Resenha CD: Accept - Stalingrad

Depois de em 1996 ter gravado seu último álbum com o Accept, o baixinho Udo Dirkschineider deixa a banda oficialmente em 2005 depois de diversos desentendimentos ao longo da sua história com o Accept. No mesmo ano a banda encerra suas atividades.

Mas eis que chega o ano de 2010 e o Accept volta com Mark Tornillo nos vocais com a difícil missão de igualar/superar seu antecessor histórico, e não é que ele conseguiu? No mesmo ano o Accept dá ínicio a uma fase espetacular com "Blood of The Nations". 

Direto e sem frescuras e dono do mais potente heavy metal, o álbum foi aclamado pela crítica. Agora dois anos depois com "Stalingrad", a banda conseguiria se superar? Essa era a grande pergunta depois que foi anunciado a gravação do álbum.

Para mim escutar um álbum de puro heavy metal é uma tarefa que digamos... é complicada. Não porque não seja fã do estilo e o sangue do vento preto não corra em minhas veias, mas a parte em que me torno um "traidor do movimento" para alguns - além de ter falado mal do Iron Maiden -, é que o heavy metal precisa ser "lapidado" para empolgar. Não basta ter bons riffs e um vocal agudo como a tradição manda, às vezes nem é necessário ser épico; um outro bom exemplo é o thrash metal.

Ser old-school não significa necessariamente ser empolgante e nem é sinônimo de trueza para ser franco, o fato de ter uma pegada moderna sem perder as raízes é o que realmente chama a atenção. Trinta bandas iguais vemos por aí de monte, mas aquela que nos faz dar repeat no aparelho de som são poucas hoje, e esse é o caso do Accept e seu "Stalingrad".

Como próprio nome sugere, "Stalingrad" fala sobre a histórica e famosa Batalha de Stalingrado. Para quem não manja de história ou nem viu nenhum documentário do tipo no History Channel, essa foi uma operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças russas pela posse da cidade de Stalingrado na antiga URSS, entre 1942 e 1943 durante a Segunda Guerra. A batalha foi o ponto de virada na guerra, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de 2 milhões de soldados e civis.

Esse tema ajuda as letras e o próprio instrumental ter uma pegada mais épica ao contrário de "Blood Of The Nations" que tinha uma veia mais crua. Fato que faz "Stalingrad" não superar seu antecessor, mas sim dignifica-lo com uma obra única e com a marca do Accept.

Sim, a banda não é a mesma de clássicos como "Balls To The Wall", mas aqui estão presentes todos os ingredientes do bom e velho heavy metal de jaquetas pretas e munhequeiras de tachinhas. Tantos anos se passaram e a banda soube atualizar seu som sem nunca parecer datado ou sem originalidade. É só escutar a abertura com "Hung, Drawn and Quartered" ou "Hellfire" para saber que aqui se estabelecem clássicos, mais uma vez. Guitarras passando pelos anos 80 e 90, pelo hard e heavy com facilidade... é um nostalgia sem fim.

Mixado pelo competentíssimo Andy Sneap, as guitarras gêmeas de Wolf Hoffmann e Herman Frank são dignas de nota 15. É soltar um "hell yeah" e bater muito a cabeça com os solos e riffs que conduzem o álbum inteiro. Outra coisa é que falar bem de Mark Tornillo é chover no molhado, o cara aqui entrega uma atuação digna de aplausos, tanto em seus vocais agudos, gritados e nos mais graves. Álbum para ser ouvido de cabo a rabo e com o punho pro alto!

Para uma banda que teve uma volta tão por cima, se superar no álbum seguinte seria uma missão complicadíssima, então para que mudar? Sem reinventar a roda mas entregando uma atuação de originalidade e sangue nos olhos, o Accept mostra porque é a melhor banda de heavy metal da atualidade.

Ontem se o Accept tinha que superar a perda de Udo, hoje é o Udo que tem que superar a perda do Accept.

Tracklist:

"Hung, Drawn and Quartered" - 4:35
"Stalingrad" - 5:59
"Hellfire" - 6:07
"Flash to Bang Time" - 4:06
"Shadow Soldiers" - 5:47
"Revolution" - 4:08
"Against the World" - 3:36
"Twist of Fate" - 5:30
"The Quick and the Dead" - 4:25
"The Galley" - 7:21

As conquistas de Napoleão

Essa charge foi produzida no início do século XIX pelo caricaturista inglês James Gillray. A cena procura retratar o clima de tensão vivido entre as duas maiores potências econômicas da época, França e Inglaterra.

A ascensão de Napoleão Bonaparte foi apoiada por um numeroso e devotado exército.

O ambiente revolucionário francês causou um impacto de grandes proporções à cultura política do Velho Mundo. Munidos pela miséria, pelas armas e amparados pelo ideário iluminista, os franceses derrubaram a sua autoridade monárquica a fim de empreender uma extensa transformação no país. Apesar das diferenças de interesse entre as várias camadas sociais da França, o episódio atingiu diretamente a hegemonia das demais monarquias espalhadas pela Europa.

Preocupadas em conter o alargamento do ideal revolucionário francês a outros Estados Nacionais, as monarquias europeias organizaram tropas interessadas em estabelecer o retorno da linhagem real ao trono da França. Logicamente, os revolucionários franceses acabariam pegando em armas para oferecer resistência aos estrangeiros absolutistas. Foi daí, justamente neste contexto de guerra, que o lendário general Napoleão Bonaparte apareceu como uma figura central nas vitórias francesas.

Os primeiros trunfos de Napoleão ocorrem na Itália, entre os anos de 1796 e 1797, quando o mesmo liderou o processo de invasão do território daquele país. Com apenas vinte e oito anos de idade, conseguiu uma série de vitórias contra as forças austríacas. Dessas suas vitórias o governo francês conseguiu a formação de uma série de repúblicas aliadas no norte da Itália.

Logo em seguida, buscou retaliar a grande inimiga Inglaterra em uma temporada de batalhas acontecidas no Egito, entre os anos de 1798 e 1801. O grande objetivo da empreitada era tomar domínios ingleses no Egito a fim de reforçar as suas tropas navais. Indo diretamente à cidade de Alexandria, os soldados de Napoleão não tiveram grandes dificuldades para se sobressair contra os otomanos. Contudo, o bloqueio britânico no Mediterrâneo impediu que a conquista do Egito fosse consolidada.

No final do século XVIII, Napoleão aproveitou das instabilidades políticas francesas e de seu prestigio militar para então tomar o poder de seu país. Recrutando milhares de homens entre a população comum, ele conseguiu transformar a luta contra as monarquias europeias em uma séria causa de natureza nacional. Logo após a vitória política, Napoleão Bonaparte retornou ao norte da Itália para alargar suas conquistas ali e abrir caminho para que toda a península fosse posteriormente conquistada.

O ano de 1806 expôs a Napoleão as limitações e o grande trunfo que ele possuía a frente das armas francesas. Pelo mar, sofreu duas grandes derrotas para os veteranos navios de guerra britânicos. Em terra, os seus soldados venceram uma grande coalizão de tropas monarquistas de vários países da Europa. Por resultado, a França obteve o controle sobre os territórios da atual Alemanha.

Sabendo das dificuldades de se vencer os ingleses pelo mar, Napoleão Bonaparte criou o Bloqueio Continental como uma sanção econômica capaz de enfraquecer o poderio de seus maiores inimigos. As nações que descumprissem o acordo seriam terminantemente invadidas pelo já temido exército francês. Nesse novo momento, os franceses tomaram toda a Península Ibérica, alguns dos territórios poloneses e a submissão da Noruega e da Dinamarca.

Após tantas vitórias, o grande equívoco militar de Napoleão aconteceu quando o mesmo apostou em uma invasão ao território russo. Sem contar com a violência do inverno daquele país, o audacioso militar acabou vendo a queda de milhares de seus soldados. Nesse contexto de desorganização, os inimigos se organizaram a fim de empreenderem os golpes de misericórdia a Napoleão. Na batalha de Waterloo, em 1815, o pequeno general se viu obrigado a entregar as armas.

15 fatos sobre Harry Potter

Hoje dia 26 de junho o bruxo mais famoso da história, e motivo da revolta por pais falarem "harre pote" na fila do cinema, completa 15 anos. A saga que rendeu 7 livros, milhões de dólares (dedinho na boca) a J.K Rowling, e 8 filmes numa saga cinematográfica em que acompanhamos a Hermione ficar gostosa. Saga em que todos de alguma forma, pelo menos em algum ponto da história, ficaram fãs.

E sim, você está ficando velho. 



A Revolta da Cachaça

A cachaça é tombada como um dos patrimônios da cultura brasileira

A produção da "marvada" foi uma atividade econômica alternativa frente à crise do açúcar, no século XVII. no interior do Brasil. A chamada cachaça de engenho atraiu o gosto de grandes apreciadores deste tipo de bebida, mas no entanto, a presente reverência a esta iguaria já foi alvo de uma revolta que tomou a cidade do Rio de Janeiro no século XVII.

Tudo se originou durante o período colonial, onde o consumo de cachaça aliou-se ao desenvolvimento das primeiras plantações de cana-de-açúcar formadas pelos colonizadores portugueses. Sendo a bebida fruto de um processo manufatureiro, a cachaça brasileira logo se tornou alvo de oposição da administração colonial portuguesa. Isso tudo porque a Coroa queria garantir seus lucros com a venda de uma bebida portuguesa feita a partir do bagaço da uva chamada de bagaceira.

Com a crise do açúcar, ocorrida logo após a expulsão dos holandeses, os produtores de cana não obtinham os mesmos lucros com a produção de açúcar. Dessa maneira, os fazendeiros intensificaram a exploração econômica do produto no interior da colônia. Sentindo-se prejudicado, Portugal reafirmou a proibição no ano de 1659, e os que descumprissem a exigência eram ameaçados com a prisão e o degredo para a África.

Em meio às contradições do pacto colonial, o governador do Rio de Janeiro – um dos maiores centros de produção da cachaça – decidiu liberar a produção dos destilados sob a cobrança de impostos. Insatisfeitos com a cobiça do governo, um grupo de fazendeiros resolveu mobilizar a população contra a imposição governamental. Saindo de São Gonçalo e Niterói, os revoltosos chegaram à cidade para pressionar o governador Tomé Correia de Alvarenga.

Em posse de armas e apoiados pelos solados cariocas, os revoltosos começaram a saquear as residências das autoridades locais. Logo em seguida, escolheram Agostinho Barbalho como novo governador da cidade do Rio de Janeiro. Sem habilidade política suficiente este foi logo substituído por seu irmão, Jerônimo Barbalho. Assumindo o posto de governador, Jerônimo perseguiu os jesuítas e exerceu seu cargo autoritariamente.

Intolerante com o que ocorria em solo carioca, Salvador de Sá, sobrinho do antigo governador fluminense, mobilizou tropas que aniquilaram a revolta. Valendo-se de sua patente de capitão-general, Salvador pediu o envio de tropas vindas da Bahia. Atacando o governo dos revoltosos inesperadamente, as tropas de Salvador de Sá não sofreram nenhum tipo de grande resistência.

Logo depois de reassumir o controle da província do Rio de Janeiro, as tropas fiéis à Coroa Portuguesa instalaram um processo judicial contra os principais líderes da chamada Revolta da Cachaça. Condenado à morte, Jerônimo Barbalho foi enforcado e teve sua cabeça exposta na cidade. A Coroa Portuguesa repudiou o rigor excessivo dirigido contra Barbalho e, desta forma, resolveu censurar o governo de Salvador de Sá.

Em 1661, a Coroa Portuguesa resolveu perdoar todos os envolvidos na revolta e passou a considerar o protesto legítimo. Além disso, o governo lusitano liberou a fabricação da cachaça no país. Tal episódio mostrou a flexibilização da Coroa Portuguesa frente aos conflitos coloniais, o que pôs em xeque o conhecido autoritarismo dos representantes metropolitanos.

No final de tudo, é bom ver que os brasileiros se mobilizam por algo realmente importante para suas vidas. Sim ironias!

Resenha CD: Moonspell - Alpha Noir/Ômega White

Estava devendo uma resenha desse álbum duplo fodástico. Mas vamos falar de um de cada vez.

"Alpha Noir" é o 10º registro da carreira do Moonspell e nos mostra toda excelência que a banda adquiriu durante todos esses anos de estrada.

Ao contrário do excelente e pesadíssimo "Night Eternal" lançado 4 anos atrás, "Alpha Noir" é bem menos gótico, mas não menos agressivo não preocupando os puristas. Transitando mais pelo thrash e death de fortes influências de King Diamond, Bathory, Metallica e Testament de acordo com a banda, "Alpha Noir" viaja de forma simples e bela entre o clima sombrio e gélido. Esse clima em grande parte é graças ao vocalista Fernando Ribeiro de vocais cada vez mais fortes tanto nos guturais quanto nos limpos, provando porque é um dos melhores vocalistas da atualidade dentro de seu estilo.

Em todas suas 9 faixas desde a agressiva "Axis Mundi" até a fantástica instrumental "Sine Missione", temos aqui um Moonspell cada vez mais maduro. Destaquemos além dessas duas a single "Lickantrope", a thrash e sombria faixa-título "Alpha Noir", e a cantada em português "Em Nome do Medo" de solo belíssimo e comprovando toda a competência de Fernando Ribeiro de criar letras instigantes e cativantes.

Se não bastasse a excelência de "Alpha Noir", o Moonspell trabalhou em mais um álbum, "Ômega White". Acompanhando "Alpha Noir" em versão especial, o álbum nos apresenta outra faceta (excelente) da mesma banda, se em "Alpha Noir" temos um Moonspell agressivo, em "Ômega White" temos uma banda melódica e soturna e que vale a pena de ser apreciada.

De acordo com ela mesma, de fortes influências de Type O' Negative e The Sisters Of Mercy, evidente nas faixas "White Skies" e "New Tears Eve", homenagens que não poderiam serem mais verdadeiras tanto quanto belíssimas. "Ômega White" carrega um sentimentalismo que não se via há tempos no Moonspell. Das puras sombras também cito destaques como a abertura com "Whiteomega", a de belo violão "Fire Season", e a "New Tears Eve" nos fazendo sentir estar numa rua escura e fria.

Aqui foi tudo mixado por Tue Madsen, que já tinha trabalhado com a banda em "Under Satanae" e "Night Eternal". Nos dois álbuns ele nos entrega uma produção excelente, a melhor da carreira da banda, assim como as duas capas de artes belíssimas. 

Se em "Night Eternal" pensava-se que a banda atingiu seu auge, essa dupla "Alpha Noir/Ômega White nos desmente totalmente. Então o que será que nos espera?

Um dos melhores do ano!

Tracklist:

- Alpha Noir

1. "Axis Mundi" 4:56
2. "Lickanthrope" 3:49
3. "Versus" 3:39
4. "Alpha Noir" 4:39
5. "Em nome do medo" 4:28
6. "Opera Carne" 3:52
7. "Love Is Blasphemy" 4:31
8. "Grandstand" 4:53
9. "Sine Missione" 4:58

- Ômega White

1. "Whiteomega" 4:21
2. "White Skies" 3:34
3. "Fireseason" 4:29
4. "New Tears Eve" 4:45
5. "Herodisiac" 4:46
6. "Incantatrix" 4:40
7. "Sacrificial" 4:11
8. "A Greater Darkness" 7:24


O meu Big Mac nunca é como o da foto...

...e nunca é mesmo. Mas porque dessa putaria?

Foi o que uma canadense queria saber do McDonald’s. Para responder a essa pergunta a empresa elaborou um comercial em vídeo. Hope Bagozzi, diretora de marketing da empresa no Canadá mostra os bastidores de uma sessão de fotos dos produtos da empresa.

O Photoshop está em tudo o que você come. Desde mulheres até hambúrgures.

Tirinhas da semana #88

Quando sua felicidade está resumida em um saco de pipoca, e em saber que o namorado dela tem o mesmo nome que o seu. Você está com problemas sérios.