Manual do manifestante idiota

Auto-explicativo. Tudo o que você NÃO deve ser antes de você levar seu cartaz pra rua.







Milhões protestam por direitos justos. Milhões avacalham a situação.

Tirinhas da Semana #137

Você gamer preguiçoso. Seus problemas acabaram!

Você gamer preguiçoso. Seus problemas acabaram!
Imagino que a maioria do povo que fica na internet fuçando pelos blogs até chegar no meu, se podem não ser todos gamers de carteirinha, são de fato preguiçosos. E além do principal exercício de levantar o garfo e se queixar de ter que trabalhar todo dia, os tais jogadores como eu, detestam a parte de ter que levantar a bunda do sofá pra trocar de jogo. Claro que você pode ignorar aquele conselho da vovó que dizia que ficar perto demais da TV prejudica a visão e trocar seu jogo sem levantar da cadeira, mas se você em sua memória a respeita, creio que você apelaria para a engenhosidade de alguém trabalhar para seu conforto.

Não, não é um mordomo, O lance é que um nerd desocupado chamado Zwenkka inventou uma máquina que troca seus jogos de Xbox automaticamente. Mas antes que você pense em adquirir uma dessa saiba que ela é um tanto complexa. Essa máquina conta com só 3000 peças daquela coisa que você não conseguia montar nada além das instruções de Lego.

Incluindo três LEGO Mindstorms NXT micro-computadores, sete NXT, um motor R/C e um sensor de luz. O sistema é controlado através de um aplicativo instalado em seu smartphone e a conexão com a máquina é feita através de Bluetooth.

Se você não entendeu muita coisa do parágrafo anterior, Zwenkka só precisa escolher um disco pelo smartphone inserindo um número entre 1 e 32 (pois a bandeja suporta 32 discos) e o robô cuida do resto – lentamente. São necessários 42 segundos para fazer a troca dos discos, o que te faz pensar que é melhor mesmo levantar do sofá pra trocar o disco... Bom, sem dúvidas vale conferir pela engenhosidade!

Confira abaixo a máquina em funcionamento:


Joinha pra ele!



Resenha CD: Alice In Chains - The Devil Put Dinosaurs Here

Quando Layne Stayley morreu de overdose em 2000, ali se encerrava o Alice In Chains; algo que aconteceria com muitas bandas (pra não dizer todas). Claro que temos casos e casos, já que o guitarrista rouba a cena em certas vezes, caso de um Dimebag ou um Iommi. Em outros, o vocalista é muitas vezes o expoente da banda: oras, quantos sentem a falta de Freddie Mercury até hoje? Ou mesmo de um baixista ou o baterista, respectivamente muitos questionam a falta que Cliff Burton faz ao Metallica, e que o The Who sem Keith Moon nunca mais foi o mesmo.

Em todos esse casos, menos no caso do Dimebag com o Pantera (até porque o que aconteceu é algo que foge a toda compreensão mais comum), as bandas em tempos diferentes, continuaram. Em todos esses casos, seja maior ou em menor escala, elas tiveram sucesso e na minha opinião continuaram porque sentiam que tinham mais a oferecer como músicos. Como somos obrigados a continuar a vida após uma morte dolorosa em nossa família ou círculo de amizades, pois a vida.... é a vida. Um músico, como humano, segue da mesma forma; seja para aplacar um pouco a dor da perda, ou mesmo continuar porque é a homenagem mais digna que ele poderia fazer a alguém que tocou ao lado dele a grande parte da vida. E foi isso que o Alice In Chains fez.

Foram seis anos entre o intervalo da morte de Layne e o lançamento de "Black Gives Way To Blue", em que nesse meio tempo o guitarrista Jerry Cantrell achou William DuVall para continuar seu caminho. Quando a volta foi anunciada, muitos fãs ficaram com pé atrás e tantos outros botavam fé no que Cantrell aprontava. Se depois de "Black Gives Way To Blue" que mostrou veementemente que a banda sem Layne ainda tinha muito a oferecer, em 2013, com "The Devil Put Dinosaurs Here", terminou por tirar as dúvidas que alguns tinham, principalmente por a banda passar por aquele teste de fogo que é o "segundo álbum".

É uma tarefa complicada dizer a você que "The Devil Put Dinosaurs Here" é melhor que "Black Gives Way To Blue" e vice-versa, talvez numa análise mais criteriosa faixa-a-faixa se possa eleger qual é o melhor, mas também fazendo isso se perderia um dos charmes da música ser música. O que eu poderia dizer que "The Devil... (e tá bom digitar só isso)" é mais coeso do que o álbum anterior, mas pouca coisa, não suficiente para dizer qual é o melhor, entende? Afinal gosto é que nem o c* de cada um. Músicas como "Hollow", "Pretty Done", o single "Stone", "Phantom Limb", "Voices" e a própria faixa-título dão o tom do álbum, esse que passa tão rápida e desapercebidamente que quando você perceber está apertando o play de novo!

Para mim o principal mérito de Jerry Cantrell é não ter se copiado e nem se reinventado, ao mesmo tempo em que deu uma cara diferente a banda do que tinha na época dos anos 90. Layne Stayley é insubstituível, e Cantrell sabe disso. E talvez pensando nisso, Cantrell sabendo que tinha uma voz de timbre bem parecido mas sem a potência que Layne tinha, deixou a cargo de DuVall - com sua voz também parecida com a de Layne - complementar e dar camadas vocais que o Alice In Chains não tinha e por isso mesmo dignificar uma retorno. Essa foi a personalidade principal que a banda adquiriu e precisava para ter uma volta em que não ficássemos remoendo o passado. O que foi fundamental para o resultado explêndido que a banda alcançou, e que poucas vezes pode-se ver um recomeço tão bem sucedido. Algo que nem o cabelo curto de Cantrell possa ter distraído. LOL

Tracklist:

1. "Hollow" 5:43
2. "Pretty Done" 4:35
3. "Stone" 4:22
4. "Voices" 5:42
5. "The Devil Put Dinosaurs Here" 6:38
6. "Lab Monkey" 5:58
7. "Low Ceiling" 5:15
8. "Breath on a Window" 5:19
9. "Scalpel" 5:21
10. "Phantom Limb" 7:07
11. "Hung on a Hook" 5:34
12. "Choke" 5:44

Fan-Film fodástico do Justiceiro

Quem curte o Justiceiro aí levanta a mão!

O cara mais fodástico dos quadrinhos (ao lado do Lobo) está de volta. Não se trata de um trailer de um novo filme do personagem, mas sim de um fan-film não oficial chamado "Dirty Laundry" aonde o ator Thomas Jane, que viveu o personagem Frank Castle no seu segundo filme em 2004, o revive em um curta muito bem produzido.

E tão bem produzido que muito confundiriam com um trailer ou algo do tipo, afinal, com a notícia de que a Marvel felizmente recuperou os direitos sobre o "personagem que não sabe brincar", desavisados pensariam que era algo novo da Casa das Ideias.

Vale citar que o fan-film ainda conta com a participação do eterno Hellboy, Ron Perlman!


E você? Sabe a diferença de justiça e punição?

Quanto valem 20 centavos? - por Eliane Brum

Quanto valem 20 centavos? - por Eliane Brum
Já abordei o assunto dos "20 centavos" aqui na segunda-feira, e de lá até hoje, sexta, muita coisa aconteceu. Até tentei fazer outro texto abordando o assunto, mas crente de que ele sairia politizado, e foi o que aconteceu, o apaguei pois não queria que fosse assim. Não me satisfaz expressar um sentimento de revolta dessa forma fazendo militância, não soa digno.

Foi aí de que me lembrei entre tantas opiniões que li nessa semana - curiosamente também na segunda - que uma me marcou positivamente. Esse foi o da inteligentíssima jornalista, romancista e documentarista Eliane Brum, que tem sua coluna todas as segundas-feiras no site da revista Época. Não é de hoje que acompanho os textos dela, e gostei da seu posicionamento em muitos assuntos que ela abordou. Entretanto, não sou de ficar postando textos alheios aqui, mas acho que para esse é justo, já que ela disse muito do que eu, nessa mistura de ideias que na minha falta de talento para expressá-las saem mais politizadas do que sentimentais.

Confiram o belo texto:

Quanto valem 20 centavos?

O que une os manifestantes de São Paulo é o movimento: o ato literal e simbólico de romper o imobilismo da cidade parada e andar

Eliane Brum

Vinte centavos não são vinte centavos. Vinte centavos tornaram-se ao mesmo tempo estopim e símbolo de um movimento tão grávido de possibilidades que foi reprimido a balas de borracha, a bombas de gás lacrimogêneo e também a golpes de caneta. O que começou com o aumento da passagem do ônibus, se alargou, se metamorfoseou e virou um grito coletivo que tomou a Avenida Paulista e ecoou nas ruas do Brasil. O que há de tão ameaçador nestes 20 centavos, a ponto de fazer com que governos da democracia protagonizem cenas da ditadura, é talvez algo que se acreditava morto por aqui: utopia. A notícia perigosa anunciada pelas ruas, a novidade que o Estado tentou esmagar com os cascos dos cavalos da polícia paulista, é que, enfim, estamos vivos.

A multidão que tomou as ruas de São Paulo, ecoando o que já vinha acontecendo em outras cidades do Brasil, está longe de ser homogênea. Há grupos organizados – e alguns deles acreditam que a depredação é um ato legítimo de defesa, diante da violência sistemática praticada pelo Estado e pelo capital –, há partidos políticos de esquerda e há uma massa de pessoas, a maioria jovens, que aderiram movidas por suas próprias aspirações. O que une “os vários movimentos dentro de um” são os 20 centavos. Mas os 20 centavos deixaram de ser 20 centavos para se tornar expressão de um descontentamento difuso, mas nem por isso menos profundo. Uma decepção com a vida que se vive e um anseio por sentido.

As manifestações de rua são talvez a melhor notícia da democracia, a prova maior de sua vitalidade, mas elas expressam o sentimento de que os políticos que aí estão, os partidos que aí estão, a concepção de mundo, de país e de política que eles representam, já não representam um número crescente de pessoas. Especialmente os jovens pós-internet, mas não só. Contra aquilo que não se entende, mas que ameaça o poder estabelecido, joga-se a polícia. O que se viu na quinta-feira (13/6) foram cenas que lembravam a ditadura militar. Mas as semelhanças acabam aí. A demonstração de força era a expressão de uma fragilidade com a marca deste tempo histórico, do hoje.

Acompanhe o resto aqui, em seu post no seu blog no site da revista Época

Tirinhas da Semana #136

Nessa onda de protestos, vamos dar uma parada e dar risada? Esse país tem sido uma grande piada.