O que é a lei?


Há muitos tipos de livros no mundo, o que faz sentido, porque há muitos e muitos tipos de pessoas, e os gostos são diferentes. (...) Mas um tipo de livro que praticamente ninguém gosta de ler é um livro de direito. Os livros de direito têm fama de ser muito compridos, muito chatos e difíceis de ler. Essa é uma das razões por que os advogados ganham rios de dinheiro. O dinheiro é um incentivo - a palavra "incentivo" aqui quer dizer "recompensa oferecida a alguém para que faça o que não quer fazer" - para ler livros compridos, chatos e difíceis. (Lemony Snickett - Desventuras em Série)

Resenha Cinema: O Turista

Resenha Cinema: O Turista

Bom, turista pra mim se define por alguém como eu, que mal vai ao cinema. Mas nesse domingo finalmente eu fui com uns amigos, não que eu tivesse vontade de ir - porque sinceramente nenhum filme em cartaz no momento me agrada -, mas como tinha uma graninha sobrando resolvi segui-los. Má decisão?

Antes de tudo, vamos a sinopse. 

Elise (Angelina Jolie) é namorada de um cara que roubou uma fortuna de um chefão da máfia. Logo, ele está sendo perseguido por gângsteres, incluindo o que foi roubado por ele, e pela Interpol, que estão a vigiando para ver se ela os leva até o tal ladrão misterioso. Para se encontrar com o "amor da sua vida" em segurança e despistar toda essa gente, ela pega um "pato" para se fazer passar pelo tal ladrão. Afinal, ele fez uma plástica e ninguém sabe qual a aparência dele. Nem mesmo Elise. O pato escolhido é Frank (Johnny Depp) que é um turista (supostamente e a pouca graça do filme é baseada nisso) estadunidense, professor de matemática, que fica encantado por alguém do porte de Angelina Jolie (até eu) estar dando em cima dele e mal consegue acreditar em sua sorte - algo bem nerd. Mas é óbvio que nada sai como planejado por ela. 

O filme é lotado de todos os clichês de filmes de aventura, do tipo de humor que sabemos que todo almejante a blockbuster terá, e do tipo de romance que faz prolongar um filme que teria uma duração de capítulo de série. O saudoso Frank deixa de ir embora quando tem a oportunidade porque (óun) se apaixonou pela Elise, e aí vai fazer de tudo para salvá-la. Não preciso dizer mais nada.

De forma inocente o Depp incorporou Jack Sparrow na cena que o Frank está fugindo dos caras da Interpol de pijama pelo telhado, e em vários sorrisinhos para Jolie ao longo do filme. E até Star Wars está metido no meio, pasmem, quando a Elise com um capuz preto se vira para a câmera na cena em que de barco vai salvar o Frank. Lembrei do Luke Skywalker no terceiro filme e isso é bizarro pra um filme que tenta ser um filme de espionagem! 

As coisas mais interessantes com certeza são as localidades do filme (Itália e França) e a oportunidade de ver Johnny Depp em um papel de alguém normal, mas é impossível, ele não é um cara normal, e diria que sua presença é um ponto positivo pro filme. As poucas risadinhas que dei foram em cenas com ele, apesar que foi forçado demais o lado cômico dele de falar espanhol na Itália. Pra falar da dona Angelina Jolie que continua deslumbrante, ela continua com um péssimo gosto para papéis e atuações (note seu sotaque inglês bem forçado) como se não bastasse ter feito Salt, que é uma tentativa de Jason Bourne feminino mal sucedido. O que interessa que é química do par, é beeeem morna, coisa que até poderia salvar o filme se fosse o contrário.

O grande erro do diretor foi só contratar dois artistas do momento esperando que isso bastasse para um filme de sucesso, quando esqueceu de aspectos importantes como um roteiro que tivesse alguma originalidade em vez de um ajuntado de roteiros reaproveitados. Fez de "O Turista" apenas um filme de espionagem com toques cômicos, até forçados. Ou seria ao contrário? Já que o lado cômico impera sob a espionagem e transforma a sessão em uma simples brincadeira de Sessão da Tarde. Assim o tornando até assistível, talvez um belo filme nada, mas sem nada que te fará lembrar com empolgação de contar para seus amigos no dia seguinte. E ironicamente o que causa uma pequena empatia com o filme, fora a dupla principal, são justamente os clichês.

Conscientemente o máximo que você pode gastar com ele é uma locação, ou nada se você resolver baixar. Coisa que acredito que poucos que prezem um roteiro original irão, mas como blockbuster com artistas do momento, sim. E aí será um filme que pode te ajudar a passar o tempo. Mas passe bem longe se tiver opção.

Esse ano é o outro ano

Esse ano é o outro ano
Não sei se é realmente uma conclusão; já que me parece o notar de um padrão da vida. 

Sim meu caro, sobrevivemos por causa das pequenas coisas, desistiríamos de vez da vida se não fosse por causa delas; pelas boas pessoas que nos cercam, essas que, nos propiciam as boas coisas. Eu não sou bom, nunca fui e são elas que me ajudaram a ser bom. Nascemos, e em suma, morremos da mesma maneira; afinal, morremos quando nosso coração pára de bater. Temos a mesma capacidade, porém o uso dela é o que nos diferencia. Somos iguais porém precisamos ser diferentes. Dar um passo e recuar outro. 

Tudo é um círculo vicioso, a realidade pessoal e o fracasso social se misturam em apenas uma, já que sempre precisamos da tragédia para correr atrás da reconstrução. 

O que cansa e como cansa; na vida, parece que se não consegue ultrapassar uma maldita porta que todos atravessam facilmente. Como diz Bukowski - com a qual, recentemente, tenho me identificado em muitas coisas que ele diz -, a vida é um ato de engolir baldes de merda. 

Chego a conclusão de que, talvez, realidade e pesadelo têm que se misturar. O que há de bom, apenas há. O que há de ruim, nos perturba todos os dias.


Tirinhas da Semana (38)

São 38 semanas. 38 edições dessa seção. Não é um número redondo, não posso comemorar, estou fora do parâmetro da sociedade. Todos comemoram 1 ano, e não 1 ano e 5 meses. Realmente nada faz sentido, muito menos o porque, de eu estar falar isto. Então vamos rir.

Prosseguimos com a programação normal.
















O que passa pelos meus fones #8 - Beady Eye

Não gosto de Oasis, e ponto. Ah, quer dizer... gosto, mas só de quando o irmão do Liam canta, o Noel. E quando quero dizer canta, ele canta, ele realmente tem uma voz de cantor, o Liam não.

Se você não está ligado ao mundo, saiba que a banda dupla sertaneja se separou recentemente. Cada um foi pra um lado xingar o outro, mas o Liam foi mais rápido e já fez logo uma banda, o Beady Eye - que não é um nome tão legal, concorda? Mas independente de nome, 98,5% daqueles que estão lendo esse post imaginam que a banda seria e será uma cópia descarada do Oasis, incluindo eu. Mas cá eu estou falando tudo isso porque fiquei redondamente enganado! O Beady Eye está se tornando uma surpresa extremamente agradável, tão agradável quanto seu som.

Curta o som de "The Roller", música que estará no álbum "Different Gear- Still Spreading"


Agora me diga se não te surpreendeu? Liam Gallagher está cantando!

Humor divino


Sem trocadilhos.

Estou praticamente sem dormir. Ontem saí com meus amigos - para dar os créditos pois prometi a eles, Cássio, Luiz e Estevan - e fui trabalhar hoje, mas nossa, posso dizer que valeu a pena, ri e zuei tudo elevado a potência da "porra" e do "caralho". E um dos tópicos nossos feitos totalmente de merda foi pra variar, Deus e o Diabo.

Ah... 2011 tá aí e vamos falar de coisas novas. Sim, agora podem rir da ironia. Afinal, Deus deve ser um cara velho pra porra!

Na caminho pra casa sem estarmos bêbados, ou não, ficamos fazendo piadas com Deus e o Diabo, pra variar. Ah... o que seria de nós sem o humor?

Por exemplo, a história do João e o Pé de Feijão nada mais é do que uma historinha infantil de Deus. Pensem bem. Homem gigante morando nas nuvens, esse mesmo que faz "fim, fam, fum" sacou? Ou o fato de que José foi o primeiro corno do mundo e gritar "que porra é essa?", ao entrar em casa e ouvir Maria falando que tá grávida estando virgem. Nessa premissa Deus é safadão, além de ter corneado José, fez 6 bilhões de filhos e contando!

Bom, o que inspira esse texto tão ruim pra quem não tem senso de humor elevado e bestial como eu, é uma ideia de ontem em especial que coloquei no orkut.

"Se Deus é tão onisciente e existe, porque ele não mostra a cara gigante na Avenida Paulista em vez de criar via telepatia um livro milenar cheio de parábolas da qual ninguém entende nada no fim."

Ah, sobre isso, imagine Deus surgindo na avenida com seu dedo enorme. Isso causaria uma histeria em massa. Muitos se matariam para ser salvos e não duvido que Deus os mandaria logo pra Hades. Se Ele é tão perfeito, é bonitão também, então muitas mulheres safadonas ficariam mandando beijinhos. Ou partindo de uma hipótese de que Ele seje mulher, muitos canalhas ficam dando cantadas Nele. Bom, se Ele for mulher, tá explicado porque tá tudo errado aqui - desculpe a piada machista -. Poderia haver guerra, tipo: "bom soldados, o acordo foi feito entre a Prússia e a Germânia e hoje faremos o primeiro ataque frontal. Portanto, atirem em Deus". Daí Deus pára as balas como o Neo. Se Ele é onipotente deve ser a carta mais poderosa do baralho de RPG!

Vai, pode dizer que estou com encosto e vou dizer, adoro. Meu travesseiro é bom demais.

O que seria de nós sem o humor? A solução para pegar demônios é um móbile de cds de Black Metal em casa. Nessa Dean e Sam não pensaram!

Eu e meus amigos somos roteiristas trash. Nada como uma noite de São Paulo...


Voltando a frase, a publiquei, e pra variar alguém veio retrucar. Nem preciso ficar dando detalhes. Mas sobre isso, eu não entendo a Bíblia, nem quero entender, mas respeito quem acredite e só. Faço piada mesmo porque não estou nem aí, oras, não acredito, então não acho que vou levar um raio na cabeça ou que um Deus vá torcer meu pé por causa disso.

Pra você ver como há hipocresia, lembre que Deus, segundo o mito, nos deu o livre arbítrio, mas expulsou Eva por ter comido a maçã. Expulsou a filha como se fosse uma mãe revoltada, pensou se a liberdade fosse aplicada assim? Eu estaria fora de casa há tempos e acredito que você também!

E o pior. Há essa liberdade, mas você é um herege maldito do demônio por não acreditar em Deus, naquele que o seu semelhante acredita. Esse na verdade é o livre arbítrio de Deus que os próprios religiosos defendem, aquele que os convém. Então que Deus há então?

Dizem que o caminho mais simples é apenas dizer que "não acredita". Oh Deus. Caminho díficil é se dar ao trabalho de questionar tudo isso que a humanidade ajoelha, não ficar acreditando em alguém com uma cruz em casa pra se dizer que é normal perante a sociedade.

Você entende o porque de acreditar em o que quer que seja? Porque você começou a acreditar?

Eu fico me perguntando porque pessoas que acreditam (falo em geral, ok?) ficam tratando os ateus - agnósticos como eu - como pessoas sem cultura que procuram o caminho "mais fácil" de não acreditar, semelhantes que ficam se vangloriando automaticamente como pessoas melhores e superiores por acreditarem em algo que você "não entende"? Ué, se acredita tanto na bondade de Deus apenas respeite.

O que vale é a integridade da pessoa, se me sinto bem assim, vou ser assim, e não ir atrás de algo só porque a maioria da humanidade acredita, é quase como uma "tribo", e tribo feita por enorme maioria de pessoas hipócritas, já que pessoas que dizem acreditar fazem coisas piores que eu. Eu não quero participar de hipocresia, Deus nos criou a sua imagem e perfeição porque no ego enorme do homem não podia ser diferente. Ponho em prova Deus e as coisas porque assim eu me criei, se não quero pensar, logo questionar, então não quero viver. Pense comigo, se ele fosse ficar te castigando por sua "crença" não seria livre arbítrio. É uma grande mentira.


Mas independentemente de existir Deus ou não, o ser humano é hipócrita tendo ele religião ou não. O que seria de nós sem humor? Me revolta esse mundo tão higienizado de forma correta.

Tirinhas da Semana (38)

Mais lento que Ronaldinho Gaúcho atrás de bola. Lá vem as primeiras "Tirinhas" do ano, com publicação mais rápida que Ronaldinho atrás de dinheiro. Que emoção.

Como no ano passado, clique na tirinha se quiser ampliar.