10 livros da cultura nerd que você não pode deixar de ler

Creio que o título é auto-explicativo. vale lembrar que esta não é uma lista em ordem de preferências, mas sim livros que ganharam enorme destaque ao longo do tempo na literatura nerd. Confira e corra atrás pra ler:


Julio Verne - Viagem Ao Centro da Terra

Se você é mais jovem, talvez conheça Viagem Ao Centro da Terra apenas como um filme (bem ruinzinho, por sinal) com Brendan Fraser, mas o livro escrito pelo francês Julio Verne em 1864, é talvez um dos primeiros passos em direção à ficção científica como conhecemos hoje.

O livro conta a história do jovem Axel e seu tio, o famoso geólogo Dr. Otto Lidenbrock que desvendam um código e partem em uma aventura que os leva as profundezas da Terra.

Julio Verne também escreveu outros grandes clássicos, como Volta Ao Mundo Em 80 Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas


Neil Gaiman - Deuses Americanos

Neil Gaiman é nome conhecido de quem gosta de quadrinhos. Responsável pelo personagem "Sandman" na linha Vertigo da DC Comics. Gaiman também tem uma carreira de sucesso como escritor de romances. Seu maior sucesso é, não por acaso, "Deuses Americanos", de 2001.

A trama segue Shadow, um ex-presidiário que segue em uma viagem acompanhando Wednesday (na verdade o deus Odin) em dusca dos antigos deuses mitológicos que se defrontarão com os deuses "modernos" que se fortaleceram nos últimos anos. Estes deuses são a TV, a internet, cartão de crédito. Na visão do autor, tudo o que se cultua vira motivo de culto, e assim ganha poder.

Gaiman cria com maestria uma visão épica da sociedade moderna e do próprio ser humano, que cultua e descarta tudo e todos com a mesma rapidez.


H.G. Wells - A Guerra dos Mundos

Difícil acreditar que um livro como "Guerra dos Mundo"s foi escrito ainda no século 19, mas precisamente em  1898. H. G. Wells é, sem sombra de dúvida, um dos pais da ficção científica, criando conceitos que permeiam na nossa cultura até hoje.

A história acompanha um narrador sem nome, que foge de uma invasão vinda do planeta Marte e tenta se reencontrar com sua esposa. Quem tiver oportunidade de ler o livro se surpreenderá em como o recente filme com Tom Cruise é fiel a história original criada por Wells.

O episódio mais famoso em relação a este livro, é com certeza a narração feita ao vivo pelo radialista Orson Wells, que colocou metade dos Estados Unidos em pânico, acreditando realmente se tratar de uma invasão alienígena.


George Orwell - 1984

Agora vamos falar de "Big Brother". Mas calma... nada de Pedro Bial, Boninho ou sexo embaixo do edredom, "Big Brother", ou  "Grande Irmão", é o chefe supremo de um Estado onde todos são observados o tempo inteiro. O livro escrito por George Orwell e publicado em 1949, mostra um futuro distópico, no ano de 1984, onde a sociedade predeu praticamente todos os seus direitos, e o Estado altera fatos e eventos para manter o controle do povo (alguma semelhança com a realidade?).

O livro é um dos mais lembrados quando se fala em futuro comandado por governos totalitaristas, junto a "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury e "Laranja Mecânica" de Anthony Burguess.

Em 1984 o livro recebeu uma homenagem da Apple, em um comercial de TV que marcou época e mostrava um homem invadindo uma tele-conferência do "Grande Irmão" e quebrando a tela para se libertar.


Isaac Asimov - Eu, Robô

Ao contrário do que muitos pensam, graças ao filme com Will Smith, "Eu, Robô" não é um romance, e sim um conto escrito por Isaac Asimov. O conto havia sido publicado em revistas e foi republicado em uma coletânea de 1950, que recebeu seu nome.

Apesar de não ser a melhor história de Asimov, o conto é importantíssimo visto que nele foram concebidas as "Três Leis Da Robótica", que permeiam a obra de Asimov e de muitos outros autores que se aventuraram pelo mundo dos autômatos.

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano, ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens em conflito com a Primeira Lei.

3º Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.


J.R.R. Tolkien - O Senhor dos Anéis

É quase desnecessário falar de "Senhor dos Anéis" depois da trilogia de filmes dirigida por Peter Jackson. O autor J.R.R. Tolkien inventou um universo fantástico para dar vida aos idiomas que havia criado durante seus estudos de linguistica e, com isso, escreveu uma das histórias mais cultuadas no mundo inteiro.

Publicada originalmente em 1954, a primeira edição de "Senhor dos Anéis" dava continuidade a história e "O Hobbit", livro bem mais infantil que Tolkien havia escrito alguns anos antes. O livro de detalha o local mítico e atemporal conhecido como Terra Média, e mostra um grupo composto de várias raças tentando destruir a arma máxima do mal: o Um Anel. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, muitos acreditam que o livro se trata de uma alegoria acerca deste evento, com o Anel representando a bomba atômica e Sauron como Adolf Hitler. Tolkien negou esta relação até o fim da sua vida.


Frank Herbert - Duna

Criada por Frank Herbert em 1965, "Duna", mostra uma sociedade feudal futurística onde várias casas nobres buscam o poder. Neste universo uma especiaria é extremamente cobiçada e movimenta a economia desta sociedade: a melange. A história acompanha o jovem Paul Atreides e sua família, que são enviados para chefiar o planeta Arrakis, também conhecido como Duna.

Apesar de focar bastante em artimanhas políticas e econômicas, o livro inova por trazer profundidade psicológica aos personagens. Além disso a tecnologia é totalmente analógica e/ou biológica, visto que todos temem que máquinas possam dominar o universo.

O livro ganhou mais cinco sequências e conta uma série que relata os primórdios do universo de Duna, escrita por Brian Herbert, filho de Frank, e Kevin J. Anderson.


Douglas Adams - O Guia do Mochileiro das Galáxias

O "Guia do Mochileiro das Galáxias" é a primeira trilogia de quatro partes, composta por cinco livros. O autor, Douglas Adams era uma mente inquieta e genial. Trabalhou com a trupe do Monty Phyton e em seguida começou a escrever as aventuras de Arthur Dent e Ford Pretect para a rádio BBC. As histórias mostravam o universo sob o ponto de vista de Adams, ou seja, um lugar totalmente caótico, sem sentido, mas ainda assim, muito divertido.

Não demorou para que o programa de rádio virasse livro e ganhasse o mundo (quiçá o universo) com sua ácida a crítica a sociedade distorcida disfarçada de humor non-sense. Adams conseguiu em "O Guia do Mochileiro das Galáxias" captar a essência da ficção-científica, misturá-la com todo seu senso de humor e lançá-la na cara do leitor com uma fluidez incrível. O primeiro livro da série foi lançado em 1979 e Douglas Adams agradeceu pelos peixes e foi embora em 2001, aos 49 anos de idade.


William Gibson - Neuromancer

Antes de Neo, Trinity e Morpheus, outros personagens habitam a Matrix. O homem que cunhou o termo se chama William Gibson, e o fez do escrever o romance cyberpunk "Neuromancer", em 1984. O livro, que foi clara inspiração para a trilogia dos irmãos Wachowski, conta a história de um ex-hacker que se vê impedido de continuar acessando a Matrix graças a um vírus que recebeu como "prêmio" por ter tentado enganar seus patrões.

Gibson talvez tenha sido o escritor de ficção-científica que mais acertou (e continua a acertar) suas previsões sobre o futuro. Pelo menos 10 anos antes do grande boom da internet, ele já relatava em seu livro procedimentos que para nós hoje são corriqueiros na rede. A própria função do protagonista, um "consultor de tendências" pode ser visto hoje em nossos "analistas de mídias sociais"...


George R.R. Martin - Crônicas de Gelo e Fogo

Muita gente compara a obra de George R.R. Martin a Tolkien. Verdade seja dita, é que a comparação é totalmente inevitável, mas totalmente equivocada. Martin assim com Tolkien, situa sua narrativa em uma Terra alternativa e medieval, mas as semelhanças param por aqui. "Crônicas de Gelo e Fogo" é heavy-metal, enquanto "Senhor dos Anéis" é música clássica.

Não se engane, as criaturas fantásticas estão lá(de forma extremamente comedida), mas o real perigo está na ganância dos homens. O jogo político e a imprevisibilidade tornam "Crônicas de Gelo e Fogo" um clássico instantâneo da literatura.

Lista do Páprica

Resenha Game: New Super Mario Bros (Nintendo DS)

É fato de que quando compramos qualquer console da Nintendo, a primeira coisa que fazemos é comprar o Mario. talvez isso seja uma cultura empregada pela Nintendo, ou mesmo algo enraizado nas nossas mentes pois Mario é um jogo impossível de não querer se jogar. E assim logo que comprei meu Nintendo DS, coloquei lá o Mario na tela. O jogo em questão é "New Super Mario Bros" e é justo que ele seja o primeiro game resenhado do Nintendo DS para o blog.

Primeiro game da série Mario tradicional desde "Super Mario Sunshine", o game foi lançado em 2007 para o portáil, e conta com algumas novidades sendo: o Casco Azul, o Mini Mario e o Mega Mario, além dos power-ups tradicionais que são o Cogumelo, a Flor de Fogo, e a estrela de invencibilidade. O enredo para sempre continuará sendo basicamente o mesmo, porém se você viveu congelado nesses últimos 30 anos, vale relembrar:

Princesa Peach e Mario estão caminhando juntos quando, repentinamente, uma nuvem negra se forma sobre o castelo de Peach e raios atingem o seu telhado. Mario corre ao castelo para checar a situação, o que dá tempo a Bowser Jr. para aparecer e sequestrar Peach. Percebendo o acontecido, Mario rapidamente volta e corre atrás dos dois e assim percorre o seu caminho dentre oito mundos perseguindo Bowser Jr. e tentando resgatar a princesa.

O charme daqui são os gráficos - que até hoje o jogo mantém - que é o que chamamos 2.5D, que para os não-cursados, significa um jogo absolutamente 2D tendo gráficos e fundo tridimensionais. É impossível não achar fofas as animações que o jogo te mostra, principalmente quando você passa de um mundo para outro.

As novidades vão para os power-ups que deixam o Mario gigante, com um casco nas costas, e pequenino como um inseto; além de você poder ter um power-up extra, elemento herdado do Super Mario World. Na tela de cima do DS é de jogo, e a tela debaixo aparecem os mundos, quantidades de vidas e power-up extra; porém vale ressaltar que ao entrar pelo cano de alguma fase as telas se invertem. Existem três star-coins espalhadas pela fase e o seu objetivo é coletar todas (saca ter três estrelas no Angry Birds? Então) totalizando 240. As moedas servem para abrir fases extras e casas do Road em que ele te oferece vidas e power-ups, além de você acabar salvando o jogo, um desafio a mais.

"New Super Mario Bros" também possui um modo multiplayer via wi-fi entre dois DS, que consiste de um duelo entre dois jogadores controlando Mario e Luigi em um dos cinco estágios disponíveis com o objetivo de ser o primeiro a obter um número definido de estrelas. Ambos os jogadores podem atacar um ao outro para tentar roubar as estrelas do oponente, onde pular em cima do personagem do oponente irá fazê-lo perder uma estrela, enquanto que esmagá-lo irá fazê-lo perder três. Os minigames são divididos nas categorias Ação, Puzzle, Tabuleiro e "Variedades", e todos eles fazem uso da tela de toque do DS.
Como defeitos, os principais que pontuo são os novos power-ups de Mario que em vez de serem boas novidades, acabam sendo meio inúteis, principalmente o cogumelo que o deixa gigante, servindo só como chamariz do jogo. E que também apesar de o jogo ser cativante e viciante (como todo Mario deve ser), ele passa impressão de ser fácil demais. Sim claro, todos os tipos de pessoas jogam Mario, e a dificuldade logo tem que ser amigável a todos, sendo frustrante e cativante na medida certa. Entretanto o que me deixa com a impressão de ser fácil demais, é você chegar no chefe com o Mario de fogo e jogar as centelhas derrotando o chefe (por maior que seja) com cinco ou seis delas. Sim, é um mérito chegar com o Mario de fogo até ali e talvez essa facilidade seja um tipo de premiação. Mas para os que buscam uma dificuldade maior, talvez o velho ato de pular na cabeça até sendo o Mario de fogo fosse menos frustrante nesse ponto.

Entretanto esses dois pontos negativos pouco atrapalham na experiência, Mario é Mario e ponto, e a Nintendo pela enésima vez fez um bom trabalho em explorar o bigodudo, deixando um ótimo carro-chefe para seu console. "O novo Mario" é simples e objetivo como todo Mario deve ser - e julgo que todo jogo de plataforma também. E de novo faz você jogar a mesma coisa que você joga por todos os anos da sua vida tendo a sensação única da primeira vez, sendo o maior mérito que Mario tem durante todo seu história.

Resenha Livro: A Estrada da Noite (Joe Hill)

Como bom leitor, imagino que você, como eu, tenha dezenas de livros na prateleira e não tenha lido nem metade ou pelo menos não todos. Sempre que você acha que é o suficiente, aparece uma promoçãozinha na internet ou uma chance de ter um livro concorrido e por um preço camarada nas andanças por aí, e lá se vai a grana debitada no cartão. Assim, nessa ânsia consumista numa promoção camarada, que descobri o escritor Joe Hill.

Como chamariz logo vi que ele era filho de Stephen fucking King e como pano de fundo a principal inspiração de Stephen, o horror e o sobrenatural. E isso já serviu pra comprar o livro na hora, claro, o título: "da lista dos mais vendidos do The New York Times" me fez pensar que 90% das pessoas que o leram viram seu parentesco e fizeram a mesma coisa que eu. Porém, ao terminar de ler o livro "A Estrada da Noite", pude constatar que João Riu ganhou meu respeito e puxou todos os genes talentosos de Estevão Rei, e que estar na lista dos mais vendidos no jornal norte-americano é um título mais que merecido.

O livro, como disse, tem o horror sobrenatural como pano de fundo e conta a história de uma lenda do heavy metal, Judas Coyne, ou como preferir Justin Cowzynski, nome que deixou para trás ao se transformar em um famoso astro de rock, tentando esquecer o seu passado. O cinquentão coleciona objetos macabros, na lista tem um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita snuff com cenas reais de assassinato... Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. E por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Afinal, sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.

Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã (Anna McDermott) que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude, e que depois de fatos estranhos acontecerem. Jude descobre que o paletó foi mandado com pela irmã de Anna, Jéssica Price, e que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar.

Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica Marybeth, e durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro.

Cheio de referências as bandas e personalidades do rock, como AC/DC, Ozzy Osbourne, Metallica, Nirvana...  no começo a história é um pouco arrastada, mas não demora pra pegar no tranco. Então na verdade, a segunda coisa que você se vê fazendo após começar o livro é acabar não o largando tenso pelo seu desfecho. Com a impressão de um início mais lento, logo fui fisgado pelo o Joe soube como mestre fazer: dividir os capítulos do livro numa forma em que fosse quase que impossível você acabar não lendo o seguinte, numa típica tensão novelística à la The Walking Dead - a primeira referência que vem a mente. E assim foi até que vi que após o primeiro e segundo capítulo lidos dias atrás, pulei para lá pelo décimo de uma vez facilmente. O que só ótimos livros conseguem fazer comigo.

Em qualquer área, seja cinema ou literatura, como história, é fundamental que você acabe se envolvendo com os personagens. Sejam eles carismáticos ou excêntricos, acabar "torcendo" pra aquele cara do livro - se salvar, fazer algo, etc -, é uma sensação única e faz qualquer história se tornar inesquecível. Felizmente é o que vemos em "A Estrada da Noite" com Judas (Jude) Coyne e Marybeth (Geórgia) Kimball. Excêntricos e nem um pouco carismáticos, Jude é um cinquentão solteiro, ex-vocalista de uma famosa banda de rock separada pela trágica morte de dois membros de sua banda, conhecido pelo seu jeito durão e frio; e como típico astro do rock, "dono" da mulher que quisesse. Foi assim nessas andanças que ele conheceu uma boate de striptease a sua companheira sensual Marybeth, dona de um corpo magro e pele branca quase que como neve, o tipo que Jude adorava.

Comparar pai e filho é seria sacanagem, afinal cada um tem um estilo de contar a sua história, com King sendo muito mais detalhista (vide pelo seus livros de quase mil páginas), e Hill sendo muito mais ágil (mas nunca revelando nada além do que precisamos saber) e até cativante para aqueles que não se arriscam a ler livros muito grandes. Claro, a história tem seus pontos clichês como qualquer história que aborda o terror tem, e até por isso mutos podem critica-lo negativamente; além de pelo estilo afastando quem não é chegado em histórias desse tipo. Mas dado ao seu climão cinematográfico, para quem gosta de terror, o livro é um prato cheio. "A Estrada da Noite" é um livro viciante que você precisa ler.

O livro teve seus direitos comprados para a adaptação cinematográfica, mas por enquanto não temos muitas informações sobre isso. Outro livro de Joe Hill - que não demorei nada a comprar depois de ler esse -, "O Pacto", também ganhará as telonas, mas também não tenho mais informações.

Os anúncios que rolaram no lançamento do PS4

Para quem tem preguiça e nem tempo de ficar caçando aí na internet notícias sobre o PS4, além de vídeos e tudo mais. Resolvi fazer um belo apanhado de tudo o que rolou de mais importante na conferência da Sony que rolou ontem e colocar tudo num só post. Fiquem à vontade para comentar! =)


E finalmente, surpreendentemente, o lançamento do Playstation 4 aconteceu. Ao contrário da última e atual geração aonde a Sony anunciou seu negão PS3 depois da Microsoft, agora a Sony resolve contra-atacar o lançando primeiro que sua maior concorrente. A Nintendo? Bom, essa aí há muito tempo se procura focar em seus jogos e criatividade própria sabendo que os jogos exclusivos quase que sumiram, então nem conto como concorrente.

A conferência foi criticada pela ausência do console, mas a Sony disse que estava reocupada em mostrar os conceitos e filosofia por trás do console, e o controle era uma peça chave nisso. O compartilhamento social será o foco, além de um desenvolvimento mais simples para as produtoras. 

Sabendo que não se pode evoluir mais nos gráficos da forma que já vimos em outras gerações - mas aprimorando a resolução dos jogos para rodarem em 1080p -, o foco se deu em transformar ainda mais o vídeo-game como aparelho principal e integrado a vida. Por exemplo, aquele velho ato de passar o controle pro amigo do lado agora pode ser feito remotamente através da internet, onde você compartilha em tempo real em que parte no jogo você está e a´um jogador mais experiente do outro lado do mundo pode te ajudar a passar por essa fase difícil, tudo através de uma Playstation World remodelada e se aproximando e rivalizando mais ainda da Xbox Live.

Tudo esse modo social se dará pelo velho controle Dual Shock (que até pela sua perfeição) permanece, mas totalmente remodelado de uma forma mais moderna, que ganha um botão de "share", que repito, é o conceito chave do console. Um alto-falante embutido e um conector para headset, onde o jogador poderá bater papo ao-vivo com amigos online e ao mesmo tempo ouvir os efeitos sonoros do jogo. O controle apresenta ainda uma barra luminosa na parte superior do controle com três LEDs coloridos que acendem em várias cores, como no PS Move. A barra luminosa fica com as mesmas cores dos personagens em um game para oferecer um modo mais simples e amigável de identificar os jogadores, mesmo quando eles estiverem jogando lado a lado. A barra luminosa também muda de padrão durante o jogo para fornecer informações úteis aos jogadores, como quando um personagem está em situação crítica de saúde ou foi seriamente ferido.

Outras novidades do PS4 são a possível integração com o PS Vita (da qual precisa se levantar), e a remodelagem da câmera Playstation Eye que agora pode servir como apoio do Playstation Move para vídeo-conferências e sistemas online de comunicação. Isso é parte do conceito social, já que se pode ver a jogatina online de amigos através dela por exemplo. Abaixo uma demonstração do que o PS Move poderá fazer:


Sobre o lançamento, o console tem possibilidade de ser lançado simultaneamente nos EUA e aqui no Brasil  (tudo claro dependendo de burocracia diversa) em novembro a US$ 429 e US$ para o modelo mais robusto, com os jogos custando US$ 0,99 e US$ 60 sendo baixáveis ou em forma física, valor que é dos lançamentos do PS3 lá fora. Sendo todos boatos e possibilidades até agora para esclarecer.

Depois de você ler tudo isso você pode estar tirando a conclusão de que o console precisa estar conectado ao tempo todo, e se perguntando do boato aonde o PS$ não podia mais rodar jogos usados. Sobre isso pode ficar tranquilo, o PS4 poderá ser jogado de forma off-line e poderá rodar jogos usados. Só a retrocompatibilidade com o PS3 poderá não ocorrer (pisada na bola hein Sony?!), e nem com o Dual Shock 3, algo compreensível.

Agora vamos ao que interessa, os jogos. Tivemos vários anúncios, até pra mostrar o poder de processamento gráfico do console em tempo real - algo que achei muito importante, já que os jogos rodaram em tempo real e mostraram realmente o poder de "graficos lindos como uma CG" rodando (não no PS4, mas em um PC se aproximando das configurações do console). InFamous 3, Watch Dogs, Drive Club, Killzone, The Witness, até um possível God Of War 4, e o anúncio do Diablo III para PS3 e PS4, são alguns games que rolaram. Acompanhe os vídeos abaixo:








Acho que o lançamento de uma nova geração é algo que não era tão necessário assim, já que a mesma tem uns... seis, sete anos. Levando em conta de que o PS2 e tantos outros ficaram mais de 10 anos na praça, uma nova geração agora só vai servir pra gastar o nosso suado dinheiro ainda mais. Entretanto, acompanhando uma tendência de tudo se atualizar muito rápido (e cada vez mais com o progresso dos PCs), cada vez mais o vídeo-game se tornou uma peça que é comparada a um computador. Talvez seja muito saudosista nesse ponto, mas talvez o desenvolvimento gráfico ao máximo de um console aliado a diversão tenham sido deixados em segundo plano, dado a o fato de que os games hoje são cada vez mais custosos - não só pelo seu poder gráfico, mas como tempo de desenvolvimento - gerando menos originalidade pra garantir retorno de custoso mais garantido. É aquilo de extrair a última gota como se viu no PS2. Visto que vou continuar aqui com meu Xbox 360 na geração atual, e talvez comprarei meu PS3 quando lançarem a quarta versão (porém isso é uma questão monetária e burocrática do país). Mas visto ao que o PS3 vendeu, acho que a Sony logo correu para fazer a versão seguinte, tenho impressão que é como a Microsoft e seu Vista e Windows 7, guardadas as devidas proporções.

Com grandes jogos, principalmente o Watch Dogs (que servirá de transição de uma geração pra outra) e um console com conceito mais agradável aos meus olhos. Ainda falta muito para ser anunciado para ter uma opinião conclusiva, mas o que vi até agora me agradou. Só resta saber se aos meus olhos não será como o PS3 e sua "mania de ser dono de si" com atualizações controversas e sistema invadido, causando antipatia não só em mim, além de um alto preço. Vamos ver se a Sony me reconquista de novo.

Tirinhas da Semana #120