Tirinhas da Semana #42

Enquanto o mito Rogério Ceni chegou ao centésimo gol, assim dando um presente digno ao centenário do Corinthians que está "cem" casa pra apresentar o Adriano com sua lista centenária de festas. Ontem a Dona Morte não deixou o ex-presidente José ciborgue Alencar chegar ao seu centenário... de operações. "Cem" mais o que falar tanto quanto as piadas foram ruins, vamos as tirinhas da semana.



















Somos um acidente

Somos um acidente

Não decidimos nada, nada das decisões mais importantes, aquelas que fazem o que nós somos. Somos infligidos pelos acontecimentos que nos acometem e apenas isso, sem defesa, não há nada do que se possa fazer. De decisão mesmo, temos aquela de nos cegar de alguma forma ou de enxergar. Quem enxerga se preocupa quando o sangue escorre, quem se cega, sangra com a consciência de que aquilo é como se fosse um corte ocasional do dia-a-dia. E só. Quem dos dois é mais feliz? Como se pode responder, se felicidade são apenas acontecimentos como tais compromissos marcados numa agenda?

Nunca mais peço nada sinceramente, desisti. Pois não acho que merecemos coisa melhor, merecemos o que merecemos. Apenas faço a minha parte e a obrigação de ser alguém que se insira com alguma harmonia na sociedade, convivendo com o lado humano egoísta para minha sobrevivência. Apenas agradeço por aqueles que convivem com o que sou, sem crenças cegas como eu prefiro não ter. Aquele que é quase sempre sarcástico, às vezes irritado, sempre sincero, e por demais humano.

Pessoas reclamam da amargueza das outras, mas eu entendo. É uma sinceridade triste. Seja pra aqueles que não têm o que comemorar, ou seja daqueles que tem tudo na mão. Esses são os mais vazios, nunca comemoram de verdade.

É apenas perseverar, mesmo que seja lentamente. Em suma, somos um acidente.

‎"Nunca pedi para ser do jeito que sou
Nunca quis que minha vida fosse assim
mas suponho que não há motivo para se queixar
Para quem é que eu vou me queixar?" - 
Charles Bukowski

Overdose gamer

Overdose gamer
Mescla de duas notícias publicadas no site da Folha hoje das quais achei muito interessante (veja as originais aqui e aqui). Aliás a reportagem completa saiu no caderno "Ilustríssima" nesse domingo e na internet só é liberada para assinantes UOL. Então se você é, parabéns!


Saindo da vida para entrar no jogo: a overdose dos games

O sujeito entra no banheiro e vai até o mictório: ele quer jogar. À sua frente, um painel indicará a pontuação. Seu desempenho vai depender da força do jato e dos mililitros acumulados durante a partida. Sem falar na mira.

Essa é a sinopse de um novo título da companhia de entretenimento eletrônico japonesa Sega, a mesma que criou o super-herói em forma de porco-espinho Sonic, ícone da cultura "gamer" dos anos 1990. O jogo "Toylet" (trocadilho, em inglês, com as palavras "brinquedo" e "toalete") acaba de ser testado nos banheiros masculinos do metrô de Tóquio -foi um sucesso, segundo a empresa.

Cruzamento de pinball com mictório, o lançamento soa improvável a quem não precisa de estímulos eletrônicos para urinar no lugar certo, sem respingar no chão. A empreitada se insere em um negócio ascendente e bilionário, que contempla todos os aspectos de nossa vida pessoal e profissional: a "gameficação". Entenda-se por isso a transformação de tarefas das mais ordinárias (limpar a casa, passear pela cidade, acompanhar as notícias) às mais complexas (exterminar a fome no mundo, encontrar substitutos energéticos para o petróleo) em jogos.

"O fato de tantas pessoas, de tantas as idades e no mundo inteiro estarem escolhendo gastar seu tempo em universos 'gameficados' é sinal de algo importante, um fato urgente que precisamos entender", escreve Jane McGonigal, 33, no best-seller "Reality Is Broken", recém-lançado nos EUA.

"A realidade, comparada com os games, está quebrada. Nós precisamos começar a fazer games para consertá-la", afirma o livro, um manifesto tecnoutópico de 388 páginas, cujo subtítulo é "Por que Jogos nos Tornam Melhores e como Eles Podem Mudar o Mundo".

A palestra abaixo foi dada em fevereiro de 2010, durante o TED (Technology Entertainment and Design), que já contou com nomes como o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton e o co-fundador da Microsoft, Bill Gates. Em 20 minutos, McGonigal resume a principal tese de seu livro, de 399 páginas: se trouxermos a lógica dos games para o mundo real, e vivermos como se estivéssemos jogando, podemos mudar o mundo para melhor.

Para ver o vídeo com legendas em português, clique em "view subtitles" e depois selecione "portuguese".


Pra quem estou falando?

Pra quem estou falando?
Uma outra visão...

Nascido nisso, dentro disso, meio que assim.

Ruas fétidas contrastam com pessoas asseadas e cheirosas diariamente na sociedade. Vivemos a globalização, o progresso e a tecnologia, mas cada vez mais nos vemos isolados e desconectados quando julgamos que qualquer coisa ou pessoa é alcançável. Acho que estamos "conectados" como que por fios ligados na tomada.

Entro na internet todo o dia e presencio aquela que nunca falaria comigo pessoalmente sentando ao lado de mim, conversar comigo naturalmente com sua simpatia atrás de uma mera tela de computador. Somos tão conectados que deixamos de praticar o que é bom e comum, o prazer de olhar nos olhos com simpatia.

Estamos nisso agora, nesse segundo, falamos pra alguém que na verdade nem sabemos quem é. Vivemos em um mundo de aparências e de julgamento prévio. E ironicamente uma tela de computador causa uma proteção bizarra, um escudo de vidro de um ser humano a outro, como se a personalidade tivesse cheiro ruim.

Cada vez mais nos afastamos através da intolerância e protecionismo egoísta achando que nunca vamos sofrer novamente por qualquer motivo, sendo que tão irônico e trágico quanto, fazemos isso sem querer como este que vos fala; agora escrevendo para quem não sabe quem é no fim, o objetivo é apenas escrever, este blog foi feito pra isso.

Manifestamos isoladamente. Hoje chegamos ao ponto em que despejamos 140 caracteres de filosofia ou de puro ego ou orgulho, esperando que alguém nos "ouça" e nos apoie dando um RT.

Todos mentimos, mas em favor de um bem maior. Sustentamos a sociedade através dela, nossas relações, somos gentis por isso. Entretanto somos gentis não só por isso, não somos educados só por isso, mas porque temos o mínimo de humildade. Porém é só a verdade cruel que se destaca por cima de trinta minutos de mentiras educadas e convenientes.

O que será, será.

Dentro de um governo corrupto e falho. Dentro do ego que nos sustenta. Dentro daquela verdade que teimamos em negar. Dentro da realidade egoísta em que vivemos. Dentro da pura rotina capitalista. Dentro de sua própria crença. Dentro da verdade pura e falha não dita, na qual protegemos quem amamos.

Como no livro de Franz Kafka, "O Processo". Passamos por um eterno julgamento e temos que nos declarar culpados de algo mesmo não sendo justo, mesmo não sabendo o porque disso. É uma justiça com leis muitas vezes incompreensíveis e administradas por uma burocracia sórdida e mesquinha.

Joguem os dados.

Confissões por papel

Que menina quando pequena nunca escreveu o que sentia por um papel?

Está ai o motivo do diário. Um cardeninho besta em que podemos dizer como foi nosso dia e o que nós pensamos de tal pessoa quando estamos com raiva.
Eu achava que só as meninas é que gostavam de escrever o que sentiam quando pequenas... Pensava que os garotos achavam escrever em diários ou algo relativo muito gay, mesmo que lá no fundo tivessem vontade.

Mas o que eu li na sala de aula outro dia fez mudar meu conceito sobre isso.

Eu estudo de manhã e a tarde a 6ª série ocupa minha sala. E olha só o que eu encontrei debaixo da carteira... Uma cartinha com declaração de "amor eterno sem fim", feita por um menino, para uma tal de "Paloma". Até sabia que existiam meninos que mandavam cartas, tanto porque eu mesma já recebi, mas achei essa um tanto quanto peculiar. Ele até fez uma versão de uma música de pagode(pragode) para ela. Eu aposto que esse garoto tem um diário, ele pareceu tão romântico, own. -n
Não pensem que estou zuando o menino e os sentimentos dele, pois eu vou queimar meu filme aqui também.


As circulações no papel foram feitas por mim, pois como eu sou maldosa e sou anti-assassinos da lingua portuguesa, queria corrigir e deixar na sala para a criança aprender. 



Essa "fersão" (não seria versão?) abaixo, como está escrito é de uma letra de pagode (pragode.)


Agora como eu disse, vou queimar meu filme um pouco. 
Esta carta, eu escrevi quando estava na 5ª série, com raiva e frustada. Meus pais estavam procurando uma nova casa, então imaginei que fosse me mudar e a garota apareceria para me chamar qualquer dia e quando fosse...
Ela teria essa surpresinha (que no final das contas nunca foi entregue, ainda bem.)



Dica: Não utilizem blogs como diários, ok? Nem tumblr hein! Melhor vocês mesmas se zuarem, do que outros tirarem sarro, ainda mais quando se fala de sentimentos, que deixa tudo tão gay e cômico. 

Cantadas Modernas #13

Hoje é sexta-feira, dia de já sair na noite, ou de descansar de uma semana chata pra poder soltar as asinhas no sábado. E taí grande homem, pronto pra praticar? 


Toma a dobradinha!



Sempre do Chongas


Crônica do amor burocrático

Crônica do amor burocrático

Não é a história que vocês querem ouvir, ela não é boa para ser contada. Então não esperem disso aqui algo feliz, um final feliz, não criem esperanças demasiadas. É como um livro chato de trezentas páginas com uma marcador na metade. Nada acabou. Mas que não tenho coragem de continuar a ler.

Enquanto tragava mais de seu cigarro em mais um dia que não dormia, ele pensava. Primeiro pensava que sim, só de estar ali, fumando, ele pagava de pessoa pensante. Era engraçado ver as páginas de revista de antigamente com esses tipos de pessoas. Hoje em dia proibiram pois a modernidade, "geração saúde" pediu. Mas as pessoas continuam fumando mesmo assim, mesmo o alvo que é a geração mais nova. Ele acha que devia se dar prêmio pra quem parasse de fumar, um tipo de bônus diário. Esse mundo não é capitalista mesmo? Então nada melhor que uma dose vulgar de motivação. Escancaria a indecência das pessoas.

Porra, ele saiu do assunto. O que ele estava pensando mesmo? "Ah", ele disse. O que realmente ele não precisa pensar, pois já se tornou uma parte dele. Como lembrar de algo que não precisa ser lembrado de fato. Até ele mesmo se assusta pois é só fazer uma amizade nova, que, ele já sai falando daquilo que na verdade, ele não precisaria falar. Talvez ele mesmo se assuste assustando as pessoas, sem querer chegou a conclusão de que não sabe manter amizades. Mas quem precisa delas? Uma já basta não é? Não é preciso completar um álbum de figurinhas para se sentir momentâneamente feliz e satisfeito pelo resto do dia, dependendo do ponto de vista, é só ter a figurinha mais rara, a mais antiga.

Depois de mais uma tragada, começou a dizer a si mesmo, já que AQUELA pessoa não estava ali pra beber com ele, vou falar comigo mesmo. Essa pessoa estava em alguma parte da festa que ele não conseguia achar, o famoso baile de máscaras. Ele participa dele todo dia e nem precisa ser convidado, como é cômico e triste. Ele andava cego mesmo...

Ele estava no canto do baile. Sabe aqueles lugares no fundo, com uma iluminação mais baixa, com uma mesa na frente e um belo estofado vermelho para se recostar e com bastante whisky na cabeça, dormir? Então, era onde ele estava. Mas ele estava acordado ainda só observando, e ele sentia falta de algumas coisas. Porém ele não levantava. Dizia-se: "pra quê?". No entanto dava-se pra entender o que ele queria dizer, na verdade, realmente não fazia diferença nenhuma. Parte da vida passou e ele estava ali, já se levantou algumas vezes, mas tornou a se sentar de forma igual todas as outras, era como um ritual maldito que ele não conseguia se largar. Vozes na mente lhe diziam pra se largar. Mas hoje, depois de estar tragando esse cigarro com o copo na frente, finalmente pensou em algo diferente. Em estar normal. "Oh" ele pensou. Era sim uma solução, era não esperar nada, era continuar sentado. Claro, ele confessa que fazia isso, e admite que é errado decidir isso. Mas quem se importaria? O copo que está na minha frente? Claro que não, ele me diz tudo aquilo que quero ouvir.

Depois de uns dez minutos, lá ele continuava a observar o baile. Nunca parava. Vendo as coisas que faziam parte dele, uma delas se destacava. Ele tinha uma premissa: "de que as pessoas tinham que sofrer para dar valor as pequenas coisas". Não tanto quanto ele, ele não era egoísta a esse ponto, pois sofrimento nem pode se medir. Mas era uma premissa básica. Se Deus existe em algum lugar e é onipresente estando debaixo da mesa que se encontra. Isso devia ser cantado aos ouvidos de toda pessoa antes de descer a Terra, pois infelizmente, nem todas aprendem. E da forma certa! "Lembrando", ele teve o desprazer de encontrar esse tipo de pessoa. É como estar escrito num quadro negro, copiar no caderno, mas chegar na hora da prova e marcar a alternativa errada.

Ela era a mais linda que ele já viu, por um motivo misterioso, ela o conquistou em apenas um dia. Conversar eles já conversavam a um tempo. Gostar, ele gostava. Mas sabia que tinha que ter cuidado, já viveu muito disso, dessa desventura. Entretanto, ela conseguiu deixa-lo completamente apaixonado. Num beijo. "Como?", ele se perguntou... Realmente a razão nos abandona nos momentos mais importantes. E é impressionante que quando ela está no comando, se permanece no erro de certa forma, de uma forma caricata.

A muito tempo, ele aprendeu que problemas aproximam as pessoas, e continua a ser assim até hoje, cada vez de forma mais intensa quanto descartável como papel higiênico cagado. E foi assim naquela vez, ele no fundo não acreditava o quanto ela podia o fazer feliz, a amizade se tornava mais forte tanto quanto era mútua, e foi quando o dia chegou. Era mútuo os problemas, era assim com o respeito, era o dia mais lindo que ele teve. Mas foi só um dia. É impressionante que a beleza era tão grande, e maior foi a canalhice, a miserável forma de traição. As desculpas vieram, não importou a canalhice. O feitiço venceu e toma parte até hoje. A canalhice foi repetida, um deja-vú.

O amor é algo engraçado quando prometido, é como se a burocracia política fosse lei. Ou você entra na política e come balas de goma todo dia. Ou você fica na fila burocrática, esperando... Foi quando o cigarro acabou, e como ele não tem o costume de fumar, parou, e como a mente costuma trabalhar, ele continuou a pensar. Sentiu-se o sabor da sabedoria. Não é bom tentar, mas é melhor ainda ir embora. E assim ele se foi pra casa, roubando a garrafa da mesa. Em que importava pagar a conta se o baile era todo dia?

Resenha Show: Matanza - Kazebre Rock Bar 19/03/11


Antes de tudo tenho uma coisa a declarar sobre o show: Com o perdão do palavrão, foi foda!

Depois disso, prosseguindo...

Eu e meus amigos compramos antecipadamente os ingressos pelo site do Kazebre, metade do preço R$ 15 (na porta era R$ 30, logicamente) e como era só um "pouco" longe da onde moramos - quem mora em SP sabe o quanto a Avenida Aricanduva é longa e distante do centro, que é aonde moro (mais ou menos 1h30 daqui até lá no Kazebre) - combinamos de nos encontrar por volta de 2h30 antes do começo do show. Plano furado, já que um deles ficou na internet paparicando uma de suas "amigas" no msn, mas enfim... saimos às 21h.

Como somos gênios aventureiros, resolvemos fazer um caminho totalmente diferente do que estava no site com dois objetivos, curtir e beber, e ficou a meu cargo fuçar e confiar no Google Maps e em sites de rotas de ônibus achar um ônibus que parasse perto de lá. Entretanto de nada adiantou ficar fuçando, já que depois de sairmos pra comprar uma Dolly guaraná antes num supermercado próximo e chegando a "meca dos busões" (pra quem mora em SP sabe disso) o Terminal Parque Dom Pedro, os tais dois ônibus não chegavam nunca. E como a vida era irônica, todos os ônibus ao redor chegavam e iam embora, menos os dois que estavamos esperando, só nós aliás.

Nisso já se passava de 22h, e defronte ao horário do começo do show se aproximando e nosso outro amigo, que íamos nos encontrar no local do show, me ligando no meu celular pra dizer que estava chegando, resolvemos pegar um ônibus que conhecia muito bem e que passava na tal avenida, entretanto muito antes do local do show. Até me estendi nessa parte porque tenho que citar como o "destino" é maldito. O cujo ônibus que pegamos era o ônibus que pegava todo fim de semana pra ir na casa da minha ex a alguns anos, e o nome da linha dele era o nome da ex do meu amigo, Marília. Acho que ele ficou inconformado com isso o resto da noite.

Enfim, chegando a avenida de destino pegamos outro ônibus que ai sim parava na porta, tanto que no mesmo ônibus estava uma galera que também ia pra lá - coisa que me fez agradecer a Marta Suplicy e ao Bilhete Único, enquanto ela relaxava e gozava na Prefeitura daqui (nada como ver R$ 0,00 em algo). Finalmente no destino final, primeiramente passamos por uma aventura de "repórter da selva" pra atravessar a avenida que não tinha uma maldita faixa de pedestre. Era um tipo de... "ponte" extremamente baixa que passava por cima de um rio meio seco já no final da tal avenida. Bom, éramos "jovens do rock n' roll" atrás do bom e velho rock n' roll, e era mesmo. Faz parte. E finalmente na porta do Kazebre encontramos todo o pessoal que tinhamos pra encontrar lá - uma pessoa - e bora pro show, agora sim começa a resenha.

Com uma chuva fina e intermitente um tanto chata, entramos na fila bem organizada chamada de algo como "vamos nos espremer pra chegar na porta do show". Fila, fila mesmo era só a uns 3m do caixa pra comprar o ingresso ou pra trocar os boletos já pagos pelo ingresso, que era o nosso caso. Já com esse clima de aperto de show entramos, fomos revistados - e não se surpreenda, nada foi encontrado ok? - e fomos pra lá perto do palco. O lugar era bem legal e bem grande, tinham várias grandes tendas onde na maior se encontrava o palco e até uma pequena queda d'água. Achei um clima bem bacana.

Chegando lá na frente o pessoal comprou uns vinhos baratos que custavam a bagatela de R$ 8, e depois de uma espera regada a Ramones e Nirvana, começa o show da banda de abertura Kiara Rocks com um certo atraso de meia hora. Ótima banda, que já conhecia antes pois eles tocam em uns bares aqui perto de casa mas nunca tinha ouvido, tocaram covers de até onde lembro, Nirvana, Ramones, Rage Against The Machine e Metallica. Tiramos umas fotos da banda, tomamos mais o caro vinho barato e depois de mais ou menos 30 minutos até onde tenho noção de tempo (não muita).

Eis que o Matanza entra no palco pra fazer o show do lançamento de seu novo cd "Odiosa Natureza Humana" lançado no último dia 5, matador e com seu rock n' roll direto e divertido como sempre. E como sempre também muito a vontade com o pessoal, principalmente o vocalista da banda Jimmy, comandando o público com seu jeitão malvado e irlandês. E começa o aperto também de todo mundo querer chegar lá na frente e também o bate-cabeça, felizmente tudo de boa. A banda com aquele clima de saloom de velho oeste, tocou todas as músicas de praxe como "Meio Psicopata", "Bom é Quando Faz Mal", "Clube dos Canalhas", "A Arte do Insulto" e "Ela Roubou Meu Caminhão" e algumas do novo cd, como a faixa-título. Abaixo a arte do cd:


Não tenho dúvidas que todos sairam satisfeitos. Os que ficaram lá na frente do palco, os que ficaram lá atrás, e o resto que apenas aproveitou o show de todas as formas, como nosso caso. Curtindo até ficar rouco e exausto, tanto que o show foi sábado e só estou escrevendo a resenha numa quarta-feira.

A casa ficou pequena pra tanto barulho e empolgação de por volta de 5 mil fãs, mais malucos e beberrões que a banda. Pena que a organização na "fila imaginária" antes do show não foi nada satisfatória, acho que o clima de aperto ali deveria só ser reservado pra parte do show. Sorte daqueles que já tinham o ingresso pago como nós ou já tinham ele na mão, pelo tamanho da casa essa parte devia ter sido um pouco melhor. Mas fora isso o show foi do caralho, e falando da parte mais técnica, parabéns pro som da casa que estava ótimo, dava pra ouvir tudo perfeitamente. E em todo mundo com certeza ficou a vontade de quero mais, mesmo com 28 músicas tocadas. Bem que podiam ser 100 naquela noite. A fina chuva tornou as coisas melhores e mais inesquecíveis!

Pena que não tiramos fotos da banda...

Setlist:

Ressaca Sem Fim
Meio Psicopata
Interceptor V-6
Tempo Ruim
Maldito Hippie Sujo
O Último Bar
Taberneira, Traga o Gim
Imbecil
Mesa de Saloon
O Chamado Do Bar
Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
Quando Bebe Desse Jeito
Matarei
Eu Não Bebo Mais
Quem Leva a Sério o Que?
Remédios Demais
Odiosa Natureza Humana
Pé na Porta, Soco na Cara
Quem Perde Sai
Eu Não Gosto De Ninguém
Bebe, Arrota e Peida
Bom é Quando Faz Mal
Clube Dos Canalhas
A Arte Do Insulto
As Melhores Putas do Alabama
Sabendo Que Posso Morrer
Ela Roubou Meu Caminhão
Whisky Para Um Condenado
Estamos Todos Bêbados / Interceptor V-6

Por onde anda Gil Brother?


O Hermes e Renato acabou, e ano passado foram se esconder se mandaram pra Record junto com Marcos Mion e João Gordo, e viraram Banana Mecânica. Talvez como o nome sugira, o humor escrachado foi embora em favor de algo mais familiar e um salário e exposição maior, como se fossem cinco bananas mecânicas realmente.

E por onde anda o famoso Gil Brother, o Away de Petrópolis? Pra mim ele era muitas vezes o responsável pelos momentos mais engraçados da trupe do Hermes e Renato, e de repente ele saiu. Mas recentemente ele deu uma entrevista pro site da revista Trip e por aí todo mundo está comentando o vídeo. Tanto que abaixo tem a resposta da turma do  eternamente conhecidos como Hermes e Renato pro site R7.

Antes de tudo isso há um consenso: Independentemente de quem esteja certo quem perde é o humor.



E aí, o que acharam? Na entrevista do Hermes e Renato me pareceu contraditório no começo do vídeo eles falarem que o Gil era um amigo pra eles, e mais pro final dele o "Felipinho" vulgo o Boça encarnado, dizer que ele era apenas um ator e que eles que faziam o tal "trabalho duro".

Sinceramente? A entrevista do Gil Brother me soa mais convincente. Realmente os caras do Hermes e Renato podem ter sua razão, o Gil pode ter exagerado em várias coisas, mas ser mentiroso não me pareceu. Aliás, porque um cara que veio do nada como ele, teria motivos pra mentir? Quem na real foram os "vendidos" indo pra uma "emissora de família" sabendo que não poderiam falar metade dos palavrões e fazer nem metade das esquetes que tornaram o humor deles único, atrás de um canal maior, foram o Hermes e Renato.

Bem que a MTV aproveitando essa renovação no elenco e de grade poderia contratá-lo pra fazer uns pequenos quadros, ou alguém fazer vídeos com ele pra colocar no YouTube não é? Eu oficialmente inauguro a campanha "Volta Gil Brother"! 

Abaixo os melhores momentos do Gil Brother, o Away de Petrópolis.


Os caras do Banana Mecânica não aguentam 10 minutos de porrada com ele! =D

Clássicos do Rock em versão forró

Faz parte da série: "quando o suicídio é uma boa opção". Primeiro um clássico mais contemporâneo, "Come as You Are" do Nirvana.


Malandro é o Kurt Cobain que se matou antes de ouvir essa droga...

Agora um clássicos dos clássicos, "Wish You Were Here" do Pink Floyd.


(...)

Até aonde chega nossa criatividade destrutiva? Qual o próximo nível? Fazer forró em cima de Tchaikovsky?

2012 se aproxima!

Papai, mamãe, titia

Papai, mamãe, titia

Como a música do Titãs, venho tentando a tempos escrever algo sobre o "papai, mamãe e titia", vulgo família. Aliás, a uns tempos venho divagando sozinho e em conversas com amigos, da utilidade e da inutilidade dela, de como ela consegue atrapalhar, e nos ajudar nas horas que mais precisamos como se realmente um lúdico "laço de sangue" sentimental que, apesar da distância e das diferenças, conseguisse nos unir nos momentos mais difíceis. Claro que em tudo existem exceções, há casos que alguém não se tem uma família. Não se sabe do ventre que veio, de qual saco veio, ou na pior das situações, foi jogado às traças pela própria, Algo que é uma própria escolha interpretada ou não, pois por situações causadas pela própria família, se torna mais simples conviver fora dela. E baseando nisso tudo, me pego pensando se é felizmente ou infelizmente às vezes não tê-la, ou mais popularmente não ter "alguém no seu pé", como um chulé.

Sair de casa e um desejo meu e de qualquer pessoa que almeja "voar", ou no fundo, provar sua capacidade de existir sem precisar de um apoio que seja familiar, obter sua independência de fato. Talvez até não financeiramente, mas de ideias como numa democracia imposta na sua própria vida tanto quanto uma anarquia. Coisa que no "lar doce lar" era comparado a algo como comunismo. Na teoria funciona, mas na prática é uma bagunça de poderes, já que o instinto humano é se individualizar de alguma forma, "montando" em alguém ou não.

Na verdade, se você julga ter uma família boa, você terá em sua forma mais pura essa prova de... ignorância perante a sua personalidade quando se tenta conversar de algo, ou até expor um segredo, tentando ter um pouco de amizade com quem se convive. Eu pessoalmente convivo com esse afastamento aqui em casa e acredito que tantos outros convivem com essa mesma situação. Não culpando a pessoa propriamente, já que ela viveu numa época diferente a sua. Mas a impressão de que a grama do vizinho parece mais verde permanece incessamentemente. Por exemplo, a uns anos ia na casa da minha namorada e conversava mais civilizadamente com a avó dela do que com minha própria mãe. Talvez isso tenha acontecido porque ela não convive comigo todos os dias, mas eu mesmo assim acho que existe falta capacidade de compreensão com uma pessoa difícil. Se por um lado ela não conviveu comigo todos os dias e nem se descabelou cuidando de mim, por outro lado quem devia ser a pessoa que tem a capacidade de entendimento maior sobre mim era minha mãe, correto?

Pessoas são pessoas no fim, e o segredo da convivência vai muito além do que parentesco. É preciso de amizade, e para que ela surja, é preciso da tolerância. Tolerância que muitas vezes se trata de não se ter algum preconceito. Que não só são causados pela disparidade de idade, mas por próprios conceitos como religião e política, mal da humanidade e extensão bizarra da personalidade que te impedem muitas vezes de ter uma conversa franca.

E voltando a falar do namoro que tive e da família dela. Se, conversava mais civilizadamente com a avó dela do que com minha mãe muitas vezes, como "sogra" a mãe dela era uma legítima. Como que se adaptando a situação tal qual fosse uma lagarta no deserto, ia me ofendendo gravemente motivada pelo ódio que ela tinha contra "os jovens do rock" (e isso os dois filhos os sendo) numa briga dizendo que, o motivo de eu ser um vagabundo pra ela era o fato de eu "não ter pai", ou nas palavras dela "que tipo de pessoa é essa?". Me apunhalando pelas costas quase que literalmente, já que ela não disse na minha frente. Coisa que me faz perguntar até hoje como uma pessoa pode chegar a intrometer na sua esse ponto, como se o que você é e o que deixa de ser, o que pensa e o que deixa de pensar, se o fato de ser alguém bom, fosse motivado a uma crença ou a uma pessoa. Nosso namoro era um caso evidente de como uma família pode atrapalhar a vida de sua própria filha. Coisas como ela não poder almoçar na minha casa num domingo, por exemplo. Experiências da qual nem quero repetir e creio que qualquer rapaz de bom senso não quer se sujeitar.

"Família" são pessoas da qual você é obrigado a conviver e muitas vezes nem sendo planejado a isso. São pessoas com personalidades muitas vezes opostas a você (quem não odeia uma tia ou qualquer outro parente?), que são obrigadas a conviver contigo muitas vezes não querendo no fundo pois, sua personalidade é errônea perante a elas. São pessoas que te colocam no mundo a partir do momento em que você começa a andar e controlam seus desejos muitas vezes a partir daí, e mesmo se passando o tempo, não conseguem impor um respeito diante a sua independência como um ser humano que têm suas falhas, emoções, desesperos e segredos.

São feitos de medos do passado onde foram construídas as próprias atitudes, algumas que até se tem vergonha, e coisas que não querem que o seu "filhote" repita simplesmente, entretanto, a vida dele acaba a copiar e a mostrar a verdade. Ou da vontade de dar tudo de bom ou do melhor, impedindo muitas vezes que seu filho crie uma personalidade feita mais de preconceitos do que conceitos. Proteção nesse caso se torna um fardo contra a própria cria, impedindo sua felicidade, caso da falta de liberdade no meu namoro. E por outro lado, criando um álibe contra rebeliões joviais ao jogar tudo na cara pra tentar se defender, quando educação, saúde, habitação e alimentação é algo que não passa de obrigação como para um Governo de um estado qualquer, e presentes dados são apenas presentes na verdade.

Metafóricamente, família é igual guarda-chuva: você não quer levar consigo, mas sempre acaba precisando. É algo tosco, muitas vezes sem utilidade, quebradiço com um vento, muitas vezes é desconfortável e você nem tem aonde levar a não ser que seja consigo, você nem quer carrega-lo mesmo vendo um tempo carregado sobre a cabeça. Mas ele é o que te protege da chuva. Mesmo molhando seus pés, você por causa dele pode dizer que se tem alguma parte do corpo seca.

O que passa pelos meus fones #13 - Rush


O Rush sempre foi uma banda desvalorizada ao longo dos anos - subestimada melhor dizendo - através da mídia especializada e crítica musical (alguns “experts” rotulavam seu som como excessivamente técnico e faziam chacota com a voz de Geddy e com o temperamento fóbico de Peart). Geddy Lee no vocal, teclado e baixo, Alex Lifeson na guitarra e Neil Peart na bateria venceram por sua qualidade exímia, e se hoje venceram na mídia atingindo o reconhecimento como o maior power trio talvez da história - competindo com o Motorhead na minha opinião - é muito por causa de seus fãs fiéis, criados pelo respeito e carinho que eles sempre mostraram com os mesmos. Simpatia e carisma que era mais que evidente na última passagem deles no Brasil - da qual infelizmente não fui -, uma alegria e feeling do trio a cada música tocada.

A banda sempre passou longe do esteriótipo "sexo, drogas e rock n' roll", eles sempre foram os "excluídos", sempre passaram longe de qualquer popularidade. Não havia um lado negro, apelos sexuais, pactos demoníacos ou qualquer maquiagem para ajudá-los como banda iniciante. Estudar e se qualificar na música era a passagem para a virtuose e o único caminho para o sucesso, com todo esse vento soprando contra. E a música de hoje, "Subdivisions" trata disso.

Ela é composição do monstro da bateria, Neil Peart, e é sobre esse jeito de ser, sobre aqueles que não são “maneiros”, sobre os que não se preocupam (ou nem tem como se preocupar) com status, modismos sociais e futilidades desse gênero. A letra também trata com muita inteligência, dos meios que a sociedade “disponibiliza” para que os afastados se conformem com sua insignificância perante a sociedade putrefa. A letra traduzida é mais ou menos a seguinte:

“Espalhados nos confins da cidade em ordem geométrica; Uma fronteira isolada entre as luzes brilhantes e o distante e obscuro desconhecido; Crescendo, tudo parece tão parcial; Opiniões todas arranjadas, o futuro pré-decidido, isolado e subdividido na zona de produção em massa; Em lugar algum estão os sonhadores ou os excluídos tão solitários. Subdivisões: nas salas do colegial, nos shoppings; Ajuste-se ou fique de fora; Subdivisões: nos porões dos bares, nas traseiras dos carros; Seja bacana ou fique de fora; Qualquer fuga pode amenizar a verdade pouco atraente, mas os subúrbios não possuem charme para aliviar os sonhos inquietos da juventude (espetacular essa frase...); Atraídos como mariposas nos amontoamos na cidade; A eterna e velha atração em busca de ação; Acesos como vaga-lumes apenas para sentir a noite pulsante; Alguns irão vender seus sonhos por pequenos desejos ou perderão a competição para ratos; Serão pegos em armadilhas e começarão a sonhar com algum lugar para relaxar seu vôo inquieto, algum lugar fora da memória de ruas iluminadas em noites quietas.”

Se o Dream Theater - banda que eu sou fã - Porcupine Tree e até o Muse são hoje contemporâneos do "metal progressivo" e no caso do Muse "rock progressivo moderno". Logo, naturalmente o Rush é uma banda que vem diretamente a cabeça, pois foi contemporãneo de tudo isso e influência pesada não só de bandas que aderem ao estilo progressivo do rock, mas de músicos diversos como o baixista do Kiss, Gene Simmons, o líder do Smashing Pumpkins Billy Corgan, guitarristas como Kirk Hammett (Metallica), Vinnie Paul (Pantera) e Zakk Wylde (Black Label Society), o baterista Taylor Hawkins (Foo Fighters) e até do recentemente premiado pela academia, Trent Reznor (Nine Inch Nails). Acho que nem preciso falar mais nada depois disso, deem o play logo:

Valores

Valores
Pra quem não sabe essa é a ponte da amizade. E pra não ser clichê colocando uma foto de um bando de crianças abraçadas, vai a ponte mesmo!

Aprendi que pra dar valor a alguém e essa pessoa realmente dar um valor de forma verdadeira a você, um valor mútuo, essa pessoa tem que ter sofrido tanto quanto você sofreu. E não digo isso por dizer, é só olhar para seus amigos, amigos de 5, 10 anos, amigos da época do colégio. Parece que a medida que você cresce você só encontra casos de, no fim, gente mentirosa que para se envolver contigo aproveita do compartilhar de pensamentos, ou que se sofreu, sofreu por nada. Tá cheio de gente assim no mundo e os verdadeiros amigos são pouquíssimos.

As pessoas me falam "calma" como se não estivesse calmo, e que mania irritante essa. Mania de só por ter uma opinião firme e inconformada, você está irritado e revoltado com tudo sem "porquês" nem "comos". Não se pensa assim só por estar revoltado, aliás, ninguém de bom senso quer ser revoltado ou logo quer nascer assim. Só são consequências da vida, é o que você acaba enxergando e muitas pessoas se cegam pra isso. Depois se você acaba ofendendo, ignora e até briga, você é o maluco desvairado. E isso causa mais revolta, assim se tornando um círculo vicioso maldito.

"Consequência qualquer coisa traz, quando é bom nunca é demais, e se faz bem ou mal tanto faz" (Matanza)

Hoje vou no show da banda, e nada mais verdadeiro do que essa frase. Não prego vida sem responsabilidades, pelo contrário, por elas que um ser humano se torna alguém (por mais que seja clichê falar isso). Mas só foi deixar o meu trabalho mês passado pra me ver melhor, meu humor, minha feição, minha disposição, melhorarem - talvez até a filosofia do Seu Madruga caiba no momento. Dinheiro sempre acaba você querendo ou não, e é preciso se divertir. Isso faz um bem danado. E não há nada melhor que sair com os amigos o quanto puder.

Planos estão vindo, inclusive pro blog e até algo mais alto. E logo vem a resenha do show do Matanza e mais uma porrada de fotos. 

See ya!