Resenha Show: Texas Hippie Coalition - Manifesto Bar 28/04/13


Conhecido pelo seu apelo intimista e por ser uma casa que além de abrigar bandas cover, é também casa de shows exclusivos e de menor porte, como por exemplo no passado, passagens de Tim Ripper Owens, Epica num show acústico, Poisonblack, e o vindouro show acústico do Grave Digger. Com esse apelo intimista de chegar perto de seu ídolo e poder pegar autógrafo, tirar foto e até chamar pra rolê mais tarde. O Texas Hippie Coalition escolheu o Manifesto Bar para abrigar sua segunda passagem ao Brasil, a primeira em uma casa de shows; já que a primeira foi uma apresentação na Virada Cultural em 2011.

O mais conhecido como THC é daquelas bandas que você conhece nessas andanças pela internet, e agora com o excelente segundo álbum "Peacemaker" vem ganhando mais notoriedade. Vindo do Texas com aquele cheiro de poeira e de whisky, me arrependo profundamente de não ter conhecido a banda antes, já que eles vieram antes na Virada Cultural. Como antes tarde do que nunca, prazeroso foi sentir aquilo que não sentia pelo som de uma banda há tempos, mais precisamente desde o Matanza: escutar e logo me identificar. Claro, a banda carrega cavalares influências de Black Label Society, Johnny Cash e Pantera, mas sem perder uma cara própria, graças também ao carisma único da banda e em especial do vocalista Big Dad, que com sua pança enorme, barba grisalha, simpatia e voz inconfundível, garantem o ingresso.

Comprado antecipadamente e puxando uma galera junto com o mesmo sentimento que eu pela banda, nos encaminhamos pro Manifesto. Como disse, a casa é intimista e garante essa interação que só tem em casas assim entre o público e os músicos, mas como a maior parte dos eventos e com certeza um problema em nosso país, os preços são exorbitantes. Ok que é no Itaim Bibi, e para quem vive em São Paulo sabe que é uma região nobre da cidade, portanto é tolice achar que lá seria barato. Mas ao entrar no bar logo nota-se que muitos rockeiros que estão lá pela curtição como eu, deixam de consumir mais livremente o que a casa oferece por causa desse preço. Ou só eu que acho muito um drink valer R$ 17? Bom, região nobre, várias pessoas mais nobres e filhinhos de papai... O preço se justifica quando pensamos que com bebida barata, os banheiros não sobreviveriam sem cheiro ruim por muito tempo. É fato que a diversão da maioria sociedade se controla através dos preços que são praticados. Felizmente uma casa de ambiente bom, bem cuidada e bem arrumada não serve para a maioria que curte o bom e velho rock n' roll, até descaracteriza.

Todavia como disse a casa é bacana, e ainda mais quem ia tocar lá. Eu e meu pessoal preferimos não sair cedo pra ver a banda de abertura, portanto chegamos um pouco antes do show. Som alto e um DJ colocando clássicos de muito bom gosto indo de Slayer a Rammstein, nada de THC no palco. E foi assim. O show marcado pelas 20h, foi começar lá pelas 21h, mas valeu cada centavo dos R$ 80 do ingresso.

Apesar da casa não estar lotada como esperava, foi o suficiente para aquele clima intimista que ela dá ganhar tal dimensão, que todos os fãs e banda se conectaram. Era assim para Big Dad que agradecia o carinho de todos a todo momento, e entre risadas, soltando um "obrigado" macarrônico, batia no peito e dizia que mais importante que tudo que ele via no país, o que era mais importante era o público, e entre outras coisas amava todos ali.

Sim, ele é fofo, palavras da minha namorada. E não só por ser gordo, mas como disse anteriormente, por ser simpaticíssimo com seu público. Em vários momentos ele abaixou e cumprimentou o público, destaque também para o baterista que não se mexia mais por falta de espaço. Pena que não consegui pegar uma baqueta e infelizmente passei bem perto de pegar a bandana que ele usava.

Nesse clima de amizade, no single "Turn It Up" uma pole dancer subiu no palco, e ao melhor estilo Zakk Wylde, Big Dad entornou um whisky, cuspiu pro alto, e compartilhou com o publico, literalmente. Como não tenho muita sorte nessas ocasiões, não consegui agarrar a garrafa. Então sorte daqueles que ficaram com ela para guardar de lembrança. E foi assim que o show seguiu, com a abertura com "Hands Up", passando pela já citada "Turn It Up", a pesadíssima "Damn You To Hell", e o fechamento com "Pissed Off and Mad About It". Foram 10 músicas mas poderiam ser bem mais, entretanto a satisfação foi tão grande que na verdade foi o suficiente para sair satisfeito dali.

Enxerida, minha namorada foi ao camarim pegar autógrafos, e ela e tantas outras foram barradas pelo segurança dizendo que daqui a pouco ele "desceria" para tal propósito. Não demorou muito para Big Dad surgir, e com um pouco de esforço todos conseguiram pegar seus autógrafos e lembranças, inclusive tirando uma foto com ele. Pena que a bateria da câmera descarregou na hora crucial. Portanto uma foto vinda de um celular sem flash, esqueça foto de qualidade, infelizmente. Entretanto, o autógrafo deixando meu ingresso único, e a oportunidade de tirar uma foto com meu mais novo ídolo abençoado pelo deus metal, foi o suficiente para tornar a noite inesquecível! Pena que não pude ver a formação original...

Que venha mais THC ano que vem!

Setlist:
  1. Hands Up 
  2. 8 Seconds 
  3. Texas Tags 
  4. Troublesome Times 
  5. Whisky Burn 
  6. Turn It Up 
  7. Outlaw 
  8. Damn you to hell 
  9. Don't Come Lookin 
  10. Pissed Off and Mad About It

Resenha Cinema: Homem de Ferro 3

Robert Downey Jr. é Tony Stark, Tony Stark é Homem de Ferro; mas acima de tudo o Homem de Ferro é Tony Stark, e o terceiro filme da franquia fez questão de nos relembrar isso.

O herói que era tido como secundário na Marvel, foi o início de todo esse universo de filmes, e hoje ganhou a estrela maior. Isso graças a boa direção de Jon Favreau e principalmente ao carisma de Robert Downey Jr. que não só nos entregava uma boa atuação, além de uma aparência parecidíssima com Tony Stark; mas sua fama, sua personalidade e sua capacidade de atrair confusões se confundiam com o personagem criado por Stan Lee. Prova é que a principal estrela que todos queriam ver nos Vingadores era o Homem de Ferro, assim como no contra-cheque de Downey Jr. que foi de apenas 50 milhões de dólares.

Costumo dizer que nunca houve antes (pelo menos não lembro) um ator que se confundia tanto com a sua arte. Dados esse pontos, é inegável que dos filmes da Marvel o Homem de Ferro de longe foi o mais carismático, e talvez graças ao sucesso dele, temos uma bem-sucedida e entrelaçada trama nos filmes do universo da Casa das Ideias. 

De 2008 na sua estreia, passando pelo genérico segundo filme, e passando pelos Vingadores aonde Tony deixou a honra de ser líder para o Capitão América. A Marvel perdeu Jon Favreau para a direção do terceiro filme da franquia, mas na verdade ganhou muito com isso. Depois de genérico segundo filme que até era bom e mantinha o ritmo de humor pelo qual o personagem ficou caracterizado, no final das contas concluíamos que a série precisava de uma fôlego novo, e coube ao desconhecido Shane Black a missão de recolocar Tony Stark novamente em dias melhores. 

O terceiro filme da franquia tem como base o arco "Extremis" dos quadrinhos, escrito por Warren Ellis entre 2005 e 2006 na HQ do super-herói. Na trama, a nanotecnologia Extremis, criada pelo geneticista Aldrich Killian (Guy Pearce), cai nas mãos do terrorista Mandarim (Ben Kingsley), que ameaça criar um exército de combatentes modificados.

A trama entrelaçada dos filmes Marvel deve se intensificar na fase 2, da qual Homem de Ferro 3 faz parte e inaugura essa fase, e aqui vemos Tony Stark continuando a ser o mesmo gênio, playboy e filantropo que já vimos, mas a fase com os Vingadores o afetou psicologicamente. A experiência com o buraco de minhoca causou ataques de ansiedade e insônia. Nessas horas e dias sem sono, Stark se diverte sendo o que é, um "genioso mecânico" e é assim que um exército de armaduras surgem e aparece a Mark 42. 

Enquanto isso um terrorista chamado Mandarim causa confusões do barulho com vários atentados ao redor do mundo, e em um desses atentados o grande amigo e ex-segurança de Stark, Happy Hogan (Jon Favreau) é atingido e entra em coma. É aí que Tony se enfurece de vez e o chama pra um duelo em sua casa em Malibu. Péssima decisão como obviamente é, ele tem sua casa com Pepper Potts destruída - como pudemos ver no trailer. Ferrado como nunca, Stark tem que lidar como desafios e sua inteligência sobrepondo a sua tecnologia.

Mais focado no lado humano como você já pode perceber, a direção e o roteiro de Shane Black deu um novo ritmo a série. Claro que o humor continua afiadíssimo, mas uma das características além de tudo que aconteceu em Nova York, é o que o torna "menos herói": as coisas realmente podem dar errado. Como Stark se ferra aqui! E isso tornou o humor que já era parte forte do personagem, ficar ainda melhor no terceiro filme (aprenda Homem Aranha!).

Agora com sua mansão destruída e a milhares de quilômetros do acontecido, agora Stark se vê no gelado Tenessee protagonizando cenas patéticas (no bom sentido claro) puxando sua pesada armadura pela neve, ou com ela (mais a frente no filme) sendo obrigado a descer as escadas pela falta da capacidade de voo. Como um Max Payne ou James Bond da vida, Stark até invade uma casa sorrateiramente e constrói armas simples feitas em supermercado, tudo enquanto sua armadura está danificada. 

Jarvis e Stark criaram uma nova tecnologia que permite a Stark com pequenos implantes em sua pele, "chamar" suas armaduras para si com simples movimentos. E é assim que Stark se safa de muitas e é aí que os efeitos especiais dão realmente a cara no filme fazendo a alegria de muitos como eu. Lembram do exército que falei que Stark criou em seu tempo livre? Graças a tudo isso o final do filme ganha um clímax jamais visto, com Stark e Coronel James Rhodes/Patriota de Ferro participando, me fazendo levantar da cadeira e correr em círculos no cinema.

A trama em si é mais bem feita do que nos outros dois filmes. Continuando a ser palatável e facilmente cativante como nos filmes anteriores, a trama agora ganhou aspectos de relacionamento mais fortes, o que fez Pepper Potts ganhar mais importância e agora fazer realmente diferença na trama do filme, por exemplo. 

E no que diz respeito ao vilão, que ao contrário dos outros dois filmes tínhamos uma "desculpa" tecnológica e a simples premissa de superar a essa tecnologia e riqueza de Tony Stark, agora desde o começo somos envolvidos pelo passado e futuro de Aldrich Killian e Maya Hansen (Rebecca Haal) e pelas boas e más consequências que a "Extremis" traz. O que nos causa questionamentos do nosso futuro em que tais tecnologias podem ser muito nocivas em mãos erradas. O bom é que esse não é o único questionamento, Homem de Ferro 3 aflora o lado político que o primeiro filme tinha como pano de fundo e que segundo filme do Homem de Ferro terminou por ignorar totalmente. 

Esse lado político influi diretamente na trama, e Mandarim com seus discursos bem ensaiados e bem pensados, chega para botar de vez os seus dez aneis na ferida e mostrar o quão nocivos a política americana pode ser. Como o ódio pelo país deu origem aos ataques às Torres Gêmeas até ao recente ataque em Boston. Não só por causa da empáfia e arrogância de o país se achar salvador, usando isso como desculpa para passar por cima das leis trajadas em um "benefício maior"; mas também o descaso com vazamentos de petróleo e criação de lobbies numa política suja e escusa visando favorecer apenas alguns grupos ou indivíduos, e como tudo isso vai levar o país a continuar sofrendo nas mãos de Bin Ladens e Mandarins.

Pena que certos furos de roteiros enormes atrapalham o filme. Como o Mandarim consegue ser tão bem construído pra se revelar uma farsa? Como a Mansão Stark poderia estar tão vulnerável no ataque? E mais, como o Patriota de Ferro ignoraria assim a suposta morte do amigo? Bom, talvez com a adição de certas explicações teríamos uma duração maior do filme, mas isso seria bem vindo.

No final do filme Stark diz que é um homem renovado. Sim, a partir de agora temos um herói renovado (mesmo!). Resta saber se o contrato de Downey Jr. que é por três filmes tomará o mesmo caminho. Tomara que sim, porque Robert Downey Jr. é mais do que nunca Tony Stark.

  • Ah sim, antes que me esqueça o Stan Lee aparece mais uma vez e essa cena é tão rápida quanto ridícula. 
  • A cena pós-créditos apenas apela pro lado humorístico
  • O 3D é convertido, mas nada necessário - assim como esse recurso.

Iron Man 3 - EUA , 2013 - 130 min.

Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Drew Pearce
Elenco: Robert Downey Jr., Guy Pearce, Ben Kingsley, Gwyneth Paltrow, Rebecca Hall, Don Cheadle, Jon Favreau, Stan Lee

O tema clássico do X-Men tocado ao piano

O X-Men mais badass de todos os tempos

Quem concorda comigo que a essa animação clássica do X-Men que passava na Globo é a mais épica de todos tempos, levanta a mão! Bom, aqui o Lord Vinheteiro causa nostalgia tocando o tema clássico da série animada no piano. Epico!


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Resenha Single: Megadeth - Super Collider

O Megadeth na minha concepção sempre se notabilizou por ao longo da sua carreira em conseguir variar de álbum a álbum o thrash metal, da onde a banda nasceu, e o heavy metal de forma extremamente competente. Com seu co-irmão Metallica, foi de forma contrária, como dei a entender aqui. Hoje concluo que se o Metallica tivesse apostado mais na incorporação de novos elementos que houve do Black Album até o Reload, como o Megadeth soube fazer muito bem ao longo da de´cada passada, talvez o Metallica estaria num caminho melhor que a forçação de barra e a glória ao passado que vemos em seus álbuns e seus shows respectivamente.

"Super Collider" será o próximo álbum do Megadeth, o décimo-quarto de sua carreira, que tem previsão de lançamento para junho desse ano. O nome é uma manifesta inspiração no Grande Colisor de Hádrons , e a imagem da capa do álbum é uma imagem interna do experimento. O primeiro single liberado é a faixa título e logo a primeira impressão é a decepção.

Como disse, o Megadeth com competência consegue variar entre o thrash e o heavy com tranqulidade e qualidade, as duplas "Rust In Peace" e "Countdown For Extinction" e o fantástico "Endgame" e "Thirteen" atestaram isso, e o álbum "Super Collider" parece ir por essa linha mais heavy de Mustaine. Se formos seguir a linha sucessória que já vimos, "Super Collider" pegará uma maior influência no ótimo "Youthanasia", mais leve e mais heavy que seu antecessor. O single liberado parece ir por essa linha, mas ao contrário do álbum que se espelha é uma faixa boa, mas bem aquém do nível Megadeth que estamos acostumados. Talvez Mustaine estivesse com sono imaginando essa faixa.

Com guitarra leve e um vocal mais cantado e lento de Mustaine, a faixa parece dar impressão de ter uma epicidade no final, mas na hora de pular você acaba ficando preso no chão. Como o single liberado pelo Black Sabbath recentemente, "Super Collider" é boa, mas menos que esperava. A primeira impressão que o Megadeth nos deu não foi boa, mas espero que o álbum "Super Collider" seja melhor. E será. "In Mustaine we trust!"

A música você pode ouvir abaixo, e o tracklist do álbum já foi liberado, e ele será:

1. "Kingmaker"
2. "Super Collider"
3. "Burn!"
4. "Built For War"
5. "Off the Edge"
6. "Dance in the Rain" (Featuring David Draiman)
7. "The Beginning of Sorrow"
8. "The Blackest Crow"
9. "Forget to Remember" (Featuring David Draiman)
10. "Don't Turn Your Back..."
11. "Cold Sweat"
 

Resenha CD: Ghost - Opus Eponymus

Em 2010 "Opus Eponymus" estava sendo lançado na praça, e logo no seu debut o Ghost causou tanto impacto que músicos influentes como James Hetfield e tantos outros headbangers que logo saíram por aí declarando amor a banda. Porém por outro lado muitos outros acusaram de o Ghost apenas reciclar o que já vinha sendo feito, embarcando numa onda retrô e vivendo muito mais do apelo midiático.

Esse "hype" de amor e ódio se deve a dois fatores:

O primeiro seria o marketing onde muito de seu mistério e de seu espírito reside na figura de seu vocalista Papa Emeritus II (que reza a lenda seria um ex-vocalista de death metal da banda Repugnant, Tobias Forge) que aparece vestido como papa usando uma máscara em forma de caveira. E não sejamos hipócritas, o Ghost soube usar muito bem o marketing que criou pra vender seu som, arrisco até a dizer que seu rápido sucesso se deve a isso. Ou você acha que o Kiss e o Slipknot não fizeram o mesmo?

O outro ponto é que a banda apenas reviveu muitas ideias clássicas e embarcou na onda revival. Pessoalmente, demorei pra ouvir a banda e criar curiosidade pra comentar - afinal já se passam três anos e o Ghost está com mais um álbum aí na praça. E confesso que por esse tratamento da banda como "salvação" do gênero, tive até uma irracional afastamento da banda por todo esse seu "hype" inicial. Mas aproveitando a passagem da mesma pelo próximo Rock In Rio em setembro, tinha que conhecer a banda mais atentamente, e apenas munido da ideia de gosta do som que a banda pratica, pude atestar que o som com cheiro de anos 70 soa como uma grande viagem no tempo.

Carregada de fortes influências de Blue Öyster Cult e do Mercyful Fate, o Ghost pega emprestado muito do ocultismo de uma e da imagem mais satanista de outra, fazendo uma mistura bem agradável de se escutar. Contrastando esse apelo ocultista, letras satanistas, uma teatralidade cativante, e com pegada rock/heavy sensível e pop. Apesar da banda carregar fortemente influências do passado, o Ghost tem sua cara bem definida.como banda e justifica todo esse apelo midiático que ele tem. Sendo um produto de marketing ou não, é fato que seus integrantes uniram seu som com a mídia que conquistaram de forma muito competente.

Tendo nove e impactantes faixas, o som cheira a poeira, mas nunca soou tão bacana. A voz suave do Papa Emeritus contrasta com guitarras heavy e teclados vintage, e tudo nunca soando mais como deveria. O álbum começa na fúnebre abertura "Deus Culpa", mas a próxima "Con Clavi Con Dio" logo dá as caras do que devemos esperar do álbum. Com um baixo e uma das melhores aberturas de primeiras faixas que pude escutar em muito tempo, Papa Emeritus já brada aos ventos: "Lucifer. We Are Here. For Your Praise. Evil One". "Elizabeth" que homenageia a condessa Elizabeth Bathory, carrega fortemente um Mercyful Fate nas suas guitarras e o Black Sabbath através de seu solo; clássico instantâneo. É só abrir a mente para curtir a psicodelia desses suecos, e se você curte heavy metal não é preciso fazer muitos esforço pra isso.

É tarefa ingrata destacar faixa-a-faixa. Da sua introdução até seu fantástico encerramento na instrumental "Genesis", os pouco mais de trinta minutos de "Opus Eponoymus" passam tão de forma tão desapercebida que é mais justo fazer o que fiz, dar uns destaques e deixar o resto na curiosidade. Assim como talvez Papa Emeritus faria. Não é necessário reinventar a roda para ser relevante.

Integrantes

Papa Emeritus II - Vocalista.
Nameless Ghouls I - Guitarra
Nameless Ghouls II - Guitarra
Nameless Ghouls III - Baixo
Nameless Ghouls IV - Teclado
Nameless Ghouls V - Bateria

Tracklist

1. "Deus Culpa" 1:34
2. "Con Clavi Con Dio" 3:33
3. "Ritual" 4:28
4. "Elizabeth" 4:01
5. "Stand by Him" 3:56
6. "Satan Prayer" 4:38
7. "Death Knell" 4:36
8. "Prime Mover" 3:53
9. "Genesis" 4:03

Resenha Cinema: Evil Dead - A Morte do Demônio

Todos conhecem o clássico "Uma Noite Alucinante" né? Não? Que tal, "Evil Dead"? Nome do qual fãs como eu preferem chamar o filme de terror de Sam Raimi, porque é um nome legal e porque a tradução de títulos de filmes para o português é tosco desde que filme é filme. Bom, ainda não? Além de te mandar para a locadora ou para as páginas de download procurar o a saga de Ash, imortalizado pelo queixo proeminente Bruce Campbell, vou logo dizer que ver o que Sam Raimi fez nos anos 80 é fundamental para entender o o que filmes de terror são, onde o gore e a violência estapafúrdia dá as mãos com o absurdo e a velha ignorância dos personagens.

Quando ouvi pela internet que "Evil Dead" renasceria para os tempos de hoje já fiquei com um pé atrás. Afinal é remake. E como todo remake corre o maior risco de ser risível (no mau sentido) do que realmente bom. Por outro lado seguiam notícias de que Bruce Campbell e o Sam Raimi estariam envolvidos no projeto, mas como produtores. A direção ficou nas mãos do uruguaio Fede Alvarez, iniciante, assim como Sam Raimi era na época do primeiro Evil Dead.

O fato de antigos elementos chave estarem envolvidos diretamente no projeto só me animou, além de entender que agora tendo um orçamento milionário, Sam conseguiria botar em prática de vez o potencial que a história de Evil Dead teria realmente como filme. É só ver o primeiro Evil Dead para entender o que a série queria entregar e a influência verdadeira dela sobre o terror, porém dado a falta de condições da época, vulgo tosquice, se transformou com o tempo o "Evil Dead" em "Uma Noite Alucinante" de vez. Terror em comédia de certa forma.

E assim foi, dado ao carisma de Ash, que pela tradução do título muitos pensam que existe realmente um terceiro "Evil Dead", quando o terceiro filme é apenas o "Army of Darkness", título que é o original. É um tipo de spin-off, já que da série, a história desse leva só o personagem o o livro demoníaco "Necronomicon Ex Mortis" como base, sendo o resto do filme uma história absurdamente deliciosa como os filmes toscos não conseguem mais fazer atualmente. Indo por essa linha de pensamento em títulos e sub-titulos, "A Morte do Demônio" de certa forma é aquilo que "Army Of Darkness" é, uma espécie de continuação e inspiração.

No filme Mia (Jane Levy) é uma garota viciada em drogas, o que é um fato bem legal do filme, já que as alterações que ela sofre começo são confundíveis com um surto psicótico, fazendo mais crível os burros de seus amigos, principalmente a Olívia, a acreditarem que é só isso - mas é algo do capeta, claro. Continuando, Mia é levada pelos amigos Olivia (Jessica Lucas) e Eric (Lou Taylor Pucci) para uma cabana isolada na floresta, no intuito de realizarem uma longa cura de desintoxicação. Para a surpresa de todos, o irmão de Mia, David (Shiloh Fernandez), rapaz afastado dos amigos e familiares há tempos, também aparece, junto de sua namorada, Natalie (Elizabeth Blackmore). Entretanto, eles são surpreendidos ao descobrirem que a cabana havia sido invadida, e que o porão parece uma espécie de altar grotesco repleto de animais mortos. Lá eles encontram um livro antigo com capa de couro humano em um saco preto amarrado por arame farpado. Bom, qualquer um de nós não se meteria nisso. Mas o nerd que é mistura de John Lennon e Kurt Cobain, é atraído por uma curiosidade como se o anel do Senhor dos Anéis estivesse ali na sua frente, então, Eric resolve abri-lo (senão não teria filme) e além de ver as figuras e anotações, lê as palavras mágicas em voz alta, que são o suficiente para libertar a criatura do mal que causa a porra toda.

Desde o começo tudo é tão familiar que fará os fãs da série lacrimejarem de comoção, porém mesmo sabendo o que esperar, desde o começo o filme já deixa bem claro que apesar de ser a mesma cabana e a mesma floresta, a historia em suma, não é. Por exemplo, se Ash carrega todo o fardo no "Evil Dead" clássico, notem que aqui em cada morte dá-se um gancho para cada um deles ser um pouco dele. Isso nos faz torcer e nos envolver de certa forma com cada um. Em certos momentos pensei que Eric seria essa pessoa, ou David (até pela semelhança com Ash), mas o bom de saber é que não foi nenhum deles. E isso tornou o final ser muito satisfatório, e até absurdo numa mente racional. Tudo isso deixa o filme com uma cara própria, suficiente para se lembrar dele como nos lembramos da versão de Sam Raimi.

Abusando do susto simples e crível, do desespero, das cenas de pura aflição; além da violência e gore desenfreado que fazem o filme ter a sua comédia e seu charme. "A Morte do Demônio" é um remake que foi concebido com tanto esforço para agradar o exigente espectador, que é difícil não se simpatizar com ele. O grande mérito que o diretor teve, é além de levar a sério uma história que já vimos, de tudo tão bem feitinho deu também um gás novo na premissa de "jovens universitários numa cabana", desgastada por filmes seguintes ao longo dos anos, em algo realmente divertido. E sobretudo me fazendo acreditar que uma fita adesiva realmente serve para todos os problemas, ou quase todos, e que arrancar os braços é mais fácil do que parece. Sacou o charme?

Torço para que remakes como esse que souberam se distanciar do original, iluminem a mente daqueles que pretendem reviver "Carrie - A Estranha". A direção de Fede Alvarez em pouco mais 1h30 é curta e direta ao ponto, como um filme de terror deve ser. Porém se não fez "A Morte do Demônio" ser "o filme mais assustador que você já viu na vida" como diz o pôster, no final chega bem perto disso. Já que equilibrou tudo que há de bom no gênero no passado e no presente, fato que é suficiente para achar o filme foda como há tempos não dá pra se achar de um filme de terror (ou horror, que seja). Inclusive há informações de que "A Morte do Demônio" terá uma continuação, e seria realmente divertido ver isso e como Fede Alvarez equilibraria novamente todos esses bons elementos que ele conseguiu juntar. Resta saber como.

Evil Dead - EUA, 2013 - 91 min

Direção: Fede Alvarez
Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues, Diablo Cody
Produção: Sam Raimi e Bruce Campbell
Elenco: Jane Levy, Lou Taylor Pucci, Shiloh Fernandez, Jessica Lucas, Elizabeth Blackmore, Jim McLarty, Lorenzo Lamas, Rupert Degas, Phoenix Connolly

O que passa pelos meus fones #46 - Alice In Chains

Depois de "Hollow", e de anunciar sua vinda ao Brasil no Rock In Rio, o Alice In Chains divulgou mais um clipe de seu novo álbum "The Devil Put Dinosaurs In Here". A música é "Stone" que conta com um ótimo clipe, de um Jerry Cantrell irreconhecível de cabelos curtos e mais uma vez com riffs arrebatadores. Depois do excelente "Black Gives Way To Blue" de 2009, o Alice In Chains promete chutar a porta mais uma vez!

"The Devil Put Dinosaurs In Here" tem lançamento agendado para 28 de maio.

Resenha Single: Black Sabbath - God Is Dead?

O "Sabão Negro" voltou em 2013! A notícia da reunião em minutos causou comoção nos quatro cantos do mundo, e ainda mais quando foi anunciado que seria gravado um álbum inédito saindo em uma turnê; turnê passando pelo nosso país pela primeira vez. Pois é, é muita notícia histórica em algumas linhas. Realmente valeu a pena o mundo não ter acabado no final do ano passado!

A aqueles que dizem que o rock'n roll está morto. Me desculpe estragar a torcida de vocês, mas esse nunca morrerá. Sobreviverá não só graças as bandas de antigamente, mas em todas as mentes que os acordes dessas clássicas guitarras com seus riffs de um Tony Iommi permearão. Sobrevive em cada guitarrista e cada banda que se arrisca, seja fazendo covers ou gravações próprias, seja em reproduzir sons que se fazem valer a pena. Não falo do mainstream, afinal o que faz sucesso é mais palatável, sempre foi. E o Black Sabbath em suma, nunca foi assim. Porque então se falaria que o rock está morto?

Já em "God Is Dead?" Ozzy faz esse questionamento em sua letra sobre a disputa de Deus e o Diabo: "Estou perdido na escuridão", "Não acredito que Ele esteja morto". O single é referência clara ao filósofo Fredrich Nietzsche em sua citação mais famosa que disse:

"Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!"

Hoje o Sabbath está de volta e está mais forte do que nunca, e "God Is Dead?" é o primeiro indício do que está por vir e quem diria, para mim e para muitos, resgatando Ozzy de um caminho meio que interminável pela metal sem graça e mesmice.
É correto afirmar que nunca achei Ozzy um grande vocalista; assim como o Iron Maiden é uma banda super-estimada e o Kings of Leon enche o saco. Mas antes que você me coloque no fogo e faça magia negra contra trinta gerações da minha família, é importante você compreender uma opinião bem básica que tenho. Se você abrir a mente e perceber bem que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa" (como diria o grande filósofo do bar da esquina) e que há grandes vocalistas por aí ontem e hoje, perceberá rápido que Ozzy nunca foi um cantor, nem de perto. O que chama a atenção, além do seu visual e de sua contribuição inestimável para o gênero que ele e sua banda ajudaram a criar, é simplesmente sua voz; o impacto que ela causa juntamente com a música do Black Sabbath e não separado da mesma. Aí vem o que disse da tal mesmice que citei em sua carreira solo. Há grandes músicas em sua carreira, mas não tem como se comparar com a sua obra como vocal do Black Sabbath. Simples assim. A voz de Ozzy funciona com a guitarra de Tony Iommi.

E é essa simbiose única que se mostra logo de cara nesse primeiro single, como se só bandas clássicas como o Black Sabbath fizessem sobreviver o som de baixistas como Geezer Butler, o que não se encontra nas bandas de metal atuais onde se esconde cada vez mais o baixo não importando a situação. É inquestionável que logo nos primeiros acordes de Iommi e nas primeiras palavras cantadas por Ozzy, não se sinta aquele arrepio sabendo que logo virá algo épico.

Infelizmente nessa reunião devido a divergências - das quais não vou me estender citando -, o baterista da formação original Bill Ward não participou. Lembram da simbiose que falei? A saída de Bill Ward foi como uma engrenagem faltando, porém o ex-baterista do Rage Against The Machine, Brad Wilk, tomou suas baquetas e se não empolga (não mesmo), não decepciona a ponto de causar desilusão. Tem tudo para dar certo por todo o álbum, mas claro, é bom esperar e imaginar porque fizeram essa escolha. Assim como é bom citar que fez muita falta um solo de Iommi nessa música... mas nesse quesito melhor seguir o mestre.

Resumindo, sendo menos fã e avaliando "God Is Dead?" de forma mais critica. É comovente ouvir os acordes de Iommi junto com a voz de Ozzy e o baixo de Butler, porém é bom esperar pelo que virá do álbum. "God Is Dead?" não é espetacular, mas está a anos luz de ser "qualquer coisa". É o suficiente para ser excelente, deixando ainda mais empolgado aquele que como eu espera ansiosamente por "13".

São 35 anos de nada inédito desde "Never Say Die" mas alguns meses de espera para o intitulado "13", décimo-nono álbum da banda, que tem lançamento agendado para 11 de junho com as músicas anunciadas:

  1. End of the Beginning
  2. God is Dead?
  3. Loner
  4. Zeitgeist
  5. Age of Reason
  6. Live Forever
  7. Damaged Soul
  8. Dear Father

Preview: Impressões e trailer dublado de "O Homem de Aço" (Man of Steel)

Admito, nunca fui muito com a cara do Super-Homem, e não tem muito a ver com americanismo. Mas pela sua contradição enorme em seus ideais, como por exemplo: Como ele quer proteger as pessoas, mas causando danos milionários nas suas batalhas? Onde para ele ninguém pode estar acima da lei, mas ele mesmo se declara assim. Ou a mais óbvia, de que é tão poderoso, mas se for preciso, segue ordens para matar aqueles que nas suas escolhas acabam fazem o bem. Quem acompanhou a história de O Cavaleiro das Trevas sabe do que estou falando.

Mas quando soube que Nolan faria uma parceria com Zack Snyder em "Man of Steel", foi o suficiente parapular na cadeira e esperar um grande trabalho, assim como foi na adaptação de Watchmen e na trilogia do Batman. E além disso, resgatar o Super-Homem dessa mesma ridicularidade e ostracismo que o último filme "Superman: O Retorno" trouxe. 

Na trama, Clark Kent/Kal-El (Henry Cavill) é um jornalista de vinte e poucos anos que se sente alienado por poderes além da imaginação. Transportado de Krypton (um planeta alienígena avançado) para a Terra anos atrás, Clark se pergunta “Por que estou aqui?”. Moldado pelos valores de seus pais adotivos Martha (Diane Lane) e Jonathan Kent (Kevin Costner), Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões extremamente difíceis. E quando o mundo é atacado, Clark deve se tornar o herói conhecido como “Superman”, não só para brilhar como o último raio de esperança, mas para proteger aqueles que ama.

O trailer oficial estreiou anteontem, e hoje saiu o trailer dublado. Tanto quanto Guilherme Briggs é perfeito na dublagem, o trailer parece honrar tudo o que o Super-Homem representa. Resta agora esperar 12 de julho, quando o filme estreia por aqui.


Fazendo "demake" dos jogos da geração atual

Remakes... há aqueles que conseguem acrescentar, outros que superam o original, outros que desiludem completamente, e outros que já nascem mortos assim que sabemos da produção fazendo sinal da cruz besuntados em sangue. Pois é, e se fizesse ao contrário? Claro que no cinema essa ideia não daria tão certo, mas e nos games? Essa foi a ideia do artista sueco e empregado da Mojang (aquela empresa que fez aquele jogo que ninguém conhece, Minecraft), Junkboy que pegou vários jogos da moda e resolveu ilustrar imagens de como seria o "demake" deles.

Foi assim que jogos como Bayonetta, Alan Wake, Bioshock voltaram a época dos tradicionais jogos de estílo 2D como se eles tivessem sido lançados para fliperama, NeoGeo, Super Nintendo, Nintendinho 8-bits, Game Boy Classic e até Atari. O resultado está aí abaixo, preparem-se, pois é de sair gritando e correndo em círculos. Afinal, esta é uma ideia que poderia ser aproveitada em alguns casos, concorda?

Gears of War


Killzone


Bayonetta


Metal Gear Solid


Minecraft


Super Smash Bros Wii


Soul Calibur


Uncharted



Bioshock


Brutal Legend


Final Fantasy XIII


Halo


Kane & Lynch


Super Mario Galaxy


Metroid: Other M


Sin & Punishment


Dead Space


Alan Wake


E aí, qual mais curtiram?

Peguei emprestado do ótimo Critical Hits

Confira o legítimo curta "The Walking Dad"

Muitos se divergem sobre a melhor ou a maior produção de zumbis. Bom, daí podemos discutir desde a importância de George A. Romero ao hype justificável de The Walking Dead, mas o consenso geral é que com o tempo e o devido cuidado com toda a "mitologia" criada, o gênero Z se espalhou e hoje toma conta da cultura pop mais do que nunca - vide a aguardada adaptação aos cinemas Guerra Mundial Z que estreia em junho.

Então se aproveitando de tudo isso, e claramente se inspirando pelos caminhos que The Walking Dead trilhou focado no drama humano que esse apocalipse deixaria. O curta australiano dirigido e produzido por Ben Howling e Yolanda Ramke chamado "Cargo", e (merecido) finalista do prêmio Tropfest 2013, retrata a tarefa de um pai tentando proteger a filha ainda bebê depois que a mãe é contaminada e transformada em zumbi. O problema é que ele também foi mordido e tem que correr contra o tempo para que ele mesmo não seja uma ameaça para a própria filha.

Confira e se comova com o legítimo "The Walking Dad":

O Melhor dos Memes #93

Calma, não "priemos cânico". Na luta para identificar o que realmente aconteceu de estranho com meu gravador de DVD - e não tendo vencido esta luta -, acabei me ausentando do blog e até da internet social. Sim, sou um daqueles caras que não se aquietam até conseguir resolver algum problema, principalmente aqueles que se referem a informática. Bom, mas eis que volto conformado, numa semana ótima, fria, com o fim de semana mais agitado, e hoje com as tirinhas da semana!