Resenha Game: Farcry 3

Por Estevan Sena originalmente publicado no blog Na Ressaca

Uma aventura e tanto, foi essa a minha conclusão final sobre Farcry 3, e sendo bem honesto eu devo dizer que não joguei o primeiro game e joguei bem pouco o segundo. O tempo passou e eu me dediquei a outros games, e bom, resolvendo deixar meus RPG`s de lado me dediquei nesse game esperando eu que fosse um FPS qualquer e eis que tive uma surpresa e tanto.

Demorei 3 dias para terminar o game, o que é bastante levando em consideração que eu jogo sem parar e ainda jogo com mais alguns amigos, revezando. Comecei a me impressionar com o game quando joguei a intro, quando somos capturados pelos piratas da ilha e eu meu amigo tentamos fugir do cativeiro e é então no final dessa empreitada que o game realmente começa.

Me deparei logo de cara com gráficos de impressionar, isso em um Xbox 360 com cabo HDMI, mas a surpresa foi na tecnologia gráfica que foi usada no game, nunca vi isso antes, uma espécie de sombra que contorna os personagens e alguns objetos que faz com que tudo tenha profundidade e realismo. Claro que isso se deve na união da Ubisoft Montreal em conjunto com a Ubisoft Massive, Ubisoft Reflections e Ubisoft Shanghai que uniram forças para a produção do game.

Com uma trilha sonora de fazer inveja para muitos pseudo DJs, o game realmente consegue ser envolvente com uma espécie de música eletrônica tribal ou algo assim, somando isso mais o cenário que é em uma ilha fictícia que conta com uma fauna vasta, desde ursos, leopardos, passando por águias e dragões de komodo.

Um ponto interessante do game na minha opinião é que o game alem de contar com um sistema de xp que inteligentemente se encaixa na questão das tatuagens trinais, afinal para cada tatuagem ganha no game você ganha uma habilidade nova. Os itens também são interessantes, bolsas de munição, seringas de life, bolsa para carregar itens e até a carteira para guardar cash são itens que podem sofrer upgrade, claro que isso exige alguns itens, como pele de animais específicos. Além de caçar, explorar e viver uma história cheia de reviravolta o game também conta com uma psico-delia única, com passagens estilo Indiana Jones e brisas alucinógenas fora do comum.

Com vasto repertório de armamento o game não se torna enjoativo, podendo não só oferecer várias armas mas como também opção de fazer upgrades nas mesmas, fora a opção de colocar skins nas armas. O modo cooperativo (para dois players) pode ser jogado online e offline, mas oferece uma história diferente mas que se passa na mesma ilha.

Uma comparação inicial com o antigo Dead Island, game de zumbi que se passa numa ilha, é para alguns inevitável, pelo fato da ilha em si. Mas as comparações são logo descartadas, pois realmente Dead Island era chato, pelo menos para mim, que não conseguia jogar meia hora seguida do game e ficava entediado.

Recomendo esse game e acho que pode ser considerado um dos melhores de 2013, podendo até render algum dia um bom filme.

Enredo 

Jason Brody está de férias com um grupo de amigos numa ilha tropical no Pacífico quando decidem fazer pára-quedismo. Mas todos eles aterram em diferentes partes de uma ilha infestada de piratas, e são feitos prisioneiros por um pirata chamado Vaas. Vaas planeia pedir dinheiro do resgate aos pais deles, para de seguida, vendê-los como escravos. Jason consegue fugir do cativeiro, mas o seu irmão é morto durante a fuga. 

Jason é salvo por um homem chamado Dennis, que faz parte dos Rakyat, nativos da ilha que sofrem sob a influência piratas. O líder dos Rakyat, uma sacerdotisa chamada Citra, inicia Jason na sua tribo e é lhe dado tatuagens guerreiras. De seguida parte para uma série de missões para resgatar os seus amigos cativos, um por um, ao mesmo tempo que ajuda os Rakyat a retomar a sua ilha, ajudado às vezes pelo Dr. Earnhardt, um especialista em fungos e vários remédios nativos e drogas. Ao longo da aventura, Jason amadurece para um guerreiro temível e é admirado pelos Rakyat, apesar dos seus velhos amigos ficarem perturbados com a sua transformação num assassino, especialmente quando ele pensa ficar na ilha para sempre.

O que passa pelos meus fones #43 - Soundgarden

Dave Grohl além de baterista, vocalista, e embaixador do bom rock n' roll, é também diretor sabiam? Pois é, afirmando uma parceria com o Soundgarden ele dirigiu o clipe da legalzuda "By Crooked Steps". Confira o que saiu e leia a resenha do álbum.

Resenha Cinema: Django Livre

Todos que usam a arte gostam de colocarem suas influências e seu gosto pessoal, é uma busca, é um dom colocar tudo isso e ao mesmo tempo ser único no que faz. Colocar tais influências por si só dá personalidade, mas como disse, fazer arte é um dom e ser como Quentin Tarantino é, é pra poucos.

O ano é 1858 e aqui acompanhamos Django, escravo liberto pelo caçador de recompensas Dr. King Schultz sem mais nem menos - motivos que fazem parte de sua profissão , que acaba se tornando seu parceiro e o convencendo ir em busca de sua esposa Brumhilda (Kerry Williams), escrava do fazendeiro Calvin Candle (Leonardo DiCaprio).

Desde o seu início na cena em que o Dr. King Schultz (Christopher Waltz) com seu jeito amável e cruel à la coronel SS Hans Landa de Bastardos Inglórios, bate os pés executando dois bandidos a cavalo sem dó nem piedade e libertando aquele que é o herói do filme, Django (Jamie Foxx). Até a próxima cena em que Django e Dr, Schultz calmamente vão no bar conversar a mesa. O filme já me conquistou por mais uma vez me fazer dar risadas ao mesmo tempo da violência, e dos trejeitos e diálogos.

Tarantino sabe que a vingança de certa forma traz a ordem ao mundo novamente, e como todos seus filmes Django Livre se trata sobre isso. Muitos dizem que Tarantino é repetitivo, confundem com obras baratas: o chamado pastiche. Mas o cinema se trata de algo jovem, daquela ambição de explorar os gêneros e seus gostos, colocando sua visão e entretendo o espectador com ela. E Tarantino faz isso com competência. Já que não é pra qualquer um dominar a cultura pop, subvertendo-a e reciclando-a como ele faz. Isso se vê na semelhança de Django e Beatrix Kiddo (guardadas as devidas proporções), dos heróis que em busca de vingança, até as dos personagens de Waltz nos filmes de Tarantino.

Django Livre é um filme mais simples, tanto nos seus diálogos, humor, roteiro e violência, porém tudo continua não linear, já que essa fórmula fez Tarantino ser o que é. Mas o que ele é, são também detalhes como aqueles cortes de câmeras dignos dos filmes western meio spaghettianos como ele sempre fez, aos diálogos e palavrões exagerados. Sabe o que quero dizer com a pele arrancada e cabeças explodindo exageradamente a cada tiro que Django ou Dr. Schultz disparam no filme? Até a trilha sonora cativante mais uma vez te fazendo correr pra loja comprar o CD, indo do blues, soul e hip hop, já que esses formaram a cultura negra americana.

Desde Bastardos Inglórios, Tarantino parece buscar fatos históricos, fazendo ficção em cima dela e colocando seus características mais famosas, e aqui ocorre isso mais uma vez. Abordando a escravidão como tema principal e criando um herói de tiros precisos misturando faroeste e drama, Django Livre é um filme instável no fim e com um vilão fraquíssimo - se é que há um vilão mesmo -, sem a genialidade que já presenciamos de roteiros de filmes como Pulp Fiction e Kill Bill, e até mesmo Bastardos Inglórios. Todavia, Tarantino ainda continua a mostrar aquela jovialidade que o motiva desde o começo da carreira, sem medo, de ter um elenco excelente e não ter medo algum de arriscar pois como ele mesmo diz: "não quer envelhecer fazendo cinema".

Indicado ao Oscar em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Melhor Roteiro Original, Melhor Edição de Som e Melhor Fotografia. Django Livre faz as quase três horas de filme passarem voando com um prazer digno daqueles que sabem fazer e admirar cinema, paixões que ele e seus fãs compartilham. Pode não ser o melhor filme do ano, mas talvez como todos os filmes de Tarantino, é um filme pipoca com todo louvor. Bem daquele rapaz jovem americano que ainda trabalhava em uma locadora.

Curiosidade

Na cena em que o Candie esta berrando com o Django e o Dr Schultz no jantar, ele da um tapa no tampo da mesa e começa a sangrar. Ele da uma olhada rapida para a mão e continua a brigar. Aquilo não foi efeito especial, o Leonardo Di Caprio esmagou um copo acidentalmente e fez um corte feio na mão, ainda sim ele continuou a cena. O Tarantino achou legal e acabou mantendo dessa forma mesmo. =)

Estados Unidos - 2012 - 165 min

Direção: Quentin Tarantino
Produção: Reginald Hudlin / Stacy Sher / Pilar Savone
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco original: Jamie Foxx / Leonardo DiCaprio / Christoph Waltz / Samuel L. Jackson / Kerry Washington

Tirinhas da Semana #116

Duvido que alguém lembrou que era aniversário da cidade tendo acordado com a preguiça dos deuses como eu...









Resenha CD: Soundgarden - King Animal

Em 2010 para alegria de muitos fãs - inclusive a minha - anunciou seu retorno com a formação original - e uma volta ao rock de seu vocalista Chris Cornell depois do assombroso "Scream". Desde então os anos se passaram com um lançamento de um single, best of, e um DVD em 2010; e no ano seguinte o lançamento de um álbum ao vivo, mas nada de um novo álbum. Então cercado de expectativa por causa de álbuns legais pra cacete como: "Superunknown" e "Badmotorfinger", "King Animal" é lançado no fim de 2012 e infelizmente como o anunciado fim do mundo, não corresponde as minhas expectativas.

Temos aqui um início forte com o contagiante single "Been Away To Long" (melhor música do álbum), a "Nonstate-Actor" e a mais moderna "By Crooked Step" (junto com a abertura a melhor do álbum). E é a partir daí que a coisa dá uma caída de nível com a experimentação meio "brasileira" de "A Thousand Days Before", pra termos a faixa seguinte "Blood On The Valley Floor" num bom nível.

As calmaria à là Audiosalve, mas sem a mesma inspiração da espetacular "I'am The Highway", dá o tom nas "Bones Of Birds" e "Taree". Uma pegada mais pop, inspiração puxada da carreira solo de Chris Cornell, está na "Attrition", e nas "Black Saturday" e "Halfway There". Isso sem contar a meio chata faixa-título e que encerra o álbum: "Been Away To Long".

Em vez de um álbum mais "puro Soundgarden" de clássicos como "Black Hole Sun", "Jesus Christ Pose" e "Rusty Cage", temos aqui um álbum que reúne momentos inspirados na própria banda - sem a força vista - e principalmente na carreira solo de Chris. Esse evidentemente cantando muito menos do que cantava a alguns anos.

Claro que entendo o fato de a banda depois de longos 16 anos lançar composições inéditas, e o desgaste que isso causou. É um reinício. É como um carro sem tempo de uso, as peças enferrujam. Sem contar que não dá pra esperar que uma banda mais "mainstream" ficar olhando pra suas raízes por mais legais que acho que são, eles vão tentar se adaptar aos tempos atuais e colocar as influências que adquiriram com o tempo.

Entretanto o Soundgarden me decepcionou num álbum com uma boa produção e bons momentos, mas dispensável no todo, muito abaixo de reuniões de bandas de sua época como o Alice In Chains. Agora é esperar os lançamentos seguintes e torcer parar que Chris Cornell e sua trupe tenham mais inspiração, porque isso eles sabem fazer.

Tracklist:

"Been Away To Long" – 3:36
"Non-State Actor"  – 3:57
"By Crooked Steps" – 4:00
"A Thousand Days Before" – 4:23
"Blood On The Valley Floor" – 3:48
"Bones Of Birds" – 4:22
"Taree" – 3:38
"Attrition" – 2:52
"Black Sartuday" – 3:29
"Halfway There" – 3:16
"Worse Dreams" – 4:53
"Eyelids Mouth" – 4:39
"Rowing" – 5:08



Resenha Game: DMC - Devil May Cry

(Resenha fresquinha pois acabei de terminar o jogo com meus amigos)

Penso que depois do fracasso que a série teve no quarto título lançado na atual geração não só como jogo, mas com a grande maioria dos gamers, a Capcom resolveu dar um reboot na série. E convenhamos que um quinto título mesmo indo nos padrões do terceiro título lançado no Playstation 2, e que é considerado o melhor capítulo da série, iria naquela linha de "mais do mesmo". para a Capcom a série precisava de novidades, portanto a tarefa foi entregue a produtora Ninja Theory, autora de jogos como Heavenly Sword e Enslaved, que tinha a tarefa de renovar a série para o mercado ocidental e ainda sim torná-la relevante mais amplamente no mercado, já que o Dante clássico tinha um visual mais oriental.

Então quando soubemos da "renovação" que a série bem-sucedida Devil May Cry sofreria, logo torcemos o nariz. A ideia de um Dante mais "emo", mais adepto de um McDonalds (mesmo ainda comendo pizza) e um jogo com um visual mais urbano não agradava a primeira vista. Entretanto a medida que os trailers foram saindo e a jogabilidade e o visual eram apresentados de forma mais objetiva, logo vimos que esse era um jogo da qual merecia mais atenção e até essa mudança de visual era necessária. Afinal, você acha mesmo que o título teria tanto burburinho e curiosidade se não tivesse sofrido a tal mudança? Sabemos bem que quando um game lança títulos abaixo do que já tinha lançado perdemos logo o interesse por ele...

Como disse temos aqui um Dante mais jovem, e logo um Dante que nem sabe quem são seus inimigos, o que é, e talvez nem os golpes que é capaz de fazer. Como um adolescente que é, Dante vive uma vida promíscua e liberal, após crescer em orfanatos e ter uma infância bem triste (entre outros desdobramentos do passado que descobrimentos ao longo do game). Num belo dia Dante logo é encontrado pelos demônios que estão caçando sua alma, comandados por Mundus, o lorde dos demônios, que tem algum envolvimento com sua família – principalmente com o pai de Dante, Sparda. Durante os desdobramentos aparece Kat, uma integrante da organização conhecida como A Ordem, comandada por ninguém menos que Vergil, e que o auxilia durante toda a história.

A narrativa é aquela já tradicional dos jogos top atuais com aquele clima cinematográfico, variando bastante entre partes jogáveis e CGs. Num todo a história é bem comum, o que é nada mais que normal já que o game tem todo o destaque. E esse é nada menos que alucinante com a ação "descerebrada" (no bom sentido) a todo momento não tendo partes chatas - problema bastante recorrente no quarto título

O design do jogo é nada menos que impressionante com as fases tendo detalhes e ambientação fodásticas, assim como a trilha de sons mais industrais e eletrônicos feitos pelas bandas Noisia e Combichrist, com riffs legais e abtidas igualmente, que soam nada repetitivo e não irritam o jogador - e ensinando como se faz uma trilha mais Metal para um Prince Of Persia Warrior Within da vida...

Os inimigos tem uma boa inteligência artificial e os chefões claramente guardam um desafio maior, mesmo com a impressão que tive que os inimigos nas fases eram mais "chatos" que os chefões em si. Num todo, o jogo na dificuldade normal é simpático a novos e experientes jogadores e "zerável" em final de semana. Por exemplo passar os chefes finais, Mundus e Vergil, são passáveis sem item algum na dificuldade normal com uma boa habilidade.

Pra executar esses diversos e divertidos combos é indispensável uma boa jogabilidade, e é o que temos aqui. Entretanto o único porém é que faltou uma trava de mira para as armas de mão, pois sem ela somos obrigados a "mirar" com a câmera e assim é simples enrolar as duas coisas. E infelizmente isso as torna quase inúteis a longo prazo, mesmo essas sendo evoluídas no último nível, já que sem a tal trava usar uma arma de longo alcance é mais prático.

Felizmente a Ninja Theory só fez o trabalho de fazer nova versão, um Dante com cabelos mais curtos e pretos (e para aqueles que ainda reclamam disso, ao finalizar o jogo, abre-se o cabelo branco para Dante), mais jovem e com uma cara mais "humana "ao invés de anime. No mais é só. O que interessa mais, que é a jogabilidade de Dante continua a mesma, com altas possibilidades de combos e sistema de classificação que incentiva o jogador a variar os combos e armas, evitando aquela "apelança" tradicional. Então não adianta matar os inimigos só com uma arma já que isso não lhe dará muitos pontos, o objetivo é variar e alcançar o mais número de pontos possível, já que isso aumentará sua classificação ao final das missões e lhe dará mais possibilidade de evoluir suas armas e outras habilidades. Em outras palavras é o que tanto gostamos em Devil May Cry 3, e dá pro título um fator replay quase que irresistivel.

O título alcançou seu objetivo de diversão e fator replay mesmo para os jogadores menos experientes, e nos apresentou um Dante positivamente surpreendente. Acredito que DMC provou ser tão bom que mesmo aqueles ainda torcem o nariz para o visual de Dante vão dar o braço a torcer.

Resenha CD: Bison B.C. - Quiet Earth

Talvez a maioria das pessoas que conhecem essa banda devem ter pesquisado no Google o famoso vilão do Street Fighter: M. Bison, como meu amigo fez.

Pois é, e foi uma escolha certeira. A banda que vamos falar agora se chama Bison B.C. e ela está no seu terceiro álbum "Lovelessness" lançado a uns dias atrás, então vamos aproveitar a oportunidade e falar de seu debut.

"Quiet Earth" foi lançado no já longínquo 2008 (meu deus!) e já veio matador. Olhando pro Mastodon e pro stoner metal e deathcore, se formos citar as três principais características que surgiram na minha mente agora - e olha que o Mastodon é uma mistureba danada -, nunca uma banda causou tanto impacto na audição de um debut como essa.

Com músicas longas beirando os 8 minutos, logo na primeira faixa "Primal Emptiness Of Outer Space" já é capaz de se presenciar o que há por vir e do que a banda é capaz de fazer. Composições pesadíssimas com uma dose de progressivo, stoner e vocais rasgados ditam o álbum. Como na sensacional "Slow Hand of Death"; ou a pancadaria rolando solta na "Dark Towers", culminando na de influências setentistas e até doom e prog com a cara e peso da banda na faixa-título "Quiet Earth".

Nem tenho muito mais a falar, só recomendo a todo mundo buscar mais do trabalho dessa banda porque vale muito a pena. Pra quem gosta de um stoner mas não de composições muito lentas, algo com uma cara de punk mas sem perder a elegância na sonoridade das guitarras com riffs a torto e a direito, complicado de se rotular de forma exata mas que causa uma dor enorme no pescoço no fim da audição. O Bison B.C é a sua cara.

Tracklist:

1. Primal Emptiness of Outerspace
2. Dark Towers
3. Slow Hand of Death
4. Wendigo Pt.1 (Quest for Fire)
5. These are my Dress Clothes
6. Wendigo Pt.2 (Cursed to Roam)
7. Medication
8. Quiet Earth

Nem achei um vídeo com uma qualidade boa de áudio pra colocar aqui, mil desculpas =(

Resenha CD: Stone Sour - House Of Gold and Bones Part 1

Lançado no ano passado e primeira empreitada conceitual de Corey Taylor, "House Of Gold and Bones" será dividido em duas partes, com conteúdo on-line no site da banda e até uma HQ sobre as duas partes a ser confirmada.

Pra muitos ter o fato de ter os integrantes do Slipknot: Corey Taylor nos vocais e Jim Root nas guitarras, já é um chamariz e tanto - principalmente porque os fãs de Slipknot são conhecidos por ser um dos mais fanáticos da Terra -, as composições mais agressivas da banda também se assemelhavam com a "da banda matriz". Felizmente o tempo passou e agora temos uma banda madura, tanto nas composições como nos vocais versáteis de Corey Taylor. Muita gente pode torcer o nariz pro cara, mas é de se reconhecer que ele canta muito independentemente de seu gosto. Variando muito entre os vocais limpos e entre os conhecidos vocais agressivos que ele despeja no Slipknot, mostrou porque é um dos melhores vocalistas ao lado de Serj Tankian atualmente.

A "rifferama" feita pela dupla Jim Root e Josh Rand e a cozinha competente de Roy Mayorga não decepciona em nenhum momento. Pesado, mas sem perder as características mais modernas, o Stone Sour caminha bem mais firmemente nos caminhos do metal ao contrário dos trabalhos anteriores. Essa cara já se revela logo na abertura com "Gone Soverign" mostrando também o que o álbum promete ser, Daí o que escutamos é uma variação grande entre as faixas sem nunca perder o pique e a qualidade. Indo do thrash "RU486" (que não deixa muito a dever ao estilo), das emocionais "Tired" e "The Travelers", para as pesadas e modernas "Last Of The Real" e "Absolute Zero".

Gostoso de se ouvir e com faixas grudentas que dão aquele gostinho de querer dar o play de novo, "House Of Gold and Bones" não entraria no meu top 5 - até porque muita coisa boa ficou de fora -, mas sem dúvida foi um dos melhores álbuns de 2012. Que venha a segunda parte e se for pela linha que a banda vem adotando, será ainda melhor.

Tracklist:

1. Gone Sovereign
2. Absolute Zero
3. A Rumor of Skin 4. The Travelers (Pt. 1)
5. Tired
6. RU486
7. My Name Is Allen
8. Taciturn
9. Influence of a Drowsy God
10. The Travelers (Pt. 2)
11. Last of the Real

Tirinhas da Semana #114

Juro que se eu ver mais uma imagem do Einstein musculoso com a frase "Que Físico!", me mato!