Resenha Filme: Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas

Estados Unidos - 2011 - 136 min 


Produção: Jerry Bruckheimer
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Ted Elliott / Terry Rossio
Criação original: Tim Powers (livro "On Strange Tides")
Elenco: Johnny Depp / Penélope Cruz / Ian McShane / Geoffrey Rush / Kevin McNally

Confesso que quando soube que decidiram filmar o quarto filme do Piratas do Caribe fiquei ressentido, ainda mais com a consequentes notícias que o diretor Gore Verbinski e os personagens: Elizabeth Swann (Keira Knightley) e William Turner (Orlando Bloom), que dividiam os holofotes com o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) não iam retornar. O quarto filme realmente tinha tudo para ser um sucesso pois todos amam piratas, além de que era uma das trilogias mais rentáveis do cinema com filmes que mantinham um nível alto de qualidade. 

Pelé parou no seu auge, assim Christopher Nolan roteirizou e dirigiu os filmes do Batman, mas Hollywood odeia isso. Reboots e sequências atrás de sequências dominam as bilheterias e muitas delas são completamente inúteis, e ao final Piratas do Caribe deixou essa sensação em mim.

O gancho do filme é a fonte da juventude. Quem se lembra do mapa mostrado no terceiro filme o verá aqui de novo, e o fato de Jack tê-lo guardado consigo é a chave pro quarto filme; entretanto Jack nunca moveu nenhum interesse em encontrar a fonte ao contrário do que todos pensavam já que um pirata se passando por Jack está reunindo uma tripulação para encontrar a fonte da juventude. Esse alguém é Angélica (Penélope Cruz), antigo romance de Jack que quer buscar a fonte da juventude para seu pai, o temido pirata Barba Negra (Ian McShane) que está temendo sua iminente morte. Com a ajuda do Capitão Barbossa, que agora é um corsário do reino da Inglaterra, Jack procura vingança contra o Barba Negra por ter afundado seu amado Pérola Negra.

Aqui o Capitão Jack Sparrow é como se fosse um "super-herói". Mais do que nunca com os holofotes em seu rosto, já que os personagens que dividiam a atenção com ele não retornaram ao filme, Depp entrega mais uma vez a atuação do personagem da sua vida, já que ele mesmo declarou que podia fazer o personagem pra sempre com todo prazer. Tipicamente bem humorado e com seu jeitão esquisito, Jack está longe de ser o problema do filme, mas sim todo o resto.

É perfeitamente compreensível a ideia que Elizabeth Swann e Will Turner não poderiam voltar ao quarto  filme, e até isso deu um frescor (e que frescor se falarmos de Penélope Cruz em comparação ao Keira Knigthley), entretanto a força dos novos personagens está longe de ser a mesma dos outros três filmes. Como a tripulação do Pérola Negra que era bem mais legal e carismática se formos comparar com a do navio Queen Ann's Revenge do Barba Negra. Falando nele, com um estilo que bota medo e te faz atravessar a rua se passar ao lado dele, mas está bem longe de um Davy Jones.

Penélope Cruz com bacon...

"Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas" é um filme bom para se ver numa tarde preguiçosa ou em família, mas longe da diversão que os outros três filmes proporcionavam. Quem é fã vai ver, mas vai torcer o nariz olhando de forma mais crítica. Não que no filme não tenha havido um bom gancho para um quarto filme e talvez uma nova trilogia, porém era desnecessário. Tanto que em muitos momentos em que aparecem as sereias você pode cochilar e não perder nada. Vale também citar a cômica presença mais uma vez de Keith Richards interpretando o pai de Jack Sparrow.

Tudo é bem produzido e estiloso, tudo no melhor estilo Disney de qualidade; mas assim como Disney ou qualquer outro estúdio, forçou - e bom, Hollywood faz isso. 

PS: Não posso contar muito mais coisa do filme porque perderia o sentido de uma resenha, mas o gancho pra um quinto filme está garantido. A Walt Disney confirmou sua produção, mas nada de elenco ou sequer previsão de estreia. Agora resta aguardar e torcer.

Resenha CD: Muse - The 2nd Law

Nesse mundo cheio de pessoa insossas e de bandas insossas - já que consequentemente elas são formadas pelos seres humanos insossos -, uma se destaca entre a multidão e vem cada vez mais conquistando o espaço que lhe é merecido como uma das maiores bandas do mundo da música atualmente, e falamos de MÚSICA.

Falamos do Muse que voltou esse ano com "The 2nd Law" continuando o trabalho que foi visto em "The Resistance" lançado dois anos antes, o de "ópera rock". Claro que rotular o Muse de forma específica soa injusto, mas talvez esse é o que mais se encaixe com a banda. A mistura de sons, abordagens diversas e a forma em que cada música toca o ouvinte de forma diferente são impressionantes, e superam "The Resistance" com folga.

Passando pelo single de bom gosto "Madness", a faixa em que é contínua em diversos trabalhos, só escutar "Starlight" do Absolution de 2004, "Black Holes and Revelations" do álbum homônimo de 2006 e "Undiscloses Desires" de "The Resistance" de 2009 com o tão famoso estilo dubstep (de bom gosto) ditando a música. Dos clássicos da abertura com "Supremacy" e da primeira parte de "The 2nd Law": Unsustainable" que mistura tudo ainda mais?. Do pop eletrônico de "Follow Me"; do funk rock de muito bom gosto de "Panic Station" (quem lembrou de Stevie Wonder?), da ritmada "Survival" que foi tema das Olimpíadas de 2012 e de claras influências de Queen, e da calmaria de "Save Me". O álbum vai passeando de forma leve e natural e é difícil não escutar mais de uma vez, só para citar alguns momentos.

O vocalista Matthew Bellamy disse em entrevista antes do lançamento do álbum, que "The 2nd Law" seria mais "pessoal" e mais apropriado para shows pequenos ao contrário das últimas turnês do grupo em estádios e grandes arenas; e essa é uma boa definição do que ouvimos. Se desde "Black Holes and Revelations"- o melhor play da banda -, a banda na sua competente megalomania vinha tornando seus álbuns e seus shows cada vez mais grandiosos, em "The 2nd Law" temos aquela sensação de ter que ouvir o álbum ao caminhar com o seu MP3 ou dirigir mesmo (lentamente) através da Marginal. É para ser apreciado com paciência, ao final o resultado não decepciona.

Deixei claro aqui que não se superou "Black Holes and Revelations" como melhor álbum da banda. Entretanto eu pergunto: como este poderia ser superado já que ele e "The 2nd Law" são tão diferentes em suas propostas? Pra falar a verdade sinto falta das guitarras pesadas e construção mais simples e agressiva de "Absolution", mas "The 2nd Law superou todas as minhas expectativas do que a banda poderia fazer assumindo seu lado mais alternativo.

Talvez o maior mérito do Muse esteja em ser inquieto, hoje é simples repetir a mesma fórmula, afinal, não há muita concorrência, não temos bandas que chegam e almejam marcar seu nome no mundo da música sem ser por um simples álbum ou um velho single que faça parte daquelas retrospectivas do "melhor da década". Seja questionável ou não, cada um tem seu gosto pela música que lhe agrada, mas é de se reconhecer que o Muse principalmente depois do sucesso estrondoso de "Black Holes and Revelations" poderia ficar acomodado em seu cantinho e em sua fórmula, mas pelo contrário, a mente de Matthew Bellamy é como a sua forma de tocar guitarra, se reinventa.

Baita álbum, e tarde pude ouvi-lo com mais calma, já que o mesmo foi lançado meses atrás. Estamos no finalzinho do ano e que grata surpresa (?), não, vamos dizer que já era de se esperar.

Tracklist:

1. "Supremacy" 4:55
2. "Madness" 4:39
3. "Panic Station" 3:03
4. "Prelude" 1:03
5. "Survival" 4:17
6. "Follow Me" 3:51
7. "Animals" 4:23
8. "Explorers" 5:48
9. "Big Freeze" 4:41
10. "Save Me" 5:09
11. "Liquid State" 3:03
12. "The 2nd Law: Unsustainable" 3:48
13. "The 2nd Law: Isolated System" 4:59

Tirinhas da Semana #111

Os Vingadores recriados no mundo medieval

Estúdios como a Marvel e a DC estão cansadas de modificar e reinventar seus heróis nos quadrinhos, umas são bem sucedidas ou tras não, mas do sucesso de adaptações para o cinema, e mais recentemente a dos Vingadores, instigaram a criatividade dos fãs. O caso de hoje é do fã theDurrrrian que em sua página no DevianTart recriou os Vingadores no mundo medieval. Vale a pena conferir toda a página do cara porque o trabalho é de primeira - recomendo os quatro cavaleiros do apocalipse.


Viúva Negra


Capitão América


Arqueiro Verde


Hulk


Homem de Ferro


Loki


Nick Fury


Thor

Resenha CD: Deftones - Koi No Yukan

O espaço de tempo que inclui o fim da de´cada de 90 e o começo dos anos 2000 são abominadas pelos (trües) fãs de heavy metal (e até os anos de hoje), tudo por um estilo que abrangia um tom de guitarra mais baixo, vocais esquisitos e uma bateria mais ritmada, o malfadado Nu Metal. 

Como o tal "grunge", se formos ver mais a fundo, as principais bandas do gênero se diferem muito, e tendo uma característica mínima que seja foi o suficiente para se enquadrar nesse estilo; que era um som sujo e pesado, calcado no punk e com um pé no alternativo. Deixando claro, não estou comparando um estilo ao outro (tanto que a qualidade geral é diferente) - antes que os mais desavisados reclamem -, mas os comparo como "movimentos".

Soundgarden, Alice In Chains, Nirvana, Stone Temple Pilots e Soundgarden - só para citar algumas -, eram bem diferentes entre si. Tinham uma característica em comum, mas tinham pegadas e sons diferentes, e talvez isso era o principal atrativo delas. Os anos se passaram e veio o Nu Metal com a mesma característica. Korn, Deftones, Coal Chamber, Limp Bizkit, Papa Roach, Linkin Park, e até Disturbed são bandas diferentes entre si e a qualidade delas segue a mesma linha. Sou até hoje um crítico da qualidade duvidosa das bandas do gênero, que deixou de ser underground a muito tempo dando voz a adolescentes revoltados da época, mas ao contrário de antes abri minha cabeça para novos sons e diversidade dentro do heavy metal, e assim entendi que até o Nu Metal contribuiu para o estilo como um todo. Se torço o nariz pra maioria, admiro a qualidade de algumas, caso de Disturbed e Deftones que é a banda que vamos falar na resenha.

Pra começar rotular a banda de Nu Metal é um engano, é como rotular o System Of a Down da mesma coisa pra ser sincero. O som é tão mais rico que simples guitarras e batidas de um baterista e DJ que é heresia chamar só disso, vale escutar o som pra apreciar mais a fundo o que o Deftones apresenta. Para começar o DJ está longe de fazer os tais scratches que arrepiam os longos (ou curtos) cabelos de quem curte um heavy metal tradicional, ao contrário do que se via e odiava num Linkin Park e Limp Bizkit, o DJ é uma peça a mais na música. O resultado que se vê é algo discreto, é como se fosse um teclado ambientando as guitarras, só que com muito mais possibilidades. Ouro ponto positivo são as guitarras, ao contrário do que se vê num Korn em que o vocal sobressai muito mais, aqui podemos ouvir o barulho pesado delas de verdade.

Falando do mais novo álbum "Koi No Yukan", a qualidade já vista desde Saturday Night Wrist e que deu um salto em Diamond Eyes, surpreendentemente continua em franca evolução. Vemos cada vez mais uma banda com uma cara única, tanto num lado mais agressivo, tanto como no seu conhecido lado melodioso. 

Com um heavy metal moderno não deixando para trás a qualidade e a originalidade, mesclando peso e melodia, a banda cai no delicioso rótulo impossível de se precisar. Ao longo de suas 11 faixas a produção do álbum deixou o peso a voz de Chino límpidas na medida certa do que a banda precisa. Com ótimos refrões e uma "dinâmica" maior nas composições das músicas, os destaques vão para as ótimas "Swerve City" (começando o álbum com tudo), "Leathers", "Graphic Nature", "Gauze" e "Tempest".

Para encerrar o ano em grande estilo "Koi No Yukan" (em japonês aproximadamente "premonição do amor") é o ponto alto da carreira do Deftones na minha opinião, mas o Deftones como um todo é recomendadíssimo pra quem é mente aberta pra procurar novos sons dentro do metal e mais que isso, deixar pra trás preconceitos de certos rótulos. 

Tracklist

1. "Swerve City" 2:44
2. "Romantic Dreams" 4:38
3. "Leathers" 4:08
4. "Poltergeist" 3:31
5. "Entombed" 4:59
6. "Graphic Nature" 4:31
7. "Tempest" 6:05
8. "Gauze" 4:41
9. "Rosemary" 6:53
10. "Goon Squad" 5:40
11. "What Happened to You?" 3:53

Resenha DVD: Paradise Lost - Draconian Times MMXI

Havia já um tempo que queria fazer uma resenha falando do excelente álbum "Draconian Times" do Paradise Lost, entretanto nesse meio tempo no começo do mês, passando pela Galeria do Rock pra ver preço de tênis pra minha namorada, acabei avistando o DVD que a banda gravou em Londres tocando o álbum na íntegra. Realmente era uma compra que não podia perder, já que o cara da loja me disse que tanto o álbum mais recente da banda "Tragic Idol" - celebrado por ser uma volta às raízes da banda -, e muito menos esse DVD andava parado na vitrine.

Já tinha escutado o álbum do show e visto uns vídeos do show no Você Tubo, mas ter o material original na mão é outra experiência. E ao final do DVD concluí que foram 70 reais bem gastos.

Talvez a banda mais conhecida na "santa trindade" ao lado de Anathema e My Dying Bride, em 1995 a banda gravou "Draconian Times" e usou e abusou dos hits. O Paradise Lost ao que parecia reconheceu ali sua chance de alcançar o reconhecimento necessário pra entrar na história de vez depois de "Gothic" lançado em 1991.

A sequência inicial impressiona, e dou destaques para a abertura com "Enchantment" com o piano inconfundível e andamento mais lento pra cantar junto, a pesada "Hallowed Land", o single "The Last Time", a pausa para a cadenciada e ótima "Forever Failure", a rápida e pesadíssima "Once Solemn", e a de refrão grudento "Shadowkings". Entretanto a banda não deixa a peteca cair com "Elusive Cure" até o encerramento com "Jaded" num álbum que ficou para a história.

Pelo preço dito no começo da resenha você pode imaginar que peguei uma edição especial e você está certo. No material composto por dois DVDs e um CD, como você pode suspeitar temos no DVD 1 o show em Londres e no segundo temos extras documentais da banda em turnê e nos dizendo como foi o processo de gravação do álbum na época, e temos também uma rápida série com fãs declarando como "Draconian Times" fez parte de suas vidas; bem interessante e tudo com legendas em português. Para encerrar temos também dois clipes, "Faith Divide Us/Death Unite Us" e "Rise Of Denial".

Já no CD temos o áudio da apresentação, mas com quatro músicas a menos "Faith Divide Us/Death Unite Us", "True Belief", "One Second", e "Say Just Words". O encarte é bem legal e conta um pouco da repercussão do álbum na época de seu lançamento, comemorado como o melhor álbum do Paradise Lost e o melhor álbum da música doom e gótica em anos, porém senti falta de fotos da época, talvez assim torando o DVD mais documental.

Um dos maiores méritos do Paradise Lost é nunca se repetir de um álbum para outro, sempre mostrando uma evolução clara como no caso de "Gothic" para "Draconian Times", ou arriscando novos sons na sua música, como o synth-pop visto em "Host" e "Symbol Of Life".

Indicado para fãs e indicadíssimo para quem quer conhecer a banda. "Draconian Times MMXI" mostra o Paradise Lost mandando muito bem e é a celebração justa para um álbum que fez história na década de 90, influenciando muito do que se pode ver do gênero logo depois. Então, tomara que te influencie também, pois vale muito a pena para quem gosta de um Gothic/Doom Metal.

Tracklist:

1. Enchantment
2. Hallowed Land
3. The Last Time
4. Forever Failure
5. Once Solemn
6. Shadowkings
7. Elusive Cure
8. Yearn For Change
9. Shades Of God
10. Hands Of Reason
11. I See Your Face
12. Jaded

13. Faith Divides Us, Death Unites Us
14. True Belief
15. One Second
16. Say Just Words

17. Rise Of Denial
18. As I Die

O Melhor dos Memes #81

Por mais que essa data seja tratada como um dia qualquer, por mais que essa data seja tratada de forma hipócrita e consumista pelas pessoas, vale a pena comemora-la da melhor forma. Ganhar presentes é sempre bom, e ela é uma oportunidade de presentear quem você gosta, mas isso vai além, é uma oportunidade de desejar que essa pessoa esteja contigo ano que vem e sempre. Comemorando a cidade vazia, desde já, desejo um Feliz Natal! =)
















O que passa pelos meus fones #40 - Alice In Chains

Dessa vez é o Alice In Chains voltando e mostrando que continua na grande forma que mostrou na sua volta em "Black Gives Way To Blue". Essa semana eles divulgaram uma música do vindouro álbum ainda sem nome definido, mas que sairá no início de 2013, entretanto o vídeo não, mas sem problemas, um fã resolveu todos os problemas e postou um lyric-vídeo do single. E já que o mundo não acabou, poderemos apreciar mais um discaço. Promete!