Resenha CD: Kamelot - Silverthorn

No ano passado os admiradores da banda ficaram chocados com a saída de talvez o seu maior expoente, e - não desmerecendo o resto da banda e seu guitarrista Thomas sangue jovem Youngblood - talvez o principal responsável por dar ao Kamelot a cara que tem, Roy Khan. O Kamelot através de comunicado justificou a saída seu Khan atestando a problemas de saúde de ordem psicológica a qual causa extrema exaustão. Com o posto em aberto, coube a Fabio Lione (Rhapsody Of Fire) substituir o agora ex-vocalista no resto da turnê, ela ainda contava com as participações de Simone Simons (Epica) e Tommy Karevik (Seveth Wonder) que executaram algumas musicas em algumas apresentações.

Sem se abalar com a saída de Khan, ao final da turnê o Kamelot anuncia que está trabalhando em novo material assim como fazendo audições para o se novo vocalista. Demorou, mas em junho desse ano a procura terminou por quem estava "debaixo do nariz". A escolha acabou sendo Thomas Karevik (aquele que fez participações especiais).

Já fui bem mais chegado em power metal e derivados, mas hoje não sou mais. O estilo tem diversas manias que me incomodam e me afastam do estilo, cito a mania de epicidade e a construção das músicas por demais parecidas. Talvez esteja pegando pesado, e você me crucifique como "traidor do movimento" todavia o Kamelot permaneceu como o tipo de banda que não importando a época sempre me chamou atenção por sua cara única, tocando basicamente um power metal e nunca parecer cansativo.

Então ao final da audição de "Silverthorn" o que constatei é que além de ter gostado muito do que ouvi, bem ou mal, a banda acabou ganhando novo fôlego que andava meio no fim com a "mania de epicidade" da qual disse, e estava atacando o Kamelot principalmente com os dois últimos álbuns, "Ghost Opera" e "Poetry For The Poisoned". Mal que deveria e foi cortado nesse último álbum, recuperando aquela cara única que o Kamelot por si só fez culminando no excepcional "The Black Halo" de 2005. Um power metal extremamente bem temperado com influências latentes de metal progressivo e um metal sinfônico sem exageros. Porém não se preocupe, a outra característica da banda que são seus vocais teatrais, continuam aqui. Felizmente a capa faz jus a seu conteúdo!

Começando com a música instrumental "Manus Dei", o primeiro contato que temos com Karevik é com o primeiro single "Sacrimony (Angel Of Afterlife)", a faixa é um power metal tradicional da banda temperado com a participação da vocalista do The Agonist, Alissa White-Gluz (e que tempero). Mas o melhor está por vir, destaques para a "Ashes To Ashes, e a sequência poderosa com "Veritas, "My Confession", "Silverthorn" e a "Falling Light The Fahrenheit". Já se você quer ver testado o poder vocal de Thomas Karevik, ele mostra na faixa "Song For Jolee", onde não decepciona nenhum pouco mostrando que apesar das diferenças que mais atentos irão notar, é perfeitamente capaz de substituir Roy Khan.

O guitarrista e chefão Thomas Youngblood, além de achar um xará, resolveu optar por um caminho confortável e simples mantendo o estilo vocal, até parecido de Khan pra Karevik (guardando as devidas proporções); facilitando assim a transição para quem estava acostumado a escutar um, pelo outro, assim como a própria audição do álbum. "Silverthorn" não supera "The Black Halo", mas está ali como candidato a clássico instantâneo da banda.

Mais do que lamentar a saída de um (e Khan tinha realmente uma característica vocal insubstituível), devemos comemorar o fôlego criativo que a banda ganhou com Thomas Karevik.

Tracklist:

1. "Manus Dei" 2:12
2. "Sacrimony (Angel of Afterlife)" (feat. Elize Ryd & Alissa White-Gluz)  4:39
3. "Ashes to Ashes" 3:58
4. "Torn" 3:51
5. "Song for Jolee" 4:33
6. "Veritas" (feat. Elize Ryd) 4:34
7. "My Confession" 4:33
8. "Silverthorn" 4:51
9. "Falling Like the Fahrenheit" (feat. Elize Ryd) 5:06
10. "Solitaire" 4:56
11. "Prodigal Son" (feat. Alissa White-Gluz) 8:52
  • "Part I: Funerale"
  • "Part II: Burden of Shame (The Branding)"
  • "Part III: The Journey"  
12. "Continuum"

Mas por que votar?


Finalmente terminaram as eleições municipais, e com isso, o fim do sofrimento de uma eleição sem outdoores, mas com todo outro tipo de propaganda midiática. Tradicionais "santinhos", cavaletes, placas, adesivos, e cansativos e infindáveis comerciais...  E como se não fosse o bastante, eu fui atingido na cabeça por uma dessas placas. Agora posso dizer que fui agredido por um político...

Não vamos falar de capitalismo e como ele influencia nessa democracia utópica - assim como qualquer outro sistema -, mas vamos falar do exercício prático da eleição, o voto. Pra começar ele é obrigatório em um país que se dita democrático. Soa contradição, todavia reconheço que o povo precise realmente de regras a cumprir, tal qual a sua cidadania democrática é "representada" pelo voto que se abstém ou não. Mas o desinteresse reflete essa ideia contraditória juntamente com a própria classe de políticos abastados.

Nunca me senti motivado a votar, mas nessa eleição quase que completamente a deixei de lado. Não vou me estender muito, mas por exemplo aqui em São Paulo quase não se teve promessas concretas. Apenas um candidato que vestiu a camiseta da mudança e outro pedante que tinha como a maior promessa cumprir os quatro anos de mandato...

Enfim, por que me sentiria motivado a votar nesse quadro em que vi? Mas vamos inverter isso e ir direto ao ponto: por que eu me sentiria motivado a votar? Já disse o ponto em que o voto é obrigatório em um país que se denomina democrático; e dando os argumentos da revolta dessa contradição, isso me desanima quase que automaticamente e acredito que muitos até sem pensar. Usemos como exemplo os EUA. Se lá não é um exemplo de como se agir - e não é mesmo -, ao contrário de nosso país baronil, lá não é o voto não é obrigatório. Ok, voltamos ao ponto que disse que o povo deve ter obrigações, mas eu faço a pergunta: "porque essa?".

Pense em um vendedor. Ele precisa vender seu produto, ele precisa vender sua ideia e torná-la atraente para você. Agora pense na classe política. Como um voto obrigatório motivaria os próprios políticos a convencerem seu eleitorado? Bom, se você pensou na resposta "conveniência", você pensa junto comigo.

Temos um país rico e poderoso, com uma classe trabalhadora que passa pelo seu maior momento no índice demográfico. Mas com toda essa evolução que nos fez ser a 5ª economia do mundo, detemos ainda os piores índices em várias das necessidades mais básicas. Saúde, saneamento, segurança, educação. Sobre esse último, bate diretamente na tecla do voto, mais precisamente a verde na urna.

Não estou recriminando essa classe mais humilde, pelo contrário, queria eu que todos tivessem a mesma oportunidade que tantos milhões de brasileiros. E que a minha vida sofrida de um típico pertencente a classe média fosse compartilhada com eles, já que por mais que reclame da vida, tenho oportunidades de buscar um aprendizado maior. Meus esforços acabam valendo a pena e a função do Estado era garantir isso a seu povo, mas é fato de que um país "burro" e desinformado convém a classe política. O voto obrigatório obriga esses tais cidadãos com a desinformação e falta de interpretação - causados pelo próprio Estado - a ir para frente da urna sem analisar corretamente as propostas do seu candidato.

Resumindo, o be-a-bá que se vê na televisão e palavras mais cultas, são de difícil entendimento ao pessoal sem oportunidade. O desinteresse é tão grande que a novela transpõe qualquer interesse no futuro de quatro anos, limitando assim o entendimento a explicação pela discussões com a família, com amigos e companheiros de trabalho, e não pela compreensão própria como deveria ser. A preguiça de pensar e de se ver tudo mastigado pela televisão diariamente, afeta cruelmente o destino do país. É um assunto complexo, mas vai do Bolsa Família até o imediatismo de... qualquer bolsa. Dinheiro na mão é vendaval e esse ventinho sem esforço convém.

Nessa eleições vi alguns exemplos básicos que refletem milhões de brasileiros. No primeiro turno após o domingo do voto, numa discussão de trabalho perguntaram a cada um em que votou. Todos responderam e independentemente do voto, um motivo me chamou atenção. Disse ele: "Eu votei no Russomanno porque minha família votou", essa pessoa tem apenas 18 anos. Não vou generalizar, não vou dizer que a geração da internet não busca informação, mas é fato de que a grande maioria infelizmente busca a informação errada e não busca o tal discernimento que disse. Prosseguindo, essa mesma pessoa no segundo turno respondeu a mesma pergunta, sua resposta: votou no "Adauto". Mas quem é Adauto? É Haddad. Bom, preciso explicar de novo o que quero dizer?

Voltamos ao ponto cujo texto é inspirado: por que votar? Pra começar, me sinto desmotivado. Por mais que tenha o poder de exercer minha democracia conquistada por uma geração mais antiga que a minha e da velha máxima de "fazer a minha parte", a desmotivação vem bem além da falta de honestidade da classe política, mas vem da "maioria". A "maioria" esmaga e destrói, destrói sonhos e destrói pensamentos. Uma ideia é realmente a prova de balas, como diria o personagem V (de Vingança), mas em um sistema político essa maioria com falta de sede por informação inutiliza qualquer voto contrário que você tenha em um candidato de uma proposta mais lúcida. A maioria acaba "obrigando" esse eleitorado a votar no "menos pior", ou mesmo o voto de "protesto" em um palhaço como Tiririca -  e esclareço que não tenho nada contra a pessoa dele, mas sim abomino o fato de que piadinhas e uma musiquinha grudenta conquiste mais votos do que qualquer candidato.

Fico feliz em que o número de abstenções tenha sido relativamente grande para a média de um país de voto obrigatório, mas tenho certeza que teria sido bem maior se essa lei não existisse; talvez assim "acordando" a classe política para a própria podridão que a cerca, transformando pessoas de boas intenções nas de pior instinto possível -  vide José Dirceu que lutou contra a ditadura e hoje é julgado pelo Mensalão.

Sei que moralistas irão me reprovar, mas esse texto surge mais como desabafo. Também sei que é um ponto pertinente e "triste", pois o país em que vivemos é utópico na realidade. Um país em que nem se tem poder suficiente para cobrar-se de um político da forma que qualquer cidadão poderia cobrar, um país em que a união na verdade só vale mesmo no montante da contagem dos votos em que são direcionados pro "menos pior" - caso do Fernando Haddad.

Então pergunto: por que deveria votar? No que adiantaria meu esforço se grande parte de eleitorado não se esforça como eu e a minoria? Vote ou anule, não me preocupo com seu voto contrário ao meu desde que seja com argumentos. O ponto é que todos votassem com a consciência. Porém parece que isso é tão utópico quanto a própria democracia.

O que passa pelos meus fones #37 - Paradise Lost / Kamelot / The Agonist

Nessa busca pra valorizar seu clique, a seção não vem só com um clipe, mas três. Os escolhidos são o Paradise Lost, Kamelot e The Agonist, todos com trabalhos lançados esse ano.

Começamos com o Paradise Lost que em agosto lançou o fantástico "Tragic Idol". A banda já tinha lançado o single "Honesty In Death" pouco antes do laçamento do álbum e recentemente a banda soltou o clipe da bela "Fear Of Impending Hell". O clipe não tem nada demais, é só a banda sendo mostrada em cortes em câmera lenta, mas vale a pena conferir pela música.


Agora é a vez do Kamelot, que para ser preciso, lançou hoje mundialmente o seu novo álbum Silverthorn, o primeiro depois da saída do seu icônico vocalista Roy Khan. Ele na opinião de muitos e da minha, foi o principal responsável por dar a cara que o Kamelot tem atualmente, alçando a banda ao lugar que ela conquistou hoje, de um som maduro e único dentro do heavy/speed metal.

Depois de boatos que o vocalista Fabio Lione assumiria os vocais, o guitarrista e chefão Thomas Youngblood achou o desconhecido Tommy Karevik para essa ingrata tarefa de substituir Khan. Porém depois de vermos "Sacrimony (Angel Of Afterlife)", a primeira impressão é que ele acabou se saindo muito bem. Thomas escolheu por optar por um vocalista que tivesse características vocais parecidas com Khan, assim tornando a transição entre um vocalista e outro natural e sem percalços maiores. Agora resta ouvir "Silverthorn" por inteiro. 

Com participação da vocal do The Agonist, Alissa White-Gluz, o Kamelot volta com tudo. E ao que tudo indica a seus melhores tempos.


Falando em The Agonist, essa é outra banda que solta clipe de um álbum que foi lançado a meses atrás. Prisioners foi lançado em junho, e ao contrário do clipe do Paradise Lost, o do The Agonist acaba sendo mais valoroso por trazer cortes generosos na vocalista Alissa White-Gluz do que propriamente pela música. 

(Ok, ela é boa. Mas a banda não é grande coisa. Já a vocalista...)

Resenha CD: Down IV Part 1 - The Purple EP

Possivelmente na mente de alguns, e confesso a da minha também, o Down voltou a tona depois do excelente show no Rock In Rio de 2011. Phil Anselmo e sua trupe sacudiram o RJ e mostraram o som poderoso do Down que andava meio sumido. Isso se dá pelo intervalo grande entre um lançamento e outro - pra você ter uma ideia o bom Over The Under foi lançado a 5 anos -, portanto sendo sincero, a banda andava meia jogada de lado.

Nesse corre corre da vida, nem sabia que Phil Anselmo anunciou esse ano que o Down voltaria a trabalhar em músicas inéditas, e que seria lançado em quatro partes. Tá, até aí legal. Sabemos bem, de cor e salteado que a indústria fonográfica já não anda bem das pernas faz tempo, então portanto lançar uma série de EPs é uma "estratégia" para fomentar as vendas, assim como a audição do mesmo, ou baratear a produção para o consumidor final. Bom, pra mim não adianta de nada. Então o que importa é o resultado final, e ele é excelente.

"The Purple" tem apenas seis faixas, mas são mais do que suficientes para satisfazer a vontade dos fãs (pelo menos por enquanto) se o EP fosse lançado como um álbum completo. Isso porque o álbum é tão perfeitamente fodástico que não tem uma pessoa que aponte pro mesmo e reclame. 

Abusando de um quê de Black Sabbath (e sabemos muito bem o quão essa influência é poderosa) com um Candlemass em seus momentos mais densos, transitando assim em um sludge/stoner metal poderosíssimo, o álbum já começa com tudo com "Levitation" de uma pegada suja que nos faz pensar que Tony Iommi teria essa ideia. Já "Witchripper" é mais rápida de um riff poderoso com um vocal bem encaixado de Phil Anselmo e destaque para a dupla de guitarristas Pepper Keenan e Kirk Windstein. porém quero deixar claro que essa dupla é destaque não só nessa faixa em especial, mas como em como em todo EP. Como na mais viajada "The Curse" - talvez a mais fraca de todas -, a mais arrastada "Open Coffins", e a que lembra os anos 70 (pesadíssimos) "This Work Is Timeless". 

Terminando o álbum com chave de ouro aparece a "Misfortune Teller" com seus quase 10 minutos e uma pegada de quebrar o pescoço, lentamente claro. Porém vale citar que esses 10 minutos guardam uma surpresa, algo como uma faixa bônus escondida. É um pequeno trecho. Não tem-se mais informações sobre ela, mas ela de uma pegada mais lenta não tem nada a ver com o que ouvimos do álbum. Será que é algo para os lançamentos subseguintes? Vamos aguardar.

Aliás falando de Phil Anselmo, claro que o tempo passa assim como passou pra um James Hetfield ou Joey Belladonna (vocalistas do Metallica e Anthrax respectivamente) e Phil já não seja capa de soltar os berros que soltava no Pantera. Porém nesse EP, Phil tem sempre vocais muito bem encaixados para a proposta da banda, assim como dupla de guitarristas acaba sendo perfeita. 

Pelas últimas notícias da banda as outras partes do álbum serão lançadas ao decorrer do tempo, enquanto um trabalho solo de Phil Anselmo sai da gaveta assim como sua auto-biografia - coisa que sinceramente cedo ou tarde iria acontecer, todos estão expulsando seus demônios do armário. 

São 30 minutos, e que passam rápido! Porém o único defeito do "álbum púrpura" é justamente esse, é ser curto demais. Sim, é um EP, e é normal essa duração. Mas com esse alto nível custava muito lançar o álbum por completo? Bom, resta aguardar. 2013 promete!

Tracklist:

1. Levitation
2. Witchtripper
3. Open Coffins
4. The Curse Is a Lie
5. This Work Is Timeless
6. Misfortune Teller

Tirinhas da Semana #103

Essa semana fiquei pensando na utilidade do Atividade Paranormal 4 e do iPad 4. Capitalismo.

















As mortes mais bizarras do cinema

Dado a criatividade dos cineastas B, deve ter mais. Mas essa é uma pequena coletânea.


Nomes dos filmes incluídos nesse vídeo:

0:00 Shark Attack 3: Megalodon (2002) 
A dez anos atrás tinhamos ainda esses geniais efeitos!

0:42 Enter The Ninja (1981)
A fala seria: "Pois é cara, não dá pra fazer nada."

0:55 Undefeatable (1994)
Esse é o tipo de morte que o roteirista escreve num guardanapo de bar pra dizer que é criativo, só pode!

1:35 1:48 Big Trouble in Little China (1986)
Se não bastasse o absurdo da cena da faca, precisam ensinar que um ser humano inchando só é engraçado num filme do Leslie Nielsen.


2:15 Silent Night, Deadly Night Part 2 (1987)
Alguém prestou atenção no fato de que ele colocou a lata de lixo na frente e mesmo assim foi morto com o tiro?

2:33 2:52 Troll 2 (1990)
Saudades logística...

O que passa pelos meus fones #36 - Nico Vega

Nico Vega é uma banda de rock americana natural de Los Angeles formada em 2005 por: Aja Volkman, Rich Koelher, Dan Epand e Jamila Weaver. Lançando EP's e vídeos de forma independente, a banda em 2009 assinou um contrato com a MySpace Records lançando assim seu primeiro álbum, o auto-intitulado "Nico Vega" no mesmo ano. 

Vigorosa e com a pegada bem rock n' roll que tanto adoramos, como milhões, acabei conhecendo a banda fazendo a trilha do fodástico trailer de Bioshock Infinite (que valorizando seu clique, você pode conferir aqui). 

Só tenho uma coisa a dizer, muito obrigado.