Coletânea de Memes #2

Reunidos num só post por pura preguiça de postar um a um. 


Eu tenho essa vida. Invejem.


Eu usava a tática de não estudar no colegial. Me dando bem ou mal tinha desculpa.


Motherfucker!


Eu vivo essa realidade.


Você passa a ser foda só com uma noite de sono.


Sobre esse último. Se for um lixo limpinho até que vai...

Com roubo colaboração do Capinaremos, Bobagento, Trollando e Não Intendo. Já visitou eles hoje?

Resenha CD: Cavalera Conspiracy - Blunt Force Trauma

No meio tempo de boatos - que sempre ocorrem - sobre uma volta da formação original do Sepultura, a banda da reunião dos irmãos fundadores da banda, Cavalera Conspiracy, faz acreditar mais cegamente de que essa reunião talvez não acontecerá depois de mais um petardo lançado pela banda dos irmãos; além de deixar bem claro de que as duas bandas estão em caminhos cada vez mais distintos e ótimos em relação como banda. E sabe, isso é ótimo, são duas ótimas bandas com ótimos músicos pra a gente curtir!

Mas o assunto aqui são o segundo CD dos irmãos Cavalera. Diferente do pauleira thrash, punk e hardcore do debut "Inflikted" lançado em 2008, aqui no "Blunt Force Trauma" vemos um CC bem mais comedido e trabalhado, mas isso não é nada decepcionante. Aqui a pauleira é bem mais carregada de thrash e groove com guitarras muito bem trabalhadas, e aí vai todo o mérito para o guitarrista Mark Rizzo que soube muito bem como "chutar bundas" com seus ótimos riffs e solos presentes em todas as músicas do BFT.

Aliás um que cairia muito bem na palavra "comedido", seria o baterista Iggor Cavalera (com dois G's mesmo). A propósito, jeito defendido pelo próprio Iggor que declarou numa entrevista ao programa "Na Brasa" da famigerada MTVê, que optou por voltar mais às raizes com linhas de bateria mais simplistas. E aqui confirmou-se isso realmente. Aqui não tem praticamente nada daquelas viradas constantes e a pegada tribal que o destacou por trás da bateria do Sepultura, mas a simplicidade talvez é a alma do som e a linha de bateria que ele usou nesse "Blunt Force Trauma" é deveras eficiente e precisa. E falando do Max ele sempre está ótimo, sem mais; sua linha vocal, menos agressiva nesse álbum, combina bem com o som. Mas pra cutucar, só é preciso ele mudar esse estilão "mendigão de dread vestido de Adidas" né?! Muito tosco.

O álbum num todo é ótimo e é difícil citar algum destaque, mas alguns vão pra grudenta "Killing Inside" e a excelente "Gengis Khan". E os destaques quais são para você?

Com toda certeza quem gosta de um ótimo thrash metal com pitadas de groove vai balançar muito a cabeça com o álbum, como eu fiz. E enquanto isso as viúvas do Max no Sepultura continuam discutindo o passado...

Abaixo "embedado", o clipe da "Killing Inside":

Como chamar uma garota nerd pra sair?

Em homenagem ao dia do orgulho nerd que se comemora hoje. Bons tempos de GameBoy Color!


Parabéns a nós, sem negócio de "true": de pouco e muito nerd. Porque somos muito inteligentes, com um senso de humor impecável e de bom gosto pra isso! =D
Vi no Fail Wars

Resenha CD: U.D.O. - Rev-Raptor


Mais um bom lançamento! Depois do legalzudo Dominator em 2009, A banda do baixinho ex-vocalista do Accept, Udo Dirkschneider (que parece um tio meu), dois anos depois retorna com sua trupe solo com um igualmente legalzudo Rev-Raptor.

Não há muito o que falar do álbum, não há novidades, é só o bom e velho U.D.O. que por sua vez sempre foi uma extensão do Accept, apenas isso; é seu heavy metal com pitadinhas de power. Os destaques do álbum disparados são a faixa título e que logo abre a disquinho "Rev-Raptor", e a faixa que ganhou o primeiro clipe "Leatherhead", com sua levada na guitarra épica - para mim é a melhor. De resto todas as faixas são de um ótimo nível mantendo o álbum no mesmo bom nível na minha opinião.

Se tem-se algo a "criticar", seria na verdade algo curioso: todas as músicas do álbum ou começam com um dedilhado ou com um "pick slide" (me corrijam se eu estiver errado no nome), que é aquele arranhar da palheta nas cordas. Não chega a incomodar esse detalhe, mas por ser algo usado como regra é um pouco esquisito.

No que remete a bandas que fazem sempre a mesma coisa como a cuja banda que estou resenhando, e como o Motorhead e AC/DC. Um novo material do U.D.O. é sempre bem vindo, você tem certeza que será de qualidade. Apesar de que não sei se é um "costume"; mas o U.D.O. nunca me conquistou como banda, talvez é só uma música aqui e ali; e por isso dentro da categorias de "bandas que fazem a mesma coisa" eu coloco Motorhead e AC/DC em outro nível.

Bom, não é um álbum genial de heavy metal, nem novidade, é apenas uma extensão do também bom e velho Accept como disse no segundo parágrafo. Talvez por isso não colocaria pra tocar no som de casa tantas vezes como outras bandas. E se me forçarem a comparar, o mais recente álbum do Accept "Blood of the Nations" lançado ano passado, dá de 10 a 5 nesse, ele foi um dos melhores do ano passado na minha opinião sem dúvida.

Mas como essa não é uma resenha de comparações - coisa que até o próprio tiozinho Udo. sempre procurou não fazer - e nem gosto muito disso. Para que mudar em time que está ganhando sempre? É só o bom e velho heavy metal.

Abaixo "embedei" o clipe da música "Leatherhead" que é tosquinho como qualquer clipe do Udo com o Accept e sua banda solo. (informação inútil: Leatherhead, que é uma cidade do interior da Inglaterra sabiam?)

O sumiço aparentemente é aparecer

O sumiço aparentemente é aparecer

Tantas vezes se é o que é, e no final das contas, não vale tanto a pena como aparenta. Se por um lado a sinceridade cativa um semelhante apto dessa forma de agir, assim, perdurando uma grande amizade possívelmente. Pelo outro ela afugenta as pessoas, provavelmente essas mesmas que se identificam e compactuam com esse mesmo modo seu de agir. As pessoas gostam de aparências, de "jogos". Socialmente é uma apresentação de circo trajada de entrevista de emprego, nada mais. É ser o que se precisa ser na hora em que se deve ser.

Pessoas dizem que eu sumi, mas eu sempre estou aqui. Pessoas acham que quando eu falo pouco estou concentrado em outra coisa, e não estou. Tudo não passa de um belo nada, ninguém liga. E sou idiota em ligar.

E no que se remete a isso, não são pessoas específicas, são fatos. A vida tende a nos deprimir, é a rotina massacrante. A vida é cheia de fatos que talvez não tenhamos porque ligar, afinal o mundo nos pede para que sejam porcos egoístas. Eu sou bom, me importo com pequenas coisas e sou trouxa por isso, todos que são pessoas boas estão metidos nisso, são trouxas igual a mim.

Entretanto apesar de saber que nunca ninguém está sozinho, somos únicos mesmo sabendo que não somos. Todos estamos sós no fim, nascemos assim e morremos assim, e o durante é uma grande bola de papel amassada. De um lado da folha coisas boas, e do outro coisas ruins e coisas que nos esforçamos em compreender, em aceitar, e em esquecer. Enquanto as coisas boas estão escritas em fonte normal, as coisas ruins do outro lado da folha são escritas em fonte bem pequena pra caber tudo naquele espaço em branco de antes.

Quem não pensa vive mais feliz, ter alguma ignorância implica nisso. Se é inteligente se curte, mas sempre estará "vivendo" do outro lado. Tudo não passa de uma convivência maldita. Todo mundo quer ser feliz, mas uma hora ou outra é preciso abaixar algum padrão.

E no fim sempre tem alguém a nos entender, entretanto, se você acabar por se explicar bem, todos entenderão. Por isso digo que entender é simplesmente entender, é só o ato de se explicar bem, como ao ler um livro por exemplo ou a notícia do dia. Compreender é o lado interpretativo, é afetivo. Se faz isso com alguém porque se importa, e se esforça pra acrescentar algo a o que a pessoa ao seu lado disse.

A vida é um esforço de respirar. Você se esforça, eu me esforço...

Resenha Livro: Franz Kafka - O Processo

Resenha Livro: Franz Kafka - O Processo
Primeiro começando por uma pequena autobiografia do autor para quem não conhece.

Franz Kafka foi um escritor tcheco de língua alemã que nasceu em Praga em 1883, e morreu em Kierling na Áustria em 1924. Embora doutor em Direito, nunca exerceu a profissão. As aspirações literárias de Kafka puseram-no em conflito com o pai, homem dominador e violento, que não via com simpatia as inclinações do filho. O próprio Kafka veio a subestimar o valor de suas obras, queimando algumas e excarregando Max Brod (seu amigo desde a universidade) de queimar todos os seus escritos. Brod, porém, contra a vontade de Kafka , além de publicar três romances inacabados - como o livro que estamos tratando -, "O Processo", "América" e "O Castelo", é responsável pela edição de maior parte de suas obras.

A obra Kafkiana exerceu poderosa influência sobre a literatura contemporânea. Seus temas - a hierarquia e a subordinação, o problma insolúvel da liberdade e da prisão - tratados em estreita fusão de simbolismo e realismo perpassado de ironia, fazem as personagens moverem-se numa atmosfera de pesadelo que reflete a angústia íntima do autor: o desespero diante do absurdo da existência. Multiplicam-se as interpretações - de cunho teológico-filosófico, histórico-social, psicanalítico, etc. - mas nenhuma isoladamente é capaz de exaurir a complexidade de seu pensamento. Em "O Processo", o homem aparece sempre culpado segundo uma justiça incomprensível para ele e administrada por uma burocracia que lhe parece sórdida e mesquinha. 

Pela sua complexidade, o livro tem uma atmosfera sufocante em que se exige um completo entendimento de cada termo usado e diálogo feito. Eu muitas vezes me vi obrigado a voltar a ler a última página ou mesmo iniciar um capítulo novamente, para ter total compreensão do que se passava ali e do diálogo das personagens, principalmente no final do livro. Tem-se ótimas passagens.

Em "O Processo" é inevitável você se ver capturado pela sua atmosfera, e julgar se sua vida é daquela forma e se ela realmente comporta-se assim. Todos nós somos julgados por algo em algum momento, seja por qual ato, sofremos perante a algo em algum momento; e é nisso que o livro se reflete. Como no parágrafo anterior, é difícil precisar o livro em algum cunho específico, mas destacaria o lado filosófico, teológico e social. As presenças são muito fortes.

O livro é recomendadíssimo para quem gosta de uma boa leitura, e aquela leitura que te faz refletir acerca do seu mundo e sua relação na sociedade, além de claro, ser recomendado para quem aprecia um bom clássico contemporâneo.