Kaká Bad Boy

Nessa Copa do Mundo ele está mau, está rebelde. Já foi expulso contra a Costa do Marfim e já levou cartão amarelo contra o Chile. E com essas atitudes pondo em risco a nossa Seleção, as pessoas cansaram, começaram a revelar seu passado negro. Veja aqui:


Sem contar que em um dia de loucura e rebeldia sem causa, Kaká já colocou pra lavar as roupas brancas junto com as coloridas.

Tirinhas da Semana (20)

Uma coisa é uma verdade absoluta. Aprendi que todo moralista é pobre, você logo vira um capitalista quando se tem dinheiro. Vide eu, que gastei mais de R$ 100 em um fim de semana...

Amanhã tem jogo do Brasil, e a morcegada tá desde sexta. Nunca torci tanto pro Brasil chegar a final, agora entendo porque do fanatismo, tudo se resume em fuga do trabalho. Quero ver quando acabar a Copa, terei saudades das vuvuzelas, quem diria!

E como diriam os africanos sulistas, xoxoloza. (segue)














Nietzsche e o Niilismo

Nietzsche e o Niilismo
Niilismo é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro".

Primeiramente vamos apresentar os três citados neste texto:


René Descartes: René Descartes (1596 — 1650) foi um filósofo, físico e matemático francês. Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica. Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. O primeiro a questionar religião e encontrar um sentido nela.

O pensamento de Descartes é revolucionário para uma sociedade feudalista em que ele nasceu, onde a influência da Igreja ainda era muito forte e quando ainda não existia uma tradição de "produção de conhecimento". Descartes viveu numa época marcada pelas guerras religiosas entre Protestantes e Católicos na Europa - a Guerra dos Trinta Anos. Viajou muito e viu que sociedades diferentes têm crenças diferentes, mesmo contraditórias. Aquilo que numa região é tido por verdadeiro, é considerado ridículo, disparatado e falso em outros lugares. Descartes viu que os "costumes", a história de um povo, sua tradição "cultural" influenciam a forma como as pessoas pensam naquilo em que acreditam.



Friedrich Nietszche: Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 — 1900) foi um influente filósofo alemão do século XIX. Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã. 

"A moral não tem importância e os valores morais não têm qualquer validade, só são úteis ou inúteis consoante a situação"; "A verdade não tem importância; verdades indubitáveis, objectivas e eternas não são reconhecíveis. A verdade é sempre subjectiva"; "Deus está morto: não existe qualquer instância superior, eterna. O Homem depende apenas de si mesmo"; "O eterno retorno do mesmo: A história não é finalista, não há progresso nem objectivo".

Apesar desse pensamento Nietzsche é associado equivocadamente, ainda hoje, por alguns ao niilismo e ao nazismo - uma visão que grandes leitores e estudiosos de Nietzsche, procuraram desfazer, pois, também para Nietzsche: "o homem pode ser, além de um destruidor, um criador de valores. E os valores a serem destruídos, como os cristãos (na sua obra, faz menção à doença, à ignorância), um dia seriam substituídos pela saúde, a inteligência, entre outros." Tal afirmação se baseia na obra Assim falou Zaratustra.

Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna, isto porque, primariamente, há certa complexidade na forma de apresentação das figuras e/ou categorias ao leitor ou estudioso, causando confusões devido principalmente aos paradoxos e desconstruções dos conceitos de realidade ou verdade como nós ainda hoje os entendemos. Nietzsche quis ser o grande "desmascarador" de todos os preconceitos e ilusões do gênero humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceitos, por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos. E assim a moral tradicional, e principalmente esboçada por Kant, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar. 






Martin Heidegger: Martin Heidegger (1889 — 1976) É seguramente um dos pensadores fundamentais século XX - ao lado de Bertrand Russell, Wittgenstein, Adorno e Michel Foucault - quer pela recolocação do problema do ser e pela refundação da Ontologia, quer pela importância que atribui ao conhecimento da tradição filosófica e cultural. Influenciou muitos outros filósofos, dentre os quais Jean-Paul Sartre.

O ponto de partida do pensamento de Heidegger, principal representante alemão da filosofia existencial, é o problema do sentido do ser. Heidegger aborda a questão tomando como exemplo o ser humano, que se caracteriza precisamente por se interrogar a esse respeito. O homem está especialmente mediado por seu passado: o ser do homem é um "ser que caminha para a morte" e sua relação com o mundo concretiza-se a partir dos conceitos de preocupação, angústia, conhecimento e complexo de culpa. O homem deve tentar "saltar", fugindo de sua condição cotidiana para atingir seu verdadeiro "eu".

E apresentando a "Concepção Nietzscheana de Niilismo"

Niilismo passivo - Segundo Nietzsche, o niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma transvaloração ou mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores. É a negação do desperdício da força vital na esperança vã de uma recompensa ou de um sentido para a vida; opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitude negativa.

Niilismo ativo - ou niilismo-completo, é onde Nietzsche se coloca, considerando-se o primeiro niilista de facto, intitulando-se o niilista-clássico, prevendo o desenvolvimento e discussão de seu legado. Este segundo sentido segue o mesmo rumo, mas propõe uma atitude mais activa: renegando os valores metafísicos, redirecciona a sua força vital para a destruição da moral. No entanto, após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o absurdo e o niilista não pode ver outra alternativa senão esperar pela morte (ou provocá-la). No entanto, esse final não é, para Nietzsche, o fim último do niilismo: no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores e no momento em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno, sem o qual o niilismo seria sempre um ciclo incompleto.

Agora vamos ao texto:

Nietzsche e o Niilismo
Texto de: Antônio Cícero, publicado na Folha de SP

Nietzsche em "A Vontade de Poder" pergunta: "Que significa o niilismo?. Responde: "Que os valores supremos estão perdendo valor".

Em "A Gaia Ciência", ele descreve o niilismo como "a desconfiança de que há uma oposição entre o mundo em que até há pouco estávamos em casa com nossas venerações [...] e outro mundo em que somos nós mesmos; desconfiança inexorável, radical, profundíssima [...] que poderia colocar a próxima geração ante a terrível alternativa; ou vocês abolem  as suas venerações ou - a si próprios! A segunda opção seria o niilismo - mas não seria a primeira também niilismo?".

Na verdade, o niilismo nesse sentido, isto é, a desconfiança e a negação dos valores supremos, constitui a segunda etapa do niilismo. A primeira consiste na depreciação da vida real em nome da postulação e da valorização de um mundo suprassensível superior a ela.

É o que faz a metafísica platônica, por exemplo. Platão, como se sabe, defende que o mundo que nos é dado pelos sentidos e no qual agimos não passa de um simulacro do mundo verdadeiramente real, que é o mundo da ideias eternas, universais e imutáveis e, em primeiro lugar, da ideia do bem; do bem em si.

"O pior, mais persistente e perigoso dos erros até hoje", diz Nietzsche, "doi um erro dogmático: a invenção platônica do puro espírito do bem em si". Por quê? Porque desvaloriza o mundo real. O mundo sublunar em que vivemos é tanto menos dotado de realidade e valor quanto mais se ajuste do ideal.

Segundo Nietzsche, o cristianismo é um platonismo vulgar, um "platonismo para o povo". Trata-se, portanto, de niilismo para o povo. "O nada divinizado", diz. Que maior degradação do mundo real pode ser concebida? Tal é a primeira etapa do niilismo na Europa.

E como se chega à segunda etapa, isto é, ao niilismo que já se considera como tal? Em "A Verdade do Poder", Nietzsche especula que a moralidade cristã acaba por se voltar contra o próprio Deus cristão.

A valorização da veracidade alimenta uma vontade da verdade que se revolta contra a falsidade das intepretações cristãs. Descobre-se que não se tem direito de pressupor um ser transcendente ou em um se das coisas que fosse um divino ou a encarnação da moralidade. A reação contra a ficção de que "Deus é a verdade" é: "Tudo é falso".

A partir disso, negam-se todos os valores supremos. É a morte de Deus. O domínio do transcendente  se torna nulo e vazio. O niilista nega Deus, o bem, a verdade, a beleza.


Se antes a vida real era desvalorizada em nome dos valores supremos, agora os próprios valores supremos são desvalorizados, sem que se tenha reabilitado a vida real. Desmente-se o mundo metafísico, sem se crer no mundo físico. Nega-se qualquer finalidade ou unidade ao mundo. Nada vale a pena.

Mas, além desse modo passivo, há o que Nietzsche chama de "niilismo ativo". Representa o aumento do poder de espírito. Nietzsche dis que "seu máximo de força relativa, o (espírito) alcança como força violenta de destruição; como niilismo ativo". E classifica a se próprio como o primeiro europeu niilista europeu perfeito, isto é, "o primeiro niilista até o fim, já o deixou atrás de si e o superou".

Tal niilismo não pode consistir, evidentemente, na destruição física das coisas ou dos seres humanos. Trata-se antes da abertura do caminho para a "transvalorização de todos os valores" através do reconhecimento do caráter meramente relativo, particular e contingente de todas as crenças e valores dados.

Ora, não é exatamente a esse reconhecimento que o ceticismo metódico da filosofia moderna deveria ter conduzido, se tivesse realmente sido levado às últimas consequências? Não teria ele então consistido em niilismo ativo? Nesse sentido Heidegger tem razão ao pensar que Descartes está menos distante de Nietzsche do que este imagina...

Cobertura cretina da Copa do Mundo

Depois do Brasil vencer a Coréia do Norte, país da igualdade e a Costa do Marfim, país dos elefantes de costas, nessa sexta-feira enfrentaremos Portugal, nossos colonizadores e alvos de piadas, este país inóspito e estranho da qual seus habitantes todas as manhãs encaram a bicha pra pegar um cacete. Vamos saber mais sobre ele?



Capital Lisboa
Cidade mais populosa Lisboa (Pop. 2004: 564 657)[1]
Língua oficial
Português
Governo República unitária de democracia parlamentar¹
Presidente Aníbal Cavaco Silva
Primeiro-Ministro José Sócrates
Formação 1093 d.C.
Independência 1139 
Entrada na UE 1 de Janeiro de 1986
Área Total 92 090[3] km²
População estimativa de 2008 10 651 121[4] hab.

E agora com vocês a escalação da sEMOleção brasileira, exclusivamente apelidada pelo Restart:

1 - Julinho
2 - Maicon Jackson
3 - Lucão
4 - Juanito
6 - Michebinha
5 - Felipinho
8 - Gigil
7 - Nonô
10 - Kaká
11 - RoRô
9 - Lufinha

Técnico: Dengoso

Tirinhas da Semana (19)

Dado a minha dificuldade a cumprir uma "meta" tão simples, achei melhor modificar logo o nome da seção pra disfarçar meus atrasos. Me batam se um dia não houver ela ok?

Porra de vizinho que ouve só YMCA e aquela música de África, iiiiiiii a mamauê. Engraçado que ele fala "eu gosto de música". Ah tá... sei.
















Benett

Homenagem a José Saramago

Homenagem a José Saramago

Hoje, dia 18 faleceu aos 87 anos o escritor português José Saramago, autor de Ensaio Sobre a Cegueira e mais recentemente do livro Caim (veja a notícia), e aqui vai uma pequena homenagem a esse grande escritor, jornalista, dramaturgo e único ganhador do prêmio Nobel da língua portuguesa. Um comunista convicto e ateu, crítico sobre todas as coisas tanto quanto talentoso com as palavras, e essas, foram suas últimas escritas em seu blog.

Pensar, pensar

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."

11 de Outubro de 2008

Palmas.

Gatos e seu estranho amor por pias

Acho que ninguém consegue explicar essa estranha mania que os gatos têm de se aninhar em qualquer pia que seja acessível a eles.

São 14 fotos provando que gatos não têm qualquer senso de conforto e mais: acham que a pia é o melhor lugar pra se passar a tarde, você consegue explicar?

Gatos estão realmente em um plano superior ao nosso.

Post em homenagem ao meu gato que faleceu nessa terça e que lógico, tinha paixão por pias. =/