Família e Natal. Foda-se, vou ser feliz!


Eu já falei aqui (há muito tempo) atrás sobre a falsidade do Natal, do que ele significa e o do que na verdade como ele é praticado pelas pessoas. Obviamente muito tempo se passou daquele texto até hoje no fim de 2013 e minhas conclusões sobre o mesmo assunto deram uma modificada. Ultimamente não ando tendo muita paciência e nem inspiração pra escrever algum texto reflexivo e até em pra resenhar sobre algum tema, mas de acabar presenciando várias más demonstrações sobre essa data, resolvi botar pra fora meu pensamento.

Sobre as tais metamorfoses de pensamento da qual falei no parágrafo anterior, é que de lá pra cá cresci como pessoa e minhas ideias somente amadureceram. Acho que agora com 25 anos enxergo a vida com menos pessimismo catastrófico do que antes e portanto com um pouco mais de calma sobre certas coisas. Tirei a conclusão de que temos que procurar o menor estresse possível nas coisas cotidianas, e o mais notório é que temos que nos afastar das pessoas ruins para chegar a esses fins. Infelizmente ou felizmente isso inclui a família. 

Quem acompanha do Descafeinado e quem deixo acompanhar minha vida, sabe que nesse ano consegui finalmente conquistar o meu canto, tanto que escrevo esse texto a vocês com a caixa de som ligada escutando Faith No More sem ter que respeitar nenhum familiar com a televisão ligada. Bom, o ponto que quero chegar e o ponto que envolve essa data natalina, é que a família não significa tudo o que dizem/deve significar, assim como o Natal. Intrinsecamente um e outro estão ligados, afinal quem vai participar da ceia com membros que você nem conhece direito e suportar pessoas que você nem quer suportar? Pois é, muitos. E parte da vida sem estresse significa se afastar disso, de tal falsidade. Claro, faz parte da vida abrir um sorriso e dar abraços em quem você não suporta, faz parte da vida engolir sapos em benefício maior ou simplesmente por humilhação por um bem maior. Mas se temos que suportar tanto na vida, porque então se debruçar no tal sentimento inexistente de Natal que há?

De tantas baboseiras que ouvimos por aí, inclusive de que ateus como eu não podem comemorar o Natal no que ele representa, entre elas está o sentimento consumista que há. Poucos celebram o Natal dando a importância maior ao que ele representa, claro, é mais confortável ganhar presentes e ganhar um punhado de dinheiro. Isso se ensina desde cedo. É mais importante cantar a música da Globo de todos os anos, se deslumbrar com os enfeites de Natal, se espremer e se estressar em fazer faxina para a ceia que o mundo de gente que virá em casa vai ajudar a comer, e de torcer em não ganhar cuecas da tia que te ama. Grandes momentos exigem grandes preparativos, mas será que isso mesmo é o Natal? 

Daqui acabo sentindo que estar feliz com a data é mais importante que tudo isso, a obrigação mata o ser humano. Pode parecer um pensamento meio hippie ou niilista, mas pense se estou errado. 

Por isso enche o saco o Natal, de propagandas abarrotadas, de auto-cobrança exagerada, e de tradição que vê-se por aí. Uma boa pizza e uma boa cerveja já bastam, e se tiver chester, melhor. Natal serve só pra comer mesmo o que não comeu no resto do ano destruindo regimes alheios, porque para as outras tantas coisas - exceto nas famílias que a Globo mostra - deixou de existir faz tempo. 

Felicidades a vocês que desejam um 2014 melhor. Um feliz Natal!

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

Voltando
Next Post »
Comentários
0 Comentários
0 Comentários