Tirinhas da Semana #125

Essa semana chegou um Wii na minha casa, e posso dizer. Reclamam e reclamam, mas na hora de jogar quero ver alguém não se divertir. Aliás, vídeo-games são muito mais que gráficos. 











Um Drink no Inferno para Quentin Tarantino


Hoje dia 27 de março é data importante no calendário de muitos cinéfilos, ou daqueles que simplesmente gostam de diversão cômica e violenta na tela grande sem descuidar de um roteiro bem cuidado. Quentin Tarantino completa 30 anos de muitos personagens marcantes, danças, glórias e premiações. Ele que já é a prova de morte na mente de todos aqueles que, como eu, apreciam bons filmes e tiveram por ele um amor a queima roupa pelo seu estilo único de fazer cinema.

Sim, o primeiro filme dele que eu vi foi Bastardos Inglórios, mas a primeira paixão foi ao ver Cães de Aluguel. Claro, nesses tempos de violência em que vivo, julgo que esse até foi o passo inicial, já que só com Cães de Aluguel pude ver com que grande cineasta estava mexendo.

São bastardos inglórios aqueles que com seus cães de aluguel teimam em afirmar aos quatro cantos de que o Tarantino é mais um diretor de hype, logo, seus filmes e suas propostas nunca se renovam. Mas a proposta do diretor, roteirista, produtor e ator nunca foi se renovar, foi apenas de dar aos fãs e admiradores aquilo que tem de melhor, seja pelo começo simplista com Cães de Aluguel, ou pelo último e divertidíssimo Django Livre na busca pela liberdade e vingança.

Nesse pequeno texto busco saudar o talento de Quentin Tarantino, desejando um drink no inferno para comemorar seu aniversário. Aquele simples balconista que trabalhava numa locadora virou tudo isso, e junto com os amigos jackie e bill, na balada do pistoleiro, desejo que venha muito mais.

Resenha CD: Soen - Cognitive

Talvez a grande graça do rock - e da música - em geral, é podermos explorar os limites do gênero. É um prazer testemunhar que se pode fazer tantos sons numa guitarra, apreciar tantas qualidades vocais, e curtir cada linha de bateria. "Bater cabeça" é diversão e apreciar o que se está escutando também é. Soltar um "que banda foda" para aquele seu amigo ao lado, ou mesmo compartilhar no seu perfil no Facebook e torcer para que alguém clique e conheça o que você curtiu tanto é um prazer que se iguala a... poder lamber o pote do bolo. Claro que a comparação é esdrúxula. Mas dando um toque cômico, sim, é a sensação que dá.

Se você é um dos três ou quatro que acompanham o Descafeinado e principalmente o que recomendo musicalmente, estão já carecas de saber que nesse gênero, acabo por procurar o que não é evidente. Curtir aquelas bandas chave tipo Metallica, obviamente 9 entre 10 headbangers curtem. Mas a graça pra mim, repito, é buscar bandas que explorem seus sons, tal qual um Muse, um Opeth, um Anathema, até um Metallica mesmo com Load. É fugir do evidente. É aquilo que soa esquisito na primeira audição mas que vai se revelando nas outras vezes.

Nessas andanças pela internet encontrei o Soen e escutei seu debut lançado ano passado, "Cognitive". Lá vou e recomendar uma banda desconhecida, e como o comum, falar que o Soen é "uma banda que foge do comum e é impossível de se rotular". Isso é evidente e caiu já no termo comum, comum demais para recomendar o álbum. O Soen se encaixa no metal progressivo e alternativo, isso já basta para dizer o que a banda é, e tais rótulos já deixam bem claro que aqui o caminho não é simples de se trilhar.

Com personalidade própria, baseando na genialidade de um Tool, e contrabalançando com uma voz melódica e suave, como a do vocalista do Opeth, Mikeal Akerfeldt. "Cognitive" ajuda a estabelecer não uma mais uma banda no cenário metal, mas sim um gênero. "Cognitive" é melódico, pesado e intrincado. Nos faz viajar. O Soen é simplista com seu nome, mas sendo uma antítese com seu som; e a mixagem de David Botthril (que já trabalhou com bandas como Silverchair, Tool, Muse e Smashing Pumpkins), é excelente e só ajuda na proposta da banda.

Bom, já falei muito até agora, mas cadê os "destaques"? Sim, em toda resenha de álbum que você ler por aí na internet, há as indispensáveis e pontuais na visão ao autor da resenha. Porém indo contra a maré prefiro não eleger nenhuma faixa em especial, apenas recomendar o álbum inteiro. O que cá entre nós é o correto, já que "Cogntive" não é um trabalho para tocadores de mp3, mas sim para se apreciar por completo para no fim dizer o que se achou. Pra isso faça um favor a si mesmo e clique no play abaixo, dê uma chance.

Tracklist
  1. Fraktal
  2. Fraccions
  3. Delenda
  4. Last Light
  5. Oscillation
  6. Canvas
  7. Ideate
  8. Purpose
  9. Slithering
  10. Savia

Tirinhas da Semana #124