velhos consoles. Era só encaixar a fita no portátil e se divertir. Legal não? E ainda tinha direito a mais duas entradas para controles no portátil para você jogar em multiplayer.

Retron 5 e seu visual moderno

O portátil Supaboy
Lá os dois estavam disponíveis para testes, e na TV Led estava lá o clássico Killer Instinct para "rivalizar" com seu irmão moderno lançado exclusivamente para Xbox One. A fila se comparava a certas filas pra testar os jogos mais recentes e muitos não resistiam e jogavam só uma partida pra relembrar os velhos tempos de 1995. Essa é só mais uma força da nostalgia mostrando que para gamers mesmo, valia a diversão, contradizendo muitos daqueles que estavam em outros estandes dando prioridade aos gráficos, tenho certeza.

No mais foi isso, sai satisfeito e com a certeza que vi um grande evento. Problemas? Esses sempre haverão, pois num lugar com muita gente sempre há isso. Mas nada foi capaz de tirar o brilho do evento e com oportunidade de testar aqueles jogos que só víamos pelo YouTube.

O clipe de Thriller animado com pecinhas de Lego

O clipe de Thriller animado com pecinhas de Lego
Um dos momentos mais marcantes da minha adolescência e dos anos de MTV, foi quando via nos primeiros postos das paradas aquela música curta daquela banda que nem conhecia direito na época, chamada White Stripes.

Podia não gostar tanto da banda (apesar de que a achava "cool"), mas a meticulosa e perfeita animação de menos de dois minutos feita por Micheal Gondry e por milhares de peças de Lego, me fazia correr em círculos pela sala. Claro que não comparando, mas me causou a mesma reação de admiração que tenho ao ver uma animação stop-motion, em que o trabalho meticuloso ao final se torna uma verdadeira obra-prima. Tanto que me marca mais o clipe do que a música propriamente.


Anos mais tarde, encarando um desafio, a animadora Annette Jung reproduziu a introdução da icônica "Thriller" de Micheal Jackson usando as pecinhas. Confira: 

A tecnologia é um grande reflexo da sua velhice

Vale pra celulares também.


A feiura é a única coisa que te acompanha pela vida inteira.

A diferença das propagandas brasileiras e estrangeiras

A diferença das propagandas brasileiras e estrangeiras
Não vou postar aqui nenhuma propaganda brasileira pois é óbvio que você já está cansado de assistir elas por você mesmo na televisão. Então vale a pena dar uma olhada nessa propaganda de carro simples e muito criativa da Honda que vi no Sedentário & Hiperativo.


É uma questão de cultura, mas sinceramente sinto falta desse trato elegante das propagandas estrangeiras. É bem-humorado sem ser vulgar e datado. É o caso das conhecidas propagandas da Heineken, que são 1 milhão de vezes melhores que qualquer propaganda da Skol. 


Faça o seu próprio ar-condicionado!

Faça o seu próprio ar-condicionado!
Nesse fim de semana começou o horário de verão, e parece que junto dele começou o verão pra valer. 

Para você que não tem dinheiro pra comprar um ar-condicionado e aproveita as horas no trabalho pra se refrescar em um, a dica do pessoal do Inhamis Oficina é para você. Eles ensinam no vídeo como transformar seu ventilador velho de guerra num ar-condicionado caseiro. São poucos passos, mas é um pouquinho complicado. Mas pra quem está desesperado com o calor e manja das putarias dos trabalhos manuais, vale a pena o esforço.


A opinião de Hitler sobre o PS4k... E a minha

A atuação de Bruno Ganz no filme "A Queda" é tão épica que essa cena serve pra praticamente qualquer tipo de polêmica. Essa foi uma das melhores!


Bom, deixando o humor de lado, darei uma opinião também sobre esse preço absurdamente absurdo, tão absurdo que dá para eu ir e voltar dos EUA com um XOne, Wii U e um PS4 debaixo do braço. 

Muito já foi dito em fóruns e em reportagens sobre o preço do Playstation 4, e nem resta muito a mim. Mas hoje a Sony resolveu dar suas explicações em meio a enxurrada de protestos e piadas sobre os 4 mil tão fora da realidade, e achei um bom momento para expor minha opinião de forma mais justa, já que agora temos os dois lados apresentados. 

Fazendo um cálculo bem simples, de acordo com a Sony os impostos brasileiros chegam a 63% do valor final do console e a margem do varejista e distribuidor chegam a 22%. É uma continha chata e enrolada, mas não é preciso de muita inteligência pra acabar percebendo que o preço acaba indo além do aceitável. 

Atente-se também pro fato de que os impostos incidem sobre o preço inicial, não no preço final (para o consumidor). Os impostos ficam entre os 63%, mas esse valor pode ser bem diminuído (cerca de 50%) se o console pudesse ser montado no Brasil, e não lá fora como é o caso do PS4. Esse porém encarece muito o preço. Entretanto entendo também que o lado de o console ser fabricado por aqui requer um investimento de enorme, algo que depende tanto da boa vontade da própria empresa em explorar um mercado tão grande, como do governo brasileiro de não roubar tanto dinheiro de todo mundo que tem algum.

Leia aqui a entrevista de Mark Stanley, executivo da Sony responsável pela divisão da América Latina, sobre o preço do PS4 em que declara: "Por esse valor não gostaríamos de vender sequer um PS4 no Brasil". E daí tire suas próprias conclusões.


Levando em conta de que o console não é fabricado no Brasil (o que diminuiria seu valor pela metade), a pergunta que fica é: como o Xbox One passando pela mesma tarifação e burocracia, tem quase a metade do preço, mesmos sendo US$ 100 mais caro lá fora? Claro que tem subsídios, mas o console do Tio Bill também não é fabricado no Brasil, e a conclusão que se tira é que faltou para gigante japonesa um tato gigantesco tanto de mercado como mesmo em marketing, principalmente se tratando do Brasil que eles tanto "afagaram" na conferência da E3 com conteúdos na nossa língua natal. Bom, nesse planeta o que manda são lucros e mais lucros. 

Apesar das explicações, é claro o olho gordo da Sony. É a burrice de cobrar um preço absurdo sabendo que tem outros produtos equivalentes bem mais competitivos, um bom exemplo são suas TVs da linha Bravia. Tentar eletizar de algum jeito o já burocrático e taxado mercado gamer, é um tiro no pé.

As respostas mais claras virão na conferência da Microsoft na Brasil Game Show nesse mês, mas um fato dá pra afirmar: a empresa que saiu tão atrás da Sony (no meu ponto de vista), com esse preço acabou virando para os brasileiros uma alternativa clara para a próxima geração de consoles, e com até o Wii U entrando na jogada! A antipatia é enorme, e a Sony perderá milhares de fãs (inclusive eu) brasileiros e consequentemente dinheiro, já que contando os "nativos" conscientes, o console acabará encalhando nas prateleiras. 

Lembre-se também que puxando pela memória a Sony sempre colocou seus consoles nas alturas, e com o tempo foi abaixando o preço até tornar algo mais agradável aos bolsos. Aqui no Brasil a maioria dos gamers está acostumada a geração passada dos consoles justamente por causa do preço de lançamento. Somente um protesto de grande proporção, poderia fazer a Sony se coçar a abaixar o preço diante de seus consoles encalhados nas prateleiras, mesmo com seu console importado e cheio de impostos. Mas duvido que isso aconteça, já que sempre há gente apressada e que procura status de ter algo que os outros não tem. 

Portanto, para esse Natal é melhor guardar nosso dinheiro e investir num PS3. Tá bom demais!

O que passa pelos meus fones #57 - Black Sabbath

O que passa pelos meus fones #57 - Black Sabbath
Fazia muito tempo que não mexia nessa seção. Então a hora é de voltar em grande estilo!

"Loner" é o mais novo single de 13, décimo-nono (e excelente) álbum de inéditas do Black Sabbath que retorna com a formação original (sem Bil Ward) após 35 anos.

Recentemente eles passaram no Brasil com a abertura de luxo do Megadeth em 3 shows, SP, RJ e POA. E para deixar quem foi no show com saudades e aqueles que não foram com mais tristeza (eu), eles liberaram semana passada o clipe do seu DVD ao vivo da turnê. Gravado em Melbourne, o DVD foi batizado de "Gathered In Their Masses" e tem o lançamento agendado para 22 de novembro.

Segunda é hora de voltar a rotina

De andar de metrô, de detestar contato e ser esmagado pelas pessoas, e de olhar bundas alheias.


A sensação é a mesma quando o metrô lota e você fica sentado...


Resenha CD: Trivium - Vengeance Falls

Ultimamente é tarefa para poucas bandas ter uma discografia respeitável, predominantemente feita de discos em que você pode gostar um pouco menos em detrimento a outro, porém, é de acordo que qualquer disco de tal banda é acima da média. Depois de escutar "Vengeance Falls" já posso dizer que o Trivium é uma dessas bandas.

Formada em 2000, o Trivium formado por Matt Heafy (V), Corey Beaulieu (G), Nick Augusto (B) e Paolo Gregoletto (Bx) já está na estrada a 13 anos, o que é "pouco" tempo se tratando dos dinossauros que vemos por aí, mas anos de franca evolução. O petardo que se escuta em "Vengeance Falls" não é brincadeira. 

Apesar das influências de Thrash Metal e até de Death Metal, a essência do Trivium é o heavy metal, e aqui a banda executa isso com perfeição. Todas as faixas do disco apresentam refrões bem construidos e riffs matadores, mas dou destaques para a pesada, thrash e energética "Brave This Storm", a faixa-título "Vengeance Falls", a mais rápida e de ótimo refrão "No Way To Heal", a "Incineration: The Broken Wings" que conta com um riff excelente e empolgante, e a faixa bônus na versão limitada "As I Am Exploding" que é absolutamente o tipo das faixas que te fazem pagar mais caro na edição limitada - isso claro se você for aficcionado por CD's. 

Saca aqueles momentos em que a música para e você grita "hey!" quando o vocalista te convoca a levantar os braços? Sabe quando você sai cantarolando a música sem perceber? O Trivium sabe dar essa sensação. Esses momentos não se trocam.

O Trivium (ao lado de um Mastodon, Lamb of God e Machine Head) chegou em um nível de maturidade em que é difícil ter um álbum em que se diga que a banda pisou na bola. Desde "Ascendancy" de 2006, o Trivium só vem crescendo. Vieram "The Crusade", Shogun", "In Waves", "Vengeance Falls", e viu-se retratos de uma banda que nunca se acomodou em cima do seu som. "Vengeance Falls" fica melhor a cada vez que se escuta. Assim como o mais agressivo "In Waves" é preciso apreciar mais de uma vez para ter uma opinião formada mais exata - apesar que o dito cujo é direcionado a um público maior que o já citado antecessor.

Com uma pegada diferente e solos mais contidos do ótimo "In Waves", "Vengeance Falls" é como se fosse uma mistura desse com o álbum mais heavy da banda "The Crusade", então apresentando poucos vocais guturais. Algo criticável para a maioria dos fãs da banda, mas algo que é muito elogiável da minha parte. Porquê? Matt Heafy aqui soube dosar sua voz na medida certa e reafirma o fato de ser um dos melhores vocalistas da atualidade. É certo também afirmar que "Vengeance Falls" não chega ao nível de criatividade de um "Shogun" ou do próprio "In Waves", mas mesmo assim se credenciou como um dos melhores petardos do ano. É um metalcore feito na medida certa: pesado, direto, e melodioso sem perder a agressividade. 

Se você é um bicho do mato e ainda não conhece a banda, esse é o momento!

Tracklist:

1."Brave This Storm" 4:29
2."Vengeance Falls" 4:13
3."Strife" 4:30
4."No Way to Heal" 4:05
5."To Believe" 4:32
6."At the End of This War" 4:47
7."Through Blood and Dirt and Bone" 4:26
8."Villainy Thrives" 4:54
9."Incineration: The Broken World" 5:52
10."Wake (The End is Nigh)" 6:00

Deluxe edition:

11."No Hope For the Human Race" 3:59
12."As I Am Exploding" 5:51
13."Skulls...We Are 138 (Misfits cover)" 3:31